quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A estátua do Marechal Floriano na Praça Tiradentes

A estátua do Marechal Floriano na Praça Tiradentes

A estátua do Marechal Floriano na Praça Tiradentes

A estátua do Marechal Floriano em bronze é de autoria de Paschoale De Chirico (Venosa, 1873 - Salvador, 1943) escultor italiano que chegou no Brasil em 1893, aos 20 anos de idade. Foi colocada na praça Tiradentes em 1904.
O pedestal da estátua, em granito, é bem bonito, com frisas em bronze e com um brasão da república. Pena que tenha sido vandalizado, com as inscrições em bronze roubadas.
O autor do pedestal foi Ricardo Honorato Pereira de Carvalho.

Na frente do pedestal está (ou deveria estar) escrito o seguinte:

“AO
MARECHAL DE FERRO
A
ASSOCIAÇÃO CÍVICA
E O
POVO PARANAENSE”

Na lateral esquerda:

“LEI MUNICIPAL N. 82
DE 27 DE JUNHO
DE 1902”

Na lateral direita:

“INAUGURADA
EM 19 DE DEZEMBRO
DE 1904”

Na parte de trás, duas placas de bronze

Originalmente, como podemos ver na reprodução de um postal antigo, o monumento era cercado por grades de ferro com postes de iluminação nas quatro pontas.
Talvez essa fosse uma boa solução para evitar os vândalos. Apesar que, do jeito que a coisa anda, o melhor seria que a grade fosse eletrificada. Lamentável.

Floriano Peixoto


Floriano Vieira Peixoto nasceu em Maceió em abril de 1939 e faleceu em Barra Mansa em junho de 1895.
Foi o primeiro vice-presidente do Brasil, durante o governo do Marechal Deodoro. Ambos participaram do golpe contra D. Pedro II, que resultou no fim do Império e na implantação da República.
Depois da renúncia de Deodoro, assumiu a presidência em um golpe também, uma vez que a Constituição previa novas eleições no caso de renúncia do presidente antes de dois anos de mandato. Como ditador, foi o responsável pela implantação de um modelo de república centralizada, que persiste até hoje. Alguns historiadores o consideram o consolidador da república.

Referência:

HAJAR, Gehad Ismail. Monumentos de Curitiba: inventário do patrimônio material em logradouros públicos. 1ª ed. Curitiba: Edições Guairacá, 2014. 164 p.