terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Um portão

Portão da Vila Odette, na Avenida João Gualberto

Alguns lugares nos transportam. É o caso dessa vista no portão da Vila Odette, na Avenida João Gualberto, onde fico com a impressão de não estar na cidade.
Talvez não seja um portão, mas um portal.

Publicações relacionadas:
Vila Odette
Vila Odette - um outro ângulo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Outra UIP na Iguaçu

Casa na Av. Iguaçu que é uma Unidade de Interesse de Preservação

Esta casa na Avenida Iguaçu também é um Unidade de Interesse de Preservação.
Fachada muito bem conservada, atualmente é ocupada por um hotel. Destaque para as colunas com capitéis e para a platibanda com balaustradas.

domingo, 9 de dezembro de 2018

A casa e as grades

Casa na Rua Alferes Poli

Detalhe das grades em uma casa na Alferes Poli

Casa na Rua Alferes Poli, atualmente ocupada por um escritório de advocacia.
Fachada bonita e bem conservada, mas chama a atenção também as grades nas laterais, que são bem bonitas.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Edifício Emílio de Menezes

Edifício Emílio de Menezes

Predinho bem no início da Rua Emílio de Menezes, esquina com a Avenida Manoel Ribas, em frente ao Jardinete Lá Aun Engel.

Emílio de Menezes


“Emílio Nunes Correia de Menezes (Curitiba PR 1866 - Rio de Janeiro RJ 1918). Poeta, cronista e jornalista. Na infância trabalha como ajudante de seu cunhado, um farmacêutico casado com sua irmã mais velha. Com cerca de 18 anos, torna-se conhecido na cidade por seu figurino extravagante e por suas piadas ferinas contra alguns inimigos. Nessa época, publica seus primeiros poemas no jornal “Íris Paranaense”. Em 1885, participa da encenação da comédia “Amor de Inglês a Vapor”, realizada por um grupo amador de teatro, antes do espetáculo “O Navio Negreiro”, do poeta Castro Alves (1847 - 1871). Dois anos depois, muda-se para o Rio de Janeiro, então capital do império, e é recebido na corte pelo comendador Antônio Álvares Pereira Coruja (1806 - 1889), importante político, educador e estudioso da língua e da gramática portuguesa do Brasil. Casa-se em 1888 com Maria Carlota Coruja, a filha do comendador, e torna-se pai no ano seguinte. Muda-se para Paranaguá, cidade no litoral do Paraná, em 1890, onde trabalha como escriturário no Departamento de Inspetoria Geral das Terras e Colonização. Volta ao Rio de Janeiro no ano seguinte e frequenta os cafés da Rua do Ouvidor com um grupo de artistas boêmios, entre os quais o poeta Olavo Bilac (1865 - 1918). Publica seu primeiro livro, “Marcha Fúnebre”, em 1893. Com o pseudônimo Emílio Pronto da Silva, escreve versos satíricos contra a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1896, ano de sua criação. Em 1898, recebe uma carta da poeta Rafaelina de Barros e abandona a esposa para viver pelo resto da vida com ela. Em 1909, reúne sua obra completa sob o título “Poesias”. Apesar das críticas à ABL, candidata-se a uma cadeira, em 1911, mas perde o posto para o médico sanitarista Oswaldo Cruz (1872 - 1917). Dois anos mais tarde, candidata-se novamente, é eleito, mas não toma posse, depois de ter o discurso censurado pela academia. Publica “Últimas Rimas” em 1917, um ano antes de seu falecimento.”

Publicação relacionada:
Jardinete Lá Aun Engel

Referência:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Predinho na Iguaçu

Simpático predinho na Avenida Iguaçu, esquina com a Rua Alferes Poli.

Simpático predinho na Avenida Iguaçu, esquina com a Rua Alferes Poli.

Simpático predinho na Avenida Iguaçu, esquina com a Rua Alferes Poli.

Gosto de observar esses predinhos construídos em meados do século passado. Os diversos detalhes decorativos, formatos da portas e janelas, sacadas, platibandas, volumes … Aliás, esse também tem aquelas colunetas espiraladas e ornamento de ferro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Outra casa de madeira nas Mercês

Casa de madeira bem conservada

Casa de madeira, muito bem conservada, na Rua Alcides Munhoz.

Só reparei agora, tratando a foto, que ela tem lambrequins na varanda. As vezes dá bobeira e deixo passar um detalhe bacana desses quando estou fotografando.

Curitiba já foi a capital que teve proporcionalmente o maior número de casas de madeira. Isso naturalmente era explicado pela quantidade de araucárias que existia no estado, produto que foi responsável por um importante ciclo econômico.

Não sei se a estatística continua válida, uma vez que essas casas estão lentamente desaparecendo.
Naturalmente que não falo de barracos de madeira, coisa que tem aumentado. Mas isso – habitações precárias – é uma outra questão que, talvez, abordarei aqui no futuro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Uma UIP na Iguaçu

Esta casa na Avenida Iguaçu é uma Unidade de Interesse de Preservação
Esta casa na Avenida Iguaçu é uma Unidade de Interesse de Preservação

Esta casa na Avenida Iguaçu é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Muito bem conservada, atualmente é ocupada por um bar.
Até recentemente era pintada de preto. Para o meu gosto, ficou melhor assim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Um château suíço

Um château suíço
Um château suíço - detalhe
Um château suíço - detalhe torrinha

Casa na Avenida João Gualberto.
Bonita, tem também aquela torrinha dos châteaux (suíços no caso, considerando a bandeirinha no topo).
Chama a atenção também os dois belos pinheiros.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Um pequeno edifício com capelinha

Um pequeno edifício com capelinha - detalhe
Um pequeno edifício com capelinha

Caminhando pela Rua Presidente Faria o que chamou a minha atenção nesse pequeno edifício foi a capelinha, lá no terceiro andar. Pareceu-me ser um Santo Antonio.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Edifício Guilherme Weiss, agora restaurado e rebatizado

Edifício Guilherme Weiss, uma Unidade de Interesse de Preservação na Rua Riachuelo
Edifício Guilherme Weiss, uma Unidade de Interesse de Preservação na Rua Riachuelo
Edifício Guilherme Weiss, uma Unidade de Interesse de Preservação na Rua Riachuelo
Edifício Guilherme Weiss, uma Unidade de Interesse de Preservação na Rua Riachuelo - detalhe

Este predinho na Rua Riachuelo já apareceu aqui no blog.

O que eu não sabia na época é que tinha sido construído entre 1927 e 1930 e, principalmente, projetado por Frederico Kirchgässner, um dos primeiros modernista brasileiros.

Não sei muito bem como classificá-lo quanto ao estilo, uma vez que modernista ele não é, mas também não é eclético. Está mais para art déco, um estilo de transição entre o eclético, art noveau e o modernismo.

Ele foi restaurado recentemente e ficou bem bonito.  Foi também rebatizado para “Casarão Regina Weiss de Castilho”.

Não sei a utilidade que será dada a ele. Se apenas servirá de entrada para o edifício que estão construindo nos fundos ou se terá mais algum outro uso. De qualquer forma, penso que o restauro ajuda na recuperação da rua.

O predinho é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Publicações relacionadas:
Antigo Hotel Martins
Casa Kirchgässner - importante para a história da arquitetura brasileira
Casa Bernardo Kirchgässner
Um pequeno edifício projetado por Frederico Kirchgässner
Alguns móveis desenhados por Frederico Kirchgässner
Planta de Curityba 1929 - por Frederico Kirchgässner
Aquarelas de Hilda Kirchgässner

sábado, 1 de dezembro de 2018

Residência Affonso Alves de Camargo

Residência de Affonso Alves de Camargo, localizada na Praça General Osório

Residência de Affonso Alves de Camargo, localizada na Praça General Osório - detalhe da escadaria

Residência de Affonso Alves de Camargo, localizada na Praça General Osório - detalhe

Residência de Affonso Alves de Camargo, localizada na Praça General Osório - detalhe

Residência de Affonso Alves de Camargo, localizada na Praça General Osório - lateral

Residência de Affonso Alves de Camargo, localizada na Praça General Osório - detalhe da escada e entrada principal

Localizada na Praça General Osório, esquina com a Travessa Jesuino Marcondes, esta casa foi a residência de Affonso Alves de Camargo.
Em estilo eclético com muitos elementos do art noveau, foi projetada pelo engenheiro Alberto Monteiro de Carvalho e construída no início dos anos 1900.

A casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Affonso Alves de Camargo


Affonso Alves de Camargo nasceu em Guarapuava em 25 de setembro de 1873, , filho de Pedro Alves da Rocha Loures e Francisca de Camargo Loures.

Após a conclusão do ensino primário mudou-se para Curitiba, onde estudou nos colégios Parthenon Paranaense e Colégio Arthur Loyola.

Formou-se em Direito em 1894 pela Faculdade de Direito de São Paulo e retornou para Curitiba.

Já durante a faculdade estava envolvido com a política e demonstrava ter uma coação para a liderança. Ainda muito jovem apoiou a Revolução Federalista, aliando-se a correligionários de João de Menezes Dória, médico, presidente maragato do estado do Paraná de 21 de janeiro a 24 de março de 1894.

Foi advogado atuante no Tribunal do Júri, representante no estado na “New York Life Insurance Company”, advogou para a “Brazil Railways Company” e professor catedrático da Faculdade de Diretio

Exerceu por pouco tempo os caros de chefe de polícia e de promotor público.

Elegeu-se deputado estadual em 1897, permanecendo no cargo até 1914.

Foi vice-presidente do Paraná de 1908 a 1912, elegendo-se presidente para o período de 1916-1920.

Durante a campanha para presidente do estado defendia a idéia de resistir até a última gota de sangue o território paranaense na disputa da região do Contestado com Santa Catarina.
Ao assumir o governo, pressionado por um lado pelos que queriam guerra e pelo governo federal pelo outro (o Supremo Tribunal Federal que já havia decidido a questão a favor de Santa Catarina em 1914), acabou concordando, de forma sensata, com a sentença. Com apoio da maioria do Congresso Legislativo Estadual, o acordo foi assinado em 20 de outubro de 1916.

Os adversários políticos não perdoaram, acusando-o ferozmente de haver vendido o território do Contestado para Santa Catarina.

A resposta dele foi:

“Agora, se julgardes que o humilde filho desta abençoada terra errou, não obstante os aplausos gerais da nação, dos poderes Executivo e Legislativo da República e das suas forças armadas de terra e mar, de todos os Estados da União, da alta magistratura do país, da mocidade das escolas, das classes conservadoras do Estado, dos nossos eminentes advogados e de jurisconsultos eméritos, entre eles o grande brasileiro Ruy Barbosa, todos unânimes em declarar que mais do que foi feito era impossível se conseguir para o Paraná na sua atual aflitíssima situação; se, mesmo com essas manifestações de confortante solidariedade por esse ato da minha vida pública, ainda julgardes que errei, então seja Deus testemunha da sinceridade com que agi nesta fase histórica, querendo, de todo coração, fazer a felicidade da família paranaense, trazendo-lhe a paz e a prosperidade no presente, para assim preparar em futuro próximo, a grandeza do nosso Estado, que tem todos os elementos para ser forte, rico e poderoso dentro da Pátria grande - que é o nosso estremecido Brasil. Palácio da Presidência do Estado do Paraná, em Curitiba, aos 25 de novembro de 1916”.
(ass. Affonso Alves Camargo). 

Elegeu o seu sucessor, Caetano Munhoz da Rocha, que exerceu dois mandatos.

Em 1921, elegeu-se deputado federal e no ano seguinte assumiu uma cadeira no senado no lugar de Xavier da Silva, onde ficou até 1927.

Retornou para o estado, onde assumiu um segundo mandado de presidente em 1928. Ficou no cargo até outubro de1930, quando saiu por causa do golpe militar e da instalação da ditadura comandada por Getúlio Vargas.

A partir daí abandonou a política e dedicou-se ap magistério na Faculdade de Direito.

Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) entre 1937 e 1939.

Faleceu em 16 de abril de 1959, em Curitiba.

Referências: