domingo, 18 de fevereiro de 2018

Edifício Alvorada

Edifício Alvorada
Edifício Alvorada - detalhe janelas
Edifício Alvorada
Edifício Alvorada - detalhe entrada


Com dois blocos de 20 andares, dois apartamentos por andar e localizado na Rua Mariano Torres, esquina com a Rua Marechal Deodoro, o Edifício Alvorada foi projetado pelo engenheiro/arquiteto Elgson Ribeiro Gomes.

Construído em 1961, o edifício segue as regras da arquitetura modernista, da qual Elgson foi um dos primeiros mestres.

A construção do edifício de certa forma representou uma transgressão ao Plano Agache, que previa o alargamento da Marechal Deodoro em toda a sua extensão.

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Referências:

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Casa Kirchgässner - importante para a história da arquitetura brasileira

Casa Kirchgässner - fachada frontal
Casa Kirchgässner - terraço superior
Casa Kirchgässner - vista lateral

Casa Kirchgässner - vista lateral

Casa Kirchgässner - vista lateral e dos fundos
Casa Kirchgässner - maquete
Casa Kirchgässner - maquete na exposição "Kirchgässner: um modernista solitário" no Museu Oscar Niemeyer










Localizada na Rua Treze de Maio, esquina com a Rua Portugal, a Casa Kirchgässner foi projetada em 1929 por Frederico Kirchgässner e a construção concluída em 1932.
É considerada a primeira casa modernista da cidade de Curitiba.

A casa não é importante apenas para a história da arquitetura da cidade, mas é importante para história da arquitetura brasileira. É uma das primeiras manifestações do modernismo no país, estilo arquitetônico que deu destaque internacional a arquitetura do Brasil, com arquitetos como Oscar Niemeyer.

A casa não foi bem recebida pela população, acostumada com o estilo eclético da época e pelas obras de arquitetos como Ernesto Guaita (1843-1915) e João de Mio (1879-1971).

Dizem que algumas pessoas achavam que tinha terminado o dinheiro e a obra não estava acabada, chegando ao ponto de um conhecido ter falado com Kirchgässner sobre um bom carpinteiro, que não cobrava muito e que sabia fazer telhados muito bem. Enfim, foi um daqueles momentos de estranhamento do novo, do diferente.

A casa não era só diferente por fora, mas o seu interior seguia princípios novos (para a época) de distribuição dos espaços, como cozinha em corredor, paredes duplas para conforto térmico,  aproveitamento do terraço na parte superior da casa, ausência de ornamentos, enfim, seguindo a receita de racionalismo do modernismo. Boa parte dos móveis foram projetados por Frederico Kirchgässner e mandados construir especialmente, seguindo as linhas da nova arquitetura (em outra publicação mostrarei algumas fotos dos móveis).

A casa é tombada pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Frederico Kirchgässner


Nasceu em 1899 na Alemanha, mas foi registrado no Brasil.
Manteve sempre contato com a Alemanha através de uma intensa correspondência.
Fez o curso de artes e arquitetura por correspondência, incentivado por um tio que morava em Baden-Baden e que era reitor de uma escola feminina, Franz Kirchgässner

Retornou à Alemanha em 1929 para receber o diploma de Artes e Arquitetura. Nesta mesma viagem casou com sua prima Hilda (1902-1999), filha do tio que influiu em sua carreira.

Após retornar de sua viagem, como funcionário da Prefeitura de Curitiba, executou em nanquim sobre tecido uma “Planta de Curityba”, na escala 1:10.000. (mostrarei a foto em outra publicação).

Em 1936 projetou uma casa para o seu irmão Bernardo Kirchgässner, construída na Rua Visconde de Nacar.

Depois das críticas pelo projeto de sua casa e após as perseguições sofridas pela comunidade alemã durante a II Guerra Mundial, Frederico Kirchgässner, que tinha uma personalidade introvertida, retraiu-se, dedicando-se principalmente ao seu trabalho na prefeitura e a pintura, que fazia junto com sua esposa Hilda, também dedicada às artes.

Projetou ainda um pequeno edifício construído em 1958 na Rua Portugal, bem próximo da sua casa. Desconheço se existe alguma outra casa projetada por ele na cidade.

Faleceu em 1988. Somente após a sua morte a sua história e a importância do projeto da sua casa passou a ser reconhecida.

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Casa Bernardo Kirchgässner
Um pequeno edifício projetado por Frederico Kirchgässner

Referência:

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Uma casa na Dr. Faivre

Uma casa na Dr. Faivre

Uma casa na Dr. Faivre

Casa situada na Rua Doutor Faivre.
Pelas linhas dela parece não ser muito nova, provavelmente da primeira metade dos anos 1900.
Gostei das janelas e ao mesmo tempo fiquei imaginando como seria o andar inferior. Será que a rua era mais alta e era um porão? Ou sempre foi um andar normal? Teria janelas? Portas?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Busto do padre Felix Stefanowicz

Busto do padre Felix Stefanowicz
Herma em homenagem ao padre Felix Stefanowicz
Placa na herma em homenagem ao padre Felix Stefanowicz
Busto do padre Felix Stefanowicz

Esta herma homenageando o padre Felix Stefanowicz (1909-1995) está localizada no pátio da Igreja de Santa Cândida.

No pedestal uma placa com os seguintes dizeres:

“FELIX STEFANOWICZ CM
PADRE DE SANTA CÂNDICA DE
1.976 A 1.995.
DOS PAROQUIANOS A QUEM
ELE TANTO AMOU.
                              27. ago. 95”

No mesmo pedestal, mais abaixo há outra placa, onde está escrito:

“SANTAS MISSÕES
POPULARES
-•-
JESUS CRISTO,
ONTEM, HOJE
E SEMPRE”
-•-
Ano Jubilar
Santa Cândida, 26/11/2000”


Felix Stefanowicz


“O padre Felix Stefanowicz nasceu aos 13 dias do mês de março de 1909, na Polônia.
Quando jovem entrou para o seminário Vicentino de Cracóvia, cursando o ginásio, colegial, filosofia e teologia. Fez os votos na Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo, no dia 27 de novembro de 1930.
Ordenado diácono no dia 07 de março de 1936 e padre no dia 06 de junho do mesmo ano. No mesmo ano partiu para as Missões na China, onde durante 10 anos dedicou-se a evangelização.
Em 1946, os comunistas expulsaram todos os padres da China, e o Padre Felix viajou para os Estados Unidos, e em seguida para o Brasil.
No Brasil iniciou nas seguintes paróquias: São Mateus do Sul/PR; Prudentópolis/PR;Mafra/SC. No início de 1959 veio para Curitiba, sendo nomeado diretor do Jornal LUD.
Em 1961 foi nomeado superior da Casa Central dos Padres Vicentinos; ecônomo provincial; vigário dos poloneses; capelão da Casa de Saúde São Vicente e do Hospital das Clínicas.
Voltando a trabalhar nas paróquias, trabalhou em Irati, Araucária, Ibaiti, em Curitiba, no bairro Santa Cândida.
O Padre Felix faleceu aos 86 anos de idade, no dia 24 de maio de 1995, sepultamento que literalmente parou o bairro da Santa Cândida.”

Referência: