quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Outra casa na Treze de Maio

Outra casa na Treze de Maio

Outra Unidade de Interesse de Preservação das existentes na Rua Treze de Maio. Repare no portão em arco na lateral. Será que originalmente a janelas eram assim retangulares, sem arco?
Outro detalhe são as duas águas-furtadas, que são uma ótima maneira de aproveitar melhor o espaço debaixo do telhado.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O Sonho

O Sonho, escultura de Ricardo Todd

Escultura de Ricardo Todd no Memorial da Cidade de Curitiba, chamada de “O Sonho”.
Ricardo Todd também foi o autor da escultura “Cavalo Marinho”, instalada no mesmo local e da “Fonte da Memória”, instalada ali próximo, na Praça Garibaldi.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Uma casa de madeira bem colorida

Uma casa de madeira bem colorida

Uma casa de madeira pintada com cores fortes.
Gostei. Saiu das cores pálidas, como parece ser o comum.

domingo, 27 de novembro de 2016

Arcadas do Pelourinho

Arcadas do Pelourinho
  
Arcadas do Pelourinho

Arcadas do Pelourinho

Arcadas do Pelourinho

Na atual Praça José Borges de Macedo, em 4 de novembro de 1668 Gabriel de Lara instalou o pelourinho. O pelourinho era uma coluna de pedra, ou mesmo madeira, onde os criminosos eram expostos e punidos. Era considerado como um símbolo da liberdade de uma vila ou cidade.
No caso de Curitiba ocorreu uma situação fora do comum, pois não foram cumpridos todos os requisitos necessários para elevar o povoado a condição de vila.
Só em 29 de março de 1693 a condição de vila foi alcança após a eleição da câmara municipal, juízes, procurador da câmara e escrivão. Por isso essa última data é considerada a data oficial da fundação da cidade.

Para marcar o local aproximado do pelourinho, em 1968 foi instalado na praça uma pedra com uma placa comemorativa. Na placa está escrito o seguinte:

NESTE LUGAR
EM
4 DE NOVEMBRO DE 1668
FOI LEVANTADO O
PELOURINHO
DA
VILA DE NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS
POR
GABRIEL DE LARA,
CAPITÃO MOR E PROCURADOR DO
MARQUÊS DE CASCAIS
SENHOR DAS TERRAS DA
CAPITANIA DE PARANAGUÁ.

PLACA COMEMORATIVA
MANDADA FAZER PELA
MUNICIPALIDADE DE CURITIBA
SENDO PREFEITO O
ENG. OMAR SABBAG
4 • XI • 1968

Na praça também foi erguida em 1994 uma estrutura metálica em arco, oficialmente chamada de Arcadas do Pelourinho, mas também conhecida por Mercado das Flores. O local abriga, além de um mercado de flores, banca de revistas e cafezinho.

sábado, 26 de novembro de 2016

8 pinheiros

8 pinheiros

Hoje a foto de oito pinheiros (tem um mais distante, atrás da casa) que encontramos no Campina do Siqueira, durante uma caminhada observacional.
O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) foi responsável por um dos ciclos econômicos importantes do Paraná e Curitiba, como capital do estado, foi irrigada pelo dinheiro gerado pela exploração dessa árvore fabulosa.
A cidade ainda tem diversos exemplares, muitos deles bem bonitos.
É bem comum ouvirmos comentários de que é melhor não deixar um pinheiro crescer, pois se deixar só vai ter incômodos. Isso é um sinal de que há algo de errado com a legislação ambiental atual, que não estimula as pessoas a plantarem novas árvores, apenas proteje as existentes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Uma casa na Desembargador Westphalen

Uma casa na Desembargador Westphalen

Uma casa na Desembargador Westphalen

Nunca havia reparado nesse sobrado na Rua Desembargador Westphalen. Não costumo passar com frequência nesse trecho da rua. Mas ela é bem interessante e, pelo estilo imagino que seja do início do século passado. A casa tem uns detalhes decorativos bem bonitos.
Pena a ação desse pessoal que emporcalha a cidade com pichações.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Uma ideia interessante …

Parklets - Uma ideia interessante …

O nome dessa estrutura é parklet. A ideia é interessante: criar espaços de convívio de pedestres, uma espécie de minipraça, no lugar de uma vaga de estacionamento de veículos. Tem até um toque de quixotesco e simbólico na “guerra” entre pedestres e veículos.
Gosto do conceito e é uma boa ideia para ruas sem praça, com pouco espaços para o pedestre. Mas essa, na Rua Riachuelo, em frente a Praça Generoso Marques, não faz sentido. A praça tem bancos e já é um espaço de convívio.
Quando da inauguração, no final de 2015, o prefeito Gustavo Fruet disse que a ação faz parte das medidas que vem sendo tomadas para acalmar o centro da cidade. Acalmar? A Rua Riachelo naquele trecho já é bem calma.

