quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Solar dos Guimarães e o prédio ao lado

O Solar dos Guimarães e o prédio ao lado

O Solar dos Guimarães e o prédio ao lado

Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba

Hoje temos duas Unidades de Interesse de Preservação localizadas na Rua Treze de Maio.

Faz sentido mostrarmos as duas juntas, pois as duas foram construídas no final do século XIX por Manoel Antônio Guimarães Neto.

A casa da esquerda é conhecida como Solar dos Guimarães, mas é a mais nova.

O prédio da direita, na esquina com a Rua Mateus Leme, foi construído primeiro e abrigava comércio no térreo e a residência da família na parte superior.
Segunda a historiadora Maria Luiza Gonçalves Baracho, citada em uma reportagem de jornal, “uma hipoteca do sobrado, que resultou na aquisição do imóvel por Agostinho Ermelino de Leão Júnior & Cia, levou Neto a construir ao lado deste o solar”.

O Solar serviu de residência da família até o final dos anos 1920 e depois foi alugado para uma escola de música. Mais tarde, na década de 1970, foi ocupado por um colégio e no início doas anos 1980 estava abandonado.

O prédio ao lado, depois de deixar de ser a residência do Sr. Manoel, foi ocupado por diversos negócios. Casa Ivahy (gêneros alimentícios) em 1905. Em 1919 mudou-se para o local, vindo de instalações no Juvevê, a fábrica de caixas de papelão, sacos de papel e tipografia de Theodoro Locher. Nos anos 1930 o prédio virou o Hotel São José e mais tarde Hotel do Machado. Em 1979 o prédio pegou fogo, restando praticamente só as paredes externas. Depois disso foi desapropriado e restaurado. A partir de 1992 passa a abrigar o Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba, uso que tem até hoje.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Braz Hotel

Braz Hotel

O edifício do antigo Braz Hotel (a esquerda, na foto) está localizado na Avenida Luiz Xavier.
O prédio faz parte da paisagem da “Boca Maldita”, como é conhecido aquele trecho da rua. Repare também nas linhas do prédio ao lado, que é igualmente interessante.  Este prédio ao lado também foi ocupado por um hotel, o King’s Hotel.

A Avenida Luiz Xavier por um tempo (cerca de vinte anos) foi chamada de Avenida João Pessoa. Dizem que essa alteração foi feita apenas para “puxar o saco” de Getúlio Vargas. João Pessoa foi companheiro de chapa de Getúlio na eleição de 1930. No mesmo ano João Pessoa foi assinado no Recife e Getúlio, que perdeu a eleição, deu um golpe de estado, instalando uma ditadura no país.

O Braz Hotel


A origem do Braz Hotel é uma pequena casa de madeira em Três Barras, onde Maria Braz, casada com Luiz Braz, servia refeições. Ainda na mesma cidade, mas em uma casa maior, começaram a hospedar pessoa em quatro quartos. A casa foi sendo ampliada e chegou a ter doze quartos.

Depois mudaram para São Mateus onde montaram hotel com 25 quartos.

Mais tarde vieram para Curitiba onde montaram o Braz Hotel na Praça Tiradentes, 39.

Não consegui levantar as datas de cada um dos eventos relatados até agora, mas encontrei um anúncio do hotel quando estava instalado na Tiradentes, com a data de 31 de outubro de 1931 (“Diarias de 12$000. Banhos quentes e frios independente de pagamento”).

Em junho de 1935 o hotel mudou para a Rua João Pessoa, 24 (a mesma atual Av. Luiz Xavier, mas o prédio era outro). Em um anúncio que informava a mudança diziam: “… prédio construído especialmente para este fim. Dispondo de 80 confortáveis quartos, todos servidos por Elevador, agua corrente, campainhas e Telefones, offerecendo a seu hospede o maximo conforto. …”. A empresa na época chamava-se Luiz Braz & Filhos.

O prédio que vemos na foto foi inaugurado no dia 8 de setembro de de 1940. Quem cortou a fita foi o interventor Manoel Ribas, que discursou. Depois foi servido um coquetel aos convidados.

Em um notícia publicada no “O Dia” de 10 de setembro, eles descrevem o prédio assim:

“ … O edificio de nove andares tem a adorná-lo artisticamente o marmore negro, sendo que a sua entrada moderna, dispõe de uma porta-giratoria de vidro, a primeira de Curitiba. …”.

Além da porta-giratória, outra coisa que as notícias nos jornais destacavam era o salão para banquetes e festas no último andar e “dois grandes salões para refeitório, sala de leitura e bar”, no primeiro andar. Falavam também que o prédio era servido por três elevadores, o que parece, era novidade também. A empresa naquela ocasião chama-se Irmãos Braz & Cia.

A Dna. Maria Braz faleceu em maio de 1937 e o Sr. Luiz em abril de 1942. Tiveram três filhos, Joaquim, Francisco e Emilia Braz.

O hotel sempre hospedou artistas e outros viajantes ilustres. Um deles foi Getúlio Vargas por ocasião da sua visita à cidade em dezembro de 1953 para as comemorações do centenário da emancipação do Paraná. Naquela ocasião o então presidente (dessa vez eleito pelo voto popular) fez um discurso na sacada do primeiro andar para a multidão reunida na rua em frente. Como uma espécie de comemoração ao evento, o bar atualmente ali instalado chama-se Bar Getúlio.

O Braz Hotel fechou em 1978. Mais tarde o imóvel foi comprado por uma rede de hotéis da cidade e abriu novamente em 1991.

Referências:

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Duas UIP na Avenida Luiz Xavier

Dois pequenos edifícios na Av. Luiz Xavier que são de interesse de preservação

Dois pequenos edifícios na Av. Luiz Xavier que são de interesse de preservação

Esses dois pequenos edifícios na Av. Luiz Xavier são Unidades de Interesse de Preservação.
Em um deles podemos observar na platibanda a data de 1927.
Quando tirei a foto, um deles parecia estar desocupado.

sábado, 27 de maio de 2017

Outro edifício centenário na XV

Outro edifício centenário na XV

Outro edifício centenário na XV

Outro edifício centenário na XV

Este pequeno edifício de quatro andares fica na Rua XV de Novembro, 399 e é um Unidade de Interesse de Preservação.
É mais um daqueles que se passamos pela XV olhando no nível dos olhos, passa despercebido. Mas o edifício é bem bonito e tem um decoração com motivos florais bem interessante. As sacadas de ferro fundido também são bonitas e interessantes.
Repare também na platibanda com duas espécies de torreões nas extremidades e a parte central côncava, encimada por um ornamento em ferro. Bem no centro, logo abaixo do ornamento de ferro está escrito 1916.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Localizado na esquina da Rua José Bonifácio com a Travessa Nestor de Castro, este prédio é uma Unidade de Interesse de Preservação.

No local ficava o Açougue Garmatter, de propriedade do Sr. Júlio Garmatter. O açougue era situado no térreo e os andares superiores eram residência. Nos fundos, em um terreno comprido com frente para a Nestor de Castro ficava a indústria do Sr. Garmatter, que fabricava banha, defumados e embutidos, como salames e presuntos.

No final dos anos 1800 já é possível encontrar no jornais notícias sobre um açougue Garmatter na Rua José Bonifácio. Imagino, mas não consegui confirmar, que fosse do pai do Sr. Júlio. Outra coisa que não consegui confirmar é se o local era o mesmo, uma vez que a numeração na rua sofreu alterações com o tempo.

No prédio atual está escrito na platibanda as iniciais JG e a data de 1920. Especulo que no local havia uma casa menor e foi reformada ou construíram esse prédio em 1920.

Em uma publicação futura o nome do Sr. Júlio Garmatter voltará a aparecer aqui no blog, quando mostrar as fotos da sede atual do Museu Paranaense.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Outra casa bem conservada na Jaime Reis

Outra casa bem conservada na Jaime Reis

Outra casa bem conservada na Jaime Reis

Outra casa bem conservada na Jaime Reis

Esta casa na Avenida Jaime Reis está com a fachada muito bem conservada e apresenta características típicas do código de construções do início do século XX.

Atualmente a casa é ocupada por um escritório de advocacia. Tenho reparado diversas casas de interesse de preservação, como é o caso dessa, ocupadas por advogados e no geral estão bem preservadas. Esse pessoal está fazendo um bom trabalho de conservação do patrimônio histórico arquitetônico da cidade.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O prédio ao lado do antigo Louvre

O prédio ao lado do antigo Louvre

O prédio ao lado do antigo Louvre

Este predinho na Rua XV de Novembro, ao lado do antigo Louvre, hoje está ligado ao outro internamente e faz parte da mesma loja. Mas nem sempre foi assim.
Tenho tentado encontrar alguma coisa sobre a história dele, mas não tenho conseguido. Tenho algumas pistas: já teria sido uma loja chamada Casa Inglesa, por um tempo a relojoaria de Roberto Raeder teria tido uma filial ali. Tenho diversas outras pistas relacionadas com comércios instalados no local. Uma coisa que complica é que a numeração da Rua XV foi alterada e assim, algumas informações que tenho podem não ser do prédio em questão.

De qualquer maneira, o exterior dele é muito bonito e não perde em nada para o seu vizinho. O interior é mais simples. Como o vizinho, também é uma Unidade de Interesse de Preservação.

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O antigo Louvre
O interior do antigo Louvre

terça-feira, 23 de maio de 2017

O interior do antigo Louvre

Escadaria e vitral no interior do antigo Louvre

Escadaria e vitral no interior do antigo Louvre

Escadaria e vitral no interior do antigo Louvre

Escadaria e vitral no interior do antigo Louvre

O interior do antigo Louvre

O interior do antigo Louvre

Ontem mostrei fotos do exterior do antigo Louvre e escrevi alguma coisa sobre a história dele. Hoje, algumas fotos do interior.
O interior tem um belo vitral e uma escadaria de madeira trabalhada muito bonita. O trabalho em madeira, como em muitas casas antigas, chama a atenção, tanto na escadaria como nos guarda-corpos do andar superior. Repare também nas luminárias e nas colunas metálicas decoradas.


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O antigo Louvre
O prédio ao lado do antigo Louvre

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O antigo Louvre

O antigo Louvre

O antigo Louvre

O antigo Louvre

Em 20 de dezembro de 1909 o Sr. Bertholdo Hauer informou em anúncio no jornal “Diário da Tarde” que adquiriu em partilha social de Paulo Hauer & Cia. Ltda. a “secção de fazendas”, que até então estava sob a gerência dele e que a loja continuaria no mesmo prédio da Praça Tiradentes, 5 sob a denominação “Louvre Curitybano”. O local era conhecido como Palacete Franco, a antiga casa do Comendador Antonio Martins Franco. Aquela onde D. Pedro II ficou hospedado quando esteve em Curitiba em 1880. A casa já foi demolida.
Não consegui descobrir desde quando existia essa tal seção de fazendas da Paulo Hauer & Cia. Ltda.

No dia 18 de maio 1912 a empresa publico anúncio de alteração da razão social, que passou a ser B. Hauer & Braun, com a inclusão na sociedade do Sr. Otto Braun, que dirigia a loja como gerente e passou a ser sócio.

O Louvre mudou para a Rua XV de Novembro, no prédio mostrado na foto, e reabriu a loja no dia 16 de novembro de 1912.

Em 31 de outubro de 1913 o Sr. Bertholdo Hauer saiu da sociedade e entrou o Sr. Ernesto Quentel e a razão social foi alterada para Braun & Quentel. Mais tarde, considerando anúncios publicados nos jornais, a razão social da empresa parece ter sido alterada para Braun & Cia.

Em 1934 Miguel Calluf (ou Kalluf) e Leão M. Sallum aparentemente compraram o prédio e a marca “Louvre”. A casa foi reinaugurada no dia 3 de novembro de 1935 e abriu junto, nas instalações da loja um “Salão do Matte”. A partir daí a loja passou a usar o slogan “O rei da seda”. O mais interessante é que as notícias publicadas nos jornais da época é como se a reinauguração tivesse sido de uma loja nova, sem qualquer continuidade com a anterior.

No dia 28 de julho de 1983 o colunista Dino Almeida publicou em sua coluna no jornal “Diário da Tarde” a seguinte nota: “A  famosa loja Louvre (rua XV) um dos mais tradicionais endereços comerciais de Curitiba na Rua XV, (propriedade da familia Kalluf) foi vendida para o grupo das lojas “Marisa”, from São Paulo”.

As vitrines do Louvre (e de outras lojas na XV)


Hoje quando você quer divulgar alguma coisa, coloca na internet. Mas durante muito tempo, quando você queria divulgar alguma coisa na cidade, colocava na vitrine do Louvre (ou de alguma outra loja na Rua XV de Novembro).
Enquanto pesquisava para fazer este texto, chamou atenção a quantidade de notas e notícias dizendo que poderia ser visto na vitrine do Louvre (e o mesmo acontecia com outras lojas) tal coisa. As coisas expostas ia desde medalhas, até avião. Passando por esculturas, coroas de flores, planta do novo prédio a ser construído para a Universidade do Paraná, motocicletas, quadros, fotografias, mapas e muitas outras coisas. No Louvre também vendiam ingressos para os mais diversos eventos, de peça no Teatro Guaíra a bailes.

O prédio do antigo Louvre é uma Unidade de Interesse de Preservação.

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O interior do antigo Louvre
O prédio ao lado do antigo Louvre
Palácio Hauer

Referências:

domingo, 21 de maio de 2017

Uma Unidade de Interesse de Preservação na Rua Kellers

Uma Unidade de Interesse de Preservação na Rua Kellers

Esta casa situada na Rua Keller, 133 está com a fachada muito bem restaurada e preservada.
Já comentei aqui sobre o excelente trabalho de preservação que a empresa que a ocupa atualmente faz em UIP na cidade.

Publicação relacionada:
A casa que virou restaurante

sábado, 20 de maio de 2017

2 belos grafites em um muro pequeno

2 belos grafites em um muro pequeno

Gostei muito desses grafites que encontrei em um muro na Rua Desembargador Clotário Portugal. Com estilos diferentes daqueles que normalmente encontro nas minhas andanças, chamaram a atenção. Isso, sem dúvida, é arte.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Uma placa de José Peón para o Museu Paranense

Uma placa de José Peón para o Museu Paranense

Esta placa encontra-se na entrada do Museu Paranaense na Rua Kellers e é de autoria de José Peón.

José Peón

José Peón nasceu em Buenos Aires em 5 de março de 1889. De família humilde, começou a trabalhar muito cedo e logo descobriu o seu talento como gravador.
Ao  25 anos de idade resolveu deixar a Argentina e desembarcou em Paranaguá em 20 de outubro de 1914. Apanhou o trem e subiu a serra para Curitiba.
Já no início de 1915 estabeleceu a sua oficina de trabalho, onde cunhava medalhes e esculpia placas comemorativas e destinadas a monumentos.
Era um apaixonado pela Serra do Mar, onde ia constantemente. Em 4 de setembro de 1938, após quinze tentativas, atingiu o cume do Pico Abrolhos, que tem um paredão de 1.200 metros, junto com Alfonso Hatschbach e Armin e Anna Henkel.
A obra de J. Peón distingue-se pelo equilíbrio da composição e é considerado um dos maiores medalhistas do Brasil no século XX.
Foi um dos fundadores da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, na qual foi professor da cadeira de gravura a partir de abril de 1948.
O Museu Paranaense publicou em 1959 o “Catálogo de Medalhas do Paraná”, 219 das quinhentas peças incluídas na obra eram de autoria de J. Peón. Estimam que tenha cunhado mais de quatrocentas medalhas.
José Peón parou de trabalhar em 1969. Dizem que era um excelente artista, mas um péssimo negociante. Cobrava barato pelas suas obras e não acumulou riqueza.
No final da vida, doente e acometido de catarata, sobreviveu graças a bondade de amigos que o ajudavam com alimentos e medicamentos e a uma pensão de 2,5 salários mínimos concedida em 1970 pelo poder municipal, depois de um abaixo-assinado promovido por Júlio Moreira e Erbo Stenzel.
José Peón faleceu em 23 de setembro de 1972 aos 83 anos anos de idade, dos quais 57 vividos na cidade que ele escolheu morar.

Referências:

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Uma bela casa na General Carneiro




Esta casa na Rua General Carneiro, esquina com a Rua Comendador Macedo e grande e com linhas interessante. Chama atenção também o grande terreno com diversos pinheiros. A casa tem também ornamentos em ferro, características de muitas casas construídas na primeira metade do século XX. Algumas das grandes nas janelas são recente (dá para perceber que foram colocadas depois da última pintura), mas uma delas, que fica naquela pequena torre, parece ser original, pois o desenho combina com o ornamento no chaminé. As grandes dos portões também são bem bonitas, aliás, o portão principal merece ser observado.

Atualmente é ocupada por “uma organização internacional filosófica que se sustenta em três princípios institucionais: fraternidade, conhecimento e desenvolvimento”.

Referência:

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Alfredo Romário Martins

herma em homenagem a Alfredo Romário Martins

herma em homenagem a Alfredo Romário Martins

herma em homenagem a Alfredo Romário Martins

Esta herma em homenagem a Romário Martins está na Praça Santos Dumont.

Na placa de bronze, decorada com pinheiros, pinha e grimpas (motivos paranistas) está escrito:

ROMARIO MARTINS,
NOTÁVEL HISTORIADOR PARANAENSE,
EXEMPLO DE FÉ E DEDICAÇÃO
A ESTA TERRA, NESTA PRAÇA
POR ELE DOÁDA À CIDADE EM 1910,
PLANTOU ESTES PINHEIROS
–o–
EM VIII-XII-MCMI

Se não estou enganado, hoje tem apenas um pinheiro na praça. Devem ter cortado os outros.

Romário Martins


No livro “1001 Rua de Curitiba” está escrito:

“Alfredo Romário Martins nasceu em Curitiba (PR) na Rua Mato Grosso (atual Comendador Araújo), na (sic) casa onde hoje é a Sociedade Thalia em 8 de dezembro de 1874, falecendo na mesma cidade a 10 de setembro de 1948. Começou a trabalhar como tipógrafo, em 1889, nas oficinas do Dezenove de Dezembro. Tornou-se jornalista, colaborando em diversos jornais e revistas, como A República e a Ilustração Paranaense. Sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico Paranaense, em 1900. Diretor do Museu Paranaense de 1902 a 1928. Deputado estadual em dez legislaturas, entre 1904 e 1928, sendo autor dos projetos do Código Florestal, do Código da Erva-Mate, do Código de Caça e Pesca, entre outros, sempre com vistas à preservação ambiental. Foi o primeiro grande ecologista do Paraná”

A pequena biografia acima dá pouco destaque ao grande historiador que ele foi, sendo o autor do livro “História do Paraná”, com a primeira edição publicada em 1899 e que é uma referência obrigatória sobre o assunto. Publicou também outros livros, como “Combate do Cormorant”, “Noites alvoradas”, “Vozes íntimas”, “Terra e gente do Paraná” e “O que é Paraná”.
Romário Martins foi um dos responsáveis pela valorização da identidade paranaense e é considerado o criador do “Movimento Paranista”, importante movimento cultural e artístico que contou com a participação de pessoas como Lange de Morretes, Oswaldo Lopes, João Turin, Zaco Paraná, entre tantos outros.

Romário Martins, pesquisou e publicou sobre a fundação de Curitiba. Além do levantamento de importantes fatos histórico, foi também ele o criador e responsável de difusão do mito fundador da cidade. Já comentei aqui a minha opinião sobre essa história do mito fundador: a cidade que não tem um mito fundador deveria criar um.

A cidade também homenageou Romário Martins dado o nome de "Casa Romário Martins" a uma das última casas remanescentes do período colonial na cidade.

Referência:

terça-feira, 16 de maio de 2017

Uma estante do gabinete de Cândido de Abreu

Uma estante do gabinete de Cândido de Abreu

Esta estante encontra-se no Paço da Liberdade e as informações no local dizem o seguinte:

“Estante em madeira entalhada retangular estilo barroco, do século XIX. Pertencente ao gabinete do prefeito Sr. Cândido de Abreu que administrou a cidade de Curitiba de 1891-1894 e 1913-1916.
Estante na cor de Imbúia, com detalhes de motivos fitomórficos e colunas espirais, com 3 gavetões almofadados na base com 2 puxadores em forma de rosáceas. Vidro bisotê, com entalhes de motivos fitomórficos e entalhe de rosáceas em alto relevo.”

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Um café de containers

Um café de containers

Um café de containers

Não diria que está na moda, mas o uso de containers na construção tem aumentado de forma razoável.
Este uso deles não é novo, já há muito tempo que são usados em instalações temporárias e móveis, mas simples, como abrigos em obras, escritórios, depósitos e outros usos. O que tem mudado é o uso deles em construções mais elaboradas, como é o caso desse café no Bacacheri.
Tenho visto algumas aplicações bem interessantes e bonitas.

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Edifício Jupter

domingo, 14 de maio de 2017

Um busto do Doutor Muricy no Museu Paranaense

Um busto do Doutor Muricy no Museu Paranaense

Este busto em homenagem ao Dr. Muricy encontra-se no Museu Paranaense, logo na entrada, próximo ao busto de outro dos fundadores do museu, Agostinho Ermelino de Leão.

José Cândido de Andrade Muricy


No livro “1001 Ruas de Curitiba”, está escrito o seguinte sobre ele:

“José Cândido de Andrade Muricy nasceu em Salvador no dia 31 de dezembro de 1827 e faleceu em Curitiba no dia 22 de março de 1879. Formou-se em Medicina em 1852, pela Faculdade de Medicina da Bahia. Teve atuação como vacinador, nomeado pelo governo provincial, com relevantes serviços. Deputado Provincial nos biênios 1864-65, 1866-87 e 1868-69. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, em 1866, cuja pedra fundamental para a construção do hospital lançou em 1868. Foi um dos fundadores do Museu Paranaense”.

Algumas pessoas passaram por esta vida realizando obras relevantes para a comunidade, como foi o caso do Dr. Muricy. Participar da fundação do Museu Paranaense foi importante, mas a fundação da Santa Casa, que não teve a oportunidade de inaugurar pois faleceu um ano antes, foi sem dúvida a sua realização de maior impacto na vida das pessoas.

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Santa Casa
Agostinho Ermelino de Leão, um dos fundadores do Museu Paranaense

Referência:

sábado, 13 de maio de 2017

A Casa Iwersen restaurada

A Casa Iwersen restaurada

O chafariz no jardim da Casa Iwersen

Detalhe da Casa Iwersen

Detalhe da Casa Iwersen

Detalhe dos lambrequins na Casa Iwersen

A Casa Iwersen restaurada

Detalhe da Casa Iwersen


Deste que iniciaram o restauro da Casa Iwersen tenho acompanhado o trabalho. Quando digo acompanhado, digo que sempre que passava por ela dava uma olhada.

Domingo passado, com um pouco mais de tempo, resolvi parar a tirar mais algumas fotos. Aparentemente o trabalho está concluído, pelo menos externamente.

Não sei quem é o proprietário atual, se continua na família Iwersen. De qualquer maneira, os proprietários estão de parabéns. A casa ficou muito bonita, uma verdadeira jóia.

A Casa Iwersen, construída em 1912, fica na Avenida João Gualberto e é uma Unidade de Interesse de Preservação.

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Uma velha casa sendo restaurada