segunda-feira, 1 de maio de 2017
Edifício da Gloria - um outro ângulo
Sábado observei as duas torres do Edifício da Gloria de um outro ângulo.
Como normalmente passo pela região de carro, depois de sair da trincheira, nesse ponto onde tirei a foto o edifício costuma estar nas minhas costas. Como estava à pé, pude olhar para o outro lado. Gostei do ângulo e tirei esta foto.
Uma das vantagens de passear à pé pela cidade é essa. Você redescobre coisas que já viu inúmeras vezes.
domingo, 30 de abril de 2017
Castelo Hauer
Esta casa na Rua do Rosário, conhecida como Castelo Hauer, foi construída no final do século XIX por Joseph Hauer.
Dizem que o Sr. Joseph gostava de observar a Serra do Mar e por isso construiu a torre.
Em 1905 a casa passou a ser propriedade da Congregação das Irmãs da Divina Providência, que passou a usar a casa como uma escola.
Construída em uma região alta da cidade, a casa é bem imponente. No entanto, com o tempo, foi cercada por edifícios muito mais altos e hoje em dia fica meio que eclipsada por eles, fazendo com que pareça bem menor e menos imponente.
O Sr. Joseph Hauer nasceu em Breslau (atualmente na Polônia, que na época tinha deixado de existir).
Em 1863 o Sr. Joseph deixou a Alemanha e depois de um naufrágio em São Francisco (SC) foi parar na Colônia Dona Francisca, atual Joinville. Ficou por lá pouco tempo (dois meses), rumando logo para Antonina, de onde subiu a serra à pé até Curitiba. Aqui estabeleceu-se inicialmente com uma oficina de selaria.
Já bem estabelecido, por volta de 1870 promoveu a vinda de 12 de seus irmãos para Curitiba: Anton Paulo, Franciska, Anna, Julius, Maria, Roberto, Bertha, Emma, Ottilia, Francisco e Augusto, que foram chegando aos poucos, ao longo dos anos.
Em 1905 o Sr. Joseph Hauer parece que ficou decepcionado com alguma coisa (ainda não descobri que coisa era essa) e decidiu retornar para a Alemanha, onde viveu até a sua morte. Foi por ocasião do retorno no Sr. Joseph à Alemanha que o Castelo foi doado para as Irmãs da Divina Providência.
Trabalhadores e empreendedores, os Hauer tornaram-se importantes na vida econômica da cidade fundaram muitos negócios, como a Ferragens Hauer (Hauer & Irmãos, fundada por Francisco e Augusto), Casa Metal, Chic de Paris, O Louvre, entre outros. A Joseph Hauer & Filhos foi a empresa responsável pela geração e distribuição de energia elétrica na cidade a partir de 1898 (quando a cidade tinha uns 40.000 habitantes).
O Sr. Joseph Hauer foi também um dos fundadores da Sociedade Thalia e, amante do teatro, criou o Teatro Hauer.
Arthur, Waldemar e Alfredo Hauer, sobrinhos do Sr. Joseph e filhos de Roberto, participaram da fundação do Coritiba F. C.
A família também adquiriu e construiu diversos prédios e casas pela cidade e investiu em terras no entorno dela. Algo em torno de 700 alqueires. Hoje essas terras são os bairros Hauer, Fanny e Lindóia.
O Colégio da Divina Providência
O Colégio da Divina Providência que durante muitos anos funcionou no Castelo Hauer, foi fundado como uma escola paroquial para filhos de católicos alemães no ano de 1896. Inicialmente estava instalado em um outro prédio na mesma Rua do Rosário, no número 44. Foi oficializado como Colégio em setembro de 1903.
Em 1905 mudou-se para as instalações do Castelo Hauer, após a Sr. Joseph Hauer retornar para a Alemanha.
Em 1958 a Congregação adquiriu as instalações do antigo Cassino do Ahú. Por um tempo o Colégio manteve duas sedes. Hoje o Colégio da Divina Providência funciona apenas no Ahú e é administrado pelo Grupo Educacional Bom Jesus, vinculado à Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.
O Castelo Hauer é uma Unidade de Interesse de Preservação
Publicações relacionadas:
Nos fundos do Castelo Hauer
Palácio Hauer
Sociedade Thalia
Antigo Theatro Hauer
Referências:
ANTONELLI, Diego. Há 150 anos, os Hauer fincavam o pé no Brasil. Gazeta do Povo, Curitiba, 1 nov. 2013. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/ha-150-anos-os-hauer-fincavam-o-pe-no-brasil-3volh0pj5st651salukfthcni>. Acesso em: 29 abr. 2017.
FERNANDES, José Carlos. Ferragens Hauer renasce no Centro. Gazeta do Povo, Curitiba, 19 abr. 2015. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/ferragens-hauer-renasce-nocentro-4i4z7xasnjhp7jqtj1kg636bd>. Acesso em: 29 abr. 2017.
FERNANDES, José Carlos. A linha do tempo da família Hauer em Curitiba. Gazeta do Povo, 19 abr. 2015. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/a-linha-do-tempo-da-familia-hauer-em-curitiba-7j5alqdcq3fw9q6v3lcw8blbt>. Acesso em: 29 abr. 2017
CENTRO Histórico de Curitiba. O Castelo e a família Hauer. Disponível em: <http://www.centrohistoricodecuritiba.com.br/o-castelo-e-familia-hauer/>. Acesso em: 29 abr. 2017.
CURITIBA Space. Castelo Hauer. Disponível em: <http://curitibaspace.com.br/castelo-hauer/>. Acesso em: 29 abr. 2017.
COPEL. História da Energia no Paraná. Disponível em: <http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2F0%2F938F473DCEED50010325740C004A947F>. Acesso em: 29 abr. 2017.
OSNI. Divina Providência faz 100 anos. Tribuna do Paraná, Curitiba, 27 jul. 2002. Disponível em: <http://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/divina-providencia-faz-100-anos/>. Acesso em: 4 mai. 2017.
sábado, 29 de abril de 2017
Jardinete Henrique Knopfholz
Jardinete Henrique Knopfholz localizado entre a Rua Reinaldino Schaffemberg de Quadros. e a Avenida Sete de Setembro.
Tentei encontrar algo sobre o Sr. Henrique Knopfholz, mas a única coisa que encontrei foi que ele na segunda metade da década de 1950 fez parte da diretoria do Centro Israelita do Paraná.
Fico frustrado quando não consigo encontrar nem que seja uma pequena biografia da pessoa que dá nome a ruas e praças. Imagino que se a pessoa foi homenageada, alguma coisa ela deve ter feito nessa vida. A câmara municipal deveria por no site dela essas informações. Até onde sei todos os nomes de ruas, praças e coisas do gênero são aprovados pelos vereadores. Normalmente algum vereador apresenta a proposta, acompanhada de uma pequena biografia do homenageado. No site do IPPUC tem informações sobre alguns logradouros.
Não parece justo a pessoa receber uma homenagem assim e ser esquecida.
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