Como disse, gosto do conceito, mas esse aí parece que foi feito para mostrar para turista.

Referências:

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O prédio que já foi sinagoga

O prédio que já foi sinagoga

A Sinagoga Francisco Frischmann ficava nesse prédio, na Rua Saldanha Marinho. O imóvel faz frente também para a Rua Cuz Machado.

O prédio foi construído em meados de 1950 no terreno do Centro Mosaico do Paraná. O Centro originalmente era chamado de Centro Israelita do Paraná, mas durante a Segunda Guerra Mundial, por uma determinação presidencial, teve que trocar o nome. Mais tarde, o nome foi retomado pela comunidade.

Jose Flaks, com esposa e dois filhos, foi o primeiro judeu que chegou em Curitiba, em 1889. A segunda família, logo em seguida, foi a de Max Rosemann. Atualmente a comunidade judaica tem umas mil famílias no Estado, sendo a grande maioria delas em Curitiba.

Em 2009 a comunidade decidiu construir um novo templo, em outro local, devido a falta de segurança na região.

Segundo notícias publicadas recentemente na imprensa, o prédio será reformado para ser ocupado pela Polícia Militar do Paraná, que instalará no local a Primeira Companhia do 12º Batalhão da PM.

Referências.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O chafariz da XV


Este chafariz localizado na Rua XV de Novembro, entre a a Avenida Marechal Floriano Peixoto e a Alameda Doutor Muricy e sempre um ponto agradável para uma pausa em um dia quente. Além da sombra dos prédios, a água sempre refresca um pouco o ar.

domingo, 20 de novembro de 2016

Um sobrado muito estreito

Um sobrado muito estreito

Este sobrado na Rua Monsenhor Celso chama a atenção pela estreiteza. Aliás, se a gente passa meio distraído, nem nota,  de tão estreito que é.
Hoje não seria possível construir algo assim ali.
Sempre fico curioso de conhecer a história. Alguém ganhou ou herdou apenas uma parte do terreno? Ou teve a necessidade de vender uma parte de um terreno maior? Sei lá, mas seria interessante conhecer a história.

O sobrado é uma Unidade de Interesse de Preservação.

sábado, 19 de novembro de 2016

Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória

Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória

Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória

Localizado na Rua São Francisco, 319; o Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória é administrado pela Diretoria de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).
É um importante centro de documentação e pesquisa sobre a Cidade de Curitiba. Com um acervo de mais de 40 mil publicações, entre documentos originais, leis, livros, revistas, jornais, boletins e folhetos”.
A coleção de imagens da cidade é enorme, mais de 500 mil imagens. Abrangendo desde negativos, tanto em filme como chapas de vidro até reproduções em papel fotográfico, cartões postais e digitais. Conta também com filmes e vídeos.
E o importante, com instalações adequadas para a conservação e preservação de todo esse material.
Passou por diversos endereços até ser instalado no edifício atual em 2000.

Fica aberto de segunda à sexta, das 9 h às 12 h e das 14 h às 18 h. Com parte do material aberto para consulta do público em geral.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Busto em homenagem a André de Barros

Busto em homenagem a André de Barros

Busto em homenagem a André de Barros

Esta herma em homenagem a André de Barros está localizada nos jardins na entrada da Santa Casa, em frente a Praça Rui Barbosa.
O autor da escultura em bronze foi João Turin (1878-1949).
O conjunto da obra de João Turin é Patrimônio Cultural do Paraná.
Na placa afixada na hermeta está escrito:
“HOMENAGEM
AO
GRANDE BEMFEITOR
ANDRÉ DE BARROS
MCMXXIII”

Benfeitor está escrito com “m” mesmo. Será que escreviam assim em 1923?

