terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Vila Santa Efigênia

Vila Santa Efigênia
Vila Santa Efigênia
Vila Santa Efigênia
Vila Santa Efigênia
Vila Santa Efigênia
Vila Santa Efigênia

Esta casa na Avenida Anita Garibaldi, 4618 é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Não consegui descobri exatamente quando foi construída, mas o senhor Nei Garcez escreveu coisas bem interessantes sobre a casa, que foi de seus avós, em uma rede social, que transcrevo:

“Trazemos, hoje, na lembrança daquela antiga Curitiba, a chácara de nossos avós paternos, Gregório Affonso Garcez e Ephigênia Bittencourt Garcez, na Barreirinha de antigamente (Curitiba/Paraná) naqueles idos dos anos “.../40/60”.
Face a longa distância, para a época, e maior dificuldade de condução, eu particularmente estive lá, que me lembro, poucas vezes, a primeira, por volta, deduzo, talvez, no verão de 1948.
Fomos de fordeco, a manivela, cheirando aquela gasolina pura, entrecortando várias vezes, “naquele caminho da roça” de então, de chão batido, o mesmo trilho de trem, com destino a Rio Branco do Sul (42 km), todo entre breves e constantes curvas. Mas chegamos, almoçamos e voltamos.
Nossos avós já eram falecidos há muito tempo. Dona “Maria da Chácara”, seu marido e filhos, eram quem cuidavam da chácara, … .
Depois de uns tempos, lá morou nosso primo Luiz Ferreira Garcez (Luizinho), filho de tia Dinorah e do tio Luiz Ferreira. …. . Luizinho era casado com Mariana, e tinham duas meninas, gêmeas, Dinara e Dinorá. Uma delas, com seus 7 anos, caiu daquela janelinha lá de cima. Algum susto, mas nada de tão grave assim.
Por algumas poucas vezes, na época do fogão a lenha, até ali pelos anos 50, recebíamos, lá em casa, no bairro da Água Verde, … , em rodízio com nossos demais tios, carroções (quatro rodas) de lenha de “bracatinga” tirada da chácara para queima, num tempo em que se podia ter este luxo. Era o senhor “Yaskas”, muito alegre e disposto, que tinha as rédeas nas mãos. Uma viagem!
A propriedade lá daquela Barreirinha de antigamente, que já era de vários herdeiros, foi vendida ao município, ali pela década dos anos sessenta. Em razão dessa venda a “Vila” recebeu, como homenagem, o nome de nossa avó paterna “Efigênia” (com grafia atualizada), que por sua vez era o nome de uma santa negra.
Um dos filhos de Ephigênia, tio Ovídio Garcez, que tinha uma propriedade na rua Tibagi, no centro de Curitiba, ficou morando naquela região, mais a frente, na “Cachoeira”, também numa chácara de sua propriedade. Era, também, criador de cavalos de corrida. Construiu, em sua chácara, um campo de futebol para a rapaziada local se divertir.
Em segundas núpcias, tio Ovídio era casado com Dona Juliana, uma senhora muito boa, prestativa e amiga, mesmo porque ela era a Parteira oficial da região da Cachoeira e adjacências, que, de lar em lar, atendia as mães, parturientes, ajudando muitas crianças a nascer, completando a obra divina da qual nós todos participamos. Hoje, lá naquela região, tio Ovídio Garcez empresta seu nome a uma das ruas locais.
A experiência de parteira de tia Juliana, ajudou muito, também, ao trato dos animais da chácara e, a experiência de ambos, de tio Ovídio e Juliana, naquele meio rural, por certo estimulou alguns de seus netos a optarem, com maior convicção ainda, pela Veterinária.
Ao ver aquela espetacular foto no elenco fotográfico da Internete, foi um indescritível “clique” na memória... e não me contive em contar mais esta passagem para o “Antigamente em Curitiba”, mesmo porque, muitos não conhecem a história do chão por onde pisam, nem das mãos daquela que os ajudaram a nascer. É! Lembramos, com carinho, daqueles nossos queridos antepassados que, sem os quais, não estaríamos aqui para contar mais esta história.
Como eu disse, a atual “Vila Santa Efigênia”, ali no bairro da Barreirinha, ontem era a chácara de nossos avós paternos, Gregório Affonso Garcez e Ephigênia Bittencourt Garcez, ambos sepultados no Cemitério Municipal de Curitiba, bem em frente ao túmulo do eminente e respeitável Senhor Barão do Serro Azul. …”

Quando fotografei a casa, em setembro de 2019, uma pessoa com quem falei informou que a prefeitura estaria por recuperar a casa. Pode ser até que isso já tenha acontecido.

Referência:

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Azul, laranja, preto e marrom

Detalhe colorido de um prédio feito com contêineres

Passando pela Rua Nicarágua (depois de visitarmos o Museu Egípcio) resolvemos parar em um café. Sentamos em uma área externa e enquanto aguardávamos resolvi tirar esta foto, que gostei.

Publicação relacionada:
Um café na Nicarágua

domingo, 19 de janeiro de 2020

Anita Garibaldi 5301

Unidade de Interesse de Preservção na Avenida Anita Garibaldi

Unidade de Interesse de Preservção na Avenida Anita Garibaldi

Essa grande casa de madeira na Avenida Anita Garibaldi é uma Unidade de Interesse de Preservação.
Atualmente tem uso comercial, mas pelo tamanho e jeito dela, desconfio que sempre teve algum uso comercial.