segunda-feira, 26 de julho de 2021

Praça José Joaquim Corrêa da Silva

Praça José Joaquim Corrêa da Silva

Praça José Joaquim Corrêa da Silva

A Praça José Joaquim Corrêa da Silva está localizada no encontro da Avenida Visconde Guarapuava com a Rua Marechal Deodoro e a Rua Fernandes de Barros.
Uma plaqueta no local a identifica como jardinete, mas outros materiais da prefeitura a identificam com praça. Praça, pracinha, jardinete, não faz muita diferença.
Procurando pelo nome da pessoa homenageada, encontrei nas justificativas do projeto de lei apresentado o seguinte:

“JOSÉ JOAQUIM CORRÊA DA SILVA nasceu em Pelotas, RS, em 27 de março de 1936. Já como adolescente, chamado à carreira das armas, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, inicialmente em Fortaleza e, depois, em Porto Alegre. Terminado este curso, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), onde foi declarado Aspirante a Oficial da arma de Infantaria, no ano de 1956, sendo classificado no 17º Regimento de Infantaria, em Cruz Alta – RS, onde já exteriorizava ótimas qualidades civis e militares, que lhe acompanhariam ao longo de sua profícua carreira.
Em seguida foi transferido para a Unidade de sua terra de origem (9º Regimento de Infantaria), em Pelotas, RS, de onde foi designado, em 1962, para compor, junto ao III/2º RI, no Rio de Janeiro, as Forças de Emergência da ONU, no 11º Contingente brasileiro enviado à Faixa de Gaza (Batalhão Suez). Nesta missão, e pelos relevantes serviços prestados durante um ano e um mês naquela região, foi condecorado, pela ONU, com a medalha "A Serviço da Paz".
No seu retorno ao Brasil, serviu novamente no 9º RI, de onde saiu, em 1967, para o curso de Mestrado, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Rio de Janeiro. 
Depois disso, serviu novamente no 9º RI, até que foi convidado a desempenhar as funções de Instrutor do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR/C), em Curitiba, PR, no antigo aquartelamento onde hoje se encontra o Shopping Curitiba. Nessa importante função, contribuiu para a formação de diversas turmas de oficiais da reserva do nosso Exército, e que prestaram serviços nos Estados do Paraná e Santa Catarina.
No período de 1969 a 1972 acrescentou à sua formação superior da AMAN, a graduação em Engenharia Civil, na Universidade Federal do Paraná. Desse modo, incrementou sua carreira com atividades afins ao novo ramo de estudo, iniciando, desta forma, uma trajetória que lhe possibilitaria, no futuro, demonstrar o mesmo empenho e dedicação destinados às lides militares.
Em 1973 foi incluído no estado efetivo do COLÉGIO MILITAR DE CURITIBA (CMC), onde assumiu, inicialmente, a função de Comandante da Companhia de Comando e Serviços daquele Estabelecimento de Ensino.
Logo a seguir, em 1974, por Decreto Presidencial, o então Major Corrêa foi nomeado, após concurso, Professor do Ensino Médio do Magistério do Exército, na Cadeira de Física, sendo lotado no próprio Colégio Militar de Curitiba. 
Ao longo dos nove anos em que, como professor militar, se dedicou como docente no ensino de Física, muito contribuiu para a formação intelectual e moral de várias turmas de jovens alunos, não apenas pela transmissão de sólidos conhecimentos, mas, também, pelo exemplo constante que soube dar, na exteriorização dos elevados predicados inerentes à sua personalidade. 
Em 1983 passou para a reserva do Exército. Nessa ocasião, foi elogiado, mais uma vez, pelo seu fecundo trabalho em prol dessa Força Armada e, particularmente, na área do Magistério, onde deixou indelevelmente marcada a sua passagem. 
Mesmo na reserva, continuou contribuindo, como Professor civil, na sua especialidade, no próprio Colégio Militar de Curitiba. 
Ao longo de sua carreira como militar, realizou inúmeros cursos de extensão nas áreas de Política Social, Teoria e Prática Pedagógica, Lógica e Metodologia Científica, dentre muitas outras. Atuou como Oficial Orientador, Instrutor-Chefe do Curso de Infantaria do CPOR/C, Chefe interino da Seção Técnica de Ensino do CPOR/C, além das funções específicas exercidas no CMC (Chefe interino da Seção Psicotécnica, Chefe da Subseção de Física e Chefe da Seção de Ensino "C").
No meio civil, desempenhou diversas atividades de Engenharia, tendo assumido os cargos de Engenheiro de Programação e Controle de Obras da Companhia Auxiliar de Viação e Obras (CAVO), em Curitiba, PR, Diretor de Engenharia do Santa Mônica Clube de Campo e do Círculo Militar do Paraná, bem como trabalhou como Engenheiro autônomo e como Consultor Técnico para assuntos de Engenharia da Fundação Educacional do Estado do Paraná (FUNDEPAR). Como Perito Judicial, atuou junto às Justiças Federal, Estadual e do Trabalho, onde foi responsável por inúmeros pareceres e laudos, além de funções de Assistência Técnica e de Assessoramento. 
Publicou diversas brochuras e manuais nos ramos do Ensino e da Engenharia, além de Trabalhos Técnicos e Projetos de Engenharia.
Foi condecorado, pelo Exército, com as Medalhas de Bronze (1963), Prata (1972) e Ouro (1983), além da Medalha Marechal Trompowski (1986), por reconhecimento de mérito nas atividades docentes do Colégio Militar de Curitiba. 
Exigente e rigoroso em todas as coisas da vida, indignou-se, junto com centenas de outros militares, pais, ex-alunos e professores, contra a determinação do fechamento do CMC, em dezembro de 1988, por uma Portaria Ministerial, que determinava a alienação de bem federal para o Estado do Paraná, sem a autorização do Congresso Nacional. Em um dos episódios mais marcantes em sua vida, mergulhou, com bravura e destemor, na luta pela causa justa da reabertura, em que todos acreditavam. Desta forma, a partir de 1988, desempenhou papel preponderante e de liderança na ação pública que foi impetrada na Justiça Federal contra o fechamento do Colégio Militar, ação essa sustentada cansativamente por cinco longos anos. Procurando mobilizar os envolvidos, juntou documentos, procurou os tribunais, debateu com autoridades, atritou-se com superiores e fez, com toda a certeza, da reabertura do Colégio Militar de Curitiba, a causa mais importante de sua existência. Hoje, pode-se assegurar que, sem o concurso desassombrado e valente do Coronel Corrêa, o sucesso nessa luta judicial não teria obtido sucesso, e o CMC, de quarenta e sete anos de tradições e bons serviços prestados ao Município de Curitiba, ao Estado do Paraná e à Nação, estaria, ainda, fechado. 
Vencida a causa, e reaberto o CMC em 1993, retornou o Coronel Corrêa a colaborar, como Professor de Física, naquele educandário, até poucos meses antes de seu falecimento, em dezembro de 2005. 
Homem de conduta inabalável e de personalidade forte, tomou para si, como princípios norteadores, os valores da Ética, enquanto seriedade na busca e preservação da verdade, da Ciência como método de sistematização e aprimoramento das ações humanas, a viabilizar procedimentos racionais mais elaborados, visando a superação das condutas "retrógrada" (na contramão do processo histórico), "conservadora" (tímida, acomodada e redundante) e "progressista" (às vezes aventureira e inconseqüente) e da Amizade, enquanto manifestação positiva da afetividade nas relações interpessoais. 
Em 21 de abril de 2006, data do 47º aniversário da fundação do CMC, o Comando daquele Estabelecimento de Ensino, em gesto elogiável e justo, outorgou o nome do Coronel Corrêa ao Laboratório de Física onde ele desempenhou inúmeras vezes, suas funções de Professor. Não obstante, afigura-se insuficiente tal distinção, haja vista a envergadura do trabalho desenvolvido em prol da educação em Curitiba, mormente no que tange ao seu Colégio Militar, celeiro de homens de bem há tantos anos, e que tem contribuído com importantes nomes da sociedade paranaense que hoje militam nos círculos dos Governos Federal, Estadual e Municipal, com como nos círculos empresariais e educacionais.
Torna-se imperioso, portanto, brindar a memória de JOSÉ JOAQUIM CORRÊA DA SILVA com a denominação de um logradouro público, para que se eternize seu nome e seu trabalho em prol da Educação nesta terra paranaense. Assim sendo, propomos esta justa homenagem a esse ilustre cidadão, que tanto contribuiu com bons serviços prestados ao Município de Curitiba.”
Referência:

sábado, 24 de julho de 2021

O cavaleiro e seu cavalo

Casa na Rua José de Alencar.

Casa na Rua José de Alencar Detalhe elemento decorativo

Casa na Rua José de Alencar.
Bem bonita. Repare na mureta de pedra, nas formas das aberturas e na torrinha.
São várias as casas na cidade com essas torrinhas, que lembram os châteaux do Vale do Loire. No topo delas encontramos os mais diversos ornamentos (lança, galo dos ventos, bandeirinha e outros). Nessa há uma esfera com um cavalo e seu intrépido cavaleiro, com direito a capa. Bacana.