quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Capela Nossa Senhora da Glória




A capela N. S. da Glória foi construída em 1896 e foi a sexta igreja de Curitiba.

Foi idealizada por Maria das Dores Leão (filha do desembargador Agostinho Ermelino de Leão e Maria Bárbara) que, quando ficou viúva de Francisco Fasce Fontana em 1894, com um filho pequeno, mandou erguer a capela na intenção do marido morto. Mais tarde (em 1897) ela casou novamente, com Bernardo da Veiga, com quem teve mais três filhos. Foram feitas ampliações na capela, desta vez “com o pedido de uma graça: a recuperação financeira das empresas da família.”

Em 1960 a capela foi cedida por Maria Dolores da Veiga Leão (filha de Maria das Dores e Bernardo da Veiga) aos padres redentorista, para fazerem ali a novena da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Na capela cabem umas 200 pessoas, mas em 1965 umas vinte mil pessoas iam nas novenas. Isso causava uma grande confusão na rua, que ficava quase que fechada pelos fiéis. Assim, a Igreja decidiu construir o Santuário da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Praça Portugal, inaugurado em 1969 e que abriga a novena atualmente (umas 35 mil pessoas frequentam a novena que é realizada às quartas-feiras).
Quando receberam de volta, os herdeiros doaram a capela para a Mitra Diocesana.
Atualmente encontra-se fechada, aguardando restauro.
Não conheço o interior, mas dizem que o altar-mor é em carvalho e que tem lindas imagens e afrescos, refletindo a opulência do ciclo da erva-mate. Tomara que restaurem logo, assim poderei visitá-la.
A capela em estilo neoclássico foi projetada pelo arquiteto italiano Antônio Dallegrave. É uma Unidade de Interesse de Preservação.

As três famílias de ervateiros que residiam nas imediações da capela, Leão, Veiga e Fontana, participaram na construção ou nas reformas e manutenção dela. Aliás, essas três famílias com o tempo, interligaram-se por casamentos. Nada mais natural. Residiam uns próximos aos outros, frequentavam os mesmos meios e as crianças cresceram próximas e provavelmente brincavam umas com as outras.

Referências:

CARDOSO, Rosy de Sá. Famosa novena da Perpétuo Socorro era rezada em tímida capelinha. Gazeta do Povo. 28 mar. 2012. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/especiais/aniversario-de-curitiba/2012/famosa-novena-da-perpetuo-socorro-era-rezada-em-timida-capelinha-8gbmycoge7poy2tea0qw1o5la>. Acesso em: 10 set. 2015.
KANIAK, Thais. Às vésperas de completar 117 anos, Capela da Glória espera por reforma. G1 PR. 08 nov. 2013. Disponível em: <http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/11/vesperas-de-completar-117-anos-capela-da-gloria-espera-por-reforma.html>. Acesso em: 10 set. 2015.
FERNANDES, José Carlos. Agonia e glória de uma capelinha. Gazeta do Povo, Curitiba, 25 out. 2014. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/agonia-e-gloria-de-uma-capelinha-efco3vao3w2jpjyd0ei189cge>. Acesso em: 25 jan. 2016.
FERNANDES, José Carlos. Capela é mirante do ciclo da erva-mate. Gazeta do Povo, Curitiba, 25 out. 2014. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/capela-e-mirante-do-ciclo-da-erva-mate-efcuoxfiit62uloc87kvf7y32>. Acesso em: 27 jan. 2016.
FONTANA, Eduardo Ribas. [mensagem pessoal] Mensagem privada trocada por rede social com Flavio Antonio Ortolan. fev. 2016