domingo, 3 de dezembro de 2017

Colégio Estadual Prof. Elias Abrahão (Grupo Escolar Cristo Rei)

Colégio Estadual Prof. Elias Abrahão (Grupo Escolar Cristo Rei)
Colégio Estadual Prof. Elias Abrahão (Grupo Escolar Cristo Rei)
Colégio Estadual Prof. Elias Abrahão (Grupo Escolar Cristo Rei)

Se o prédio do Colégio Estadual Prof. Elias Abrahão lembra o alguma escola perto de você, pode ser.
É que nas décadas de 1940/50 muitas escolas foram construídas na cidade, e no estado, obedecendo “projetos-tipo, ou seja, projetos com plantas e fachadas padrões”.
O prédio do Grupo Escolar Cristo Rei (atual Colégio Estadual Prof. Elias Abrahão), localizado na Avenida Souza Naves começou a ser construído em março de 1949, durante o governo de Moisés Lupion e foi oficialmente inaugurado em 1953, durante o governo de Bento Munhoz da Rocha. Tinha inicialmente 12 salas em dois pavimentos. e apenas uns trinta porcento do terreno era ocupado. Com o tempo a escola foi sofrendo adaptações e ampliações.
Em estilo neocolonial, bem simplificado, “com fachada em arcos, … e telhados em telhas de barro com beiral”. Os projetos-tipo adotadoo pelo estado faziam parte do discurso da modernidade. Eram uma espécie de símbolo da modernidade, em oposição ao estilo eclético.

No site da escola tem o seguinte texto sobre a história dele:

“A história do Colégio Elias Abrahão é bem longa. Nesse período ele já possuiu vários nomes.
Não se sabe ao certo a data da sua fundação. O registro mais antigo data de 29 de setembro de 1953, quando um decreto oficializou o então Grupo Escolar Cristo Rei como escola de Curso Primário. Oficialmente esta foi a data de fundação do colégio e seu primeiro nome.
Mais tarde, em 1974, foi aprovado um decreto que implantaria o curso de 1° Grau (1° a 8 série).
Em 23 de dezembro de 1975 a escola foi reorganizada e recebeu nova denominação de Complexo Escolar Cristo Rei – Ensino Regular e Supletivo de 1° Grau. Nesta época o colégio atendia 1° a 8° série e ensino supletivo.
Recebeu novo nome em 17 de fevereiro de 1982, Escola Cristo Rei – Ensino Regular e Supletivo de 1° Grau.
O Ensino Médio teve sua implantação no início do ano letivo de 1989 e só foi totalmente concluído em 18 de janeiro de 1993. Então a escola passou a se chamar Colégio Estadual Cristo Rei – Ensino de 1° e 2° Grau (o nosso conhecido “Cristão”).
Em 07 de outubro, numa ocasião muito conturbada, o nome do colégio foi alterado para Colégio Estadual Elias Abrahão – Ensino de 1° e 2° Grau em homenagem ao então secretário da educação. Apesar de vários protestos e descontentamento da comunidade escolar com a ultima mudança de nome o decreto foi efetivamente cumprido.”


Referências:

sábado, 2 de dezembro de 2017

Fábrica de Louças Colombo

medalhão cerâmico policromático com figuras em relevo

Fábrica de Louças Colombo no Museu Paranaense

No Museu Paranense tem uma exposição de longa duração chamada “Indústrias do Paraná”, com um acervo muito interessante sobre o início da industrialização do estado. O acervo é constituído principalmente por objetos de empresas de Curitiba, ou da região metropolitana, como a Pianos Essenfelder, Fábrica de Fitas Venske, Matte Leão, Cerâmicas Colombo, Todeschini e outras.

Nas fotos de hoje apresento a seção sobre a Cerâmica Colombo.

Em um texto está escrito o seguinte:

“Fábrica de Louças Colombo
A produção de cerâmica branca, as chamadas “louças finas”, no Paraná data do final do século XIX, quando foi estabelecida uma fábrica pelo imigrante italiano Francisco Busato na região metropolitana de Curitiba, no atual município de Colombo.
Sustentada principalmente por mão de obra estrangeira, recebendo das autoridades locais incentivos fiscais e abatimentos nos impostos para importação de maquinário, a Fábrica de Loucas Colombo participou de uma série de exposições regionais e nacionais, sendo premiada em várias ocasiões em reconhecimento à qualidade de seus produtos.
Logo no início do século XX o empreendimento foi comprado pelo ervateiro Cel. Zacarias de Paula Xavier, cuja gestão foi marcada pelo avanço na modernização dos equipamentos e pela contratação de novos especialistas, vindos da Alemanha, para a melhoria na composição química e nas técnicas decorativas aplicadas às peças. Foi, então, renomeada Fábrica de Louças São Zacarias - até que um incêndio destruiu suas instalações em 1925.
Cogita-se que esta tenha sido a primeira produção em escala industrial de louças no país e seu legado pode ser verificado nas inúmeras fábricas deste tipo que surgiram na região metropolitana de Curitiba, muitas fundadas por grupos de indivíduos com experiência no estabelecimento em Colombo. Com a abundância de matéria-prima, um mineral branco chamado caulim, e o conhecimento acumulado das técnicas produtivas, a fabricação de cerâmica prosperou e, inclusive, garantiu que Campo Largo fosse conhecida pela alcunha de “capital da louça”.

Em destaque a foto  de um medalhão cerâmico policromático com figuras em relevo, ofertado ao presidente do estado, onde está escrito o seguinte:

“Ao Exmo. Senr.
Dr. Antonio Augusto C. Chaves,
D. Ministro do Interior.
Offerece a
fabrica de louças de
Colombo, Paraná.
4-11-1899”

E na parte de baixo está escrito:

“João Ortolani a fez”

João Ortolani


Pela parecença do sobrenome, naturalmente o senhor João chamou a minha atenção.
O Sr. João (possivelmente Giovanni) veio da Itália para trabalhar na fábrica de louças.
Era decorador formado pela Academia de Pintura e Escultura de Verona. Chegou no Brasil como imigrante em 1898, contratado pela Colombo.
Além de fazer diversos objetos artístico para a Colombo, a pintura e ornamentação interna do Paço da Liberdade é atribuída a ele, em um trabalho conjunto com João Guelfi.
Ele também decorou algumas casas na cidade, entre elas o Solar dos Leões.
Depois que saiu da fábrica de louças, montou um ateliê na Rua São Francisco.

Referências:

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Um sobrado com uma barbearia e um bar

Um sobrado com uma barbearia e um bar

Um sobrado com uma barbearia e um bar - detalhe

Neste sobrado pintado de preto na Rua Trajano Reis funciona uma barbearia em um bar.
Esse trecho da rua tem uma série de sobrados, todos mais ou menos no mesmo estilo.