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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Um painel de Poty no Hospital Veterinário da UFPR

Um painel de Poty no Hospital Veterinário da UFPR

Enquanto aguardava para a gatinha ser atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (localizado no campus das Agrárias, na Rua dos Funcionários), caminhei um pouco e encontrei em uma sala um painel de azulejos com desenho do Poty Lazzarotto (1924-1998).
Em um texto no canto do painel está escrito:

Na arte de Poty, incomparável
muralista, o Sistema FAEP-SENAR-PR
homenageia os 100 anos da
Universidade Federal do Paraná.
Na visão do artista, essa obra
decodifica com riqueza e beleza o
desbravamento e a colonização do
nosso Estado.

Curitiba, agosto de 2012.

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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões


Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Hospital Nossa Senhora da Luz - outros pavilhões

Outros pavilhões do Hospital Nossa Senhora da Luz, atualmente parte do campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.
Tudo muito bem cuidado e conservado.

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sexta-feira, 27 de junho de 2025

Hospital Nossa Senhora da Luz - outras fotos do Pavilhão André de Barros

Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - detalhe torre
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - detalhe fachada
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - porta principal
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - Jardim na lateral
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - fundos
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - detalhe fachada
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - perfil
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - placas comemorativas
Hospital Nossa Senhora da Luz -  Pavilhão André de Barros - plaqueta com nome do pavilhão

Outras fotos do Pavilhão André de Barros do Hospital Nossa Senhora da Luz.

Em em uma placa em uma das paredes do prédio está escrito:

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO
NOSSA SENHORA DA LUZ
1903 2003

CEM ANOS SEM MUROS

Inauguração do
JARDIM DAS IRMÃS
SÃO JOSÉ DE CHAMBÉRY

Os homens cultivam cinco mil rosas num
mesmo jardim e não encontram o que
procuram. E, no entanto, o  que eles buscam
poderia ser achado numa só rosa.

CLAMENTE IVO JULIATTO
Provedor

DOM PEDRO ANTONIO MARCHETTO FEDALTO
arcebispo de Curitiba

DEWEY MORETO WOLLMANN
Superintendente da Aliança Saúde PUCPR - Santa Casa

DAGOBERTO HUNGRIA REQUIÃO
Diretor do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz

Curitiba, 5 de setembro de 2003

O jardim fica em um dos lados do prédio tem uma estátua de Nossa Senhora da Luz.

Em outra placa, ao lado da primeira, está escrito:

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO
NOSSA SENHORA DA LUZ
1903 2003

CEM ANOS SEM MUROS

CLAMENTE IVO JULIATTO
Provedor

DOM PEDRO ANTONIO MARCHETTO FEDALTO
arcebispo de Curitiba

DEWEY MORETO WOLLMANN
Superintendente da Aliança Saúde PUCPR - Santa Casa

DAGOBERTO HUNGRIA REQUIÃO
Diretor do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz

Restauro do Pavilhão André de Barros

Curitiba, 5 de setembro de 2003

O Hospital Nossa Senhora da Luz é uma Unidade de Interesse de Preservação.

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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Hospital Nossa Senhora da Luz

Hospital Nossa Senhora da Luz
Hospital Nossa Senhora da Luz
Hospital Nossa Senhora da Luz

Neste local, entre 1873 e 1899, ficava o Prado Jacomé, que seria mais tarde o atual Jockey Club do Paraná.

Houve um tempo em que as pessoas com doenças mentais eram colocadas nos presídios da cidade e algumas transferidas para a Santa Casa de Misericórdia, a única instituição que fazia algum tipo de atendimento para este tipo de problema.

D. Alberto Gonçalves, que dirigiu a Santa Casa entre 1897 e 1908 foi o idealizador de um estabelecimento específico para o internamento e tratamento dos então chamados de alienados. A construção do Hospício Nossa Senhora da Luz iniciou em 1896 e sendo inaugurado em 1903, no Ahú, uma região então distante do centro da cidade.

Em 1905 o Estado propôs a Santa Casa a troca do local por um terreno na então Rua São José (atual Avenida Marechal Floriano Peixoto) para fazer um presídio no local.

Em 1907, após dois anos de construção, o hospício novo foi inaugurado.

O Pavilhão André de Barros (mostrado na foto) foi inaugurado em 1924 e era usado para administração do estabelecimento e abrigo das irmãs de São José de Chambéry.

O nome do hospício foi alterado em 1938 para Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz.

Em 2000 o hospital deixou de ser administrado pela Santa Casa, passando para a Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.

Em 2013, com os avanços no tratamento psiquiátrico, o hospital encerrou as suas atividades como instituição de reclusão. O local faz parte do campus da PUCPR, que utiliza os diversos pavilhões para as suas atividades educativas.

O Hospital Nossa Senhora da Luz é uma Unidade de Interesse de Preservação.

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Referências:

sexta-feira, 25 de março de 2022

Hospital de Crianças César Pernetta

Hospital de Crianças César Pernetta

Hospital de Crianças César Pernetta - detalhe parte central com enrada

Hospital de Crianças César Pernetta - detalhe porta principal

Hospital de Crianças César Pernetta - detalhe sacada e platibanda na parte central

Hospital de Crianças César Pernetta - panorâmica

Hospital de Crianças César Pernetta na Avenida Silva Jardim

No início do século XX Curitiba contava com 50.124 habitantes (em 1900) e estava crescendo rapidamente, tanto é que em 1920 já tinha 78.896 moradores. As condições de higiene não eram boas; falta de água encanada e sistema de coleta de esgotos, as famosas “casinhas”, muitas vezes próximas dos poços d’água, sujeira espalhada pelas ruas e animais vagando. A mortalidade infantil era bem alta.

Por outro lado surgia uma preocupação com todas essas questões, com diversas pessoas genuinamente preocupadas em melhorar as condições de vida da população em geral. Na área de saúde eram liderados principalmente por médicos, mas participavam também outras pessoas mais esclarecidas da população: filantropos, juristas, engenheiros, educadores, políticos, religiosos e outros.

No caso específico das crianças, boa parte da mortalidade estava relacionada a questões de higiene. Aproximadamente cinquenta porcento das mortes registradas na cidade eram de crianças com menos de cinco anos de idade.

Na mesma época Curitiba tinha diversos grêmios de senhoras da sociedade (quase todos com nome de flores), muitos deles dedicados a filantropia. Esses grêmios organizavam chás, bailes, coisas assim, mas ao mesmo tempo muitos deles tinham preocupações culturais, educativas e assistenciais, desenvolvendo ações significativas em benefício da população (inclusive na área da emancipação da mulher). Sob a liderança de um deles, o Grêmio das Violetas, com apoio do Grêmio Bouquet, em 22 de abril de 1917 fundaram a Cruz Vermelha Paranaense. Um pequeno parêntese, a primeira diretoria da Cruz Vermelha Paranaense era constituída exclusivamente por mulheres. Mas isso foi imediatamente contestado por alguns cavalheiros que colocaram em dúvida a legalidade da constituição da instituição e divergências com o estatuto da Cruz Vermelha Brasileira. Assim, após a legalização da instituição e um estatuto nos conformes com a instituição nacional, em 28 de maio de 1917 foi eleita uma segunda primeira diretoria, com 15 senhores e 15 senhoras. Mas isso é outra história.

A Cruz vermelha teve uma atuação significativa no auxílio aos menos favorecidos durante as epidemias de 1917 (febre tifoide) e 1918 (gripe espanhola).

Em outubro de 1919 a Cruz Vermelha, com o apoio do Grêmio das Violetas, abriu o Instituto de Higiene Infantil (na Rua Barão do Rio Branco, 96; em um prédio emprestado pela família Gomm). Esse Instituto era dedicado ao atendimento de crianças, com consultas, distribuição de remédios e alimentos e vacinação. Desenvolveu também um programa de educação das mães, informando-as sobre a importância das questões de higiene e da alimentação das crianças, dando ênfase ao aleitamento materno (além do leite de vaca e outros animais, tinha a questão das amas de leite); o que foi feito pela Escola de Puericultura.
Ao mesmo tempo a ideia de um hospital infantil foi surgindo e em janeiro de 1920, por sugestão de Margarida Laforge, foi criada uma comissão para a aquisição de um terreno para o Hospital da Crianças.

Em 1920 o terreno para a instalação do hospital foi comprado pela Cruz Vermelha na Avenida Silva Jardim.

A pedra fundamental do futuro hospital foi lançada em 25 de dezembro de 1922. O projeto do prédio foi elaborado por João Moreira Garcez, então prefeito de Curitiba.

No final de 1928 ou início de 1929 as instalações do Instituto de Higiene Infantil e da Escola de Puericultura (também conhecida com Escola de Mãezinhas) foram transferidas para as instalações na Avenida Silva Jardim, que foi oficialmente inaugurada em 2 de fevereiro de 1930. A administração do hospital passou a ser feita por três membros indicados pela Cruz Vermelha do Paraná e outros três indicados pela Faculdade de Medicina do Paraná.

No início o hospital funcionou como uma continuidade do Instituto, com atendimentos em consultórios e ambulatorio.

Em 1932 foram inauguradas as três primeiras enfermarias, com o início dos internamentos hospitalares. Ao longo dos anos o hospital sofreu várias ampliações.

O hospital foi construído, lentamente, na base de doações, listas de subscrições, rifas, sorteios e também com doações do poder público.

Em 1935 a Cruz Vermelha Paranaense passa, mediante contrato de uso e fruto o hospital para a Faculdade de Medicina.

Em 1937, durante o governo do interventor Manoel Ribas, o controle do hospital passa para o Estado do Paraná.

Em 1951 passou a chamar-se Hospital de Crianças César Pernetta. Uma homenagem a um dos grandes pediatras do país e que foi diretor do hospital de 1937 a 1939.

Em 1956 foi criada a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, com a finalidade de ajudar na manutenção do hospital.

Em 1971 foi inaugurado ao lado do Hospital de Crianças César Pernetta o Hospital Pequeno Príncipe. Realização patrocinada pela mesma Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro.

Em 1979 a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro recebe em comodato a administração Hospital de Crianças e passa a integrá-lo com o Pequeno Príncipe.

Em 1990 o Hospital de Crianças César Pernetta e transferido de forma mais ou menos definitiva para a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro. A lei que autoriza o governo do estado a fazer a doação impõe algumas condições: “O imóvel objeto da doação de que trata esta lei fica gravado com a cláusula de inalienabilidade que deverá constar do respectivo título e será destinado ao atendimento médico hospitalar pediátrico multidisciplinar, ambulatorial e de internamento, …” e “No caso de utilização diversa da especificada no artigo anterior, o imóvel reverterá ao patrimônio do Estado.”

Quando jovem participei junto com a minha esposa (então namorada) e alguns amigos de um trabalho voluntário no Hospital de Crianças. Íamos lá nos sábados à tarde para brincarmos com as crianças, principalmente da ala de ortopedia. Também ajudávamos as enfermeiras a alimentarem as crianças. Muitas delas estavam imobilizadas e necessitavam de auxílio.
Um dia uma enfermeira contou que a maioria das crianças era do interior e recebiam poucas visitas dos pais, geralmente famílias pobres, com poucos recursos para viajarem. Falou que muitas das crianças ficavam internadas por longo tempo, uma vez que antes de iniciar o tratamento era necessário resolver a questão da subnutrição.
Lembro também que sempre que estávamos lá chegava uma senhorinha com uma sacola de mão bem grande. Dentro da sacola ela tinha bananas e saía de cama em cama distribuindo uma para cada criança, que deliciavam-se com a fruta.

O prédio, que é uma Unidade de Interesse de Preservação, é simples, mas bem bonito, com detalhes decorativos típicos da época em que foi projetado. Gosto de maneira especial da parte central dele, onde fica a entrada principal.

Referências:

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Outras três fotos do interior da Santa Casa

Outras três fotos do interior da Santa Casa
Outras três fotos do interior da Santa Casa
Interior da Santa Casa de Curitiba

Mais algumas fotos do bonito interior da Santa Casa de Curitiba.
Essas fotos foram tiradas em junho de 2016, mas não havia publicado.
Se você ainda não viu, vale dar uma olhada nas ligações abaixo.

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Santa Casa
A capela da Santa Casa
Uma porta na Santa Casa
Santa Casa - alguns detalhes externos
Piso de madeira nos corredores da Santa Casa
Busto em homenagem a André de Barros
Madre Maria dos Anjos
Ninfa com cântaro

Caso queira fazer uma doação para a Santa Casa, veja esta página.

Recentemente descobri que a Santa Casa, através do Museu da Medicina está com uma campanha nova. Além da possibilidade de fazer uma doação normal pelo link indicado acima, agora você pode adquirir o livro “Santa Casa de Curitiba: Presente para o Futuro”. 100% das vendas serão revertidas para compra de equipamentos para o combate ao COVID-19. Caso queira, além de comprar o livro, pode também fazer uma doação adicional.
Imagino que essa campanha seja temporária. Aproveite e adquira um exemplar do livro e ajude a Santa Casa. Você pode fazer isso nessa página.

Texto atualizado em 28 jul. 2020

sábado, 10 de novembro de 2018

Piso de madeira nos corredores da Santa Casa

Piso de madeira nos corredores da Santa Casa

Piso de madeira nos corredores da Santa Casa

Volta e meia vejo nas redes sociais fotos de um piso cerâmico com padrões geométricas na Santa Casa. Mas eu gosto mesmo é do piso de madeira de alguns corredores e da capela, que são muito bonitos.

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Santa Casa
A capela da Santa Casa

sábado, 9 de dezembro de 2017

Reflexos (2)

Reflexos nos vidros

Gostei dos reflexos nos vidros do prédio de um hospital na Rua Desembargador Vieira Cavalcanti.

domingo, 1 de outubro de 2017

Santa Casa - alguns detalhes externos

Santa Casa - alguns detalhes externos
Santa Casa - alguns detalhes externos
Santa Casa - detalhes do muro

O prédio da Santa Casa é muito bonito. É um daqueles da cidade que merecem ser admirados com calma.
Nas fotos de hoje alguns detalhes que demonstram o cuidado com que foi construído.
Para saber um pouco da história da Santa Casa, veja a publicação relacionada abaixo.

Uma coisa interessante nessas minhas caminhadas, e que gosto de encontrar, são as diversas conexões. Passar por uma rua acaba tendo um outro sentido. É o busto de uma pessoa, que está em uma praça, que foi importante para a obra desenvolvida em um outro prédio, em outro local. A casa de umas irmãs que além de terem uma escola faziam um hospital funcionar e assim por diante. Abaixo algumas das muitas conexões com a Santa Casa. Existem outras espalhadas pela cidade.

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Ninfa com cântaro

Ninfa com cântaro

Ninfa com cântaro

Esta estátua de uma mulher jovem carregando um cântaro apoiado nas costas é uma figura bem conhecida. Encontramos desenhos semelhantes desde a antiga Grécia.

Mais tarde, este mesmo desenho passou a ser usado pelo cristianismo.
Algumas vezes representando a samaritana de João 4:6-15:

"6. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia.
7. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.
8. (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.)
9. Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!… (Pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos.)
10. Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva.
11. A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo… donde tens, pois, essa água viva?
12. És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?
13. Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,
14. mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.
15. A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!"

Também poderia ser a representação de Rebeca, como em Genesis 24:15-20

"15. Ainda não tinha acabado de falar, quando sobreveio, com um cântaro aos ombros, Rebeca, filha de Batuel, filho de Melca, mulher de Nacor, irmão de Abraão.
16. A jovem era extremamente bela, virgem, e homem algum a havia possuído. Ela desceu à fonte, encheu o seu cântaro e ia voltando.
17. O servo correu-lhe ao encontro e disse-lhe: “Queres dar-me de beber um pouco da água de teu cântaro?”
18. “Bebe, meu senhor”, respondeu ela. E prontamente inclinou o cântaro sobre o seu braço para lhe dar de beber.
19. Tendo ele bebido, ela disse: “Vou buscar água também para os teus camelos, para que todos bebam.”
20. E, despejando seu cântaro no bebedouro, correu a buscar água de novo na fonte para todos os camelos."

Outras vezes é apenas uma bela representação de uma mulher com cântaro, sem qualquer significado religioso.

Mas considerando a localização dessa estátua, os jardins da Santa Casa, e considerando também a forte presença das Irmãs de São José de Chambérey no hospital, estou desconfiado que ela tem um significado religioso, mais especificamente da samaritana. Mas isso é mera especulação de minha parte. A única marca que encontrei na estátua foi a data 29-4-1924. Procurei em jornais da época alguma informação sobre ela, mas não encontrei nada. Apesar de encontrar algumas referências a inauguração da herma com o busto de André de Barros, localizado no outro canto do mesmo jardim.

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Santa Casa
Provincialato das Irmãs de São José de Chambérey
Busto em homenagem a André de Barros

Referência:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hospital Marcelino Champagnat

Hospital Marcelino Champagnat

O Hospital Marcelino Champagnat, localizado ao lado do Hospital Universitário Cajuru, faz parte do Grupo Marista.
Na foto a vista do prédio a partir da Avenida São José, ou seja, a parte dos fundos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Busto em homenagem a André de Barros

Busto em homenagem a André de Barros

Busto em homenagem a André de Barros

Esta herma em homenagem a André de Barros está localizada nos jardins na entrada da Santa Casa, em frente a Praça Rui Barbosa.
O autor da escultura em bronze foi João Turin (1878-1949).
O conjunto da obra de João Turin é Patrimônio Cultural do Paraná.
Na placa afixada na hermeta está escrito:
“HOMENAGEM
AO
GRANDE BEMFEITOR
ANDRÉ DE BARROS
MCMXXIII”

Benfeitor está escrito com “m” mesmo. Será que escreviam assim em 1923?

André de Barros


No site do IPPUC encontrei o seguinte texto sobre o homenageado:
“Filho de Goiás, André de Barros chegou ao Paraná como militar, ainda bem jovem. Trazia consigo uma inteligência e grande vontade de vencer. Prático de Farmácia que era, chegando a Curitiba, depois de dar baixa, empregou-se na Farmácia Correia, da qual se tornou sócio. Desligando-se da firma, abriu outro estabelecimento por sua conta.
Não se tendo casado e levando a vida muito metódica, dentro em pouco havia acumulado pequena fortuna, que aos poucos administrada por sua hábil mão aumentou consideravelmente. Na falta de médico ele aconselhava os clientes, indicando-lhes os medicamentos necessários. Não tendo herdeiro direto legaram todos os seus bens a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, e uma quantia em dinheiro para cada um de seus afilhados. Faleceu em Curitiba.”

Fiquei curioso e resolvi pesquisar um pouco mais. Não encontrei muita coisa, mas descobri que nasceu em 1855 na Vila da Conceição do Norte, na então Província de Goiás. Hoje a cidade é chamada de Conceição do Tocantins, no Estado do Tocantins.
Filho de Miguel Pinto de Barros e Gabriela Ferreira dos Santos, o seu nome completo era André Pinto de Barros. Depois de ser alfabetizado em sua terra natal, entrou para o exército, servindo como enfermeiro na infantaria. Depois da Guerra do Paraguai a sua unidade foi transferida para Curitiba, chegando assim a cidade. Continuou trabalhando como enfermeiro na Enfermaria da Circunscrição Militar, que mais tarde daria origem ao Hospital Militar. Antes da proclamação da República deu baixa.
Depois as coisas parecem ter ocorrido mais ou menos como na biografia resumida transcrita acima.
Cabe, entretanto, acrescentar algumas informações importantes sobre esse ilustre personagem da cidade.
Foi uma pessoa séria, com olhar triste e que sorria muito raramente. Tinha uma aparência meio índia e meio cabocla, cabelo curto com calva frontal. Bondoso, quando faleceu, em 1923, sua morte foi chorada por muitos que haviam recebido seu amparo em momentos de doença.
Foi provedor da Santa Casa de Curitiba de 1920 a 1922. Saindo do cargo ao sentir-se doente.
Após a sua morte, aberto o testamento, além de deixar quantias razoáveis para afiliados, a sua casa na Praça Osório deixou à sua empregada doméstica.
Daqui em diante transcrevo um artigo do professor da PUC e acadêmico da APL, Valério Hoerner Junior, que, aliás, serviu de base de boa parte do que está escrito aqui:
“Muitas instituições de caridade e religiosas beneficiaram-se de sua lembrança: a Santa Casa de Misericórdia de Goiás, sua terra natal, a Santa Casa de Paranaguá, o Asilo São Vicente e Paula da cidade da Lapa, a Sociedade de Socorro aos Necessitados, o Orfanato de São Luiz, Maternidade e Orfanato do Cajuru, o Albergue Noturno e a Cruz Vermelha do Paraná. Para a igreja do Senhor do Bom Jesus de Iguape deixou cinqüenta libras esterlinas em ouro, como pagamento de uma promessa.
O remanescente de seus bens, prédios, terrenos e títulos da dívida pública da União, foi legado à Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, o que na época representou fabuloso presente. Alguns registros dão esse valor como superior a 1.300:000$000 (mil e trezentos contos de réis), quantia esta capaz de solucionar todos os problemas que permanentemente afligiam os provedores da Santa Casa.”

Por ignorância de minha parte, desconhecia a história desse personagem da cidade, que era apenas um nome de rua para mim. Sem dúvida, passar pela Rua André de Barros será diferente daqui em diante, pois lembrar-me-ei da história desse ilustre benfeitor da cidade.

Publicação relacionada: Santa Casa

Referências:

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma porta na Santa Casa

Uma porta na Santa Casa de Curitiba

Esta porta ricamente elaborada com um vitral está localizada na Santa Casa.
A obra executada por Adoaldo Lenzi tem desenhos de Poty Lazzarotto (1924-1998).
Repare no logotipo da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, fundada em 1852 e que é a entidade mantenedora do primeiro hospital da cidade.
No vitral está escrito: “também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos Lucas 9,2”.

A Santa Casa além de ter o seu bonito prédio histórico, tem também uma linda capela no seu interior.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa

A capela da Santa Casa


Fazia tempo que queria conhecer a capela da Santa Casa e nunca dava certo. Ou estava fechada ou eu estava passando por ali sem tempo. Domingo, sem planejar, passando em frente ví que a porta principal do hospital estava aberta e resolvi tentar. Consegui e valeu a pena. É uma capela lindíssima.

Quando da inauguração do hospital em 22 de maio de 1880 D. Pedro II escreveu o seguinte sobre ela em seu diário: “Ouvi missa na capela que é de bonitas madeiras das quais uma é o lindo cipó florão.”

Saiba um pouco sobre a história da Santa Casa aqui.

Referência: