segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Feirinha na Praça






Com certeza tem uma feirinha perto da sua casa, como essa na Praça Villa Lobos. A questão é que algumas vezes elas são no período da manhã ou da tarde e, para quem trabalha, nem sempre dá para ir. Mas quem sabe dá para ir comer um pastel naquela perto do trabalho, na hora do almoço?
O bom dessas feirinhas é que, além do pastel e de fazer umas comprinhas, você tem a oportunidade de encontrar aquele conhecido, ou vizinho, que fazia um tempão que você não via.

domingo, 13 de setembro de 2015

Portões do Passeio Público

Portão do Passeio Público de Curitiba

Portão do Passeio Público de Curitiba

Os Portões do Passeio Público foram construídos em 1910, por iniciativa da Prefeitura.
Trata-se de uma cópia dos portões do Cimetière des Chiens et Autres Animaux Domestiques, localizado em Asnières-sur-Seine, próximo de Paris.

Cada um dos dois portões é formado por um conjunto de três portões. Um maior, por onde passavam carros e dois menores, nas laterais, por onde passavam as pessoas. Trata-se de uma estrutura em tijolos em volta, na forma de arcos, com relevos decorativos inspirados no art noveau. Os portões em si são de ferro forjado, com desenhos de inspiração vegetal. São tombados pelo Patrimônio Cultural do Paraná e são Unidade de Interesse de Preservação.

Fonte: Wikimedia Commons. Domínio Público.
Minha esposa lembra-se de ir passear com o pai dela de carro no Passeio Público, passando pelos portões.

Sempre me perguntei do porquê terem feito uma cópia. Será que não tinha alguém com capacidade de fazer um projeto original? A razão foi que Cândido de Abreu, então prefeito de Curitiba, ficou muito impressionado com o desenho do portão do tal cemitério de animais domésticos.

De qualquer forma, são dois belos portões. Mas lembrando, o portão “original”, aquele construído em 1910, é o que fica na Rua Presidente Faria (ou ali seria a Avenida João Gualberto? O mapa que tenho não deixa muito claro onde começa uma e termina a outra).

texto alterado em 26 mai. 2018


Referências:

sábado, 12 de setembro de 2015

Passeio Público - o primeiro parque da cidade

Passeio Público de Curitiba

Passeio Público de Curitiba

Passeio Público de Curitiba

Passeio Público de Curitiba

O Passeio Público foi inaugurado no dia 2 de maio de 1886 e é o primeiro parque da cidade.
Há controvérsias sobre a propriedade das terras onde ele foi construído. A própria Coordenação do Patrimônio Cultural apresenta versões diferente. Em um livro editado por eles dizem que o terreno foi doado por Francisco Fasce Fontana (1849-1894). No mesmo livro e no site deles, dizem que o parque foi construído em terrenos (na verdade, banhados) de propriedade da municipalidade.
No início a área tinha uns 48.000 m². Para ampliar, foram desapropriadas algumas terras no entorno e o parque tinha a disposição mais ou menos 95.000 m². Porém, com o tempo, parte do terreno foi doado. Uma parte para construírem o Colégio Estadual, outra para a Casa do Estudante Universitário e uma terceira, a que correspondia ao Largo do Bittencourt, onde anteriormente havia sido o engenho Bittencourt, foi doada para uso particular, ou seja, para o Circulo Militar, que instalou a sua sede no local. Após as doações o parque ficou com as suas dimensões atuais, de aproximadamente 70.000 m².
Independente da questão da origem do terreno, uma coisa é certa. O parque foi construído com o objetivo principal de sanear a região, que era um enorme banhado e fonte de doenças. De brinde, a cidade ganhou o seu primeiro parque.

O Passeio Público é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é Unidade de Interesse de Preservação.

Quando foi feito o zoológico da cidade, lá no Parque Iguaçu, parte dos animais que estavam no Passeio Público foram transferidos. Lembro-me de um pobre leão e de outros felinos de grande porte, em umas jaulas minúsculas. Uma das histórias que ouvi naquela época dizia que nem todos os animais seriam transferidos, pois a família que havia doado a área para o Passeio Público tinha determinado que deveria sempre ter animais ali, do contrário o terreno voltaria para os descendentes. Provavelmente, mais uma lenda urbana.

Quando vim morar em Curitiba, tive de revalidar o meu diploma do secundário. Para isso, foi necessário algumas provas, que foram feitas no Colégio Estadual. Durante as provas caiu uma chuvarada, mas quando terminei, já tinha passado e havia sol. Sai em direção ao centro, mas ao lado do Estadual, na esquina do Passeio Público, estava tudo alagado. Naquela época era comum alagar naquela região e boa parte da Cândido de Abreu ficava debaixo de água também. E a chuva não precisava ser muito grande. Parado, na esquina, esperando a água baixar, vi um senhor com um guarda-chuva fechado, usando-o como uma espécie de arpão, tentando fisgar algumas carpas que haviam “fugido” do lago do Passeio Público. Não conseguiu, mas foi inusitado e divertido ver aquilo.

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Referências: