sábado, 16 de fevereiro de 2019

O gatinho branco

Grafite com o desenho de um gatinho branco

Enquanto fotografava e observava a casa (que publiquei ontem) e o grafite (que publiquei anteontem) estava passando batido nesse outro pequeno grafite no canto da casa, junto ao portão.
Ainda bem que a minha esposa chamou a minha atenção. Gostei do gatinho, que ficou ainda mais interessante com as diversas cores no fundo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Casa na Paula Gomes e o grafite

Casa na Paula Gomes com grafite

Casa na Paula Gomes - detalhe janelas

Casa na Rua Paula Gomes onde está o grafite que publiquei ontem.
Tirando alguns detalhes na decoração, a casa é praticamente moderna, com linhas retas (diria que é quase Bauhaus).
Imagino que foi construída no meado do século passado.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

“Toys”

Grafite em uma casa na Rua Paula Gomes.

Grafite em uma casa na Rua Paula Gomes.
Um pouco diferente dos que costumam aparecer por aqui, mais na linha cartoon.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Uma casa na Trajano Reis

Uma casa na Trajano Reis

Uma casa na Trajano Reis - detalhe

Uma casa na Trajano Reis - escultura na entrada

Muito interessante as linhas dessa casa na Rua Trajano Reis.
Platibanda, janelas com a parte superior arredondadas, colunetas espiraladas, vasos nas colunas do portão, caixa postal em ferro fundido, uma pinha naquela platibanda recuada e na entrada, junto a escada uma escultura.
Não tinha notado essa casa antes, mas ela tem um fachada bem bonita.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Buda na postura Bhumisparsha Mudra

Buda na postura Bhumisparsha Mudra; Sino-tibetano, dinastia Ming (1368-1644) bronze

Buda na postura Bhumisparsha Mudra; Sino-tibetano, dinastia Ming (1368-1644) bronze

“Buda na postura Bhumisparsha Mudra; Sino-tibetano, dinastia Ming (1368-1644)
bronze

Buda é visto na posição tomar a terra como testemunha de sua renúncia aos prazeres e desejos terrenos oferecidos pelo demônio Mara (a ilusão) em troca de sua não iluminação.

A mandorla atrás da figura é um auréola oval, em forma de amêndoa (“mandorla”, em italiano), que envolve algumas representações de Buda. É rara a existência de uma peça com a mandorla intacta.”

Peça faz parte da Coleção Fausto Godoy doada ao Museu Oscar Niemeyer - MON

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Visibilidade aos invisíveis

Grafite de menino de rua sentado no meio fio, na Rua Inácio Lustosa

Grafite na parede lateral de uma casa na Rua Inácio Lustosa.
Desenho e pintura muito bonitos. No canto esquerdo está a assinatura: “CASE”.

Não sei se a obra tem um nome, mas ela dá visibilidade àqueles que, muitas vezes, nos são invisíveis.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Placa comemorativa da inauguração da Catedral

Placa comemorativa da inauguração da Catedral

a entrada da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz do Pinhais, em uma coluna no lado direito, em um canto meio escuro, esta fixada esta placa, descerrada por ocasião da inauguração. Nela está escrito:

“Inaugurada
a 7 de Setembro de 1893.
Commissão de obras
Vigario Alberto José Gonçalves
Barão do Serro Azul
Dr. José Pereira dos Santos Andrade
Comor Antonio Martins Franco
Tte. Cel. Benetido Enéas de Paula
Cao. Joim. José Bellarmino de Bittencourt
Mestre de obras
Carlos Aug: Warnecke!"

Como é possível observarmos, a placa está quebrada. Isso aconteceu no dia mesmo da inauguração, quando foi danificada a marteladas por um genro de Henrique Henning.

Heinrich Henning (ou Henrique) era um mestre-de-obras alemão, que depois de participar na construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá estabeleceu-se em Curitiba. Aqui trabalhou na construção da Santa Casa e do Edifício Manoel da Costa Cunha, entre outras obras.

Ao longo da construção a Catedral contou com o trabalho de diversos arquitetos responsáveis e mestres-de-obras. O Sr. Henning assumiu a construção em 1886, com parte dela já construída.

Habilidoso, de temperamento difícil e severo, mas ao mesmo tempo, dizem, companheiro dos seus colegas de trabalho. Desentendeu-se diversas vezes com o engenheiro Giovanni Lazzarini, que dizia que o mestre-de-obras, alemão luterano, não sabia “dar respeito”.

A briga entre os dois chegou a ser noticiada nos jornais da época.

Em 1890, com a construção praticamente concluída, o mestre-de-obras desentendeu-se com o vigário Alberto José Gonçalves que queria ampliar a sacristia, já praticamente pronta. O padre “acusou Henning de ter transformado a igreja num templo luterano e Henning retrucou dizendo que o projeto não era dele e que apenas havia executado o que deveria ser feito. “
Depois disso Henning deixou a obra, junto com seus auxiliares, quase todos alemães e luteranos. Não sabemos se pediu demissão ou se foi despedido. Mais tarde, não consegui precisar quando, retirou-se com sua família para o Assunguy, onde adquiriu uma propriedade.

O padre Alberto mandou fazer a placa para a inauguração da igreja e nela não estava o nome de Heinrich Henning. Razão pela qual o genro de Henning, revoltado, decidiu quebrá-la a marteladas. A justificativa do padre é que foram colocados os nomes dos participantes da última comissão de obras. Dizem, mas não sei se isso faz muito sentido, que na verdade o padre encontrou um jeito de omitir o nome de todos que defenderam o projeto de estilo gótico.

O fim – trágico – de Heinrich Henning


Em 1893, Vicente Machado da Silva Lima, no exercício da presidência do estado, abandou Curitiba indo no rumo de Castro (e mais tarde para São Paulo) pela estrada do Assunguy.
No caminho, o padre Alberto José Gonçalves (o vigário da Catedral) que fazia parte da comitiva dos fujões, teria falado de Henrique Henning para Vicente Machado, que decidiu eliminar o mestre-de-obras.

Uma outra versão diz que Hennig teria chamado Vicente Machado de covarde, quando encontraram-se na travessia do Rio Ribeira e que o padre Alberto, que estava atrasado em relação aos demais, teria encontrado-se com Henning no caminho para Cerro Azul. Henning aproveitou a oportunidade para cobrar um velha dívida da construção da catedral, tirado o padre do cavalo e dado um surra nele.

Com a derrota dos federalistas, Vicente Machado retornou ao poder em Curtiba e pediu a cabeça do ex-mestre-de-obras ao Coronel Hermógenes de Araújo, chefe político de Cerro Azul e região.
O Coronel Hermógenes contratou o matador Diamiro Furquim, pedindo que apresentasse uma prova da execução do trabalho.

Em 22 de julho de 1894, usando a desculpa de que Henning deveria apresentar-se em Curitiba por causa de um fuzil que possuía, o matador o convenceu a acompanhá-lo. No caminho o matador o executou com um tiro e o decapitou.

Vicente Machado estava hospedado na casa do Coronel Hermógenes, quando Diamiro apareceu com a cabeça de Henning, como prova de trabalho cumprindo.
Vicente Machado teria ficado apavorado e comentando que esperava que o serviço tivesse sido executado com mais discrição.

A cabeça de Henning teria sido enterrada na propriedade do Coronel Hermógenes de Araújo e o resto do corpo dele só foi encontrado pelos familiares um ano depois.

Para a defesa de Vicente Machado, ele alegava que tinha pedido a cabeça do alemão ao Coronel Hermógenes no sentido figurado, e não literal.

Encontrei em publicações antigas (de 1889 e 1891) referências de Henrique Henning como professor de arquitetura na Escola de Artes e Indústrias do Paraná. Estou desconfiado que seja a mesma pessoa, mas como nunca tinha lido antes que ele teria sido também professor, ficou a dúvida. Um assunto para pesquisas futuras.

Publicações relacionadas:
Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz do Pinhais
Santa Casa
Edifício Manoel da Costa Cunha
A casa de Vicente Machado, aquele que fugiu

Referências:

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A casinha de madeira e a araucária

casa de madeira na Rua Brigadeiro Arthur Carlos Peralta

casa de madeira com magnífica araucária na Rua Brigadeiro Arthur Carlos Peralta

Esta casa de madeira na Rua Brigadeiro Arthur Carlos Peralta, esquina com a Rua Ary Barroso, não é tão pequena, mas perto da grande araucária, fica parecendo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Inácio Lustosa 416

casa na Rua Inácio Lustosa 416

casa ba Rua Inácio Lustosa 416

casa na Rua Inácio Lustosa 416 - detalhe de urna junto ao portão

Esta casa na Rua Inácio Lustosa é bem interessante e bonita.
Gosto da sacada e daquela espécie de bay-window no segundo andar. Bacana também a platibanda e a urna junto ao portão.

Essa casa, segundo o jornal “Gazeta do Povo”, pertenceu ao Sr. Raul Reinhard, que colecionava antiguidades e abria a sua coleção para o público.

Referência:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Cabos e mais cabos

Cabos e fios espalhados pelo chão.

Não bastasse a cidade ter quase a totalidade da fiação aérea, com postes e fios atravancando o espaço – uma verdadeira poluição visual –  é muito comum encontrarmos cabos no chão.

A impressão que tenho é que essas empresas quando necessitam cortar alguma ligação, ou fazer alguma reforma na rede, simplesmente vão lá e cortam com a alicate, deixando tudo o mais pendurado e espalhado.

Nesse na foto alguém deve ter-se dado ao trabalho de enrolar os fios e cabos, mas o normal é deixarem a coisa toda espalhada.

Além do desperdício de recursos, existe o risco das pessoas tropeçarem e cairem, ou pior, levarem um choque. Sim, sei. Os cabos de telefonia, internet, tv, … normalmente são colocados abaixo dos elétricos. A possibilidade de contato é menor, mas não é nula.

Quando a prefeitura vai começar a multar essas empresas responsáveis por esse serviço – digamos – pouco profissional?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Uma peça do acervo do Museu de Arte Sacra

Uma peça do acervo do Museu de Arte Sacra

Essa peça no Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba é muito bonita, com um trabalho de rendilhado na madeira bem delicado e bonito.

Não sei se é um pequeno altar ou se poderia ser um sacrário. Estive no museu já algumas vezes e a peça até mudava de lugar, as vezes junto à parede, outras no centro, em uma posição de destaque; mas sempre sem a plaquinha de identificação. Além de não saber exatamente o que é, não sei a data, autor, onde estava, essas coisa. Mas isso não tira a beleza dela.

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Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

As luminárias dos “Postes Republicanos”

As luminárias dos “Postes Republicanos”

Gosto dessas luminárias chamadas de “Postes Republicanos”.
Há quem critique por serem novos, implantados em meados dos anos 1990. Eu não. Acho que criam um certo clima em algumas ruas e praças da cidade.

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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Insetos

Grafismo em muro com a palavra "insetos"

Grafismo em muro na Rua Ary Barroso.

Em muitos lugares, diferente do Brasil, não há distinção entre grafite e pichação. É tudo chamado de grafite.

Não gosto de pichação.

Gosto de grafite quando feito em muros e em muitos casos quando feito em paredes cegas. Não acho legal quando feito em fachadas de imóveis que são Unidades de Interesse de Preservação.

O que considero como grafite inclui os desenhos e pinturas e o que podemos chamar de grafismo (entendido como maneira de escrever). Prefiro os desenhos e pinturas, mas acho o grafismo uma manifestação cultural e artística válida. As vezes, mesmo considerando o uso de formas e cores bacana, tenho dificuldades de entender o que está escrito (que não é o caso desse).

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Poema da Curva

parede curva no interior do Museu Oscar Niemeyer (MON)

“Não é o angulo reto que me atrai.                                                                        
Nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que me atrai é a curva livre e
sensual. A curva que encontro nas
montanhas do meu país, no curso sinuoso                                                                      
dos seus rios, nas nuvens do céu, no corpo
da mulher amada.
De curvas é feito todo o Universo.
O Universo curvo de Einstein.” 
Oscar Niemeyer

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Referência:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Casa de madeira no Boa Vista

Casa de madeira no Boa Vista, com estilo diferente e pintada com cores fortes

Casa de madeira na Rua Ary Barroso.

Essa com um estilo diferente e pintada com cores fortes. Gostei.