quarta-feira, 26 de julho de 2017

Galeria Pinheiro Lima

Galeria Pinheiro Lima

A Galeria Pinheiro Lima liga a Praça Tiradentes com a Rua Prefeito João Moreira Garcez. O prédio abrigou a partir de junho de 1963 o antigo Cine Glória, cuja entrada principal era pela Moreira Garcez. Se não estou enganado, havia uma entrada para o cinema também pela praça.
O prédio pegou fogo e no início dos anos 1990 foi recuperado e foi aberta a galeria.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Uma escultura azul sem título

Uma escultura azul sem título

Escultura sem título e sem data, em aço com esmalte azul de autoria de Emanoel Araújo, exposta no pátio das esculturas no Museu Oscar Niemeyer.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A casa de pedras

A casa de pedras

Olhando bem de frente a impressão que dá é de uma casa totalmente de pedras, sem aberturas.
Achei interessante o projeto dessa bela casa.

domingo, 23 de julho de 2017

sábado, 22 de julho de 2017

A antiga Livraria Ghignone

A antiga Livraria Ghignone

Fundada 1921 por João Ghignone (1889-1978) deve ter sido a maior rede de livrarias da cidade, chegando a ter 13 lojas. Mas “a” Ghignone para mim era a que ficava nesse prédio na Rua XV de Novembro, que era também um ponto de encontro de intelectuais e amantes dos livros. A última loja, na Rua Comendador Araújo, fechou em 2011.

O prédio na XV é uma Unidade de Interesse de Preservação.

João Ghignone

João Ghignone, nascido em Serravalle Sesia (Itália) em 11 de fevereiro de 1889. Veio para o Brasil aos 5 anos de idade (1894), acompanhando os pais, Pietro Di Giuseppe Ghignone (engenheiro civil) e Francesca Rolando Ghignone.
Depois de viverem em outros locais, acabaram fixando-se em Morretes, onde, mais tarde, o Sr. João casou com a também filha de imigrantes italianos, Itália Dall’igna. O casal teve 5 filhas e 3 filhos.
Depois de trabalhar como músico, tipógrafo, dono de restaurante e comerciante, em 1921 abriu a livraria em Curitiba.
Convertido ao espiritismo, ocupou cargos na Federação Espírita do Paraná (FEP), tornando-se presidente em 1932, cargo que exerceu até a sua morte. Durante sua gestão a FEP foi responsável por diversas obras sociais, como “o Albergue Noturno, o Sanatório "Bom Retiro" (atualmente Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro), o Lar "Icléa", o Lar "Hercília de Vasconcellos" (em Paranaguá), a Creche "Mariinha" (em Campo Largo), a creche "Josefina Rocha" (em Curitiba) e o Instituto "Lins de Vasconcellos" (que deu origem ao Colégio de mesmo nome)”.
O Sr. João faleceu em Curitiba em 8 de junho de 1978.

José Eugênio Ghignone

Conhecido como “Dude”, o filho do Sr. João, tocou a livraria após a morte do pai, mas já trabalhava nela desde os anos 1930. Nasceu em 12 de junho de 1921, em Curitiba, e faleceu aos 94 anos, no dia 31 de janeiro de 2016.

Quando do seu falecimento o prefeito Gustavo Fruet decretou luto oficial na cidade e disse: “José Eugenio Ghignone, além de estimular a leitura e a produção literária, foi um defensor intransigente dos princípios democráticos. Foi um comerciante com espírito público, proporcionando o acesso aos livros a preços populares, por meio das Feiras de Livros, e criticando duramente os regimes de exceção”.

Aroldo Murá, comentando a morte do Sr. José, escreveu em seu blog: “ … Por trás da fria notícia, há todo um enredo envolvendo esse tipo humano raro que fez pela vida cultural do Paraná “centenas de vezes mais do que muitas autoridades da área cultural, gente que posa de importante, mas é dona de enorme desimportância”, sentenciou no domingo o escritor e jornalista Fábio Campana, … As andanças de “Dude” para formar-se livreiro de qualidade igual (ou superior) aos de centros como Rio, São Paulo, Porto Alegre, levaram-no a contatos com José Olímpio, os irmãos Bertasso, o editor Ennio Silveira, Monteiro Lobato. De todos eles recolheu lições e conselhos que depois aplicaria na Livraria Ghignone.”

Referências:

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Grupo Espírita Anna Franco

sede do Grupo Espírita Anna Franco

Quando fotografei esta casa verde na Rua Desembargador Ermelino de Leão o que mais chamou a minha atenção foi a plaquinha onde está escrito:

“NÃO PICHE A PAREDE ISTO
DIMINUI NOSSOS RECURSOS
PARA ATENDERMOS OS NECESSITADOS
A DIREÇÃO”.

Mais tarde descobri que o local é a sede do Grupo Espírita Anna Franco.
Pesquisando um pouco mais encontrei um artigo no “Jornal do Bairro Alto” publicado em novembro de 2016, que diz o seguinte:

“Há 32 anos a Casa da Sopa, mantida pelo Grupo Espírita Anna Franco, faz um trabalho de assistência social junto às famílias do Bairro Alto.  Ela  recebe doações de empresas e particulares. Voluntários trabalham para distribuir alimentação às famílias e suprir necessidades da população carente. … A casa tem ainda um Grupo de Costura, com mulheres que fazem panos de prato, roupas de crianças e consertos, para doar ou vender no bazar. … o Bazar com roupas, sapatos, enfeites, brinquedos e utensílios diversos A Casa também promove a Festa de Páscoa, Festa do Dia da Criança e do Natal para as famílias assistidas. …”.

Referência:

quinta-feira, 20 de julho de 2017

João Haupt & C.

João Haupt & C.

João Haupt & C.

A atual João Haupt Cia. Ltda. é uma das empresas mais antigas em atividade contínua na cidade. É a quarta geração da família que toca o negócio atualmente.

Fundada em 1912 pelo imigrante tcheco João Haupt e Francisco Juksch, seu cunhado. Era livraria e papelaria, como hoje, e vendia artigos para escolas e “escriptorios”, cartões “postaes” e albuns. Atuava também no ramo de “officina de encadernação artistica, typographia, pautação, douração e fabrica de livros em branco e caixas de papelão”, conforme um anúncio publicado na primeira edição da “Gazeta do Povo”, que circulou em 3 de fevereiro de 1919.

O prédio da papelaria João Haupt é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Outra empresa centenária:
Casa Glaser

Referencia:

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Palacete Ascânio Miró

Palacete Ascânio Miró

Palacete Ascânio Miró

Palacete Ascânio Miró

Palacete Ascânio Miró

Palacete Ascânio Miró

Localizado na Rua Comendador Araújo (antiga Estrada do Mato Grosso), esquina com a Alameda Presidente Taunay, o Palacete Ascânio Miró foi construído em 1898 e é um projeto de Cândido de Abreu. Alguém escreveu e muita gente saiu copiando, que o casarão é de “estilo eclético com mistura de orientalismo e pitoresco inglês”. Como não sou do ramo, acredito e copio também.
O Sr. Ascânio era ervateiro, sócio de seu irmão, Manoel Miró.

O destaque da casa é sem dúvida a torre com cúpula, que fica na esquina. Mas chama a atenção também a bay-window na fachada voltada para a Comendador, que olhando de longe, parece ser de metal. As grades da escada e sacadas também são muito bonitas, cheias de detalhes, mas infelizmente, não aparecem direito nas fotos. A casa tem uma série de detalhes, como as decorações nas aberturas e a platibanda.

O casarão é uma Unidade de Interesse de Preservação e esse trecho da Rua Comendador Araújo é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

As fotos que estou mostrando foram tiradas no meio do ano passado. O palacete estava desocupado e protegido por tapumes. Domingo passado dei um pulo lá, mas continua no mesmo. Fico devendo as fotos dele sem os tapumes (e com melhor iluminação).

Referência:

terça-feira, 18 de julho de 2017

Anjo da Guarda

Anjo da Guarda

Esta casa com a fachada muito bem conservada na Rua Presidente Carlos Cavalcanti faz parte das instalações da tradicional Escola Anjo da Guarda.

Li recentemente que a escola a partir 2018 fará parte do Grupo Marista de ensino e mudará para Santa Felicidade.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Uma agradável surpresa

Uma agradável surpresa

Uma agradável surpresa

Quando saio para caminhar e fotografar normalmente escolho uma região e vou fazendo o caminho ao acaso. Outras vezes já saio de casa com alguma coisa em mente.
No dia que fotografei essa casa sai com o plano de fotografar a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio. Feito isso, continuei pela Rua Desembargador Clotário Portugal e encontrei essa bela casa, que nunca tinha visto. Bonita e bem conservada. Uma agradável surpresa.

domingo, 16 de julho de 2017

O Belvedere no Alto do São Francisco

O Belvedere no Alto do São Francisco

O Belvedere no Alto do São Francisco

O Belvedere no Alto do São Francisco

O Belvedere no Alto do São Francisco

Belvedere é um ponto elevado de largo horizonte, um mirante. Esse ponto privilegiado de observação nos dias de hoje está um pouco prejudicado pelo crescimento da cidade.

O jornal “Diário da Tarde” no dia 14 de abril de 1915, em uma matéria com o título “O embellezamento de Coritiba” trata da reforma do Passeio Público e comenta a intenção do prefeito Cândido Ferreira de Abreu de construir o belvedere:

“ … E´ necessario notar que, construído tal “Belvedére”, ficaria Coritiba dotada de um maravilhoso ponto de passeio.
   Do Alto de S. Francisco descortinam-se panoramas vastissimos, pelas horas da tarde, é um alto goso artistico o presenciar-se, dali, o deelinar do sol, que vae mergulhando aos poucos no horizonte, deixando, pelo poente, longas faixas de oiro e purpura. …”.

O mesmo jornal, no dia 23 de dezembro de 1915 publicou:

“Ha tempos, noticiamos que operários da prefeitura haviam começado a metter a picareta na vetusta capellinha de S. Francisco, afim de ser construido, ali, o belvedere.
   Aquelle templo foi abaixo, mas, de repente, os operarios abandonaram o serviço não o reiniciando até hoje.
   Faltam dois meses apenas para a terminação da governança do sr. dr. Candido de Abreu, de maneira que, pelas apparencias, o belvedere não será construido. …”.

E continuam comentando que já haviam gasto mais de 50 contos em desapropriações e criticando o fato da obra estar parada e não achando razoável os terrenos ficarem como estavam. Aparentemente o problema era falta de verbas no final do mandato do prefeito.

Em outras edições há outros artigos criticando as obras paralisadas e cartas de pessoas da região reclamando.

No dia 20 de janeiro de 1916, ainda o jornal “Diário da Tarde” noticiou que o belvedere estava sendo construído:

“Diversas vezes temos nos referido aos melhoramentos do Alto de S. Francisco onde esta sendo construido um belvedére, consoante prescripções de antiga lei municipal.
   E´ empreiteiro da constricção desse pavilhão o cav. André Petrelli, conhecido empreiteiro desta cidade.
   O preço do belvédere será de 26 contos.
   O constractante das obras deve, ao que parece, dalás promptas até 25 de fevereiro, data rm que com solemnidade  sr. prefeito pretende inaugurar os melhoramentos do alto de S. Francisco.
   Tivemos occasião de ver a planta do pavilhão para o belvédere feita pelo dr. Candido de Abreu, prefeito municipal.
   O edificio, de estilo agradavel, compor-se-á de dois pavilhões.
   No primeiro se penetrará por varias portas e ao segundo se terá accesso por uma escada interna.
   No 1.º andar de sacadas e janelas se descortinará o panorama da cidade em todas as direcções da rosa dos ventos.
   Feito o pavilhão acreditamos nenhum local da cidade offerecerá ao espectador pontos de vista mais admiraveis.
   As ruinas serão conservadas.
   Será construida uma escada de ferro para se subir nellas.
   Os moradores do Alto de S. Francisco sentem-se jubilosos com a certeza de que, desta feita, sairão os melhoramentos daquella zona da cidade, para quem a prefitura municipal sempre fez o papel de madrasta.”

A construção, portanto, é de 1916 e não 1915, como muitas fontes indicam.

Em estilo art nouveau, no momento o belvedere está fechado e vandalizado. Mas li recentemente que será restaurado. Para o restauro a prefeitura autorizou a captação de recursos através da venda de potencial construtivo. Não estou muito certo da validade da utilização desse mecanismo para o restauro de bens públicos, competindo com os imóveis privados. Mas isso é assunto para outra publicação, até por que tenho algumas dúvidas para esclarecer.

É uma Unidade de Interesse de Preservação e faz parte do conjunto da Praça João Cândido, tombada pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

Publicação relacionada:
As Ruinas de São Francisco

Referências:

sábado, 15 de julho de 2017

A Igreja Presbiteriana e o Palacete Wolf

A Igreja Presbiteriana e o Palacete Wolf

Hoje a foto pela foto. Em duas versões, uma delas toda cheia de efeitos.
Gosto de fotomontagens e de aplicação de efeitos em fotos, mas evito publicar no blog. Quero que ele tenha mais um caráter documental. Mas um vez ou outra, não faz mal.

Já publiquei sobre a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Curitiba, cujo prédio é uma Unidade de Interesse de Preservação e o Palacete Wolf, que também é uma UIP e Patrimônio Cultural do Paraná.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

As Ruinas de São Francisco


As Ruinas de São Francisco

As Ruinas de São Francisco

As Ruinas de São Francisco

As Ruinas de São Francisco

AS RUÍNAS DE SÃO FRANCISCO 
Não há como saber do lampadário
suspenso pela abóboda alta e ignota.
Quando eu sonho entretanto com sacrário,
uma luz clara da agra abside brota,

arde e assusta. Ou da nave à sacristia,
não ferissem as garras dessa grade
a guardar as ruínas da arcaria,
nem mesmo o suave enlevo que te evade.

Senão seria um muro de tijolos
que tombara ao primeiro pé de vento,
servindo a bêbados, mendigos, tolos...

ou tão só um admirável monumento
intérmino – e não mística jazida
das cinzas. Tenho que mudar de vida.
Wagner Schadeck

Os padres franciscanos chegaram na cidade em 1746 e foi designada a eles a atual Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas (que até então chamava-se Igreja da Nossa Senhora do Terço). Ainda naquele século XVIII os franciscanos iniciaram a construção do seu convento no local em que hoje é a Praça João Cândido.
A construção nunca foi concluída e restaram as ruínas. São resquícios do que seria a Igreja São Francisco de Paula. Nos fundos das ruínas, onde hoje está localizado o Belvedere, existia uma capela, que foi demolida no início do século XIX.
Em 1860 decidiram anexar duas torres na antiga Catedral (que não é o prédio atual) e para isso usaram pedras que estavam acumuladas para finalizar a construção – que estava parada – dos Franciscanos.
A obra não foi adiante e passou a ser ruína antes de ser concluída.

O conjunto da Praça João Cândido, que compreende as ruínas e o belvedere, é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Publicação relacionada:

Referência:
LYRA, Cyro Illídio Corrêa de Oliveira et al. Espirais do tempo: bens tombados do Paraná. Curitiba: Secretaria de Estado da Cultura, 2006. 440 p.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma fachada interessante

Casa com uma fachada interessante na Trajano Reis

Esta casa na Rua Trajano Reis é bem interessante. Eu estava passando batido por ela e aí reparei na fachada. A platibanda remete-nos ao estilo art déco, um estilo que pode ser considerado uma transição entre o art noveau e ecletismo e o modernismo.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

Palácio Garibaldi

O Palácio Garibaldi é a sede da Sociedade Beneficiente Garibaldi (fundada em 1883).
Começou a ser construído em 1887.
O projeto foi do engenheiro italiano Ernesto Guaita. O prédio ficou pronto em 1904, mas a fachada reformada, em estilo neoclássico, só foi concluída em 1932 e é obra de outro italiano, o arquiteto João De Mio. Segundo o livro de tombo, “… A reforma projetada pelo arquiteto João De Mio, em 1932, não chegou a descaracterizar o projeto original, devendo, pois, ser respeitada como contribuição ao monumento …”.

O prédio foi confiscado pelo governo em 1942, durante a Segunda Guerra. Foi usado como sede da Liga da Defesa Nacional, Centro de Letras do Paraná, Centro de Cultura Feminina, Academia de Letras e Tribunal de Justiça do Estado. A sociedade nunca deixou de funcionar, fazia suas reuniões no Clube Duque de Caxias.

Só em 1962 foi devolvido à sociedade.

O Palácio Garibaldi é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é uma Unidade de Interesse de Preservação. É uma das jóias da arquitetura da cidade.

Referência:

terça-feira, 11 de julho de 2017

A moça que datilografa

A moça que datilografa

A moça que datilografa

A moça que datilografa

A moça que datilografa

Sábado à tarde ela estava em um desses centros de comida que abriram ultimamente na cidade.
Sentada no chão, datilografando em sua máquina de escrever (ou seria impressora manual portátil?).

Tec tec tec tec tec tec tec tec tec, tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec plim
tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec,        tuc tec tec tec tec tec tec tec plim
tec tec tec tec tec tec tec tec.

O nome dela é Diviane Helena, artista de múltiplos talentos “atua nas áreas de performance, dança, teatro e escrita de linguagem poética. Desenvolve trabalhos de criação coletiva nas funções de direção, dramaturgia, encenação, roteiro, edição, preparação corporal e de elenco e figurino.”

Referência:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Carlos Cavalcanti 954

Carlos Cavalcanti 954

Carlos Cavalcanti 954

Carlos Cavalcanti 954

Outra Unidade de Interesse de Preservação na Rua Presidente Carlos Cavalcanti.

Pena toda essa pichação.
Já ouvi alguém dizendo que isso é uma manifestação legítima de revolta. Revolta contra o quê?
Mas imaginemos que a pessoa que faz isso esteja realmente revoltada com alguma coisa. E daí? Agindo dessa maneira vai mudar alguma coisa? Aliás, a mensagem está sendo transmitida? Qual é a mensagem?

domingo, 9 de julho de 2017

XV de Novembro 98

prédio na Rua XV de Novembro 98

Mais um dos velhos prédios da Rua XV. Outra das joias da rua, muito bem conservado e com detalhes bem bonitos.
É uma Unidade de Interesse de Preservação

sábado, 8 de julho de 2017

Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio

Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio

Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio
Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio

 A Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio está localizada na Rua Desembargador Clotário Portugal. A sede atual, inaugurada em 1955, é uma Unidade de Interesse de Preservação.

A primeira reunião da sociedade foi “… realizada no dia 3 de maio de 1888 na casa do sócio João Batista Gomes de Sá, apenas alguns dias antes de ser abolida a escravidão. …”. Mas a fundação com ata oficial é 6 de junho de 1888, poucos dias após a abolição da escravidão.

A comissão de sócios que elaborou o primeiro estatuto era formada por “João Batista Gomes de Sá, Manoel dos Santos, Miguel de Paula, Izidoro Mendes, Vicente Moreira e Norberto Garcia”.

Fundada por negros libertos, desde o início admitiu brancos como sócios. Leôncio Correia (1865-1950) e Ildenfonso Pereira Correia (1849-1894), o Barão do Serro Azul, foram sócios.

Como muitas outras sociedades da época – uma época em que não existia ainda a previdência social – o objetivo era o auxílio mútuo e atividades educativas, recreativas e beneficentes.

Procurando em jornais, a publicação mais antiga que encontrei foi no jornal “A Ideia” (“orgam do club dos estudantes”) de 01 de outubro de 1888, que escreveu uma nota sobre a “passeiata” realizada pela sociedade no dia 28 de setembro (comemoração da Lei do Ventre Livre) e que comentariam em outro número.

Na edição seguinte, de 16 de outubro de 1888 (jornalzinho era quinzenal) escreveram o seguinte:

“28 DE SETEMBRO
Esta gloriosa data da história americana não passou desapercebida este anno entre nós, graças unicamente ao povo. A Sociedade 13 de Maio, composta de libertos, que sentem seus corações repletos de gratidão para com os grandes patriotas que trabalharam gloriosamente para a consecução do brilhante triumpho popular, que permitte hoje á nossa Patria apresentar se altiva ante o mundo civilisado, soube celebrar com toda a força do seu patriotismo, o grande acontecimento, sem o qual não seria ainda possivel eliminar d’entre as nefandas instituições que nos envergonham, a mais nefanda de todas — a escravidão dos negros.
Para expandir livremente seus sentimentos, os libertos, tendo à frente uma banda de musica, percorreram, na noite de 28 passado, as ruas da cidade, saudando a imprensa e as diversas associações, e prestando digna homenagem á memoria do immortal Paranhos.
Passando pela rua do Aquidaban, parou o prestito e a frente ao edificio do Instituto Paranaense, dirigindo então em nome do povo, uma saudação á mocidade, o brilhante orador Sr. Leoncio Correia, instigando-a a continuar a obra gloriosa encetada por nossos predecessores, áfim de elevar a nossa Patria á altura da livre America.
Das janelas do estabelecimento, responderam em brilhantes palavras de saudação á raça redimida e de gratidão ao heroico Paranhos, que também não morreu para o coração dos moços, os Srs. Silveira Netto, pelo Club dos Estudantes, e Saldanha Sobrinho, pelo Club Dr. Pedrosa. A mocidade confraternisou-se sublimemente com os sentimentos populares: ella se sente sempre animada ao sopro salutar da liberdade.
E nós levantamos d’aqui um novo bravo á patriotica Sociedade 13 de Maio.”

Referências:

sexta-feira, 7 de julho de 2017

JB 1919

Casa na Avenida Jaime Reis, esquina com a Rua Almirante Barroso
Casa na Avenida Jaime Reis, esquina com a Rua Almirante Barroso, detalhe
Casa na Avenida Jaime Reis, esquina com a Rua Almirante Barroso
Casa na Avenida Jaime Reis, esquina com a Rua Almirante Barroso


Esta casa na Avenida Jaime Reis, esquina com a Rua Almirante Barroso é mais uma Unidade de Interesse de Preservação.

Construída em 1919, é grande e muito bonita. Repare na telhado íngreme, com águas-furtadas, permitindo assim que o espaço sob o telhado seja utilizado com um andar adicional. A ampla varanda também chamou a atenção.

Quem foi JB?