André de Barros


No site do IPPUC encontrei o seguinte texto sobre o homenageado:
“Filho de Goiás, André de Barros chegou ao Paraná como militar, ainda bem jovem. Trazia consigo uma inteligência e grande vontade de vencer. Prático de Farmácia que era, chegando a Curitiba, depois de dar baixa, empregou-se na Farmácia Correia, da qual se tornou sócio. Desligando-se da firma, abriu outro estabelecimento por sua conta.
Não se tendo casado e levando a vida muito metódica, dentro em pouco havia acumulado pequena fortuna, que aos poucos administrada por sua hábil mão aumentou consideravelmente. Na falta de médico ele aconselhava os clientes, indicando-lhes os medicamentos necessários. Não tendo herdeiro direto legaram todos os seus bens a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, e uma quantia em dinheiro para cada um de seus afilhados. Faleceu em Curitiba.”

Fiquei curioso e resolvi pesquisar um pouco mais. Não encontrei muita coisa, mas descobri que nasceu em 1855 na Vila da Conceição do Norte, na então Província de Goiás. Hoje a cidade é chamada de Conceição do Tocantins, no Estado do Tocantins.
Filho de Miguel Pinto de Barros e Gabriela Ferreira dos Santos, o seu nome completo era André Pinto de Barros. Depois de ser alfabetizado em sua terra natal, entrou para o exército, servindo como enfermeiro na infantaria. Depois da Guerra do Paraguai a sua unidade foi transferida para Curitiba, chegando assim a cidade. Continuou trabalhando como enfermeiro na Enfermaria da Circunscrição Militar, que mais tarde daria origem ao Hospital Militar. Antes da proclamação da República deu baixa.
Depois as coisas parecem ter ocorrido mais ou menos como na biografia resumida transcrita acima.
Cabe, entretanto, acrescentar algumas informações importantes sobre esse ilustre personagem da cidade.
Foi uma pessoa séria, com olhar triste e que sorria muito raramente. Tinha uma aparência meio índia e meio cabocla, cabelo curto com calva frontal. Bondoso, quando faleceu, em 1923, sua morte foi chorada por muitos que haviam recebido seu amparo em momentos de doença.
Foi provedor da Santa Casa de Curitiba de 1920 a 1922. Saindo do cargo ao sentir-se doente.
Após a sua morte, aberto o testamento, além de deixar quantias razoáveis para afiliados, a sua casa na Praça Osório deixou à sua empregada doméstica.
Daqui em diante transcrevo um artigo do professor da PUC e acadêmico da APL, Valério Hoerner Junior, que, aliás, serviu de base de boa parte do que está escrito aqui:
“Muitas instituições de caridade e religiosas beneficiaram-se de sua lembrança: a Santa Casa de Misericórdia de Goiás, sua terra natal, a Santa Casa de Paranaguá, o Asilo São Vicente e Paula da cidade da Lapa, a Sociedade de Socorro aos Necessitados, o Orfanato de São Luiz, Maternidade e Orfanato do Cajuru, o Albergue Noturno e a Cruz Vermelha do Paraná. Para a igreja do Senhor do Bom Jesus de Iguape deixou cinqüenta libras esterlinas em ouro, como pagamento de uma promessa.
O remanescente de seus bens, prédios, terrenos e títulos da dívida pública da União, foi legado à Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, o que na época representou fabuloso presente. Alguns registros dão esse valor como superior a 1.300:000$000 (mil e trezentos contos de réis), quantia esta capaz de solucionar todos os problemas que permanentemente afligiam os provedores da Santa Casa.”

Por ignorância de minha parte, desconhecia a história desse personagem da cidade, que era apenas um nome de rua para mim. Sem dúvida, passar pela Rua André de Barros será diferente daqui em diante, pois lembrar-me-ei da história desse ilustre benfeitor da cidade.

Publicação relacionada: Santa Casa

Referências:

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Uma grande pintura de um desenho de Poty Lazzarotto

Uma grande pintura de um desenho de Poty Lazzarotto

Essa grande pintura de um desenho de Poty Lazzarotto (1924-1998) está na face lateral (voltada para a Avenida Marechal Floriano) de um pequeno edifício de três andares, cuja fachada é voltada para a Rua XV de Novembro.
Retrata um operário descansando e fazendo um lanche em um andaime na torre da catedral. Repare na cesta (de pão?), na garrafa e no copo na mão (seria vinho?). Enquanto no céu passa um dirigível.

O operário trabalhando na torre trata-se de uma licença artística. Os zeppelins foram frequentadores dos céus brasileiros entre 1930 e 1937. Em 1936 o dirigível “Hindenburg” sobrevoou os céus de Curitiba. Desconheço qualquer reforma da catedral naquele ano, cuja construção foi concluída em 1893. Já ví uma foto da época mostrando a catedral e o dirigível.

No texto, já bem desgastado, está escrito:
“Por ocasião dos 300 anos da
nossa cidade, cumprem-se
os primeiros 100 anos da
Catedral de Nossa Sra. da Luz
dos Pinhais de Curitiba.
Comemorar é Conhecer.”


O voo do Sr. Theodulo Ceballos


O primeiro registro de voo em Curitiba que conheço é de 1876, quando o mexicano Theodulo Ceballos vez um voo com um balão. Tratava-se na realidade de um espetáculo de circo e o Sr. Theodulo parece que estava mais para malabarista do que para aeronauta.
No jornal “Dezenove de Dezembro” do dia 22 de janeiro de 1876 foi publicado o seguinte anúncio:
“FAMILIA NELSON
GRANDE ASCENSÃO DO BALÃO MONSTRO
O aeronauta Theodulo Ceballos participa ao illustrado publico desta cidade, que pretende executar sua ascenção aerostática no domingo 30 do corrente na praça matriz e como para fazel-a necessita haver uma quantia não inferior a 1:000$ para cobrir os gastos, se trata desde já de organisar uma commissão de differentes senhores imcumbidos de passar os respectivos bilhetes, sendo o preço de cada um 2$000, os quaes não só servirão para a ascenção como para o espetaculo que terá logar nesta noite.
Os bilhetes estão a venda desde já nas pharmacias Requião, e Sttelfeld, bem com nas casas dos Srs. Gustavo Meussin e Miguel Montesano”.

Pelo jeito não foi possível fazer o voo no dia pretendido, mas o mesmo jornal “Dezenove de Dezembro” publicou na sua edição do dia 9 de fevereiro de 1876 uma grande matéria, ocupando aproximadamente 3/4 de página, que transcrevo alguns trechos:

“Como havia sido annunciado, domingo último, 6 do corrente, realisou-se a ascensão do balão aerostatico feita pelo Sr. Ceballos.
Deste as 10 horas da manhã começou o povo a affluir para o largo da Matriz, nas circumvisinhanças do circo. Em todos os semblantes notava-se a extrema curiosidade de assistir ao grande commettimento do audaz mexicano, como um espectaculo todo novo, nunca visto nesta capital.
Espalhou-se, neste interim, a noticia de que a ascensão não poderia ter logar, por não haver-se ainda conseguido completar a quantia necessaria parta o divertimento verificar-se ….
Quasi que toda a população da capital estava alli, …
… mas afinal o signal foi dado, e o aeronáuta appareceu no circo em seus trajos de artista gymnastico … .
A´ordem sua, as cordas que prendiam o balão foram soltas, e com a rapidez do relampago e o sangue frio do stoico, o arrojado mexicano, apegando-se as duas argolas que, abaixo do aorostato, estavam presas aos cordeis que pendiam, … .
Ceballos, seguro apenas pelas duas argolas a que se apegára, executava, entretanto, no ar trabalhos gymnasticos dos mais difficeis, … “.

E assim continuaram descrevendo o ocorrido:

“… No alto de S. Francisco verificou-se, porém, que a descensão se findara um pouco mais distante, nos terrenos de uma chacara do Sr. Lustosa de Andrade, à cerca de 2 kilometros desta cidade.
Muitos curiosos foram, uns à pé e outros à cavallo, até alli; mas a maior parte do povo aguardou no alto o regresso do Sr. Ceballos, para recebel-o com vivas e bravos, e depois, ao som da musica, acompanhanl-o até o circo.”

E a notícia seguiu, informando que o Sr. Ceballos pretendia efetuar um novo voo no dia 13 seguinte.

O voo de Maria Aida


Outro voo de balão que ficou famoso na cidade foi o realizado por Maria Aida em 21 de abril de 1909, sobre o qual já escrevi alguma coisa em “Um brinquedo e a história da cidade”.

O marechal dos ares esteve em Curityba!


