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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Biblioteca Freudiana de Curitiba
Localizada na esquina da Rua Marechal Hermes com a Rua José Sabóia Cortês, a Biblioteca Freudiana de Curitiba é uma instituição fundada em 1980 dedicada a “continuação das teses de Sigmund Freud e de Jacques Lacan”.
Referência:
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Ordem Rosacruz
A sede da Ordem Rosacruz para os países de lingua portuguesa fica na Rua Nicarágua, no Bacacheri.
Fisicamente trata-se de um conjunto de edificações com arquitetura inspiradas no Egito antigo e alguns de arquitetura moderna. Neles estão instalados a administração, auditório, biblioteca (Biblioteca Alexandria), uma universidade livre (URCI - Universidade Rose-Croix), um espaço de arte (Espaço de Arte Francis Bacon), um bosque, um museu em funcionamento desde outubro de 1990 (Museu Egípcio e Rosacruz) e um novo museu que será inaugurado em breve (O Rei Menino de Ouro: Tutankhamon).
O movimento Rosacruz “se popularizou na Europa no início do século XVII após a publicação de vários textos que pretendiam anunciar a existência de uma ordem esotérica até então desconhecida para o mundo.”
Com o tempo surgiram diversas organizações baseadas na tradição Rosacruz. A de Curitiba é ligada a AMORC - Antiga e Mística Ordem Rosae Cruzis, com sede nos Estados Unidos e com influência do antigo Egito.
No site em português eles definem-se assim:
“ Antiga e Mística Ordem Rosacruz, conhecida pela sigla AMORC, é uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egito e, de um modo geral, a gnose secreta que os grandes pensadores têm transmitido desde a mais remota antiguidade. Os ensinamentos que a Ordem põe à disposição dos seus membros são apresentados através de monografias distribuídas mensalmente. Os assuntos nelas tratados vão desde conhecimentos científicos de natureza física, às leis que regem o mundo metafísico. Incluem igualmente numerosos exercícios que visam desenvolver as faculdades psíquicas do ser humano, dado serem estas faculdades que facilitam o conhecimento da realidade divina, que se manifesta no homem e no mundo em redor. A AMORC é, pois, uma escola de pensamento que faculta estudos que abrangem os aspectos materiais e imateriais da existência humana.
O seu objetivo é promover a evolução da humanidade através do desenvolvimento das potencialidades de cada indivíduo e propiciar uma vida mais harmoniosa para alcançar saúde, felicidade e paz. Para esse objetivo, a Ordem Rosacruz oferece um sistema eficaz e comprovado de instrução e orientação para um profundo autoconhecimento e compreensão dos processos que determinam a mais alta realização humana. Essa profunda e prática sabedoria, cuidadosamente preservada e desenvolvida pelas Escolas de Mistérios esotéricos da Antiguidade está a disposição de toda pessoa sincera, de mente aberta, motivação positiva e construtiva.”Publicações relacionadas:
Museu Egípcio e Rosacruz
Museu Tutankhamon - em breve
Referências:
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Casa da Bruxa
Mais ou menos no meio da “Trilha João e Maria”, no Bosque Alemão, está a “Casa da Bruxa” (também chamada de “Casa de Contos” ou “Casa Encantada”.
Uma placa fixada no local diz:
“CASA ENCANTADA
Biblioteca de contos infantis
destinada aos interessados
nas clareiras da inocência
em meio a densa floresta
da modernidade.
Aberta em 29 de março de 1996
pelo prefeito Rafael Greca.”
Trata-se de uma biblioteca infantil administrada pela Secretaria Municipal de Educação, que tem como objetivo desenvolver o gosto pela leitura nas crianças. Além de livros, o pessoal desenvolve outras atividades destinadas ao público infantil, como a “Hora do Conto”, “onde bruxas e fadas fazem uma leitura teatralizada de contos infantis”.
No dia que tirei as fotos, por uma dessas coisas do azar, a casa estava fechada por três dias para pintura. Por isso não foi possível fotos do interior e, fiquei devendo uma nova visita ao meu neto.
Publicações relacionadas:
Bosque Alemão (Memorial da Imigração Alemã)
Praça da Cultura Germânica
Portal da Casa Mylla
Oratório Bach
Torre do Filósofos (Torre das Vertigens do Espírito)
Trilha João e Maria
Vista da cidade na “Torre dos Filósofos”
Referência:
domingo, 4 de novembro de 2018
Memorial Árabe
O Memorial Árabe está localizado na Praça Gibran Khalil Gibran, próximo ao Passeio Público e delimitada pela Avenida João Gualberto, Rua Heitor Stockler e Rua Barão de Antonina.
No totem no local está escrito o seguinte:
“Memorial Árabe
Lembrando o estilo das
edificações mouriscas
na abóboda, nas
colunas, nos arcos e
nos vitrais, é local para
pesquisa e atividades
culturais da etnia.
Tem uma biblioteca
especializada, onde o
leitor é remetido aos
contos das
mil e uma noites, é
uma escultura do
patrono da praça, o
escritor Gibran Kalil
Gibran.
Foi inaugurado em
1996
CURITIBA”
O prédio é muito bonito, um dos memoriais mais bonitos da cidade.
Os azulejos da frisa que contorna o prédio foram manufaturados em Isfahan e para a fixação dela vieram artesãos do Irã.
Na frisa está escrito, em árabe, a primeira surata do Alcorão.
A Surat al-Faatiha é o primeiro capítulo do Alcorão, composto de sete versículos que dizem o seguinte:
1. Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.Publicação relacionada:
2. Louvado seja Deus, Senhor do Universo,
3. Clemente, o Misericordioso,
4. Soberano do Dia do Juízo.
5. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda!
6. Guia-nos à senda reta,
7. À senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados.
Busto de Gibran Khalil Gibran
Referências:
terça-feira, 6 de junho de 2017
Casa Pierkarz
Localizada na Rua São Francisco, a Casa Pierkarz foi construída em 1910 e foi residência da família de origem polonesa Pierkarz.
A casa é um primor de conservação. Coisa que não é de estranhar, uma vez que faz parte do complexo do Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória, administrado pela Diretoria de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).
Naturalmente, a casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.
Publicações relacionadas:
Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória
Casa Romário Martins
sábado, 19 de novembro de 2016
Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória
Localizado na Rua São Francisco, 319; o Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória é administrado pela Diretoria de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).
É um importante centro de documentação e pesquisa sobre a Cidade de Curitiba. Com um acervo de mais de 40 mil publicações, entre documentos originais, leis, livros, revistas, jornais, boletins e folhetos”.
A coleção de imagens da cidade é enorme, mais de 500 mil imagens. Abrangendo desde negativos, tanto em filme como chapas de vidro até reproduções em papel fotográfico, cartões postais e digitais. Conta também com filmes e vídeos.
E o importante, com instalações adequadas para a conservação e preservação de todo esse material.
Passou por diversos endereços até ser instalado no edifício atual em 2000.
Fica aberto de segunda à sexta, das 9 h às 12 h e das 14 h às 18 h. Com parte do material aberto para consulta do público em geral.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
O Palacete Wolf à noite
Já fiz uma publicação com um texto relativamente longo sobre o Palacete Wolf.
Hoje só uma foto noturna dele.
Publicação relacionada:
Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul
domingo, 16 de outubro de 2016
Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul
Pesquisando sobre o Palacete Wolf encontrei informação desencontrada. Algumas fontes indicam que foi construído por Joseph Wolf. Outras dizem que foi construída por Friedolin Wolf (filho de Joseph e pai de Fredolin Wolf).
Aparentemente foi construído por Friedolin em 1880.
Portanto, o que vou escrever aqui é baseado em informações que encontrei na rede, sem consultar fontes primárias e sujeitas a futuras correções, o que farei se encontrar novos dados.
Joseph Wolf, imigrante de origem austríaca, que chegou em Curitiba em 1858 instalou, naquele mesmo ano, uma cervejaria, a primeira da cidade. Em 1875 ele requereu no Largo da Igreja do Rosário “cem palmos” de terra para construir um edifício. Aparentemente este primeiro edifício foi mais tarde demolido para dar lugar ao palacete. Em 20 de abril de 1877, ainda na casa antiga, realizou-se a cerimônia de regularização da Loja Maçônica Concórdia IV (que havia sido fundada em 24 de janeiro). Encontra-se registrado em ata que “Com um muito obrigado os Irr.´. aceitaram e agradeceram a oferta do Ir.´. Wolff, que colocou a sua Instalação durante 6 meses gratuitamente a disposição da Loja.”
O jornal “Dezenove de Dezembro” do dia 21 de abril de 1877 publicou a seguinte notícia:
“ LOJA MAÇONICA – Regularisou-se hontem a loja maçonica – Concordia 4 – composta de allemaes residentes nesta capital.
Á cerimonia, que de effectuou na casa do Sr. Wolf, ao alto de S. Francisco, compareceram …”
O local da prisão do Barão do Serro Azul antes de ser embarcado no fatídico trem
Entre 1889 e 1895 o prédio foi ocupado pelo quartel-general do 5° Distrito do Exército Brasileiro, e sede do 17º Batalhão da Infantaria e Regimento de Segurança. Após a retomada da cidade pelas tropas republicanas (que tinha sido ocupada pelos federalista) o Barão do Serro Azul ficou preso nesse local, acusado de colaboração com os maragatos durante a Revolução Federalista. Na noite de 20 de maio de 1894 o Barão, junto com outros cinco companheiros (Prisciliano Correia, José Lourenço Schleder, José Joaquim Ferreira de Moura, Rodrigo de Matos Guedes e Balbino de Mendonça) foram retirados da prisão, levados a Estação Ferroviária e, no km 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, foram arrastados para fora do vagão e brutalmente assassinados, sendo os corpos abandonados no local.
Outras ocupações
Entre 1897 e 1900 foi sede do Quartel da Força Policial.
Mais tarde o prédio foi alugado pelos padres franciscanos, que instalaram no local a seção alemã do Colégio Bom Jesus;
Entre 1911 e 1913 foi sede a Prefeitura e da Câmara Municipal.
Em 1914 o andar superior foi ocupado por uma loja maçônica e no térreo instalou-se o ateliê de pintura da professora Gina Bianchi, que teve como aluno, entre outros, Theodoro de Bona.
Com a mudança da Loja Maçônica, a família Bianchi transferiu-se para o andar superior e sublocou a parte térrea, lá permanecendo até 1956.
Entre os anos de 1958 e o início dos anos 1970, o prédio foi ocupado pela Livraria Otto Braun.
Em 1973 a prefeitura desapropriou o imóvel e instalou no local a sede da Fundação Cultural de Curitiba, mais tarde transferida desse local.
Atualmente o prédio continua sob a responsabilidade da Fundação Cultural, que mantém no local a Coordenação de Literatura, com uma livraria e sala de leitura, que levam o nome da Dario Vellozo (fundador do Instituto Neo-Pictório, com sede do Templo das Musas, na Vila Isabel).
A lenda urbana
Há quem acredite que o local é “mal-assombrado”. Outros dizem que é cheio de “cargas negativas” por ter sido o local da prisão do Barão e de tantos outros que acabaram covardemente assassinados.
O prédio em si
A descrição dele encontrada no livro “Espirais do Tempo” diz o seguinte:
“Ocupando uma área de esquina de 300 m², em frente à Igreja de N. Sra. do Rosário, exemplifica esse monumento a arquitetura nobre urbana de residência da segunda metade do século XIX.
O ecletismo de sua arquitetura é expresso pela convivência de influências do neoclássico, urbano por excelência, com elementos culturais de origem germânica típicos de suas edificações rurais. Neoclássica é a composição das fachadas. Na principal, o eixo de simetria, marcado pela superposição da porta de entrada, sacada e porta superior, divide duas sequências ritmadas, iguais, de janelões flanqueados por pilastras de fuste canelado. Ressaltos almofadados em ponta de diamante ornamentam os paramentos de alvenaria, abaixo e acima das aberturas. A tradição germânica se faz presente na cobertura, de telhas cerâmicas, em forma de escama, ditas alemãs; na técnica construtiva do enxaimel das paredes dos fundos e nos lambrequins de madeira recortada que enfeitam os beirais das varandas internas.
A disposição do espaço, em L, proporciona um pequeno pátio interno. A distribuição dos aposentos é comandada por um corredor central, ligando em ambos os andares a frente da casa à varanda dos fundos. Para esse corredor se abrem os aposentos principais – as salas maiores voltadas para o exterior, as menores, para o pátio. Na extremidade direita da casa a antiga garagem é vazada por arcos, sendo o exterior aberto para a praça e o interior para o pátio. O tratamento interno segue a sobriedade característica da moradia tradicional brasileira, destacando-se, porém, a qualidade do trabalho de marcenaria nas esquadrias, na escada e nos detalhes da varanda.”
Gosto da casa, que é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação e está localizada na Rua do Rosário, com frente para a Praça Garibaldi.
Outras publicações relacionadas:
Solar do Barão
Solar da Baronesa
A casa de Vicente Machado, aquele que fugiu
Referências:
domingo, 11 de setembro de 2016
Portão Cultural
Antes ele era chamado de Centro Cultural do Portão, mas como prefeito tem mania de trocar o nome das coisas, passou a ser chamado de Portão Cultural.
O prédio foi projetado em 1977 pelo arquiteto Marcos Prado para ser um terminal rodoviário e a construção iniciou em 1978 e não foi concluída. Com a inauguração do Terminal do Portão em 1983 ele perdeu a função para o qual havia sido concebido. Após estudos chegaram a opção de fazer um centro cultural e de atividades. O projeto foi adaptado e a construção retomada em 1986, sendo inaugurado em 18 de outubro de 1988 (administração Roberto Requião). Funcionou até 2005 quando foi fechado para reformas (administração Carlos Alberto Richa). Após a reforma, foi reinaugurado em29 de junho de 2012 (administração Luciano Ducci).
Localizado na Avenida República Argentina, em frente ao Terminal de Ônibus do Portão, o centro abriga “o MuMA - Museu Municipal de Arte de Curitiba, o Cine Guarani, o Auditório Antônio Carlos Kraide, a Casa da Leitura Wilson Bueno e um Centro de Arte Digital, além de Espaço de Convivência e salas para cursos e projetos de ação educativa.”
O MuMA é uma Unidade de Interesse de Preservação.
texto complementado em 23 nov. 2021
Publicações relacionadas:
Referências:
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Biblioteca Franco Giglio abandonada
A Biblioteca Franco Giglio está localizada na Rua Jerônimo Durski, esquina com a Rua José Domakoski, no bairro Campina do Siqueira.
A casa foi residência do italiano Franco Giglio (1937-1982), pintor, desenhista e mosaicista e foi doada por sua esposa, Rose Giglio.
A prefeitura inaugurou no local, em 12 de outubro de 1982 (durante a segunda administração do prefeito Jaime Lerner), uma biblioteca, sala de leitura e centro de atividades voltado para crianças e adolescentes.
Funcionou, e era muito frequentada, até 2011, quando foi fechado durante a administração de Luciano Ducci, supostamente para passar por reformas. Já estamos quase no final do mandato de Gustavo Fruet e nada de reabrirem o local. Também não há sinal de qualquer atividade referente a suposta reforma.
Educação e cultura têm o poder de transformar a vida das pessoas e o país. O fechamento de um local como esse é um absurdo.
Referências:
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Biblioteca Pública do Paraná
A atual sede da Biblioteca Púbica do Paraná está localizada na Rua Cândido Lopes e foi inaugurada em 19 de dezembro de 1954 pelo governador Bento Munhoz da Rocha Netto e pelo presidente da república João Café Filho, ainda como parte das comemorações do centenário da emancipação política do estado, que havia ocorrido no ano anterior.
O projeto do prédio é de Romeu P. Costa e é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Estado.
Com um pouco mais de 8.500 m² o prédio, segundo o site da própria biblioteca, abriga um acervo de “cerca de 630 mil livros, periódicos, fotografias, mapas, cartazes e materiais de multimeios e multimídia” e “é uma das bibliotecas públicas mais frequentadas do país, atendendo em média 3 mil usuários/dia e cerca de 2 mil empréstimos diários de livros.”
A Biblioteca Pública do Paraná “foi criada pelo vice-presidente da província José Antônio Vaz de Carvalhares, em 7 de março de 1857” e passou por diversas instalações, até ganhar o endereço atual.
Referência:
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Biblioteca Central da UFPR
A Biblioteca Central da Universidade Federal do Paraná está localizada na Rua General Carneiro, próximo à Reitoria.
No passado as bibliotecas reinavam absolutas como depositárias do conhecimento humano. Depois do advento da rede mundial de computadores as bibliotecas do mundo todo estão procurando reinventarem-se. Diria que o próprio conceito de biblioteca está sendo alterado. Não sei o que acontecerá com elas no futuro, mas desconfio que sempre existirão, mesmo que seja de uma maneira diferente.
Como todos, uso bastante a rede para encontrar informações. Quanto aos livros, leio-os tanto no formato eletrônico como físico. Acho os livros em papel mais confortáveis de ler, cansam menos as minhas vistas e na mesma unidade de tempo consigo ler mais páginas. Mas a tecnologia está evoluindo e no futuro isso poderá ser superado.
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