Uma casinha de madeira com muro pré-fabricado na Avenida Albino Raschendorfer.
Curitiba já teve muitas casas assim. Lentamente estão sumindo, dando lugar a novas, em alvenaria.
“No dia em que me disseram, dentro da Prefeitura, que não havia dinheiro para construir em madeira um Oratório Musical dedicado a Bach, a Divina Providência agiu: na tarde daquele mesmo dia, veio à audiência pública no Palácio 29 de Março o pastor da Comunidade Evangélica da avenida Silva Jardim, pedindo para demolir seu antigo templo de madeira que, por arcaico, seria substituído por moderno espaço em alvenaria de tijolos. Ganhei de presente o Oratório antigo, hoje lá colocado, dedicado à memória de Johann Sebastian Bach (1685-1750), o músico angélico. A única coisa que não consegui foi lá instalar um imenso órgão, que sonhava ver construído por Ricardo Hermann, organista, fabricante de órgãos e experiente luthier.”
“ … A área estava degradada. Um belo dia, então prefeito, o ex-governador Paulo Pimentel contou-me que, no fundo de vale ao lado de sua mansão, vivia uma família vulnerável de supostos leprosos envergonhados de suas chagas. Pedi à Fundação de Ação Social que ali fizesse o devido resgate humanitário. Infelizmente a informação procedia. Foram acolhidos na Fazenda Solidariedade, equipamento valioso posteriormente fechado.
Concebi a preservação de 38 mil metros quadrados de fundo de vale e a recuperação da nascente encachoeirada que corre por entre a mata nativa. …”.