quinta-feira, 31 de março de 2016

Um sobrado colorido

Um sobrado colorido

Para encerrar o mês, hoje um sobrado com cor forte.
Quando olho o conjunto de fotos que tirei até agora, vejo que predominam os tons pastéis. Então, para variar, um com cor diferente do padrão.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Outra casa com ornamento de ferro

Outra casa com ornamento de ferro

Outra casa com ornamento de ferro

Esta casa na Rua Padre Antônio é bem grande e bonita, chama a atenção por si.
Mas, o que mais chamou a minha atenção foi o detalhe da decoração na chaminé. Mais um daqueles ornamentos de ferro característicos de uma época (primeira metade do século XX). Este é bem grande e elaborado, lembrando um arco e flecha.
Para Irã Dudeque, arquiteto e professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) citado em uma reportagem no jornal Gazeta do Povo: “Não dá para dizer que seja étnico, que pertença a um grupo de imigrantes, por exemplo. Vejo realmente como modismo de uma época. Por vezes tentamos olhar para a história da arquitetura de forma romântica, imaginando que tudo tem um porquê recheado de significado. Nem sempre se tem isso. É o caso desses adornos”.

Referência:

terça-feira, 29 de março de 2016

Meio casarão na Praça Tiradentes

Meio casarão na Praça Tiradentes

Ao lado da Farmácia Stellfeld (aquela do relógio de sol) na Praça Tiradentes tem a metade de um sobrado, que já foi um grande casarão.
Depois de tantos anos morando na cidade, só agora percebi que aquela casa não é mais uma casa inteira. Metade dela cedeu lugar para um edifício mais recente.
Em foto de 1937 o casarão estava inteiro.
Em um mapa de 1937 da Praça Tiradentes, que tem anotado o nome dos diversos proprietários dos imóveis no entorno, consta como dono Feres Merhy.
Feres Merhy foi um imigrante sírio-libanês que chegou no Brasil em 1895 e construi em 1929 o Palácio Avenida, na Avenida Luiz Xavier.
Não sei quando este casarão foi construído. Em uma foto do local tirada em 1905, ele não havia sido construído ainda. Também não sei se foi o Sr. Feres que o construiu ou se já comprou pronto.
O que restou é uma Unidade de Interesse de Preservação.


Outras edificações que foram cortadas ao meio mostrados no blog:

Na Praça José Borges de Macedo um outro meio casarão
Um meio predinho (+1)

Post Scriptum


Pesquisando sobre uma outra casa acabei descobrindo que este casarão foi projetado pelo engenheiro Eduardo Fernando Chaves para V. Gabriel Ribeiro.


Referências:

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ornamento de cerâmica

Ornamento de cerâmica


Hoje, um dos diversos enfeites que encontramos nas casas pela cidade, este feito de cerâmica.

domingo, 27 de março de 2016

Antigo Hotel Martins

Antigo Hotel Martins

Este pequeno prédio, localizado na Rua Riachuelo foi construído nos anos 1930 pelo comerciante e fabricante de cerâmica, Guilherme Weiss. É uma Unidade de Interesse de Preservação.
Na parte superior estava o Hotel Martins e o andar térreo foi ocupado ao longo do tempo por diversas lojas. Uma delas foi a fábrica e loja de calçados dos irmãos José e Diogo Muggiati, e outra foi a Casa Constantino, que vendia artigos masculinos. Outra loja que esteve instalada no local por um tempo foi a empresa de relógios e jóias Heisler, Dalit & Cia.
Em agosto de 1991 o prédio foi destruído por um grande incêndio, permanecendo de pé quase que só a fachada.
A prefeitura concedeu autorização para uma construtora fazer um prédio nos fundos, ao mesmo tempo que deveria restaurar o antigo prédio. Pelo projeto, servirá de entrada para o edifício residencial que está sendo construído nos fundos e o restante será área comercial.

Referência:

sábado, 26 de março de 2016

Palácio Rio Branco

Palácio Rio Branco

Palácio Rio Branco

Palácio Rio Branco

O Palácio Rio Branco foi projetado por Ernesto Guaita, engenheiro piamontês (que também projetou o Palácio da Liberdade).
Considerado de estilo eclético de base clássica. “A linguagem do classicismo é expressa por capitéis coríntios, cornijas, requadros e sobrevergas ressaltadas em massa sobre os parâmetros das paredes.”
O prédio é bem imponente, com linhas simétricas, varandas e uma escadaria bem destacada. Outra característica é que foi construído recuado da rua, com jardins na frente e laterais, coisa que não era muito comum na cidade naquela época.

A construção do prédio iniciou em 1891 e foi concluído em 1895. A finalidade inicial era abrigar o Congresso Legislativo Estadual e o nome do prédio era Palácio do Congresso. O poder legislativo estadual funcionou no prédio até 1957, quando foi transferido para a Assembleia Legislativa, no Centro Cívico. A partir de 1963 passou a abrigar a Câmara Municipal, que havia recebido o prédio em doação do estado em 1957.

O prédio é muito bonito, foi restaurado recentemente e está muito bem conservado. Localizado na esquina da Rua Barão do Rio Branco (antiga Rua da Liberdade) com a Avenida Visconde de Guarapuava, ao lado da Praça Eufrásio Correia e em frente a antiga garagem de bondes, é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e também Unidade de Interesse de Preservação.

Referências:

sexta-feira, 25 de março de 2016

Tigre Royal

Tigre Royal

Tigre Royal

Tigre Royal

O palacete Tigre Royal foi construído em 1916. Como o Paço da Liberdade, que fica em frente, está também completando 100 anos.
Localizado na Praça Generoso Marques, é uma Unidade de Interesse de Preservação.
No local havia um armazém de propriedade de Paulo Hauer, que foi demolido. Em 1914 o terreno foi adquirido pela família Fatuch, de origem síria, que construiu o casarão. O térreo tinha utilização comercial e a família de Elias Pacífico Fatuch residia no andar superior. O local era de grande interesse para o comércio na época.
É um sobrado em estilo eclético, construído em alvenaria de tijolos. Com fachada belamente decorada., “O frontão arrematado em círculo traz além de vários elementos feitos em modelagem de argamassa, o nome do prédio bastante visível”.
Outra coisa que descobri enquanto pesquisava para escrever este texto é que o casarão originalmente ficava no meio da quadra, não existia aquela rua ao lado (atual Rua Prefeito João Moreira Garcez). Isso explica aquela lateral lisa em um prédio com a decoração tão elaborada.

Referências:

quinta-feira, 24 de março de 2016

Totens dos bens culturais

Totens dos bens culturais de Curitiba

Você já deve ter reparado nesses totens espalhados pela cidade, se não, vale a pena prestar atenção neles, pois contêm informações que tornam uma caminhada pela cidade mais interessante.
Eles invariavelmente têm um desenho e alguma informação.
Normalmente estão em frente de uma Unidade de Interesse de Preservação (não em todas, infelizmente) ou em uma paisagem (como é o caso do da direita, referente à Rua Comendador Araújo como um todo).
Como já escrevi antes, todos as UIP deveriam ser claramente identificadas e os totens seriam uma boa opção. Primeiro, porque prestam um serviço à população. Uma outra razão, seria uma forma da Prefeitura justificar os motivos de um imóvel ser declarado de interesse.

quarta-feira, 23 de março de 2016

O busto de João Ribeiro de Macedo Filho

O busto de João Ribeiro de Macedo Filho

O busto de João Ribeiro de Macedo Filho

Esta herma com o busto do professor João Ribeiro de Macedo Filho está localizada na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR.
João Ribeiro de Macedo Filho foi um dos fundadores da universidade e o seu segundo reitor.
O autor da escultura foi José Aquino.

No site do IPPUC tem a seguinte biografia resumida:

“Advogado brilhante, professor emérito, homem público ilustre e exemplar.
Participou ativamente da fundação da Universidade Federal do Paraná, da qual foi um dos ilustres Reitores, e em cujo posto a morte o veio encontrar.
Macedo Filho, pela tradição de família, pelas grandes qualidades de educador, constitui-se um verdadeiro marco de glórias da cultura paranaense.”

terça-feira, 22 de março de 2016

Mais uma casa com torre


Outra casa com uma espécie de torre, o que confere um certo ar de nobreza.
Esta fica no Alto da Rua XV, mas já mostrei outras aqui no blog, como a Vila Angelina e uma na Conselheiro Araújo. São várias as edificações, espalhadas pela cidade, com esse tipo de estrutura
Não sei quando esta casa foi construída (provavelmente anos 1940/50), mas ela é bem imponente. A torre está encimada por uma cúpula cônica. Outra coisa que chama a atenção nessa casa é aquela espécie de coluna decorativa no telhado, no lado esquerda. Não sei como chamam aquele tipo de estrutura (provavelmente tem um nome apropriado) e não lembro de ter visto a mesma coisa em outra casa.
Atualmente a casa tem uso comercial, mas fico curioso em saber quem será que morou nela.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Praça José Borges de Macedo

Praça José Borges de Macedo

Sempre pensei que o todo o entorno do Paço da Liberdade fosse a Praça Generoso Marques. Mas a coisa não é bem assim. A Praça Generoso Marques, conforme os mapas oficiais do IPPUC é apenas a parte que fica na frente do Paço, todo o restante é a Praça José Borges de Macedo. Vivendo e aprendendo.

José Borges de Macedo


Nasceu em Castro em 1791 e faleceu em Curitiba em 1851.
É considerado o primeiro prefeito da cidade.
Quando mudou para Curitiba abriu um negócio de secos e molhados no Largo da Ordem, na casa que é conhecida como “Casa Vermelha”. Em paralelo exerceu vários cargos públicos.
Em 1819 foi nomeado Procurador da Câmara Municipal.
Casou em 1º de setembro de 1822 com Maria Rosa Floriano de Lima, com que teve nove filhos. Já tinha de solteiro duas filhas.
Em 1833 assumiu o cargo de Juiz de Paz. Entre 1833 e 1835 participou de uma comissão que definiu os limites de Curitiba, Campo Largo e Palmeira.
Em 11 de março de 1835 a Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo criou o cargo de prefeito, em uma reorganização das administrações municipais. Em 21 de julho de 1835 a Câmara Municipal de Curitiba comunicou a administração da província que o então Juiz de Paz José Borges de Macedo havia sido escolhido para o cargo. Tomou posse no cargo no dia 27 de julho de 1835. Permaneceu nele até 24 de março de 1838, quando a Câmara Municipal recebeu o comunicado de Província de que o cargo havia sido extinto.
Depois assumiu interinamente o cargo de Juiz Municipal e suplente de Juiz de Órfãos (fevereiro de 1840), voltou ao cargo de Juiz de Paz em janeiro de 1842, ficando no cargo por aproximadamente três meses, até março de 1842, quando assumiu a direção dos Correios, onde permaneceu até 16 de agosto do mesmo ano.
Ainda enquanto estava na administração dos Correios, assumiu me junho de 1842 a cadeira de vereador na Câmara Municipal. Permaneceu como vereador até outubro de 1844, quando assumiu como Delegado de Polícia.
Em março de 1846 retornou para a Câmara Municipal e assumiu a presidência logo em seguida.
Em setembro de 1842, após o falecimento do titular do cargo, assumiu o cargo de Juiz de Órfãos e também assumiu o cargo de Inspetor Escolar, sem deixar a presidência da Câmara.
Em dezembro de 1848 novo afastamento da Câmara e do cargo de Juiz para assumir a função de Coletor de Impostos e em negociações de bastidores, reassumiu o seu cargo de vereador e ao mesmo tempo a Presidência da Câmara, em 30 de julho de 1849.
Como dá para observar, foi um político muito influente, mesmo sendo do Partido Libertador, que era de oposição.
Esteve sempre ao lado da luta para a emancipação da Província, o que acabou acontecendo quando ele já era falecido.

Referência:

domingo, 20 de março de 2016

Uma casa na Conselheiro Araújo

Uma casa na Conselheiro Araújo

Esta casa na Rua Conselheiro Araújo fica meio escondida. Só reparei nela caminhando pela rua.
Pelo jeito deve ter sido construída nos anos 1940/50 e provavelmente sofreu algumas alterações, mas continua muito bonita. Repare na espécie de torre circular. Tem muitas casas na cidade com essa espécie de torre, que de certa forma remete aos castelos do velho mundo. Outra coisa que a casa tem, e que praticamente deixou de existir nas construções recentes, é uma pequena capela. Pena que esteja vaga. Qual teria sido o santo que ocupou aquele espaço?

sábado, 19 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Estátua do Barão do Rio Branco

Estátua do Barão do Rio Branco em Curitiba

Estátua do Barão do Rio Branco em Curitiba

Este monumento em homenagem ao Barão do Rio Branco está localizado na Praça Generoso Marques, em frente ao Paço da Liberdade.
O monumento é de autoria do escultor Rodolpho Bernardelli e foi inaugurado em 19 de dezembro de 1914.

José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco


No site do IPPUC temos esta pequena biografia do barão:
“José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco, nasceu em 20 de janeiro de 1845. Era filho de José Maria Paranhos (Visc. Do Rio Branco) e de Thereza Figueredo Rodrigues de Faria.
Estudou na cidade nativa de São Paulo e no Recife, Estado de Pernambuco, onde concluiu o curso de Ciências Jurídicas e Sociais. Foi delegada do Governo Imperial na exposição Internacional de Horticultura, realizada em Petersburgo, Rússia (1884); cônsul geral do Brasil em Liverpool; Superintendente geral da imigração na Europa (1882), ministro Plenipotenciário em Missão especial para defender nos Estados Unidos os direitos do Brasil na questão de limites entre o nosso País e a Argentina; ministro Plenipotenciário junto ao governo da Suíça a fim de tratar da questão do Iapó, conquistando retumbante vitória no término dessas duas questões Deputado Federal por Mato Grosso, duas legislaturas. O barão do Rio Branco pacificamente demarcou os nossos limites com o Uruguai, com a Bolívia e o Perú, e como já dissemos, com a Argentina.
Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Academia de Letras, da qual foi seu presidente. Escreveu e publicou: “Episódios da Guerra do Prata”, “A Guerra da Tríplice Aliança”, “Efemérides Brasileiras”, “Memórias”, “A questão do Acre”, “Biografia do Visconde do Rio Branco”.
Foi condecorado com título de Barão do Rio Branco. Faleceu em 10 de fevereiro de 1912, no Rio de Janeiro”.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Casa Emílio Romani

Casa Emílio Romani

Casa Emílio Romani

Casa Emílio Romani

A Casa Emílio Romani, localizada em frente a Praça Eufrásio Correia, foi construída por volta de 1880 como residência da família de Amazonas Marcondes. Serviu de sede da companhia francesa que era a concessionária da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. Durante a Revolução Federalista foi sede do 39º Regimento de Infantaria e dizem, abrigou prisioneiros políticos. Foi adquirida por Emilio Romani em 1911 para ser a sede de sua empresa. Durante a sua existência foi também a primeira sede da Companhia Força e Luz do Paraná, abrigou a Sociedade Operária Beneficente 14 de Janeiro, o Britânia Futebol Clube e a extinta Promopar - Fundação de Promoção Social do Paraná. A casa também já foi chamada (e as vezes ainda é) de Casa dos Arcos e Casa Rosada.

O sobrado tem dois telhados de quatro águas que ficam escondidos por platibandas. Tem uma galeria com arcos por cima da passagem de pedestres e um terraço no andar superior com uma grade bem trabalhada como guarda-corpo. Todas as portas e janelas são em arcos.

Mais recentemente o casarão foi adquirido por um advogado que o restaurou (muito bem, diga-se) e instalou ali o seu escritório de advocacia. A casa está sempre muito bem mantida. Eu diria que serve de exemplo de propriedade privada, que tem utilização econômica e ainda assim cumpre o seu papel na preservação do patrimônio cultural, da memória e da história da cidade.

A casa é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação.

Referências:

quarta-feira, 16 de março de 2016

Outra casa na Presidente Carlos Cavalcanti

Casa na Presidente Carlos Cavalcanti

Esta casa na Rua Presidente Carlos Cavalcanti é bem típica das construções feitas nas ruas centrais da cidade no final do século XIX e início do século XX. Construída com a fachada junto a calçada e colada nas laterais nas outras casas. O código de construções da época exigia estas características.

Na lista de Unidades de Interesse de Preservação consta como sendo uma unidade de interesse uma casa com o número 684, número que não existe na rua. Imagino que seja esta.

terça-feira, 15 de março de 2016

Ajuste final

Jeep

Vendo este senhor com o capô do seu jipe aberto e mexendo no motor imaginei que estivesse fazendo algum ajuste final antes do passeio com a sua bela máquina.
Lembrei também do meu primeiro carro, um fusca, que eu todo metido a entender alguma coisa fazia também pequenos ajustes na carburação quando imaginava que havia alguma coisa de errado.
Hoje em dia, quando abro o capô de um veículo e olho para o motor não tenho a menor ideia do que possa ser feito.
Mas não tenho saudades não. Os motores dos carros ficaram mais complexos, mas também muito mais confiáveis e inteligentes. Qualquer pequena alteração no combustível eles, com a sua “inteligência”, fazem os ajustes necessários.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Hotel Roma

Hotel Roma

Hotel Roma

Com a inauguração da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá em 1885, o largo existente na frente da estação (mais tarde, Praça Eufrásio Correia) e a Rua da Liberdade (atual Barão do Rio Branco) atraíram diversos estabelecimentos comerciais e hotéis.
O Hotel Roma foi um que surgiu para acolher os passageiros que chegavam na cidade.
Originalmente era propriedade da família Mattana. Não consegui descobrir quando exatamente foi construído, apenas uma referência que seria de 1889.
Em 1954 sofreu uma reforma que alterou algumas das características originais.
Atualmente é conhecido também como Hostel Roma e é uma espécie de albergue, muito frequentado, principalmente por viajantes jovens.
O prédio do Hotel Roma é uma Unidade de Interesse de Preservação e um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

Referência:

domingo, 13 de março de 2016

Infelizmente isso também é Curitiba

Morador de rua em Curitiba

Curitiba é uma cidade boa de morar. Gosto muito da cidade. Bonita, de um modo geral limpa e já foi um exemplo de urbanismo.
Apesar de todos os aspectos positivos, não devemos perder o senso crítico.
De um modo geral fotografo casas e edifícios. Estou seguindo uma lista de Unidades de Interesse de Preservação e pelo caminho fotografo outras coisas que vou encontrando, como monumentos, praças e outras casas que são interessantes.
Nas minhas caminhadas duas coisas têm chamado a minha atenção ultimamente. A primeira é o número de negócios que fecharam, com os imóveis ficando disponíveis. A segunda é o aumento significativo de moradores de rua. Em alguns locais da cidade há verdadeiros acampamentos, com barracas inclusive.
De uma maneira geral as pessoas não escolhem morar na rua, alguma situação as levou a isso. Essas pessoas merecem amparo. Muitas delas, senão a maioria, se não tiverem um apoio firme não conseguirão sair dessa situação.
Parece que tem alguma coisa de muito errado nas políticas sociais da cidade.

sábado, 12 de março de 2016

Um canteiro na Praça Nossa Senhora de Salette

Esculturas referentes aparição de Nossa Senhora de Salette
Canteiro em frente a Assembleia Legislativa do Paraná
Medalhões em bronze referentes aparição Nossa Senhora de Salette
Placa comemorativa a visita de João Paulo II a Curitiba

Na Praça Nossa Senhora de Salette, em frente da Assembleia Legislativa, tem um canteiro elevado onde estão alguns pinheiros e no gramado umas esculturas em porcelana representando a aparição de Nossa Senhora.
Na mureta do canteiro tem três medalhões de bronze, também relacionados a aparição e uma placa comemorativa a missa celebrada na praça por João Paulo II no dia 6 de julho de 1980.
A Praça Nossa Senhora de Salette faz parte do conjunto do Centro Cívico, tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Uma casa diferente

Uma casa diferente

Esta casa na Av. João Gualberto é bem diferente, com linhas que provocam um certo estranhamento.
Em estilo modernista, provavelmente não tinha originalmente as cores atuais.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Palácio Riachuelo

Palácio Riachuelo

Palácio Riachuelo

Este pequeno edifício em estilo eclético fica na Rua Riachuelo esquina com a Rua São Francisco.
Construído em 1929 pelo imigrante sírio Jorge Pacífico Fatuch, cujas iniciais estão na parte superior das duas fachadas laterais.
O térreo sempre abrigou diversos estabelecimentos comerciais, principalmente de tecidos. Nos dois andares superiores atualmente é um pensionato, mas já foi o Hotel Castelo e o Hotel Damasco.
O Palácio Riachuelo é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Referência:

quarta-feira, 9 de março de 2016

Busto do Visconde de Guarapuava

Busto do Visconde de Guarapuava

Busto do Visconde de Guarapuava

Busto do Visconde de Guarapuava

Esta herma em homenagem ao Visconde de Guarapuava está localizada na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a Rua Barão do Rio Branco, nos jardins da Câmara Municipal.

O autor da escultura do busto foi João Turin. A placa na coluna era originalmente de bronze, mas foi roubada e a Câmara Municipal providenciou outra, desta vez de acrílico (quem sabe agora não roubem mais). Tem outra cópia do mesmo busto na cidade de Guarapuava.
O conjunto da obra de João Turin é bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

No site do IPPUC encontramos a seguinte descrição do Visconde de Guarapuava:
“Antônio de Sá Camargo, o Visconde de Guarapuava, nasceu em Palmeira em 25 de abril de 1908. Ainda moço, transferiu sua residência para Guarapuava, onde se tornou fazendeiro e conquistou grande fortuna. Pessoa de espírito desbravador incentivou a navegação fluvial no Paraná, fundou cidades e escolas, abriu estradas, libertou escravos e foi um cidadão útil.
Faleceu em 02 de novembro de 1896, em Curitiba.”

Referência:

terça-feira, 8 de março de 2016

Presidente Carlos Cavalcanti 696 e 698

Presidente Carlos Cavalcanti 698

Presidente Carlos Cavalcanti 698

Este sobrado na Rua Presidente Cavalcanti deve ser dos anos 1940/50. Decorado com motivos geométricos, tem também alguns elementos que lembram um pinhão estilizado, aqueles desenhados pelo pessoal do movimento paranista.
No centro, no andar superior tem uma flor-de-lis.
A flor-de-lis é uma figura heráldica associada com a monarquia francesa e com os reis da França. É também o símbolo do escotismo. Foi também o símbolo da Polícia Feminina do Paraná. A unidade da Polícia Feminina do Paraná foi criada em 1977 e dissolvida em 1992, quando deixou de existir distinção de gênero na PMPR.
Gostei da pintura da casa, que destaca os diversos elementos.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Alfaiataria Riachuelo

Alfaiataria Riachuelo

Alfaiataria Riachuelo

A Alfaiataria Riachuelo, especializada em artigos militares (mas trabalha também com artigos civis), foi aberta nos anos 1930 por G. Matter, que veio de Ponta Grossa, incentivado pelo general Heitor Borges de Oliveira, que gostava muito dos uniformes confeccionados por ele. Mais tarde a alfaiataria foi tocada pelos filhos Guilherme e Oswaldo Matter e atualmente é tocada pelo filho do Sr. Oswaldo, que tem o mesmo nome do pai, Oswaldo Matter Filho.
A alfaiataria, localizada no número 266 da Rua Riachuelo é um estabelecimento tradicional e conhecido da cidade. A clientela atual é bem diversificada, atendendo desde o militar com ar severo em busca de um uniforme ou um jovem tatuado atrás de um coturno.

Referências:

domingo, 6 de março de 2016

Conjunto de três casas na Presidente Carlos Cavalcanti

Conjunto de três casas na Presidente Carlos Cavalcanti

Nos últimos três dias apresentei fotos individuais de três casas na Rua Presidente Carlos Cavalcanti. Elas estão umas ao lado das outras, formando um belo conjunto.
Muitas vezes quando vemos uma casa individualmente pode até parecer não muito significativa para efeito de preservação, mas quando olhamos no conjunto, fica claro a importância dela para a paisagem. A mesma coisa ocorre em outras ruas da cidade, como é o caso da Rua Barão do Rio Branco e da Rua Riachuelo, principalmente nelas, onde além de sobrados individualmente muito interessantes, temos uma ou outra casa no meio que são mais modestas, mas que ajudam a compor o conjunto.

Uma situação que tenho encontrado é uma discrepância na numeração das casas entre a lista de Unidades de Interesse de Preservação da Prefeitura e os números que estão afixados nas casas. Por exemplo, a casa marrom da foto está claramente na lista, mas as outras duas não. Em compensação, existe na lista casas que deveriam ser na proximidade, com números inexistentes na rua. O jeito é ir meio na adivinhação. A Prefeitura sabe exatamente quais são as UIP, pois identifica-as também por indicação fiscal e uns números referentes a quadrículas em um mapa que ela deve ter lá.
Para facilitar, eles poderiam por embaixo do número de cada casa que é uma UIP um plaquinha, bem discreta, escrito UIP ou por totens na frete das casas (algumas delas têm).

sábado, 5 de março de 2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

Presidente Carlos Cavalcanti 754

Rua Presidente Carlos Cavalcanti 754

Mais uma das casa antigas na Rua Presidente Carlos Cavalcanti. Como outras, não tenho maiores informações sobre ela.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Presidente Carlos Cavalcanti 742

Casa na Rua Presidente Carlos Cavalcanti 742

Esta casa antiga na Rua Presidente Carlos Cavalcanti é ocupada pela Associação de Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná.
Segundo informa o site, “sua missão é defender as causas dos Vereadores e das Câmaras Municipais, buscar o espírito associativo entre os vereadores, além de difundir e dinamizar o espírito municipalista na busca pelo fortalecimento das gestões locais”.

Quanto a casa em si, não consegui informações. Ela é uma Unidade de Interesse de Preservação. Apesar de não ser uma casa excepcional, é bonita e representativa de uma época. Quando olhamos onde está localizada, próxima de diversas outras casas antigas, faz parte de um conjunto que dá personalidade àquele trecho da rua.

Está bem conservada. A ocupação dessas casas antigas por órgãos e entidades públicas tem sido um fator de preservação de muitos dos imóveis antigos da cidade.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Praça Vivian Calopreso Braga

Praça Vivian Calopreso Braga
Praça Vivian Calopreso Braga

Nesta pequena praça no Juvevê o destaque é para a bela paineira.
Até 1992 a praça tinha o nome de Praça Porto Alegre, quando foi alterada para homenagear a jornalista Vivian Calopreso Braga. Vivian foi assessora de imprensa e também repórter e apresentadora em um canal de televisão local. Ela nasceu em 1959 e faleceu, muito jovem, em 1991.

No praça há também um escultura em pedra. Não lembro quem, mas alguém contou-me que representa um microfone. Não consegui descobrir quem foi o autor da obra.

Muitas obras de arte públicas da cidade estão sem identificação. Ou porque a prefeitura nunca colocou, ou foram vandalizadas.