Esta foi a manchete de primeira página do jornal “O Estado” no dia 2 de dezembro de 1936, noticiando a visita do dirigível “Hindenburg” ocorrida na manhã do dia anterior.
Foi uma espécie de voo panorâmico para personagens ilustres, partindo do Rio de Janeiro, sobrevoando o litoral até o norte de Santa Catarina, indo até Florianópolis e depois, no retorno, dando uma passadinha sobre Curitiba (onde havia uma colônia alemã significativa).
O jornal registra a presença dos seguintes convidados a bordo: “Ministros Sousa Costa, Gustavo Capanema, gen. João Gomes, almirante Aristides Guilhelm, sr. Luiz Vergara, secretario da presidencia da república; cel. Mendonça Lima, diretor da Central do Brasil, sras. Adelia Vergara, Marietta Duarte Chança, Miranda Teixeira, sr. Paulo Underberg, Manoel Valente, Carlos Maia, Trajano Furtado Reis, director do Departamento Aeronautico Civil; deputados Waldemar Ferreira, Lauro Lopes e Diniz Junior e o sr. Herbert Moses, presidente da Associação Brasileira de Imprensa”.

Enquanto sobrevoava a cidade ocorreram trocas de mensagens telegráficas entre os que estavam a bordo e o governador Manoel Ribas

Transcrevo a seguir algumas passagens da notícia:

“ … Os prédio mais altos já estavam com seus terraços completamente tomados pelos espectadores que primeiro queriam desfructar o deslumbrante espectaculo.”
Ás 9,30 horas, finalmente o “Hindenburg” era avistado, majestosamente, singrando o espaço.
Houve verdadeiro delírio popular.
Voando bastante baixo e vindo do sul, lentamente, o dirigível iniciou um vôo em circulo sobre a cidade.
Todos os seus detalhes podiam ser bem apreciados pela população, que aclamava a Allemanha e accena aos passageiros e tripulação do gigante.
As fabricas e trens apitando o ar sirenes dos jornaes com seu estridor, completavam o festivo aspecto que Curityba apresentava hontem pela manhã.
Depois de evoluir cerca de 40 minutos, sobre a cidade e em todas as direcções, o dirigível retomou a marcha em direcção a lêste.
Seus quatro motores passaram a funccionar com maior ruído, e a aeronave foi-se elevando, foi-se afastando.”

Hoje também seria um grande espetáculo


Caso tivéssemos hoje a passagem de uma aeronave como o “Hindenburg” sobre a cidade ela chamaria atenção da mesma maneira.
Nestes dias esta sendo notícia na impressa a passagem pelo Brasil do “Antonov An-225”, que é considerado a maior aeronave em operação no momento.
O “Antonov An-225” tem só 84 metros de comprimento e 18,1 m de altura. O “Hindenburg” tinha 265 metros de comprimento e um diâmetro de 41,2 m.
Ou seja, seria um espetáculo aqui e em qualquer lugar do mundo.

E assim a gente viaja


Pois é! Começamos com a foto de uma pintura, meio desgastada, na lateral de um prédio e acabamos viajando no dirigível.

Referências:

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Janelas e portas em arco

Janelas e portas em arco

Nesta casa na Rua Treze de Maio chama a atenção as portas e janelas em arco.
A casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

+1 UIP da Rua Doutor Claudino dos Santos

+1 UIP da Rua Doutor Claudino dos Santos

Esta é outra das casas antigas na Rua Doutor Claudino dos Santos, entre o Largo Coronel Enéas e a Praça Garibaldi, que é uma Unidade de Interesse de Preservação.
Esta é até com um estilo um pouco mais singelo, mas a sua preservação é importante, pois ajuda a compor o conjunto de casas e casarões do local.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Outra casa de madeira no Campina do Siqueira

Outra casa de madeira no Campina do Siqueira

Quando participei de uma caminhada pelos bairros Campina do Siqueira e Seminário observei muitas casa de madeira que ainda existem na região.
Esta, na Rua Major Heitor Guimarães, é uma delas.

domingo, 13 de novembro de 2016

A segunda quadra da São Francisco

A segunda quadra da São Francisco

Não passo com muita frequência nesse trecho da Rua São Francisco, entre a Rua Barão do Serro Azul e a Rua Riachuelo, mas tem nele diversos casarões antigos bem bonitos. Todos eles Unidades de Interesse de Preservação.

sábado, 12 de novembro de 2016

Edifício Alliance

Edifício Alliance

Edifício Alliance

Edifício Alliance

Localizado na Rua da Paz, esquina com a Rua Nilo Cairo, o edifício Alliance tem linhas contemporâneas. Com traços ainda da arquitetura modernistas, mistura linhas retas com curvas, para um efeito diferente. É um edifício de uso comercial.
Apesar de constar com um certo destaque na página da construtora que o criou, não há qualquer informação sobre quem o projetou.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Outro sobrado na Trajano Reis

Outro sobrado na Trajano Reis

Outro sobrado na Trajano Reis

Este sobrado na Rua Trajano Reis é uma Unidade de Interesse de Preservação. Não encontrei nada sobre a história dele, mas atualmente, entre outras coisas, funciona no local o Teatro Rodrigo de Oliveira, fundado em 1988.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Uma casa de madeira nova

Uma casa de madeira nova

Normalmente as casas de madeira que aparecem aqui são velhas. Acho que esta é a primeira contemporânea.
Localizada no Seminário, esta casa é muito bonita. Gostei do projeto dela.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O local da antiga “Vila Olga”

O local da antiga “Vila Olga”

O local da antiga “Vila Olga”

"Vila Olga". Já demolida
Neste terreno, localizado na Avenida Munhoz da Rocha, em frente ao Graciosa Country Club, ficava situada a “Vila Olga”.
Residência projetada pelo engenheiro Eduardo Fernando Chaves (1892-1944) em 1919/20 para Caetano Munhoz da Rocha (1879-1944).
A vila foi demolida nos anos 1950 e o local foi ocupado por órgãos públicos (lembro que um deles foi o Instituto Brasileiro do Café - IBC). Atualmente é ocupado pela Advocacia Geral da União - AGU.

Caetano Munhoz da Rocha 


Caetano Munhoz da Rocha, formado em medicina, casou em 1903 com Olga de Souza. Foi eleito para o Congresso Legislativo Estadual em 1904, onde ficou até 1917. Foi eleito também prefeito de Paranaguá em 1908 (na época era possível acumular os cargos) e eleito novamente para os quatro anos seguintes. Renunciou ao cargo de prefeito em 1915, quando mudou-se para Curitiba.
Foi vice-presidente do estado no período de 1916-1920, durante o governo de Affonso Camargo. Exerceu nesse período os cargos de Secretário da Fazenda, Agricultura e Obras Públicas.
Ao final do mandato de Affonso Camargo elegeu-se presidente do estado para o período 1920-1924. Seu governo foi caracterizado principalmente por investimentos na educação pública, saneamento, saúde e assistência social. Mas a sua maior realização foi sanear as finanças do estado, que estava quebrado.
No início de 1921 ficou viúvo e casou uma segunda vez (em dezembro do mesmo ano) com Domitila Almeida. Como a segunda esposa também faleceu, casou uma terceira vez em janeiro de 1924, com Sílvia Lacerda Braga. Teve no total 21 filhos, frutos dos três casamentos.
Naquela época a reeleição não era permitida pela Constituição Estadual, mas foi providenciada uma alteração e elegeu-se para um segundo mandato (coisa que Affonso Camargo não gostou).
Em 1930, elegeu-se senador da República, de onde foi tirado em 1930 pelo golpe de Getúlio Vargas.
Foi um administrador competente, “economizando com avareza e gastando sem desperdício”

Quem sabe, no futuro


O terreno, onde encontram-se os imóveis ocupados atualmente pela AGU e bem arborizado, com diversos pinheiros (Araucaria angustifolia) e outras espécies.
Imaginando que a propriedade seja da União, quem sabe, no futuro (em tempos menos bicudos) a prefeitura não consiga o imóvel em algum tipo de negociação. Os prédios poderiam virar centro de atividades, com biblioteca e coisas do gênero e, abrindo o bosque para a população

Referências:

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A antiga sede da Ferragens Rodolpho Senff

A antiga sede da Ferragens Rodolpho Senff

A antiga sede da Ferragens Rodolpho Senff

Nesse predinho localizado na Rua André de Barros, esquina com a Rua Desembargador Westphalen ficava a matriz da antiga Ferragens Rodolpho Senff, que era um comércio bem tradicional na cidade.
Não sei se a empresa ainda existe e apenas mudou de lugar, ou se fechou.

O prédio é bem bacana e gostei especialmente das grades das sacadas. Atualmente é ocupado por diversos pequenos negócios.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Edifício Jupter

Edifício Jupter

Edifício Jupter

Edifício Jupter


Este pequeno edifício. localizado na Rua General Carneiro, foi originalmente construído em 1970, mas recentemente passou por uma reforma radical.

O edifício chama a atenção e gostei do resultado. Com uma espécie de moldura de concreto branco, três lâminas horizontais de vidro e criando um contraste bem chamativo, quatro cubos pintados de alaranjado. No caso, os tais cubos de cor laranja são containers (objetos que parecem estar meio na moda na arquitetura), mas poderiam ser de concreto ou de qualquer outro material, que chamariam a mesma atenção e criariam o mesmo efeito.

O projeto da reforma foi feito pelo arquiteto Giuliano Marchiorato.

Referências:

domingo, 6 de novembro de 2016

Galo dos Ventos

Galo dos Ventos

Achei esse galo dos ventos bem bonito. Repare que é um pouco mais elaborado que a maioria dos que encontramos pela cidade.

O galo dos ventos é um catavento que, em uma rosa dos ventos, indica a direção do vento.

“O Galo, desde tempos ancestrais é conhecido como profeta do tempo, acreditavam os antigos que seu canto afugentava os maus espíritos e as calamidades.”

Referência:

sábado, 5 de novembro de 2016

Um jeito diferente de evitar o mato

Um jeito diferente de evitar o mato. Um terreno coberto com tapetes velhos.

O dono desse terreno encontrou um jeito diferente de evitar que o mato tome conta.
Pelo menos imagino que esta seja a ideia. Ou seria isso uma instalação?

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Uma das casas antigas na Praça Garibaldi

Uma das casas antigas na Praça Garibaldi

Esta casa na Praça Garibaldi já deve ter sido uma residência.
Atualmente abriga duas lojas, uma especializadas em gemas e pedras especiais e a outra é uma loja de brinquedos.

A casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A genialidade de Da Vinci, a poesia de Dante e a ironia de Voltaire

A genialidade de Da Vinci, a poesia de Dante e a ironia de Voltaire

A genialidade de de Da Vinci, a poesia de Dante e a ironia de Voltaire. Segundo Rafael Greca de Macedo – prefeito quando o Memorial da Cidade de Curitiba foi inaugurado – foram os critérios que ele usou para escolher estar três esculturas que estão permanente expostas lá.

A escultura em concreto de Leonardo Da Vinci foi executada em 1993 por Poty Lazzaroto (1924-1998).
A escultura em bronze de Voltaire, chamada de “O Filósofo” é de autoria de João Zaco Paraná (1884-1961).
E a escultura em bronze de Dante não tem placa no local indicando o autor e não consegui descobrir quem foi.

Referência:

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Olha o trem

Olha o trem

Olha o trem

Uma foto do trem passando pelo Hugo Lange.

Não sei se acontece o mesmo com todo mundo, mas sinto uma certa fascinação por trens.
Provavelmente tenha alguma relação com lembranças da infância, quando, no sítio de minha avó em Santiago, corríamos todos ladeira abaixo para ficarmos junto à cerca para ver o trem passar.

De qualquer maneira, é interessante ficar assim próximo de uma máquina dessas, sentido toda a sua potência e peso, com o chão vibrando.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Busto do Monsenhor Celso Itiberê da Cunha

Busto do Monsenhor Celso Itiberê da Cunha

Busto do Monsenhor Celso Itiberê da Cunha

Esta herma com o busto em bronze do Monsenhor Celso Itiberê da Cunha (1849-1930) é de autoria de Oswaldo Lopes (1910-1964). O monumento foi inaugurado em 1943 e está localizado na Praça Garibaldi.

Monsenhor Celso Itiberê da Cunha


No livro “1001 Ruas de Curitiba” encontramos a seguinte informação:

“Monsenhor Celso Itiberê da Cunha nasceu em 11 de setembro de 1849 em Paranaguá (PR) e faleceu em Curitiba em 11 de julho de 1930. Estudou as primeiras letras na cidade natal e os preparatórios com o pai. Em 1868 matriculou-se no Seminário Episcopal de São Paulo. Aprofundou-se em Filosofia. A 7 de setembro de 1873 rezou a primeira missa em Curitiba. Paranaense ilustre, muito trabalhou em prol da igreja. Todos o queriam como celebrante de casamentos e batismos.”

O túmulo do Monsenhor Celso está na Igreja do Rosário.

Referência: