quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Jardinete Lá Aun Engel

Jardinete Lá Aun Engel

Placa no Jardinete Lá Aun Engel

Banca de revistas fechada no Jardinete Lá Aun Engel

O Jardinete Lá Aun Engel fica na Avenida Manoel Ribas, quase em frente ao Palácio das Telecomunicações Presidente Costa e Silva, na esquina com a Rua Padre Agostinho, ao lado da trincheira.

Na placa no local está escrito o seguinte:

“JARDINETE
LÁ AUN ENGEL
(1945-2005)

Paulistana radicada em Curitiba,
foi professora, filósofa e empresária.
Poliglota, esotérica, não descartava
oportunidades de conhecimento, de
decifrar e aplicar o novo.
Primeira presidente do Conselho da
Mulher Executiva do Paraná,
incentivou a organização e a
valorização das mulheres de negócios.

Curitiba, 06 de março de 2009

Beto Richa
Prefeito Municipal de Curitiba”

Quando tirei a foto reparei também na banca de revistas fechada e pensei em quantas banquinhas foram fechadas nos últimos anos. Esse foi mais um dos negócios afetados pelas transformações tecnológicas dos últimos tempos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Abertura no muro

Abertura circular decorada em um muro

Abertura interessante em um muro na Rua Raquel Prado, nas Mercês.
Pelo muro da casa foi possível observar alguns mosaicos no interior, mas não consegui um ângulo adequado para fotografá-los. Esticando o braço para o interior da casa talvez fosse possível uma foto. Mas fico meio encabulado de fazer isso.
Pesquisando na rede descobri que no local é um ateliê de mosaicos.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Outra na Rua Desembargador Ermelino de Leão

Casa na Rua Desembargador Ermelino de Leão

Hoje mais uma das casas na Rua Desembargador Ermelino de Leão, rua que tem algumas casa bem interessantes.
Na foto está um pouco escondida pela grade, mas é bonita.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Casa Bernardo Kirchgässner

Casa Bernardo Kirchgässner, projetada pelo arquiteto Frederico Kirchgässner
Casa Bernardo Kirchgässner, projetada pelo arquiteto Frederico Kirchgässner
Casa Bernardo Kirchgässner, projetada pelo arquiteto Frederico Kirchgässner
Casa Bernardo Kirchgässner, projetada pelo arquiteto Frederico Kirchgässner

A Casa Bernardo Kirchgässner foi projetada pelo arquiteto Frederico Kirchgässner (1899-1988) para seu irmão em 1936.
A casa, na Rua Visconde de Nacar, é uma das primeiras manifestações modernistas de Curitiba e é uma Unidade de Interesse de Preservação. Uma jóia.

Publicação relacionada:
Casa Kirchgässner - importante para a história da arquitetura brasileira
Alguns móveis desenhados por Frederico Kirchgässner
Planta de Curityba 1929 - por Frederico Kirchgässner 
Um pequeno edifício projetado por Frederico Kirchgässner

sábado, 27 de janeiro de 2018

Cervejaria Cruzeiro (ou Parque Cruzeiro)

Casa que fazia parte da antiga Cervejaria Cruzeiro

Casa que fazia parte da antiga Cervejaria Cruzeiro

Esta casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Neste local, na Avenida do Batel, originalmente estava instalada a fábrica de cervejas Johnscher & Irmão, que faliu em abril de 1902. As instalações foram adquiridas pelos irmãos Julio e Luiz Leitner em 27 de maio daquele mesmo ano.
Depois reformarem e equiparem a fábrica com máquinas vindas da Alemanha. Reabriram a cervejaria em abril de 1904, com a razão social de “Julio Leitner & Irmão” e o nome de fantasia de “Fábrica de Cervejas Tivoli”. A fábrica era no Batel e o escritório e depósito na Rua Marechal Deodoro, esquina com a Rua da Liberdade (atual Rua Barão do Rio Branco), local da antiga fábrica dos Leitner, que continuou em funcionamento por mais algum tempo (não consegui apurar até quando).
Pouco tempo depois, alteraram o nome de fantasia para “Cruzeiro” e foi publicado no dia 18 de junho de 1904, no jornal “A República”, o seguinte comunicado:

“Comunicam-nos os srs. Leitner
& Irmãos, proprietários da fabrica
de cerveja do Batel, terem resolvi-
do mudar a denominação da sua
afamada marca «Tivoly», que d’o-
ra em diante, chamar-se-á «Cru-
zeiro».

