terça-feira, 12 de novembro de 2019

Casas polonesas no Parque João Paulo II - um outro ângulo

Casas polonesas no Parque João Paulo II - um outro ângulo

Casas polonesas no Parque João Paulo II - um outro ângulo

Ponte de acesso ao Bosque João Paulo II pela Rua Euclides Bandeira

Caminhando pela Rua Euclides Bandeira, na margem direita do Rio Belém, uma outra vista das casas polonesas no Bosque João Paulo II e a ponte de troncos para acesso ao bosque por essa via.

Na totem indicativo próximo à ponte está escrito o seguinte:

“Memorial da Imigração
Polonesa

Criado em 1980, ano da
visita de João Paulo
II a Curitiba, o Bosque
do Papa é um museu
ao ar livre, com as
casas do final do século
XIX trazidas das antigas
colônias polonesas, dos
arredores da capital.
As casas são de troncos
falquejados de
araucária e abrigam um
acervo histórico.”

O Sr. Rafael Greca em seu livro “Curitiba Luz dos Pinhais” escreveu sobre cada uma das casa que estão ali.

Sobre a Casa de Troncos (1884) que foi residência da família Pianowski, que hoje é uma capela, escreveu:

“Esse casal de pequenos agricultores da Colônia Tomas Coelho, Genovesa e Silvestre Pianowski, vendia hortaliças, framboesas, amoras, leite e manteiga na feira do Alto de São Francisco. Eram fornecedores de minha mãe e minhas tias. Quando os visitei, pedindo a quase centenária casa de troncos, fora de uso na sua chácara, para receber o Papa, não acreditaram. …”

E continuou:

"… Ao local, também transladamos outras seis casas de troncos de araucária, a maioria delas, como já disse, se não tivessem sido removidas, hoje estariam sob as águas da represa do Rio Passaúna, ou teriam se perdido de outra forma. … 
… o paiol, datado de 1876, foi da família do lavrador José Gembaroswki, da Colônia Tomás Coelho. O Museu Etnográfico, reproduzindo o interior de uma casa de imigrantes, veio da Cruz do Galo, encruzilhada da Colônia Muricy, em São José dos Pinhais, residência da famílai Gryboge atºe 1979, quando seu herdeiro, João Polak, optou por sua demolição. 
Foi demovido da ideia pelo arquiteto Valdir Simões de Assis Filho, que adquiriu a residência em setembro daquele ano, transferindo sua propriedade, em 1981, a meu pedido, para a Fundação Cultural de Curitiba. 
A ampla casa que serve de quiosque, também transplantada da Malhada, distrito de São José dos Pinhais, foi residência de Bronislawa e Alberto Gryboge, de 1877. … 
A quinta casa foi construída nos idos de 1890 por João Przepiura e Josefa Knaut, na Roça Velha, em Araucária. Foi doada ao Memorial por seu filho, Pedro Przeupiura … A casa era caiada, em branco impecável, as frestas entre os troncos vedados por barro amassado com esterco seco. … 
A sexta casa foi de Estanislau Zawilinski, vendida a família de Josef e Waléria Walczuk, que, com a filha Marja, na época com 11 meses, imigraram da Polônia em 1929. … 
A sétima casa data de 1881, construída por Francisco Furman para sua esposa Luiza e seus filhos, na localidade de Campina das Pedras, em Araucária. Foi deixada como herança para seu filho Wadeslau. Seu neto, Fernando Elias, vendeu-a para Fundação Cultural de Curitiba. Hoje é sala de exposições temporárias.”

O bosque e as casas são bens tombados pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

Publicação relacionada:
Casas polonesas no Parque João Paulo II

Referência:
MACEDO, Rafael Valdomiro Greca de. Curitiba Luz dos Pinhais. 2º ed. Curitiba: Solar do Rosário, 2018. 592 p.