quarta-feira, 25 de maio de 2016

Uma casa centenária

Uma casa centenária

Uma casa centenária

Esta casa localizada na Rua General Carneiro, esquina com a Rua Comendador Macedo é uma Unidade de Interesse de Preservação.
Em estilo eclético a casa tem um frontão curvo na parte superior com o que parece ser um pinhão ao centro (semente que acabou sendo um dos símbolos do Movimento Paranista nas artes visuais).
A casa tem características próprias dos códigos de construções da época: construída junto à rua (sem recuo), porão, pé-direito alto, platibandas nas paredes voltadas para a rua (evitava que caísse água nos passantes) e canto na esquina chanfrado. As janelas decoradas lembram as da chamada “Casa das Ferraduras”, que foi a residência de Cândido de Abreu (já demolida e ficava na atual Avenida João Gualberto). Como está em um terreno grande (com um belo pinheiro hoje em dia), a entrada é pela lateral.

Comentando uma publicação em uma rede social o Sr. Luis Venske Dyminski escreveu o seguinte:
“Esta casa foi construída por meu bisavô Alfredo Venske, quando casou. Residiu nela até 1935, quando mudou para a Gen. Carneiro esquina com Benjamin Constant.”

Excelente. Gosto quando consigo ligar a foto de uma casa com as pessoas.

Texto complementado em 30 out. 2017.

Referência:

terça-feira, 24 de maio de 2016

A águia bicéfala da Zacarias

A águia bicéfala da Zacarias

A águia bicéfala da Zacarias

A águia bicéfala é um símbolo usado há muito tempo. Há descrições dela em tábuas de terracota de 3.000 a.C. Foi usada por muita gente, como pelo Império Bizantino, pelo Império Russo, pelo Império Romano e continua presente em brasões atuais, como o da Federação Russa.
No caso da escultura mostrada na foto, trata-se da águia bicéfala que está pousada entre dois prédios, na Praça Zacarias.
Sua presença ali deve-se a maçonaria, que tem a águia bicéfala como um dos seus símbolos.
A maçonaria tinha no local uma de suas sedes (parece que chamam de “loja”). A casa era bem interessante e tinha na cumeeira a tal escultura. Pena que a casa foi demolida para dar lugar a um edifício. Mas a velha águia ficou no local.

P.S.: No texto não preocupei-me muito com o significado do símbolo da águia bicéfala, mas quando postei o link em uma rede social percebi o interesse. Transcrevo aqui o comentário feito por Paulo José da Costa em um grupo que sintetiza bem o assunto: “a maçonaria, no século XVIII, em França, se dividiu entre o ramo "escocês" da nobreza, e dos "Cavaleiros do Oriente", que era mais do povo. Mais tarde se criou um conselho supremo para dirigir as duas correntes e, para satisfazer as duas partes criou-se o símbolo da águia de duas cabeças, que vem lá do Império Romano, do Ocidente e do Oriente... Mas a águia bicéfala faz parte da história e da bandeira de muitos países de ontem e de hoje... sempre com a finalidade de simbolizar a união de duas casas, duas correntes, duas facções, dois países…”.

Referência:

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Praça Carlos Filizola

Praça Carlos Filizola

A Praça Carlos Filizola está localizada no bairro do Cristo Rei, sendo contornada pelas ruas Fernandes de Barros, Reinaldino Schaffenberg de Quadros e Avenida Souza Naves. A quarta divisa é com instalações da Sociedade Morgenau.

Não tenho a menor ideia de quem foi o homenageado.