sexta-feira, 25 de maio de 2018

UIP na Barão do Rio Branco 458

UIP na Barão do Rio Branco 458
Fachada, voltada para a Rua Barão do Rio Branco

UIP na Barão do Rio Branco 458, vista da lateral para a Rua André de Barros
Lateral, voltada para a Rua André de Barros

Esta casa na Rua Barão do Rio Branco, esquina com a Rua André de Barros, bem em frente ao antigo Centro de Saúde Modelo; também é uma Unidade de Interesse de Preservação.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo

Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo

O Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo tem a forma de um triângulo entre a Rua Saldanha Marinho (fechada ao tráfego de carros ali), Rua Visconde de Nacar e Rua Professor Fernando Moreira.
Na foto, ao fundo, aparece o Edifício Itália.

Joaquim Pereira de Macedo

“Nasceu na villa do Porto de Cima, a 16 de Fevereiro de 1858.
Foram seus paes o Sr. Manoel Ribeiro de Macedo e D. Francisca de Paula Pereira de Macedo.
Casou-se em Campo Largo, a 3 de Julho de 1881, com D. Adelaide Muller de Macedo.
Exerceu os seguintes cargos:
Superintendente do ensino obrigatorio na villa do Porto de cima, por nomeação do Dr. João Leite Alves de Oliveira Bello, então Presidente da Província do Paraná.
Major Commandante da Guarda Nacional da Palmeira, por nomeação da Princeza Imperial Regente.
Delegado Commandante Suerior da Guarda Nacional da comarca da Palmeira, em 1893, por nomeação do Marechal Floriano Peixoto, assumindo o commando immediatamente, para organizar batalhões da referida comarca, destinados á defesa do governo legalmente constituido e contra os revolucionarios.
Coronel Commandante da Guarda Nacional desta Capital, por nomeação do Presidente da Republica, Dr. Manoel Ferraz de Campos Salles.
Exerceu os seguintes cargos electivos: Deputado ao Congresso Constituinte do Paraná ( 1892 ); 2º Vice-Governador do Estado, no quatriennio de 1896 - 1900; Deputado Estadoal no biennio de 1900 - 1901, tendo sido reeleito em ambas as sessões dessa legislatura, e occupado a cadeira de Presidente desse orgão do poder publico.
Camarista do Municipio de Coritiba, no quatriennio de 1905 - 1908; Prefeito Municipal da Capital, no quatriennio de 1908 - 1912.
O Coronel Joaquim Pereira de Macedo é membro de uma das familias mais numerosas e respeitaveis do Paraná.
Bom caracter, recto a toda prova, quer na vida publica, quer no recesso da familia.
Homem de rija tempera, luctador incansavel, é um dos espiritos mais intemeratos e vigorosos que tem o Paraná. Enthusiasta por tudo que é bello e dignificante, tributa gran-de affecto á terra natal e á Patria, pela qual é capaz de arrostar os maiores sacrificios.
Como politico não sabe contemporizar, nem transigir. Perpetuo opposicionista, não tolera os actos pecaminosos dos governos, quesquer que elles sejam, comdemnando-os, profligando-os com vehemencia nas suas palestras vigorosas e infladas de sentimento crystallizado.
Como administrador revelou-se sempre, nos cargos que exerceu, energico e justo, bem orientado e probo.
Na Municipalidade de Coritiba, como Prefeito, no quatriennio já referido de 1908 - 1912, imprimiu tal orientação administrativa que, com os minguados recursos orcamentarios ( 330:000$000 apenas de receita annual ) poude, em pouco tempo, levantar o credito da communidade da Capital do Estado, solvendo grande parte de seu deficit e realizando sensiveis melhoramentos no centro da cidade.
Na sua vida privada é um modelo, um typo magnifico, digno de ser imitado.
Honra e trabalho foi sempre o seu lemma. Cheio de vigor moral e esperança, jamais o entibiaram as contrariedades dos dias que correm, tão assignalados por vicissitudes e catastrophes de todo o genero. Isto bem define a fortaleza de animo deste bom paranaense.
Industrial adiantado, espirito emprehendedor montou, em Coritiba, á custa de vultuosos sacrificios, um optimo moinho de trigo, o unico existente no Paraná, nessa épocha. Ao lado desse moinho encontrava-se um engenho de beneficiar herva matte dotado de mechanismo moderno.
Eis tudo o que possuia, no valor de cerca de duas centenas de contos de reis.
Uma noite, porem, esses estabelecimentos industriaes foram devorados pelas chammas pavorosas de um incendio tragico e terrivel!
Nada se salvou! Nada estava garantido por companhia de seguro!...
Com as labaredas desse incendio evolou-se tambem o resultado de uma existencia de lucta porfiada. Entretanto, com firmeza e coragem admiraveis, o Coronel Joaquim Macedo suportou esse revez extraordinario, esse subito infortunio. Continuou sereno e resignado, - sem nenhum queixume, sem nenhuma blasphemia, sem nenhum resquicio de desolação!
A estoicidade do seu animo causou admiração a todos.
Chefe de numerosa prole, tem procurado dar aos filhos instrucção e educação primorosas, como o melhor legado a deixar-lhes. E assim conseguiu formar tres delles: um em medicina, o Dr. José Pedreira de Macedo, moço de raro caracter e grande competencia, o qual exerce actualmente o cargo de medico legista da policia e é abalisado professor da Faculdade de Medicina do Paraná; outro em direito, o Dr. Manoel Pereira de Macedo, intelligente advogado no foro de Coritiba; e o terceiro em engenharia, o Dr. João Pereira de Macedo, a cargo do qual se acha o levantamento do cadastro do rocio da Capital.
Alem desses, são tembem filhos do Coronel Joaquim Macedo: Joaquim Pereira de Macedo Filho, Industrial; D. Francisca Adelaide de Macedo, casada com o honrado e provecto advogado Dr. João Ribeiro de Macedo Filho; senhorinhas Adelaide, Maria Christina, Alcina e Odette, e os jovens Floriano, Oswaldo e Eurico.
Eis, rapidamente esboçado, o perfil moral de um homem dado ás boas ações.
( Galeria Paranaense, de Sebastião Paraná - Setembro/1922, pág. 83. )
Faleceu em Curitiba, a 2 de março de 1949.”

Referência:

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Residência Dellio Marodin

Residência Dellio Marodin

Residência Dellio Marodin

Esta casa na Rua General Carneiro é uma Unidade de Interesse de Preservação e consta nas listas que tenho com o nome de Residência Dellio Marodin.

Ela fica nos fundos da Residência Belotti que mostrei ontem. Segundo Marcia Cavalieri a casa também foi projetada pelo arquiteto curitibano Ayrton “Lolô” Cornelsen para o mesmo casal Belotti e diz:

“… Pouco tempo depois o arquiteto torna a construir para o casal Belotti novamente, desta vez nos fundos do terreno da primeira, que tinha frente para o outro lado da quadra, ou seja, o terreno que era em aclive agora era em declive em relação a outra rua. O partido se torna outro, pois a casa não ocupa um lugar de destaque e o jardim que fica na frente encobre quase toda a entrada, já que a residência está agora a três metros abaixo do nível da rua.
O que se vê também é uma pérgula de concreto um pouco abaixo do beiral da cobertura e com projeção para um pouco além da fachada, cobrindo a varanda e criando uma espécie de brise natural, que permitiu controlar a incidência de luz solar além do efeito estético para a composição. …”.

As fotos que estou mostrando tirei em junho de 2015. Como a casa estava bem escondida por plantas imaginei de não publicar essas e tirar outras em outra ocasião, quem sabe com as plantas menores. Já passei algumas vezes por lá, mas a casa está mais escondida ainda, com a colocação de uma cerca que a esconde. Assim, fica o registro de mais uma Unidade de Interesse de Preservação. Se tiver a oportunidade de fazer fotos melhores, as publicarei.

Publicações relacionadas:
Residência Henrique Wolf
Residência Marcos Axelrud
Residência Belotti

Referência: