terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Jardinete Aline Cordeiro Parigot de Souza

Jardinete Aline Cordeiro Parigot de Souza

Jardinete Aline Cordeiro Parigot de Souza

O Jardinete Aline Cordeiro Parigot de Souza está localizado na esquina da Rua Camões com a Rua Reinaldino Schaffemberg de Quadros.
Aline Cordeiro Parigot de Souza foi a mãe do ex-governador Pedro Viriato Parigot de Souza, que governou o Paraná de 1971 a 1973.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Outra casa de madeira no Jardim Social

Outra casa de madeira no Jardim Social

Outra casa de madeira, das muitas que existem na cidade.
Essa é bem bacana e interessante, com a varanda e o jogo de telhados.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Um busto de Santos Dumont

Um busto de Santos Dumont

Um busto de Santos Dumont

Um busto de Santos Dumont

Este busto de Santos Dumont está localizado na Praça Santos Dumont.
A homenagem foi uma iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, do Cindacta II e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Na placa colocada no pedestal está escrito:

"PRAÇA SANTOS DUMONT
1873-1932
“Para alguém que sempre viu um futuro que a maioria não enxergava.”
Homenagem de todos os curitibanos à memória do “Pai da Aviação” e
interventor da criação do Parque Nacional do Iguaçu.
16 de novembro de 2010
Luciano Ducci
Prefeito Municipal de Curitiba”

O autor da escultura foi o cabo da aeronáutica Rafael Scucato, que comentou no dia da inauguração: “fiz a partir de um modelo que fica no Cindacta, mas acrescentei o chapéu, para caracterizar mais”.

Publicações relacionadas:
“O Aviador” - um monumento em homenagem a Santos Dumont
Praça Santos Dumont

Referência:

sábado, 28 de janeiro de 2017

Casa com azulejos na fachada

Casa com azulejos na fachada

Curitiba tem diversas casas muito semelhantes a essa.
Em estilo modernista (ou funcional, como diziam) com uma grande superfície frontal em azulejo decorado com desenhos repetitivos.
Pela aparência delas imagino que foram construídas da década de 1960.
Não sei dizer se foram todas projetadas pelo mesmo arquiteto ou engenheiro. Acho que foi uma espécie de moda.
Atualmente vejo o uso de revestimento cerâmico principalmente em edifícios e raramente como elemento decorativo. O material é usado por razões práticas e o máximo que usam, sob o ponto de vista estético, é a combinação de duas ou três cores ou tons diferentes em grandes superfícies.
Mais recentemente o azulejo decorado foi usado em grandes murais artísticos espalhados pela cidade, alguns já mostrados aqui.
Interessante que o azulejo decorado seja usado tão pouco atualmente. Além de bonito, parece ser bem prático, em uma cidade que chove tanto.

O azulejo como elemento de decoração arquitetônica chegou no Brasil ainda no período colonial. Diversas cidades do nordeste têm casas antigas decoradas com o material, notadamente São Luís, no Maranhão. Mas depois, por um bom tempo, o azulejo decorado para aplicação externa ficou meio que esquecido.
O modernismo brasileiro resgatou o material, principalmente pela influência do arquiteto francês Le Corbusier, que “enxergou as possibilidades plásticas do revestimento e não cansava de repetir para seus jovens discípulos tupiniquins que os materiais do passado não deveriam ser desprezados”.

Referência:

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A porta

A porta

Quando houve a demolição de uma série de casarões para o alargamento da Travessa Nestor de Castro, alguém teve a idéia de deixar este resto de uma parede com uma porta, na esquina com a Rua José Bonifácio. Não sei de quem foi a idéia, mas foi uma idéia feliz. Repare o frontão triangular.

Nos anos 1970 foi implantado na cidade uma série de vias estruturantes, com a criação de grandes eixos viários e outras obras, como fechamento de ruas. Tudo resultado de um planejamento urbano que até hoje influencia a aparência e o funcionamento da cidade.
Uma das primeiras obras implantadas, logo no início da década, foi o alargamento da Travessa Nestor de Castro, como uma forma de desviar a Avenida Cândido de Abreu e criar uma ligação entre os eixos norte e sul.
Para a implantação foi feita a demolição de uma série de casarões antigos que existiam no local. Outra consequência da obra foi um corte no setor histórico da cidade, que ficou dividido pela rua.
Uma das formas de minimizar essa divisão foi a criação mais tarde (1976) de uma passagem subterrânea para pedestres (a Galeria Júlio Moreira) sob a rua, ligando as duas partes do setor histórico.
Surgiu também uma discussão em torno da demolição dos casarões e uma das consequências desse debate foi criação, em 1979, das Unidades de Interesse de Preservação.

Referência:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A estátua do Marechal Floriano na Praça Tiradentes

A estátua do Marechal Floriano na Praça Tiradentes

A estátua do Marechal Floriano na Praça Tiradentes

A estátua do Marechal Floriano em bronze é de autoria de Paschoale De Chirico (Venosa, 1873 - Salvador, 1943) escultor italiano que chegou no Brasil em 1893, aos 20 anos de idade. Foi colocada na praça Tiradentes em 1904.
O pedestal da estátua, em granito, é bem bonito, com frisas em bronze e com um brasão da república. Pena que tenha sido vandalizado, com as inscrições em bronze roubadas.
O autor do pedestal foi Ricardo Honorato Pereira de Carvalho.

Na frente do pedestal está (ou deveria estar) escrito o seguinte:

“AO
MARECHAL DE FERRO
A
ASSOCIAÇÃO CÍVICA
E O
POVO PARANAENSE”

Na lateral esquerda:

“LEI MUNICIPAL N. 82
DE 27 DE JUNHO
DE 1902”

Na lateral direita:

“INAUGURADA
EM 19 DE DEZEMBRO
DE 1904”

Na parte de trás, duas placas de bronze

Originalmente, como podemos ver na reprodução de um postal antigo, o monumento era cercado por grades de ferro com postes de iluminação nas quatro pontas.
Talvez essa fosse uma boa solução para evitar os vândalos. Apesar que, do jeito que a coisa anda, o melhor seria que a grade fosse eletrificada. Lamentável.

Floriano Peixoto


Floriano Vieira Peixoto nasceu em Maceió em abril de 1939 e faleceu em Barra Mansa em junho de 1895.
Foi o primeiro vice-presidente do Brasil, durante o governo do Marechal Deodoro. Ambos participaram do golpe contra D. Pedro II, que resultou no fim do Império e na implantação da República.
Depois da renúncia de Deodoro, assumiu a presidência em um golpe também, uma vez que a Constituição previa novas eleições no caso de renúncia do presidente antes de dois anos de mandato. Como ditador, foi o responsável pela implantação de um modelo de república centralizada, que persiste até hoje. Alguns historiadores o consideram o consolidador da república.

Referência:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Outra Unidade de Interesse de Preservação na Muricy

Outra Unidade de Interesse de Preservação na Muricy

Outra Unidade de Interesse de Preservação na Muricy

Esta casa, pelo jeitão dela, deve ser do início dos anos 1900 e é uma Unidade de Interesse de Preservação e fica na Alameda Doutor Muricy.
A fachada é bem decorada e bonita e está bem conservada. Repare no janelão direito, aquele com uma grade, fazendo vez de uma sacada. Porão bem alto, aproveitando a inclinação do terreno; entrada pela lateral com portão com grade que combina com a casa.

É uma pena não saber a história dela. Nem sempre consigo encontrar as informações. Mas como sempre digo, ainda.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Avenida Jaime Reis 28 e 30

Avenida Jaime Reis 28 e 30 em Curitiba

Esta casa no início da Avenida Jaime Reis é bem curiosa. Com metade dela com aberturas em curva e a outra metade com as janelas e portas retangulares. Tem também aquele avanço no andar superior por sobre a calçada (acho que aquilo não seria classificado com uma bay-window, ou seria?).
Repare bem nas janelas do andar superior, no lado direito. Além das molduras nas janelas, elas estão dentro de um baixo-relevo, cujos contornos na parte superior são bem decorados.
A platibanda de um dos lados também é bem enfeitada e bonita, enquanto no outro lado é mais simples.
Essa assimetria chama a atenção. Seria isso resultado de reformas? Uma ampliação? Ou será que foram duas casas separadas? Podem até ser duas casa separadas (têm até dois números) e eu fico imaginando que é uma coisa só por causa da pintura.
Mesmo que seja uma casa só, eu pintaria de duas cores diferentes, para dar a impressão de serem duas.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Madeira + alvenaria no Alto da Rua XV

Madeira + alvenaria no Alto da Rua XV

Madeira + alvenaria no Alto da Rua XV

Mais uma das casas de madeira com fechada em alvenaria da cidade. Esta no Alto da Rua XV.
A legislação não permitia casas de madeira com a fachada junto a rua, por isso muitas das casa mais antigas da cidade são assim. Esta tem uma platibanda com linhas retas e curvas intercaladas na parte superior.

domingo, 22 de janeiro de 2017

MON

Museu Oscar Niemeyer

Um detalhe do prédio principal do Museu Oscar Niemeyer.
Hoje é domingo, para quem ficou na cidade o MON é sempre uma opção interessante para um passeio.

Publicações relacionadas:
O Olho
Edifício Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco
O interior do “Olho”
Espaço Niemeyer
O túnel do MON

sábado, 21 de janeiro de 2017

Casa Romário Martins

Casa Romário Martins

Casa Romário Martins

Casa Romário Martins

Localizada no Largo Coronel Enéas (Largo da Ordem) a Casa Romário Martins foi construída no século XVIII. Em estilo colonial é uma das últimas remanescentes nesse estilo. É a casa mais antiga da cidade e, como edificação, só perde em idade para a Igreja da Ordem (isso considerando que o prédio original da Igreja do Rosário foi demolido para dar lugar ao atual).

A casa foi residência, açougue e armazém; até ser desapropriada pela prefeitura em 1970. Foi completamente restaurada, preservando-se os aspectos externos. Atualmente é vinculada a Fundação Cultural de Curitiba, que promove exposições no seu interior.

O nome é uma homenagem a Alfredo Romário Martins (1874-1948), escritor e historiador. Romário Martins foi um grande estudioso da história do Paraná e um dos fundadores do Movimento Paranista. Mas nunca teve qualquer relação com a casa.

É Unidade de Interesse de Preservação e Patrimônio Cultural do Paraná.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hospital Marcelino Champagnat

Hospital Marcelino Champagnat

O Hospital Marcelino Champagnat, localizado ao lado do Hospital Universitário Cajuru, faz parte do Grupo Marista.
Na foto a vista do prédio a partir da Avenida São José, ou seja, a parte dos fundos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A antiga Impressora Paranaense

A antiga Impressora Paranaense

A antiga Impressora Paranaense

Este casarão situado na Rua Comendador Araujo, 731 foi durante muitos anos a sede da antiga Impressora Paranaense. O terreno, e as instalações, eram bem maiores e iam até a Rua Benjamin Lins e ocupavam boa parte da quadra. Hoje em dia parte do terreno é ocupado por um centro comercial.
O casarão é uma Unidade de Interesse de Preservação.

A Impressora Paranaense


Em 1853 quando Zacarias de Goés e Vasconcelos chegou em Curitiba para ser o primeiro presidente da província do Paraná, trouxe junto o jornalista Cândido Martins Lopes (1803-1871).
Cândido Lopes antes residia em Niterói, onde tinha uma pequena gráfica. Chegando aqui, abriu novamente uma gráfica e fundou o jornal “O Dezenove de Dezembro” (mais tarde a letra “o” foi retirada do titulo do jornal) que circulou pela primeira vez no dia 1º de abril de 1854. A sede do jornal era na Rua da Imperatriz, 87 (atual Rua XV de Novembro) e mais tarde na edição de 9 de agosto de 1885 o jornal indica um novo endereço para “typographia e escriptorio” a Rua do Imperador - Travessa da da Imperatriz, 1. (A Rua do Imperador era a atual Rua Marechal Deodoro. Qual seria a Travessa da Imperatiz?)
Depois da morte de Cândido Lopes  o jornal e a gráfica passaram a ser propriedade de sua viúva. A partir de 23 de setembro de 1884 passa a constar como editor e proprietário o Sr. Jesuino da Silva Lopes e depois (edição de 5 de setembro de 1885) constava no jornal como proprietário o Sr. Jesuino Lopes & Pinheiro.

Em 1883 o Sr. Ildefonso Pereira Correia (mais tarde Barão do Serro Azul), tendo como sócio Jesuíno Lopes, assumiu o controle da “Typographia Paranaense”, que passou a ser conhecida como Impressora Paranaense.
Imagino que o Sr. Ildenfonso tinha interesse no jornal como apoio as suas ambições políticas, imagino também que o interesse principal era a produção de rótulos para os seus produtos de erva-mate. Logo após a aquisição ele implantou junto à gráfica uma litografia. A impressora não atendia só as necessidades das indústria do barão, fazia rótulos para diversas empresas e impressos em geral, inclusive de livros.
Com o assassinato do Barão em 1894 a impressa passou para a sua viúva, Maria José Pereira Correia, a Baronesa do Serro Azul.
No início do século 20 (não descobri exatamente quando) o litógrafo Francisco Folch, que trabalhava na empresa, adquiriu a empresa e passou a dirigi-la até 1912.
Em 1912, entrou na sociedade o Sr. Max Schrappe, passando a razão social para Folch & Schrappe e Cia., mas continuando com o nome comercial de Impressora Paranaense.
Em 1922 , após o falecimento do Sr. Francisco Folch, o Sr. Max Schrappe comprou a parte do sócio.
A empresa permaneceu com a família Schrappe, que foi tocada pelo senhor Max e depois pelos seus filhos até 1996.

Em 1996 (já instalada no Pinheirinho) a empresa foi adquirida por uma multinacional, que acabou fechando-a em 2012, pondo fim ao que era uma das empresas mais antigas da cidade.

Referências:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro do Largo Coronel EnéasO bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro localizado no Largo Coronel Enéas (também conhecido como Largo da Ordem) foi construído (o original) em 1853. O atual foi reconstruído em 1980, baseado no mesmo estilo de um que existiu. Não sei dizer se teve sempre esse estilo.
O largo abrigava um comércio em torno das carroças dos colonos, que vinham das colônias, onde vendiam os seus produtos. Basicamente produtos agrícolas, resultado do trabalho deles na terra.

O bebedouro não servia apenas aos animais dos colonos, mas a todos que circulavam pela região. A cidade tinha vários bebedouros espalhados, que perduraram por muito tempo, mesmo depois da motorização da cidade. Os dois sistemas de tração conviveram por um bom tempo.
Aliás, a cidade só proibiu a tração animal em novembro de 2015.

Publicação relacionada:
“Cavalo Loco”
Fonte da Memória

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Praça Santos Dumont

Praça Santos Dumont

A Praça Santos Dumont, localizada entre as ruas Cruz Machado, Ébano Pereira e Saldanha Marinho e tendo ao fundo o prédio que uma vez já abrigou a Sinagoga Francisco Frischmann, poderia ser um lugar bem agradável. Estão na praça algumas Tipuanas (Tipuana tipo), que são protegidas pelo Patrimônio Cultural do Paraná e fazem uma sombra muito boa.

Infelizmente a região está com uma população de moradores de rua dependentes de drogas. Normalmente não tenho qualquer problema com moradores de rua. Pelo contrário, muitos deles são pessoas agradáveis.
Mas a região no entorno dessa praça foi a única em que nas minhas andanças não me senti seguro, isso por mais de uma vez. Nunca consegui ficar descontraído e sempre tirei as fotos o mais rápido possível, querendo sair logo do local. Tem inclusive algumas outras casas interessantes na proximidade, mas só voltarei para fotografá-las quando sentir que alguma coisa mudou.
São uns verdadeiros zumbis, e o pior, muitos com uma atitude agressiva.
Tenho pena daquelas pessoas. O Estado deveria tomar providências e oferecer alguma assistência. Talvez seja o caso de forçar algum tipo de tratamento. Não creio que algumas delas estejam em condições de exercer o livre-arbítrio.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Paço da Liberdade - Sala de Atos

Tive que ir três vezes no Paço da Liberdade para fotografar a Sala de Atos. Na primeira, estava fechada e na segunda estava com a porta encostada e pelos sons, parecia ter um ensaio de um coral ou uma aula de canto. Não quis incomodar. Mas não foi chato não. Já estive muitas vezes no Paço e sempre descubro alguma coisa nova, algum detalhe que não tinha reparado antes. Além disso tem exposições no último andar e sempre tem o café no térreo, fazendo frente para a Fonte Maria Lata d’Água e para as Arcadas do Pelourinho, na Praça José Borges de Macedo.

A sala é bem bonita, com as portas entalhadas e o teto pintado.

Publicações relacionadas:

domingo, 15 de janeiro de 2017

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

Paço da Liberdade - detalhes internos

O interior do Paço da Liberdade e muito bonito também, compatível com o restante da construção.
Mais do que a qualidade dos materiais empregados (que é excelente) chama muita atenção a qualidade do trabalho. Gosto de tudo, mas de forma especial os trabalhos executados em madeira.

A Câmara Municipal funcionou no Paço da Liberdade até 1955, saindo para ocupar instalações alugadas, conhecidas como Paço do Rosário, na Praça Tiradentes (não estou certo do local), até ser transferida em 1963 para o Palácio Rio Branco.
O poder executivo municipal ficou no prédio até 1969, quando foi transferido para o Palácio 29 de Março.
Depois disso o prédio passou por uma primeira restauração, que iniciou em 1971 e foi concluída em 1973. Em janeiro de 1974 o Museu Paranaense foi transferido para o local, onde ficou até 2002.
Depois de passar por um novo restauro, cujo início foi em 2007, foi reinaugurado em 2009 abrigando um espaço cultural administrado pelo Serviço Social do Comércio (SESC).

Publicações relacionadas:

sábado, 14 de janeiro de 2017

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Na fachada principal a torre central é um dos destaques do Paço da Liberdade.

Leia como o jornal “Diário da Tarde” a descreveu em 17 de janeiro de 1916:

“… A entrada nobre está projectada com um desenvolvimento gracioso e digno de nota.
Os degraus são talhados em bom granito. Os Hercules que fingem suportar a torre estão realmente magestosos.
Na torre, a figura central é uma bella joven, tendo vestida peplum e tunica, e que se encontra assentada, representa a cidade de Coritiba, presidindo aos destinos do seu povo e cuja eecução é digna de merecimento.
Completa a ornamentação da torre um escudo com as armas do Municipio, cabeças de leão symbolizando a força; a cupula de superficie curvillinea coberta a eternite e sobre esta um foco de luz electrica com a intensidade de mil velas.
A silueta deste campanario domina todos os predios circumvisinhos e por sua imponencia se destaca dos mais com uma certa altivez que incute respeito. Tres relogios movidos a electricidade estão collocados nas tres faces, sendo os mostradores illuminados á noite. …”

É interpretação corrente que os Hercules representam os poderes municipais, legislativo e executivo, que sustentam as colunas que suportam a bela Curitiba, sentada lá no alto. Não sei dizer se esta simbologia para os Hercules é da época do projeto, ou se foi criada posteriormente.

Publicações relacionadas:

Referência: