segunda-feira, 1 de junho de 2026

Bosque Professor Erwin Gröger

Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger - pedra com placa
Bosque Professor Erwin Gröger - rosa-dos-vetos na calçada
Bosque Professor Erwin Gröger - marco na calçada
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger

Bosque Professor Erwin Gröger, localizado na Rua Benedito Correia de Freitas.

Em uma placa de cerâmica fixada em uma pedra, está escrito:

CURITIBA
PREFEITURA DA CIDADE

BOSQUE
“PROFESSOR” ERWIN GRÖGER
1912-2008

No meio da praça, a rosa-dos-ventos dá a direção.
As pedras indicam a altura dos principais picos do
Paraná e da Áustria, terra-natal do “Professor”,
apelido de Erwin Gröger.
Ele escolheu o Brasil para fugir do nazismo e
Curitiba para estar perto da Serra do Mar.
Marumbista pioneiro, Atualizou e profissionalizou o
montanhismo local.
Agrônomo de profissão, na vida foi bem mais:
reflorestador e orquidófilo, violonista e cantor lírico,
ferreiro e halterofilista, pintor e poeta.
Aos 88 anos, celebrou a vida em versos.
Quis fazer da montanha seu último refúgio, mas é aqui,
entre as canelas, guabirobas e canjeranas,
que Curitiba homenageia sua memória.

3 de julho de 2010

Luciano Ducci
Prefeito Municipal de Curitiba

Em um outro painel junto a uma escada na entrada do bosque está escrito:

“Bosque Professor Erwin Gröger

“Oitenta e oito” alembra a borboleta
que esvoaça irrequieta em nossos campos
de flor em flor, volúvel pirueta,
chupando néctar, dançando em arrancos. (…)

Olhando atrás o vídeo da juventude,
percebo um piá carregado de viço
que, prematuro, enfrenta a vida rude
mas, que levou mais de uma vez sumiço.

Por adentrar o mato e alcançar o cume
de qualquer morro da paisagem natalina
foi castigado; de outros teve ciúme
quais conseguiram, jubilantes na colina.

Estabelecer acampamento de brinquedo,
fazer um foguinho em fogão improvisado,
a gororoba saboreamos ledo
e disparando morro abaixo até o povoado. (…)

E finalmente, o moço ~ eu ~ decidiu abraçar
o montanhismo. ~ Este foi o escol-adolescente.
De bicicleta, mais barato, fui para alcançar
de faculdade em faculdade a lua crescente.

do saber. ~ E, para compensar, domingo, feriado
ao montanhismo era dedicado. Mudei de
conceito: montanhismo não é sistematizado
de esporte, mas de paixão. E assim tem ficado! (…)

A sorte ~ dizem da bondade divina ~
me concedeu uma dedicada companheira,
de espírito alegre, campesina;
me presenteou a filha, herdeira.

Veio a guerra. ~ Iam me pôr a frete
da batalha ~ insumo dos canhões
eu, o pacifista fiel e crente!
Mas para escapar de cruéis perseguições

Tratei de emigrar. Escolhi a nova Terra
cheia de vãs, dubiosas promessas.
Adrenalina sufocante era companheira
dos primeiros anos, mas certezas

de vitória final, após a luta,
amando mais e mais este Brasil abençoado,
(sem esquecer, menosprezar, de ser fruta
de origem) consegui erguer-me. (…)

As belezas das “orchis” quem é que resiste,
duas mil e quinhentas nossa terra contém
e mais da metade dos anos consiste
em cultivar as orquídeas do Sul a Belém.

E … pintá-las; deixar algo de eterno ao País
em reconhecimento pela hospitalidade,
aprofundando dest’arte a minha raiz
esta terra de abundante bondade.

E conservar o que é nosso por bondade de Jeovah!
(Por isso decerto a homenagem de ser declarado
cidadão honorário (“bicho”) do Paraná.
Será que é orgulho, que tem-me inflado? (…)

Pedi ao bom Deus de, humilde reter,
cidadão-servidor da comunidade,
como convém a um professor de ser
até a presente avançada idade.

Trechos do Poema “Oitenta e Oito”, escrito por Erwin
Gröger a ocasião de seu aniversário de 88 anos.”