No dia 24 de outubro de 1904 o mesmo jornal publicou a seguinte reportagem:

“Dentre as diversas fabricas de cerveja existente n’esta capital, destaca-se, pela sua importancia e magnifica construcção, a grande fabrica «Cruzeiro», de propiedade dos srs. Julio Leitner & Irmão.
Esta fabrica, fundada ha cerca de 4 annos pelos srs. Francisco Ioncher & Filhos, que empregaram n’ella a maior parte de suas economias, elevadas a cerca de duzentos contos de reis, não ponde infelizmente corresponder aos esforços e sacrificios de seus iniciadores, vindo mais tarde a pertencer aos actuaes proprietarios, que a adquiriram por compra.
Afim de dar desenvolvimento relativo á importancia do estabelecimento, seguio para a Eurpa um dos socios, o sr. Luiz Leitner, que poude então fazer acquisição dos mais aperfeiçoados apparelhos e accessorios indispensaveis, afim de collocal-a no alto gráo em que se acha.
Hontem tivemos occasião de fazer uma visita geral á fabrica, onde fomos gentilmente acompanhados pelo sr. Luiz Leitner, que nos ministrou as mais completas informações.
Entrando pela casa de machinas, pudemos vêr já funccionando a nova caldeira ha pouco recebida da Europa, a qual contem uma forla de 60 cavallos vapor; a sua acçãi é transmittida aos diversos machinismos de fabricação de gelo, dynamo para gerar a electricidade e outros diversos mistéres da industria. Fomos ás camaras frigoríficas, onde a temperatura se mantinha a 1½ gráos abaixo de zero, lugares estes destinados á fermentação de grande  quantidade de cerveja que se achava em mais de 30 toneis.
Impossibilitados de nos demorarmos n’este local, em vista da baixa temperatura, sahimos logo e nos dirigimos aos demais compartimentos, onde pudemos admirar a boa ordem e o irreprehensivel asseio geral. Disse-nos o sr. Leitner, que a fabrica acha-se habilitada a produzir 30.000 litros de cerveja por dia.
Visitamos depois o «restaurant» Cruzeiro, anexo ao deposito, onde nos foi offerecido um magnifico «chopps». Este «restaurant», assim como um bem montado «jogo de bolas», pertencem aos proprietarios do importante estabelecimento.
E’ este hoje um ponto de diversão, onde grande parte de nossa população vae se recrear aos domingos, debaixo das frondosas arvores que formão o bellissimo parque de um refrigerante jardim”.

Quanto a casa mostrada na foto onde, imagino, funcionava o tal “restaurant”, não sei dizer exatamente quando foi construída, mais imagino que isso ocorreu ainda com os antigos proprietários da cervejaria, ou seja, por volta de 1900.

O Sr. Julio Leitner faleceu em abril de 1909, por um tempo a sua viúva, Sra, Adelina, continuou na sociedade, mas retirou-se em novembro de 1911.

Após o falecimento do Sr. Luiz Leitner, que era casado com Anna Hauer Leitner, a empresa trocou o nome para  “Viuva Luiz Leitner & Filhos” e passou a ser dirigida pelo filho deles, Frederico Leitner (1901-1988).

Em 1940 a Cervejaria Cruzeiro foi vendida para a Cervejaria Brahama e o Sr Frederico assumiu uma diretoria técnica da empresa. Trabalhou nela por mais uns trinta anos.

Uma pequena confusão?


Encontrei em algumas publicações a menção de que Thomas Plantagenet Bigg-Whitters (1845-1890), naturalista e viajante inglês, teria ficado hospedado nessa casa durante sua viagem ao Brasil entre 1872 e 1875. Acredito que haja alguma confusão aí, pois naquela época a casa provavelmente nem existia.

O que acontece é que o Sr. João Leitner, imigrante austríaco, pai dos Srs. Julio e Luiz Leitner, chegou com aproximadamente trinta anos de idade na Colônia Dona Francisca (Santa Catarina) em 1866. Aproximadamente dois anos depois, depois de casar com Marie Lenkt, mudou-se para Curitiba. Aqui conseguiu construir a sua casa, em 1870. Junto funcionava uma pensão e uma cervejaria e fábrica de vinagre. Isso tudo na atual Rua XV de Novembro, esquina com a Rua Barão do Rio Branco, que na época era bem pouco ocupada, pois a cidade era muito pequena.
A pensão evolui para “Hotel Leitner”. Lendo em alguns jornais antigos fiquei com a impressão que foi um dos mais importantes da cidade.
O hotel foi vendido para Mostaert & Cª em agosto de 1882 e passou a chamar-se “Grande Hotel”. No comunicado do negócio publicado no jornal “Dezenove de Dezembro” no dia 12 de agosto de 1882, o parágrafo final diz o seguinte:

“No mesmo estabelecimento que é hoje a Estação das Diligências aluga-se carros de luxo para casamentos, baptisados, visitas e viagens para todos os pontos da provincia onde se possa transitar, bem como grande cocheira para animaes.”

Na primeira noite em Curitiba o Sr. Bigg-Whitters ficou hospedado em um hotel de propriedade de Herr Louis, em suas próprias palavras:

“ … But all things have an end, and about two hours after dark we reached Curitiba, and rode through the dimly lighted street to the solitary hotel of the place, too dead-tired to notice anything on the way. We found Edwards, who had preceded us some days from Antonina, there to greet us, and seldom had we been more delighted to get rid of a mount than we were now. Dinner presently put some life into us again; Herr Louis, the jolly German proprietor, showing himself all that a host should be, in providing for the comforts of his guests. …”

Mais adiante ele menciona o hotel do Sr. Leitner:

“… Every evening, after the day's work with the stores was over, we met together in a new German hotel that was building at the bottom of the town, which possessed the modest attraction of a brewery of its own attached to it. These evenings were usually devoted to talking over the plans and arrangements for carrying out the work of the exploration before us, and to discussing the country generally. Occasionally men would drop in who had themselves travelled in the interior, and lived wild lives in the forest. Herr Leitner (the landlord) would bring out his best beer, and would, when called upon, add to the amusement of the evening by playing on his zither, on which he was a most proficient performer. …”.

Depois ele foi para o interior do estado e quando retornou para Curitiba, onde, com certeza ficou no hotel do Sr. Leitner, escreveu o seguinte:

“ … Curitiba had grown out of all remembrance in the interval of fourteen months that had elapsed since I had last seen it. To right and left of the new road leading to Palmeiras long lines of houses had sprung up where before the prairie rolled. On the right a gigantic building more in the modern London hotel style than anything I hadl yet seen even in Rio itself, was in course of erection, and on all sides unmistakeable signs of progress were manifest.
The German element seemed to have multiplied exceedingly in the place, and the dark skins and black hair of my two Brazilian companions seemed all out of place in the capital "city." People turned round to stare at us as we rode through the streets, wondering no doubt from what remato part of the globe we had come, for our backwoods costumes and travel-stained appearance betokened strangers.
Presently two black fellows in uniform, carrying short swords, came up and stopped us; and then, for the first time, we remembered that we were armed to the teeth, with pistols, revolvers, and long knives stuck all round our waists. No wonder that the people had stared at us, for the carrying of arms is forbidden in Curitiba. The mistake was soon explained, but the black fellows would not leave us till we had reached the door of Leitner's hotel, at which I intended to put up, being evidently afraid that we might at the last moment turn out to be desperate ruffians bent on some murderous outrage.
Herr Leitner received us with outstretched arms, and it was pleasant to find oneself not altogether forgotten amidlst the many changes that had taken place in the town.”

Levando em conta as datas, creio que o Sr. Thomas Bigg-Whitters hospedou-se no Hotel Leitner (que na época deveria estar mais para pensão) na Rua XV de Novembro.

O Sr. João Leitner faleceu em 10 de abril de 1894.

A Churrascaria Cruzeiro


A primeira sede da Churrascaria Cruzeiro foi no “Parque Inglês”, localizado na Estrada da Graciosa (na atual Avenida Prefeito Erasto Gaetner).
O seu proprietário, o imigrante alemão Germano Kundy (1896-1972), transferiu-a em 1937 para um barracão que existia no bosque ao lado da casa retratada.
A Churrascaria Cruzeiro foi uma daquelas famosas da cidade, tanto pelo churrasco como pelo local, que também era conhecido com Parque Cruzeiro. Quando o tempo permitia, o churrasco era servido em mesas instaladas na sobra das grandes árvores que existiam no local. A churrascaria funcionou no local até 1986.

Referências:

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A porta e a janela

Fachada de casa na Rua Visconde de Nacar

Fachada de casa na Rua Visconde de Nacar - detalhe da porta e da janela

Gostei da fachada dessa casa na Rua Visconde de Nacar, principalmente da janela no lado direito e da porta. Mas a fachada toda é bem interessante e a pintura destaca os elementos de decoração.
Repare que está casa também tem aqueles ornamentos de ferro.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Busto em homenagem a José Pereira Santos Andrade

Busto em homenagem a José Pereira Santos Andrade localizado na Praça Santo Andrade, em Curitiba
Herma com busto em homenagem a José Pereira Santos Andrade
Placa junto ao busto em homenagem a José Pereira Santos Andrade


Herma com busto de José Pereira Santos Andrade, localizada na Praça Santos Andrade.
O autor da escultura foi Erbo Stenzel.

Na placa de bronze fixada no pedestal de granito está escrito:

“Dr. JOSE PEREIRA SANTOS ANDRADE
SENADOR PELO PARANÁ AO CONGRESSO
CONSTITUINTE DA REPÚBLICA EM
1890 – 91
GOVERNADOR DO PARANÁ DE
1896 A 1900
HOMENAGEM
DE SEUS AMIGOS E ADMIRADORES
EM 15 - 6 - 1950
CINQUENTENÁRIO DE SUA MORTE”

Referência:

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Jaime Reis 480

Casa com mansarda na Avenida Jaime Reis, 480

Casa na Avenida Jaime Reis, 480

Esta casa na Avenida Jaime Reis, 480 atualmente tem uso comercial, mas consigo imaginá-la quando tinha uso residencial. Parece-me que foi uma boa residência.
Na fachada chama a atenção as grandes portas/janelas com balaústres formando sacadas. Outro detalhe interessante também são as janelas no sótão, criando assim uma mansarda e aproveitando um espaço que muitas vezes não é utilizado.
Imagino também que aquele espaço no lado direito, que atualmente encontra-se fechado e com uma porta, deve ter tido uma grade (ou pequeno muro) com a entrada principal para a casa.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O edifício de um banco

Edifício Citibank na Rua Marechal Deodoro

Não sei se este edifício localizado na Rua Marechal Deodoro tem um nome oficial, conheço ele como o “Edifício do Citibank”. As operações comerciais do referido banco foram compradas por outro e não sei se continuará a ser conhecido assim. O tempo dirá.

Mas em relação ao seu projeto, gosto daqueles primeiros andares, que tornam o edifício diferente.

No térreo está instalada uma obra de Elvo Benito Damo, cuja foto já publiquei anteriormente no blog.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Jacus

Jacus passeando calmamente na rua

Jacus passeando na rua, um deles invocando com a própria imagem refletida em um carro

Jacus passeando calmamente na rua

As vezes a gente acaba meio que surpreendido por alguma coisa diferente, como esses dois jacus caminhando calmamente pela rua.
Ao passar por um carro um deles resolveu invocar com a própria imagem refletida.
Os jacus não chegam a ser uma raridade na cidade, principalmente nas proximidades dos parques maiores da cidade.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Um pequeno edifício projetado por Frederico Kirchgässner

Edifício projetado por Frederico Kirschgässner, localizado na Rua Portugal

Edifício projetado por Frederico Kirschgässner - detalhe

Edifício projetado por Frederico Kirschgässner - detalhe

Este pequeno edifício, de apenas três andares e localizado na Rua Portugal, foi projetado por Frederico Kirchgässner (1899-1988) e construído em 1958.
Kirchgässner foi o pioneiro da arquitetura modernista em Curitiba e um dos pioneiros desse estilo no Brasil.

Publicações relacionadas:
Casa Kirchgässner - importante para a história da arquitetura brasileira
Casa Bernardo Kirchgässner
Alguns móveis desenhados por Frederico Kirchgässner
Planta de Curityba 1929 - por Frederico Kirchgässner

sábado, 20 de janeiro de 2018

Capelinha a São Roque

Capelinha a São Roque

Capelinha a São Roque

Capelinha a São Roque

reparado nessa pequena capelinha, na esquina da Rua Maria Noemia dos Santos.

Na plaquinha no seu interior está escrito o seguinte:

“Essa capelinha, dedicada a São Roque,
foi construída em 1901 por imigrantes
polacos silesianos que aqui se
estabeleceram em outubro de 1875”

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Mercearia Riograndense

Porta de entrada da Mercearia Riograndense
Predinho da Mercearia Riograndense

Localizada na Avenida Manoel Ribas, 660 a Mercearia Riograndense é um daqueles negócios tradicionais de Curitiba que todo mundo conhece. Se você não conhece, não sabe o que está perdendo.
Só de olhar para a foto fiquei com água na boca.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Jardim Frei Timóteo

Jardim Frei Timóteo localizado nas Mercês

Indo do centro pela Avenida Manoel Ribas, em direção à Santa Felicidade, o Jardim Frei Timóteo marca o início do bairro Mercês.

Na placa de bronze no bloco de pedra estava escrito o seguinte:

“JARDIM
FREI TIMÓTEO DE CASTELNOVO
HOMENAGEM DE CURITIBA AO
BANDEIRANTE CAPUCHINHO
2•8•1855  –  2•8•1955”

A placa, como muitas outras da cidade, foi roubada.

Frei Timóteo


Domingos de Antônio Luciani nasceu em Caltenuovo-Magra, na Itália, em 15 de setembro de 1817.
Ingressou no Convento em Sarzana em fevereiro de 1841 e passou a adotar o nome de Timóteo de Caltelnuovo Magra quando fez os primeiros votos em 1841. Foi ordenado sacerdote em 1846.
Em 16 de janeiro de 1851 desembarcou como missionário no Rio de Janeiro e no mesmo ano transferiu-se para a paróquia de Santa Bárbara e Monte-mor, em São Paulo. Onde ficou até outubro de 1854.
Foi transferido para região da atual cidade de Jataizinho - PR, onde em 1855 fundou o aldeamento de São Pedro de Alcântara. Lá permaneceu até o seu falecimento, em 1895.

O aldeamento de São Pedro de Alcântara, constituído por índios Kaingang (Coroados) e Kayoá, pretos escravos e brancos, passou por dificuldades praticamente durante toda a sua existência. Os interesses da Igreja e do Estado não eram exatamente os mesmos.
O interesse do governo ao criar o aldeamento era o de ocupação do território e a criação de um entreposto entre o Paraná e o Mato Grosso. Enquanto o interesse de Frei Timóteo era o de formar homens.
Frei Timóteo demonstrou o seu descontentamento com as políticas adotadas e o abandono por parte do Estado em diversas ocasiões, tanto em sua correspondência para seus superiores, como para os governantes.

Referência:

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Telhado bem inclinado

Casa com telhado bem inclinado, típica de regiões com muita neve.

Outra das casas na Rua Desembargador Ermelino de Leão.
Esta tem telhado bem inclinado, típico de regiões com muito neve. Não que seja este o caso de Curitiba, trata-se mais de um questão de estilo. A casa sofreu algumas modernizações, mas mantém os seus contornos gerais. Pena aquela enorme guarita na frente que esconde parcialmente a casa, uma bela casa.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Músico de rua (4)

Músicos de rua

Músicos na feira dos sábados na Rua Alberto Bolliger.

Na plaquinha está escrito:

“ESTOU CANTANDO PARA
DEIXAR O SEU DIA MAIS
LINDO!!!
PENA QUE EU NÃO POSSO
VER!!!”

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Músico na rua
Músicos na feira
Músico de rua (3)

domingo, 14 de janeiro de 2018

Igreja São Vicente de Paulo

Igreja São Vicente de Paulo

Igreja São Vicente de Paulo

Igreja São Vicente de Paulo

Igreja São Vicente de Paulo

Igreja São Vicente de Paulo

A Igreja São Vicente de Paulo, na Avenida Jaime Reis, é uma unidade de Interesse de Preservação.
Foi construída em 1932. Alguns a classificam como de estilo neogótico. Não sou especialista no assunto, mas para mim é art déco.

Administrada pelo Padres Vicentinos, a igreja é ligada a comunidade polonesa e mantem a tradição de rezar missa em polonês nos domingos as onze horas.

São Vicente de Paulo


No site da igreja encontrei o seguinte texto sobre Vicente de Paulo, que transcrevo:

“Vicente de Paulo nasceu na cidade de Pouy, na França, aos 24 de abril de 1581. Filho de pobres camponeses, manifestou o desejo e gosto para o estudo. Entrou para o seminário e foi ordenado padre ainda bem novo, com apenas 19 anos de idade. O início de sua vida sacerdotal foi marcado por muitas dificuldades e desacertos.
Inicialmente, estava muito preocupado em ajudar sua família e em conseguir certa estabilidade financeira. Diante de uma série de fracassos, foi amadurecendo e, sobretudo a partir de 1613, se lançou inteiramente no serviço aos pobres.
Em contato com os camponeses, conheceu o estado de abandono religioso e miséria em que viviam as populações do campo. Percebeu que os pobres tinham necessidades urgentes e que, para ser fiel a Cristo, era preciso servi-los. Começou, então, a pregar missões entre os pobres e a organizar diversas organizações de caridade.
Passando a residir em Paris e enfrentado uma época de guerra, confusão política, de grandes problemas sociais e de desorganização da Igreja, Pe. Vicente de Paulo passou a se dedicar inteiramente à evangelização e serviço dos pobres. Para este fim, fundou a Congregação da Missão e a Companhia das Filhas da Caridade.
De muitas maneiras e com criatividade, desenvolveu uma intensa ação caritativa e missionária, sempre contando com os padres e irmãos de sua Congregação, com as irmãs de Caridade e com muitos leigos e leigas generosos.
Entendia que o pobre é a imagem de Cristo desfigurado a quem devemos servir. E a Igreja deve estar a seu serviço Por isso, atuou na reforma da Igreja, sobretudo muito colaborando na reforma do clero.”

Referência:

sábado, 13 de janeiro de 2018

Edifício Deep Green

Edifício Deep Green

Edifício Deep Green

Edifício Deep Green, localizado na Avenida do Batel.
A foto está na contra luz, o que destaca as sua principais características; aquela grande fachada de vidro colorido criando um grande volume interno vazio e o formato de cunha da fachada, que de uma altura em diante emerge da caixa de vidro que a envolve.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Outra com torrinha e ornamentos de ferro

Casa com torrinha e ornamentos de ferro

Outra daquelas casas com torrinha e ornamentos de ferro. Características comuns a diversas outras já mostradas aqui e construídas em meados do século passado, quando esses dois elementos foram meio que moda.
Esta, muito simpática, está localizada na Rua Padre Agostinho e tem uso comercial.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O rapaz e a gaitinha

O rapaz e a gaitinha

No início da Avenida Manoel Ribas, ainda no São Francisco, fotografando o edifício Palácio das Telecomunicações Presidente Costa e Silva.
Um som vindo, viro e está passando, com passos rápidos, um rapaz tocando uma gaitinha de boca.
Um instante. Uma breve pausa musical. Clic.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Uma bela casa

Uma bela casa

Casa na esquina da Alameda Augusto Stellfeld com a Rua Desembargador Clotário Portugal.
O desenho em “L”, complementado pela aquela bela entrada e sacada, é uma solução interessante para uma esquina.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A antiga Casa de Ferragens Hauer

A antiga Casa de Ferragens Hauer

Tirei esta foto já há algum tempo. Estava com a esperança que fosse ocupado e que tirassem aqueles tapumes. Como não tiraram, vai a foto assim mesmo.
Considerando que o prédio não está ocupado, entendo perfeitamente os tapumes. Infelizmente, se não for assim, vira alvo de vandalismo.

A Hauer & Irmãos (Ferragens Hauer) foi fundada em 1888 pelos irmãos Francisco e Augusto Hauer.
O prédio, localizado na Rua José Bonifácio, esquina com a Travessa Padre Júlio de Campos, nos fundos da Catedral é muito bonito e foi muito bem restaurado em 2015, depois de ter pego fogo em 1998.

O prédio é uma Unidade de Interesse de Preservação

Referências:

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

A fachada

A fachada de uma casa em demolição
A fachada de uma casa em demolição
A fachada de uma casa em demolição - detalhe

Um dias desses, andando pela Rua Desembargador Vieira Cavalcanti, deparei com essa fachada.
Não sei se encontrei os momentos finais da demolição de uma antiga casa. Imaginei que o proprietário irá reconstruir a casa, preservando a antiga fachada. O que não seria uma má ideia, considerando que a fachada é bonita. Repare no nicho com santo e no ornamento com ferro.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Edifício Marumby

Edifício Marumby
Edifício Marumby - detalhe
Edifício Marumby - detalhe da porta

O Edifício Marumby, na Rua XV de Novembro, esquina com a Rua Conselheiro Laurindo, foi concluído em 1948 e é um projeto do engenheiro Romeu Paulo da Costa.

Com treze andares (contando o térreo) o Edifício Marumby é um dos primeiros “arranha-céus” da cidade. De arquitetura moderna, o térreo, reservado para uso comercial, tem marquises protegendo os passantes da chuva e do sol. O canto da esquina arredondado e as sacadas criam um efeito interessante. A porta do condomínio, com desenhos geométricos é bem bonita também. Atualmente está pintada de amarelo, mas não sei se sempre foi dessa cor.

Algumas publicações (impressas e na internet) dizem que o Marumby foi o primeiro prédio da cidade de uso exclusivamente residencial. O térreo sempre teve utilização comercial, mas ignorando isso, pelo menos no início (não sei como é hoje) o edifício parece que teve um uso misto. É possível encontramos publicações em jornais de 1949 que indicam que a Diretoria do Departamento de Obras e Viação da Prefeitura Municipal de Curitiba funcionava no segundo andar.

Romeu Paulo da Costa (1924-2004) formou-se em engenharia civil na Universidade Federal do Paraná em 1948. Junto com outros engenheiros e arquitetos foi um dos responsáveis pela divulgação da arquitetura moderna na cidade. Um dos seus principais projetos, talvez o de maior destaque, foi o prédio da Biblioteca Pública do Paraná. Outro de seus projetos foi o da antiga Sinagoga Francisco Frischmann.

Referências: