sábado, 16 de abril de 2016

Estação Ferroviária

Antiga Estação Ferroviária de Curitiba

Antiga Estação Ferroviária de Curitiba

Antiga Estação Ferroviária de Curitiba

Antiga Estação Ferroviária de Curitiba

A antiga Estação Ferroviária de Curitiba quando concluída, em dezembro de 1884, tinha apenas um andar e foi projetada pelo engenheiro Michelângelo Cuniberti. Foi inaugurada oficialmente em 02 de fevereiro de 1885.
O local escolhido foi um potreiro localizado a uns 800 metros da então Rua do Comércio (atualmente Marechal Deodoro), que era o limite da área urbanizada da cidade.
A construção, seguindo a tendência italiana para esse tipo de prédio, era simples, mas funcional. Com apenas um andar, cobertura simples e três portas sobre uma escadaria que dava para a atual Avenida Sete de Setembro. Sendo a peça de maior destaque um relógio na fachada.
Em 1894 o prédio passou por uma grande remodelação e ampliação e ficou com dois andares. A reforma foi feita usando as mesmas fundações e paredes da construção anterior. Não há registros confiáveis de quem foi o autor do projeto das reformas.

A ferrovia e a economia da Província


A abertura da ferrovia Paranaguá-Curitiba (feita pela iniciativa privada, sob concessão do Império) foi muito importante para economia da Província, que passou a contar com uma facilidade adicional para fazer chegar ao porto o principal produto de exportação na época, a erva-mate. Essa facilidade (que mais tarde foi sendo ampliada em direção ao interior) não foi importante só para a erva-mate, mas criou toda uma dinâmica nova nas relações econômicas, facilitando não só o deslocamento de mercadorias, mas também de pessoas.

A estação e a Cidade


A abertura da estação ferroviária criou uma dinâmica nova na cidade também, que passou de um local relativamente isolado do resto do mundo, a um local conectado.
A principal entrada/saída da cidade deslocou da então Estrada da Graciosa (atual Avenida Prefeito Erasto Gaetner), que era a ligação com o porto (feita em lombo de burros ou carroções), para o local da hoje Praça Eufrásio Correia.
Para ligar o local, relativamente perto do centro, foi aberta a Rua Leitner (mais tarde, Rua da Liberdade e atualmente Rua Barão do Rio Branco). No entorno da atual praça (que no início era só um descampado) e na rua de ligação com o centro da cidade, com o tempo foram instalandos hotéis (como o Hotel Tassi, Hotel Roma e Hotel Johnscher, entre outros) e uma série de negócios relacionados com o comércio (como a Casa Emílio Romani).
A medida que o tempo foi passando a região localizada nos fundos da estação (que hoje conhecemos como Rebouças) passou a abrigar uma série de industrias.
A atual Rua Barão do Rio Branco virou também um eixo ligado ao poder, com a construção do Palácio Rio Branco (para abrigar o Congresso Estadual) e o Palácio da Liberdade (sede do Governo Estadual).

O prédio da Estação Ferroviária de Curitiba é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Estado e também uma Unidade de Interesse de Preservação. A estação foi desativada em 1972, com a inauguração da nova Rodoferroviária. Atualmente é parte de um centro comercial e abriga, entre outras coisas, o Museu Ferroviário de Curitiba.


Referências:

RIZZI, Suzelle. Cândido de Abreu e a Arquitetura de Curitiba entre 1897 e 1916. 2003. 186 p. Dissertação (Mestrado em Teoria, História e Crítica da Arquitetura). Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba.
CORDOVA, Dayana Zdebsky de et al. Pelos trilhos: paisagens ferroviárias de Curitiba. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 2010, 172 p.
SANTOS, Leandro Luiz dos et al. Ferrovia 130 Anos. Gazeta do Povo, Curitiba, 26 fev. 2015. Reportagem Especial. Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/especiais/ferrovia-130-anos/index.jpp>. Acesso em: 15 abr. 2016