segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Um trecho da Fernando Amaro

Um trecho da Fernando Amaro

A Rua Fernando Amaro, no Alto da Rua XV, é bem arborizada em toda a sua extensão e por isso mesmo muito agradável, especialmente nos dias quentes.

Gosto de maneira especial desse trecho entre as ruas Fernandes de Barros e Presidente Rodrigo Otávio, bem pouco movimentado e onde as árvores de um lado da rua tocam as do outro lado.

No dia que tirei essa foto levei sorte com a luz e gostei do resultado.

domingo, 30 de outubro de 2016

A antiga mesa do gabinete do prefeito

A antiga mesa do gabinete do prefeito

A antiga mesa do gabinete do prefeito

“Mesa do gabinete de Cândido de Abreu, prefeito de Curitiba de 1892-1894 e 1913-1916. Móvel do século XIX confeccionado em madeira entalhada, cor de imbuia, no estilo barroco. Com entalhes florais e colunas espirais, de moldura tipo corda e gavetas com puxadores e fechaduras em forma de rosáceas.”

Hoje é dia da eleição do novo prefeito da cidade. Vamos torcer para quem for eleito, seja lá quem ele for, faça uma boa administração; colocando o homem que habita a cidade no centro das suas atenções.

A mesa mostrada na foto está no segundo andar do Paço da Liberdade

sábado, 29 de outubro de 2016

Cavalo Marinho

"Cavalo Marinho", escultura de Ricardo Todd

“Cavalo Marinho” é o nome desta escultura em ferro, de autoria de Ricardo Todd.
Ela fica em exposição permanente no Memorial da Cidade de Curitiba.
Ricardo Todd é o autor também de outra escultura, “O Sonho”, em exposição no mesmo local e da escultura “Fonte da Memória”, instalada na Praça Garibaldi.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Outra casa antiga na Comendador Araújo

Outra casa antiga na Comendador Araújo

Esta é outra casa antiga localizada na Rua Comendador Araújo que, como outras, não tenho informações da história dela.

Atualmente funciona no local uma loja de móveis rústicos de madeira.

A casa é uma Unidade de Interesse de Preservação

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Residência Henrique Wolf

Residência Henrique Wolf

Esta casa modernista, também é conhecida como “Casa Wolf”, está localizada na Rua General Carneiro e foi projetada em 1965 por Ayrton Lolô Cornelsen para servir de residência de Henrique Wolf.

Lolô Cornelsen, um dos grandes nomes da arquitetura modernista brasileira, no projeto dessa casa conseguiu um efeito impressionante, fazendo com que ela pareça estar flutuando. Conseguiu esse efeito usando um grande pilar central, criando um balanço que projeta a sala por cima do terreno.

Atualmente funciona no local uma escola de dança.

Referência:

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A antiga Casa Cruzeiro

A antiga Casa Cruzeiro


Na Rua José Bonifácio, 139, em frente ao Largo Coronel Enéas, tem um pequeno sobrado bem interessante. Ele passa quase despercebido ao lado da sua vizinha mais conhecida, a “Casa Vermelha”.

Estreito, toda a fachada é praticamente tomada por três portas no térreo e três janelas no andar superior, todas em arco semicircular. As colunas são decoradas com volutas nos capitéis. A platibanda com balaústres é encimada por quatro urnas.
Não sei quando a casa – que é uma Unidade de Interesse de Preservação – foi construída, mas arrisco dizer que é da segunda metade do século XIX.


Anúncio publicado em 1947.
Entre a segunda metade dos anos 1940 até 1960 o local abrigou a “Casa Cruzeiro”, que comercializava ferragens, louças e artigos para presente.
Na foto pequena em preto e branco, possivelmente tirada nos anos 1950, aquele senhor com gravata listrada é Amadeu Sbalqueiro (1918-1987), meu sogro.


Referência:

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Eu amo Curitiba

Janela de casa de madeira com adesivo "Eu amo Curitiba

Casa de madeira no bairro Seminário em Curitiba

Outra simpática casa de madeira. Nesta, localizada no bairro Seminário, o morador manifesta na janela o seu apreço pela cidade.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tiradentes, o “dono” da praça

Estátua de Tiradentes, obra de João Turin, na Praça Tiradentes, em Curitiba

Estátua de Tiradentes, obra de João Turin, na Praça Tiradentes, em Curitiba

Na Praça Tiradentes, coração da cidade, está a estátua de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1748-1792).
A escultura é de autoria de João Turin e na placa na base da escultura está escrito:

“A COLÔNiA ITALIANA
AO POVO PARANAENSE

XXI - ABRIL - MCMXXVII”

O conjunto das obras de João Turin é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

domingo, 23 de outubro de 2016

Casa Johannes Garbers

Casa Johannes Garbers

Casa Johannes Garbers

Casa Johannes Garbers

Casa Johannes Garbers

Essa casa, localizada na Rua Benjamin Constant, esquina com a Rua General Carneiro, foi construída em 1927 pelo imigrante alemão e comerciante de tecidos, Johannes Garbers (1886-1942), para residência de sua família. O nome de sua esposa era Annaliese.

Com quatro andares, a casa que é bem grande, lembra um castelo europeu. O andar térreo é de pedras, com janelas em forma de arcos.

Encontrei duas histórias interessantes sobre o Sr. Johannes. Uma delas em uma reportagem da “Gazeta do Povo” que trata da perseguição sofrida pelo imigrantes durante a ditadura de Getúlio Vargas que diz o seguinte:

“As medidas de nacionalização compulsória foram intensificadas com a declaração de guerra do Brasil à Alemanha, em agosto de 1942. Nessa época, tornaram-se comuns as prisões de pessoas de origem alemã, italiana ou japonesa, geralmente por motivos fúteis, não raro motivadas por vinganças pessoais. É o caso do pai de Hans Klaus Garbers, Johannes Garbers, que foi levado de casa não se sabe o porquê. Logo depois que ficou detido, Johannes morreu de complicações no coração, segundo o filho, provavelmente em decorrência das restrições da época. “Eles invadiram a casa onde eu nasci e levaram livros, fotografias e meu pai”, conta Hans, que na época tinha 18 anos. Johannes era conhecido como João Garbers – adotou o nome brasileiro porque adorava morar no Brasil. Ele foi presidente do atual Clube Concórdia e tinha uma distribuidora de tecidos no interior do Paraná.”

Outra passagem é um artigo de Aramis Millarch originalmente publicado no jornal “Estado do Paraná” que diz o seguinte:

“Durante quase 50 anos, o velho João Garbers (1886-1942) não permitiu que uma única árvore dos 700 alqueires que adquiriu em 1907 na Serra do Mar fosse derrubada. Ecologista antes que esta palavra sequer fosse inventada, o velho Garbers, imigrante alemão que chegou ao Brasil ainda no século passado, transmitiu aos seus filhos - Hans e Diether - o amor pela natureza. Enquanto vizinhos de suas terras aproveitaram a época em que o desmatamento era livre e venderam a madeira de lei que florescia na Serra do Mar, as terras da família Garbers preservaram a mata nativa. … O tempo passou, a Serra do Mar sofreu desmatamentos criminosos - com sérias consequências no meio ambiente - mas os 700 alqueires da família mantiveram-se intocáveis. Assim, quando em 1978 o então governador Jayme Canet Jr. criou o tão reclamado Parque Estadual do Marumbi, a propriedade da família Garbers foi totalmente incluída na reserva.”

Referências:

sábado, 22 de outubro de 2016

Outra Unidade de Interesse de Preservação na Tiradentes

Outra Unidade de Interesse de Preservação na Tiradentes

Esse sobrado na Praça Tiradentes também é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Esse, como outro que mostrei um dia desses, é bem interessante.
Repare nas colunas metálicas, em ferro fundido. Diversos sobrados na cidade ainda conservam essas colunas, muitas delas produzidas pela Fundição Müeller.

Como naquele lado da praça a rua é reservada para ônibus e taxi, é bem comum para quem costuma passar de carro no outro lado não perceber esses sobrados.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Um grafite bem legal no Cabral

Um grafite bem legal no Cabral

Um grafite bem legal no Cabral

Este portão e muro com um grafite bem bacana ficam na Rua Belém, no Cabral.

Não sei se é impressão minha e nem sei se é o caso desse muro, mas ultimamente tenho a impressão que alguns proprietários têm optado por grafites como uma forma de combater as pichações.

Publicação relacionada:
Grafite

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ébano Pereira 59

Sobrado na Rua Ébano Pereira

Este sobrado, apesar de bem alterado (principalmente no térreo), não deixa de ter lá os seus encantos.
Essas casas ecléticas quase sempre têm uma platibanda interessante

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O bonito interior da Igreja da Ordem

O interior da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas é muito bonito e vale uma visita.
A decoração bem mais simples que, por exemplo, da Catedral, mais ainda assim muito bonito.
Preste atenção nos trabalhos em madeira, executados em uma época que haviam mestres de primeira nesse tipo de trabalho.

Quando estava fotografando veio em mente a pergunta: onde teria D. Pedro II sentado quando esteve nela?

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas

Localizada o Largo Coronel Enéas (também conhecido como Largo da Ordem) a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas e a segunda ou terceira igreja construída na cidade..
Construída em 1737, mesmo ano da construção da Igreja do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito. Algumas fontes dizem que a da Ordem ficou pronta antes e outras dizem o contrário.

Originalmente era chamada de Igreja da Nossa Senhora do Terço. Mudou de nome em 1746, quando chegaram na cidade os primeiros padres da Ordem de São Francisco.

Entre os anos 1752 e 1783 funcionou em um anexo um convento dos franciscanos.

Em 1834 ou 1835 parte das vigas do teto desmoronaram. A igreja foi reparada, mas o estado geral dela não era bom. Com a chegada dos primeiros imigrantes poloneses a igreja serviu como uma paróquia para aqueles colonos.

Entre 1875  e 1893 a matriz de Curitiba passou a ser a Igreja do Rosário, enquanto construíam a nova Catedral. Mas em 1880 o Imperador D. Pedro II visitou a cidade. Apesar de D. Pedro II ter sido a favor da abolição da escravatura, algumas autoridade locais acharam que não seria conveniente o Imperador ir na missa em uma igreja de escravos. Assim decidiram que a Igreja da Ordem, que até então estava mal conservada, deveria passar por reformas para receber o Imperador. O que foi feito. Apesar que a torre que acrescentaram à igreja original (que tinha estilo colonial) só ficou pronta em 1883. O Barão do Serro Azul (Ildenfonso Pereira Correia), que não época não era barão, foi um dos principais financiadores da reforma.
Os sinos, após a conclusão da torre, foram doados pelos industriais da erva-mate.

D. Pedro II anotou no seu diário no dia 22 de maio de 1880 o seguinte:

“… Missa às 8 ¼ pelo aniversário fúnebre. A igreja serve de matriz, enquanto se faz esta, é pequena, porém bonita e muito limpa. …”

Depois de reformada a igreja passou a servir a comunidade alemã, sendo os ofícios celebrados em alemão até 1937.

A Igreja da Ordem é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é uma Unidade de Interesse de Preservação. Passou por um grande restauro, muito bem executado, entre os anos de 1978 e 1980. “As obras foram iniciadas em fins de 1978, após grande campanha popular de arrecadação de fundos organizada pelo então coordenador da Casa Romário Martins, engenheiro Rafael Greca de Macedo.”

Por ocasião do restauro, o Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba ganhou um espaço definitivo junto à igreja. Falarei dele em uma outra ocasião.

Publicação relacionada:
O bonito interior da Igreja da Ordem

Referências:

domingo, 16 de outubro de 2016

Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul

Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul

Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul

Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul

Palacete Wolf, o local da prisão do Barão do Serro Azul

Pesquisando sobre o Palacete Wolf encontrei informação desencontrada. Algumas fontes indicam que foi construído por Joseph Wolf. Outras dizem que foi construída por Friedolin Wolf (filho de Joseph e pai de Fredolin Wolf).
Aparentemente foi construído por Friedolin em 1880.
Portanto, o que vou escrever aqui é baseado em informações que encontrei na rede, sem consultar fontes primárias e sujeitas a futuras correções, o que farei se encontrar novos dados.

Joseph Wolf, imigrante de origem austríaca, que chegou em Curitiba em 1858 instalou, naquele mesmo ano, uma cervejaria, a primeira da cidade. Em 1875 ele requereu no Largo da Igreja do Rosário “cem palmos” de terra para construir um edifício. Aparentemente este primeiro edifício foi mais tarde demolido para dar lugar ao palacete. Em 20 de abril de 1877, ainda na casa antiga, realizou-se a cerimônia de regularização da Loja Maçônica Concórdia IV (que havia sido fundada em 24 de janeiro). Encontra-se registrado em ata que “Com um muito obrigado os Irr.´. aceitaram e agradeceram a oferta do Ir.´. Wolff, que colocou a sua Instalação durante 6 meses gratuitamente a disposição da Loja.”
O jornal “Dezenove de Dezembro” do dia 21 de abril de 1877 publicou a seguinte notícia:
“ LOJA MAÇONICA – Regularisou-se hontem a loja maçonica – Concordia 4 – composta de allemaes residentes nesta capital.
Á cerimonia, que de effectuou na casa do Sr. Wolf, ao alto de S. Francisco, compareceram …”

O local da prisão do Barão do Serro Azul antes de ser embarcado no fatídico trem

Entre 1889 e 1895 o prédio foi ocupado pelo quartel-general do 5° Distrito do Exército Brasileiro, e sede do 17º Batalhão da Infantaria e Regimento de Segurança. Após a retomada da cidade pelas tropas republicanas (que tinha sido ocupada pelos federalista) o Barão do Serro Azul ficou preso nesse local, acusado de colaboração com os maragatos durante a Revolução Federalista. Na noite de 20 de maio de 1894 o Barão, junto com outros cinco companheiros (Prisciliano Correia, José Lourenço Schleder, José Joaquim Ferreira de Moura, Rodrigo de Matos Guedes e Balbino de Mendonça) foram retirados da prisão, levados a Estação Ferroviária e, no km 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, foram arrastados para fora do vagão e brutalmente assassinados, sendo os corpos abandonados no local.

Outras ocupações

Entre 1897 e 1900 foi sede do Quartel da Força Policial.
Mais tarde o prédio foi alugado pelos padres franciscanos, que instalaram no local a seção alemã do Colégio Bom Jesus;
Entre 1911 e 1913 foi sede a Prefeitura e da Câmara Municipal.
Em 1914 o andar superior foi ocupado por uma loja maçônica e no térreo instalou-se o ateliê de pintura da professora Gina Bianchi, que teve como aluno, entre outros, Theodoro de Bona.
Com a mudança da Loja Maçônica, a família Bianchi transferiu-se para o andar superior e sublocou a parte térrea, lá permanecendo até 1956.
Entre os anos de 1958 e o início dos anos 1970, o prédio foi ocupado pela Livraria Otto Braun.
Em 1973 a prefeitura desapropriou o imóvel e instalou no local a sede da Fundação Cultural de Curitiba, mais tarde transferida desse local.
Atualmente o prédio continua sob a responsabilidade da Fundação Cultural, que mantém no local a Coordenação de Literatura, com uma livraria e sala de leitura, que levam o nome da Dario Vellozo (fundador do Instituto Neo-Pictório, com sede do Templo das Musas, na Vila Isabel).

A lenda urbana

Há quem acredite que o local é “mal-assombrado”. Outros dizem que é cheio de “cargas negativas” por ter sido o local da prisão do Barão e de tantos outros que acabaram covardemente assassinados.

O prédio em si

A descrição dele encontrada no livro “Espirais do Tempo” diz o seguinte:

“Ocupando uma área de esquina de 300 m², em frente à Igreja de N. Sra. do Rosário, exemplifica esse monumento a arquitetura nobre urbana de residência da segunda metade do século XIX.
O ecletismo de sua arquitetura é expresso pela convivência de influências do neoclássico, urbano por excelência, com elementos culturais de origem germânica típicos de suas edificações rurais. Neoclássica é a composição das fachadas. Na principal, o eixo de simetria, marcado pela superposição da porta de entrada, sacada e porta superior, divide duas sequências ritmadas, iguais, de janelões flanqueados por pilastras de fuste canelado. Ressaltos almofadados em ponta de diamante ornamentam os paramentos de alvenaria, abaixo e acima das aberturas. A tradição germânica se faz presente na cobertura, de telhas cerâmicas, em forma de escama, ditas alemãs; na técnica construtiva do enxaimel das paredes dos fundos e nos lambrequins de madeira recortada que enfeitam os beirais das varandas internas.
A disposição do espaço, em L, proporciona um pequeno pátio interno. A distribuição dos aposentos é comandada por um corredor central, ligando em ambos os andares a frente da casa à varanda dos fundos. Para esse corredor se abrem os aposentos principais – as salas maiores voltadas para o exterior, as menores, para o pátio. Na extremidade direita da casa a antiga garagem é vazada por arcos, sendo o exterior aberto para a praça e o interior para o pátio. O tratamento interno segue a sobriedade característica da moradia tradicional brasileira, destacando-se, porém, a qualidade do trabalho de marcenaria nas esquadrias, na escada e nos detalhes da varanda.”

Gosto da casa, que é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação e está localizada na Rua do Rosário, com frente para a Praça Garibaldi.

Outras publicações relacionadas:
Solar do Barão
Solar da Baronesa
A casa de Vicente Machado, aquele que fugiu


Referências:

sábado, 15 de outubro de 2016

Uma casa no início da Trajano Reis

Uma casa no início da Trajano Reis

Esta casa, que é uma Unidade de Interesse de Preservação, fica na Rua Trajano Reis (no início dela).
Atualmente é ocupada por um bar e a única coisa que consegui descobrir sobre ela é que nos anos 1960, até meados dos anos 1970, foi residência e consultório particular do médico Orlando Sprenger Lobo.
A casa certamente é mais antiga, mas não consegui outras informações sobre ela.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Um bonito sobrado meio escondido na Tiradentes

Um bonito sobrado meio escondido na Tiradentes

Este sobrado em estilo eclético, na Praça Tiradentes, é outro daqueles que se não estamos prestando atenção acabamos não percebendo.

Localizado em frente a uma estação tubo que quase sempre tem um movimento intenso de ônibus e passageiros. Esse movimento todo acaba atraindo a nossa atenção, e não reparamos no sobrado.

Mas repare como é bonito. Chama atenção a grade da sacada, em ferro fundido, bem elaborada.
A decoração na parte superior das portas/janelas do segundo andar e a platibanda com um frontão curvo também é bem interessante.

O sobrado é um Unidade de Interesse de Preservação.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Dois leões de guarda na porta de um edifício

Dois leões de guarda na porta de um edifício

edifício Dr. Cândido de Mello e Silva

Temos esculturas de animais para todos os gostos espalhadas pela cidade.
Estes dois leões ficam guardando a entrada do edifício Dr. Cândido de Mello e Silva, na Rua Visconde do Rio Branco, esquina com a Rua Emiliano Perneta.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sobrado Stolz - outro belo exemplo de restauro e alguns comentários

Sobrado Stolz - outro belo exemplo de restauro

Sobrado Stolz - outro belo exemplo de restauro

Localizado na Rua São Francisco, entre a Rua Barão do Serro Azul e a Igreja da Ordem, o Sobrado Stolz foi restaurado recentemente pelos seus proprietários. Ele é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Na frente do excelente trabalho de restauro esteve a arquiteta Loriane Stolz Cisz Portes, que com o seu escritório de arquitetura – Stolz Arquitetura – em parceria com a AquiBrasil, foi responsável pelo projeto arquitetônico. A execução da obra esteve a cargo da Zelta Construções.

Transcrevo a seguir um trecho de reportagem da “Gazeta do Povo” sobre o restauro do imóvel:

“ O Sobrado Stolz pertence à família de mesmo sobrenome há mais de um século. Em agosto de 1907, o bisavô da arquiteta Loriane, Luiz Bussmann, adquiriu o imóvel por cinco contos de réis e fez dele a moradia de sua família. Bussmann também era proprietário do prédio vizinho – na esquina das ruas São Francisco e Mateus Leme –, onde funcionava sua padaria. Com a saída da família do endereço, o sobrado serviu de sede para uma autoescola e para um bar antes de ficar fechado. A família não tem registros sobre o ano de construção do imóvel, nem sobre quem foram seus primeiros proprietários. …”

As dificuldades dos proprietários de Unidades de Interesse de Preservação


O que achei interessante na reportagem do jornal foi que pela primeira vez tive uma ideia do que representa o incentivo de venda de potencial construtivo na manutenção desses imóveis.
O restauro do casarão foi custeado pelo Sr. Leonardo Cisz, pai de Loriane.
Eles captaram recursos através da venda do potencial construtivo do imóvel e esses recursos cobriram aproximadamente trinta porcento dos gastos. A família pretende recuperar o dinheiro próprio investido com a locação do imóvel. Não sei se ele já foi alugado, mas na última fez que passei por ele ainda não havia sido.

“Hoje, materiais como as madeiras de lei utilizadas no piso e no teto são muito caros. Além disso, tivemos que buscar marceneiros que pudessem reproduzir as portas e janelas nos moldes da época da construção.”. São outras dificuldades apontadas pelo engenheiro Rogério Muniz, da Zelta Construções.

Certa vez, conversando com um proprietário de um outro imóvel – que também é uma Unidade de Interesse de Preservação – ele comentou sobre as dificuldades burocráticas. Disse que qualquer coisa que queira fazer no imóvel envolve muita papelada e que tudo é muito demorado.

A nova Lei do Patrimônio Cultural de Curitiba


Recentemente a administração do prefeito Gustavo Bonato Fruet aprovou uma nova Lei do Patrimônio Cultural de Curitiba, que entre outras coisas regula esses imóveis de interesse. Não sou um especialista no assunto, mas cheguei a conclusão que ela representa um avanço em relação à anterior, principalmente por dois itens:
● a inclusão da possibilidade de tombamento;
● a possibilidade dos proprietários captarem recursos pela venda de potencial construtivo a cada quinze anos.
Por outro lado fiquei com a sensação que a burocracia aumentou e continuo achando que os incentivos para os proprietários privados desses imóveis são insuficientes.

As críticas em relação a conservação de algumas Unidades de Interesse de Preservação


Quem acompanha o blog pode ter percebido que evito fazer críticas a conservação de imóveis (seja eles UIP ou não). Faço isso primeiro porque não conheço os fatos que levaram a essa situação. Quem sabe se os proprietários não são um casal de velhinhos que vive com uma aposentadoria miserável, que mal dá para os remédios?
Também acredito que os incentivos para os proprietários privados manterem esses imóveis são insuficientes. É fácil querermos o bônus de usufruir da existência desses imóveis, enquanto o ônus da manutenção cabe aos proprietários. Se todos queremos que esses imóveis sejam bem conservados, todos devemos contribuir - via dinheiro de impostos - para isso.

A coisa é um pouco diferente quando o imóvel é propriedade do Estado, com foi o caso da publicação “Governo do Estado quer vender Unidade de Interesse de Preservação”. O poder público quando proprietário deve preservar e conservar o que na verdade é patrimônio de todos.

Parabéns


Parabéns aos proprietários do Sobrado Stolz pela decisão de manter o imóvel na família e pelo investimento no seu restauro.

Referências:

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Um sobrado bonito, mas com o térreo bem alterado

Um sobrado bonito, mas com o térreo bem alterado

Detalhes de decoração floral em sobrado de estilo eclético

Acho este sobrado na Rua XV de Novembro bem bonito, gosto dele. Em estilo eclético, chama a atenção pela decoração com motivos florais.

O térreo, infelizmente, está muito descaracterizado. Não entendo a lógica dessas reformas. O pessoal instala a loja em uma casa centenária e com as reformas modernosas quer transmitir o quê? Modernidade? Será que deixando a fachada com as características próximas do original prejudica os negócios? Parece-me um pouco de miopia.

O sobrado é uma Unidade de Interesse de Preservação.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A antiga Papelaria Requião na Alameda Doutor Muricy

A antiga Papelaria Requião na Alameda Doutor Muricy

Por muitos anos este sobrado na Alameda Doutor Muricy foi ocupado pela Papelaria Requião.

O prédio em estilo eclético aparentemente foi construído em 1920 (se levarmos em consideração a data inscrita nele) e é bem interessante. Com platibanda na maior parte vazada como uma grade de tijolos e com a data nas duas extremidades. A sacada do segundo andar tem guarda-corpo também de tijolos, com estilo em harmonia com a platibanda. Chama atenção as seis portas/janelas, sendo duas, as das extremidades, diferentes das demais. Quanto ao primeiro andar, a impressão que dá é que as aberturas sofreram alterações ao longo do tempo.
O sobrado é uma Unidade de Interesse de Preservação

A Papelaria Requião


A primeira livraria da família foi aberta em 1900, na Rua XV de Novembro, com o nome de Livraria Econômica. Mais tarde, uns vinte anos depois, passou a levar o nome da família.
Em 1942 o prédio mostrado na foto foi comprado e passou a ser a matriz da empresa, que em determinado momento chegou a ter treze filiais espalhadas pela cidade.
Na terceira geração da família os diversos estabelecimentos foram divididos entre os vários herdeiros, mas foram fechando gradativamente.
A loja da Alameda Dr. Muricy fechou em abril de 2004.

Referência: