segunda-feira, 22 de maio de 2017

O antigo Louvre

O antigo Louvre

O antigo Louvre

O antigo Louvre

Em 20 de dezembro de 1909 o Sr. Bertholdo Hauer informou em anúncio no jornal “Diário da Tarde” que adquiriu em partilha social de Paulo Hauer & Cia. Ltda. a “secção de fazendas”, que até então estava sob a gerência dele e que a loja continuaria no mesmo prédio da Praça Tiradentes, 5 sob a denominação “Louvre Curitybano”. O local era conhecido como Palacete Franco, a antiga casa do Comendador Antonio Martins Franco. Aquela onde D. Pedro II ficou hospedado quando esteve em Curitiba em 1880. A casa já foi demolida.
Não consegui descobrir desde quando existia essa tal seção de fazendas da Paulo Hauer & Cia. Ltda.

No dia 18 de maio 1912 a empresa publico anúncio de alteração da razão social, que passou a ser B. Hauer & Braun, com a inclusão na sociedade do Sr. Otto Braun, que dirigia a loja como gerente e passou a ser sócio.

O Louvre mudou para a Rua XV de Novembro, no prédio mostrado na foto, e reabriu a loja no dia 16 de novembro de 1912.

Em 31 de outubro de 1913 o Sr. Bertholdo Hauer saiu da sociedade e entrou o Sr. Ernesto Quentel e a razão social foi alterada para Braun & Quentel. Mais tarde, considerando anúncios publicados nos jornais, a razão social da empresa parece ter sido alterada para Braun & Cia.

Em 1934 Miguel Calluf (ou Kalluf) e Leão M. Sallum aparentemente compraram o prédio e a marca “Louvre”. A casa foi reinaugurada no dia 3 de novembro de 1935 e abriu junto, nas instalações da loja um “Salão do Matte”. A partir daí a loja passou a usar o slogan “O rei da seda”. O mais interessante é que as notícias publicadas nos jornais da época é como se a reinauguração tivesse sido de uma loja nova, sem qualquer continuidade com a anterior.

No dia 28 de julho de 1983 o colunista Dino Almeida publicou em sua coluna no jornal “Diário da Tarde” a seguinte nota: “A  famosa loja Louvre (rua XV) um dos mais tradicionais endereços comerciais de Curitiba na Rua XV, (propriedade da familia Kalluf) foi vendida para o grupo das lojas “Marisa”, from São Paulo”.

As vitrines do Louvre (e de outras lojas na XV)


Hoje quando você quer divulgar alguma coisa, coloca na internet. Mas durante muito tempo, quando você queria divulgar alguma coisa na cidade, colocava na vitrine do Louvre (ou de alguma outra loja na Rua XV de Novembro).
Enquanto pesquisava para fazer este texto, chamou atenção a quantidade de notas e notícias dizendo que poderia ser visto na vitrine do Louvre (e o mesmo acontecia com outras lojas) tal coisa. As coisas expostas ia desde medalhas, até avião. Passando por esculturas, coroas de flores, planta do novo prédio a ser construído para a Universidade do Paraná, motocicletas, quadros, fotografias, mapas e muitas outras coisas. No Louvre também vendiam ingressos para os mais diversos eventos, de peça no Teatro Guaíra a bailes.

O prédio do antigo Louvre é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Publicações relacionadas:
O interior do antigo Louvre
O prédio ao lado do antigo Louvre
Palácio Hauer

Referências:

AO PÚBLICO [anúncio]. Diário da Tarde, Curitiba, 20 dez. 1909, Ano XII, n. 3378, p. 3.
LOUVRE Curitybano [anúncio].  Diário da Tarde, Curitiba, 31 dez. 1909, Ano XII, n. 3387, p. 3.
LOUVRE Curitybano [anúncio].  Diário da Tarde, Curitiba, 4 jan. 1910, Ano XIII, n. 3389, p. 2.
A´ PRAÇA [anúncio].  Diário da Tarde, Curitiba, 18 mai. 1912, Ano XIV, n. 4066, p. 2.
VITRINAS [anúncio].  Diário da Tarde, Curitiba, 8 jan. 1913, Ano XIV, n. 4271, p. 4.
O LOUVRE: seu novo prédio á rua 15 faz honra a cidade. A República, Curitiba, 15 nov. 1912, ano XXVII, n. 267, p. 2.
A´ PRAÇA [anúncio]. Diário da Tarde, Curitiba, 3 nov. 1913, Ano XV, n. 4527, p. 4.
O ARROJO de Miguel Calluf. Correio do Paraná, Curitiba, 21 ago. 1935, Ano IV, n. 957, p. 4.
ALMEIDA, Dino. Business. Diário da Tarde, Curitiba, 28 jul. 1983, Ano 84, n. 24.455, p. 6.