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terça-feira, 29 de abril de 2025

Um chafariz na PUCPR

Um chafariz na PUCPR
Um chafariz na PUCPR
Um chafariz na PUCPR

Um chafariz em um jardim entre dois blocos na Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.
Mais um dos diversos recantos agradáveis espalhados pelo campus da Universidade.

sábado, 17 de novembro de 2018

Didi Caillet, a “Vênus Curitibana”

Escultura "Vênus Curitibana" na Praça Didi Caillet
Escultura "Vênus Curitibana" na Praça Didi Caillet
Escultura "Vênus Curitibana" na Praça Didi Caillet
Escultura "Vênus Curitibana" na Praça Didi Caillet
Foto de Didi Caillet na revista Illustração Paranaense de janeiro de 1928
Foto de Didi Caillet na revista Illustração Paranaense de janeiro de 1928


“Vênus Curitibana”, escultura de Maria Inés Di Bella localizada na Praça Didi Caillet.
Maria Inés também é autora de “A máscara de Lala Schneider” já publicada aqui no blog.

A escultura é uma homenagem a Didi Caillet, musa curitibana no final da década de 1920 e início da de 1930.

Didi Caillet


Didi Caillet na Illustração Paranaense edição de março de 1928
Didi Caillet na Illustração Paranaense
edição de março de 1928
Marie Delphine Caillet nasceu em Curitiba em  1º de junho de 1907, filha do industrial Mauricio Caillet e Nerina Caillet. Faleceu também em Curitiba em 6 de janeiro de 1983.

Nascida em família rica, bem educada, falava francês e italiano, bonita, com talentos para a declamação de poesia, canto e também dons literários. Tinha um comportamento considerado avançado para um moça da época, com desenvoltura e opiniões próprias em diversos assunto, inclusive na política. Isso em um tempo em que as moças apenas preparavam-se para o casamento e criação de uma família.
Acabou virando uma espécie de musa dos paranista. Já em 1927 o jornal “O Dia” de 15 de dezembro publicava a manchete “Didi Caillet, a musa do Paraná, vai se fazer ouvir, ainda este anno”,  noticiando um festival de declamação “em beneficio dos orphansinhos do Asylo S. Luiz”.
Na segunda metade dos anos 1920 são várias as notícias nos jornais sobre eventos de declamação de poesia em que ela participava e promovia.

No dia 16 de março de 1929 foi eleita Miss Curityba, em um concurso do jornal “A República”. Antes houve uma espécie de eleição popular, onde as participantes eram divididas por região da cidade (zona norte, zona centro e zona sul) e as mais votadas participaram da etapa final, onde a vencedora foi escolhida por um júri formado por Izabel Gomm, Pamphilo d’Assumpção, Alfredo Andersen, João Turim e Romario Martins.

No dia 20 de março, foi eleita Miss Paraná. O júri era o mesmo do Miss Curitiba, o local era o mesmo (o Clube Curitybano). As participantes desse primeiro concurso de Miss Paraná foram as concorrentes de Curityba, Paranaguá, Rio Negro, Lapa, Palmas e Campo Largo.

Na página 4 do mesmo jornal, continuando a falar do concurso, notei o seguinte: “Por solicitação da “A REPÚBLICA” o culto artista patrico J. Turim, apreciado esculptor, vae fazer o baixo relevo de Didi Caillet, hontem eleita “Miss Paraná”.” Onde será que anda esta escultura?

Depois disso e de participar de inúmeros eventos em Curitiba, Didi seguiu para o Rio de Janeiro, então capital do país, para participar do Miss Brasil.

No Rio de Janeiro Didi Caillet tornou-se rapidamente uma personagem popular. Em votações paralelas promovidas por diversos jornais concorrentes do “A Noite”, o promotor oficial do concurso, ela era a vencedora. Bonita, simpática e também desenvolta, participou de diversos eventos beneficentes, de declamação de poesias e outros.

No dia do concurso, 18 de abril de 1929, para espanto geral do público, o júri oficial anúncio como vencedora Olga Bergamini de Sá, Miss Rio de Janeiro. Rapidamente, Didi apanhou a faixa de vencedora e colocou na vencedora. Conquistando com esse gesto ainda mais a simpatia do público.

Depois do concurso permaneceu mais um tempo no Rio de Janeiro, participando de eventos. Sendo sempre genuinamente aclamada pela população, que a considerava a verdadeira Miss Brasil.

Em Curitiba a partir de então ela tomou conta dos jornais da época, que acompanhava e noticiavam tudo que ela fazia, através de despachos telegráficos.

Diria que houve até um certo ufanismo. Mas é compreensível. De certa forma Didi catalisou com as suas qualidades um sentimento que era crescente em um estado que na época lutava para ser reconhecido nacionalmente, que procurava uma identidade própria. Vide o Movimento Paranista, da qual ela já era a musa.

Depois de sair do Rio de Janeiro, Didi Caillet parou em Santos e depois subiu a serra de trem para São Paulo. Sendo sempre paparicada e chamando sempre a atenção e sendo aclamada por onde passava. Retornou para Santos e tomou novamente o navio, desta vez rumo à Paranaguá, onde ficou alguns dias, sempre participando de eventos e causando alvoroço popular.

Chegou em Curitiba no dia 16 de junho de 1929, de trem, acompanhada de um comitiva que tinha descido a serra para recepcioná-la. Depois de discursos de despedida e de grande acompanhamento popular na estação de Paranaguá, a etapa final rumo à Curitiba iniciou. No caminho o trem parou em Morretes (tinha povo de Antonina lá também) e Piraquara, sempre com grande afluência popular e os discursos e bandas de música. Em Curitiba, desde o Cajuru, as laterais dos trilhos estavam ocupadas pela população. Na estação de Curitiba “logo após o seu desembarque na “gare”, onde foi muitissimo abraçada e cumprimentada, a gentilissima sta. Didi Caillet, “Miss Paraná” assomou á escadaria da estação na Rua Rio Branco, a qual se encontrava feericamente illuminada por fogos de artifício, reflectores electricos, etc. Ressou, em seguida, uma retumbante salva de palmas da multidão compacta que enchia a rua, acclamando desse modo a encantadora rainha da belleza e da intelligencia de nossa terra.”

Apenas para termos uma noção da euforia que dominou os jornais da cidade, alguns trechos do que o “A República” publicou na edição do dia 17. Notícia, que dominou toda a primeira página do jornal, com continuação em outras páginas.

“Didi Caillet acclamada
em Paranaguá,
Morrete, Piraquara e
Curityba. Nesta Capital
é recebida por uma
multidão calcula em
mais de 30.000 pessôas”

A recepção foi considerada apoteótica, maior que as de Santos Dumont, Ruy Barbosa e a do Barão do Rio Branco. Por tempo serviu de medida para comparar se a recepção de fulado tinha sido maior ou menor que a de Didi. Sim, naquela época as pessoas saiam as ruas para receber as pessoas que consideravam seus heróis.

Na mesma edição do jornal tem esse texto:

“ O triumpho singular de DIDI CAILLET no encontro
de bellesa que vem de terminar na Capital da República,
faz lembrar a competição dos caynás do Alto Paraná, por
que não se resumio em ser ella “a mais bella” mas tambem
“a mais agil” de intelligencia, de graça, de natural attrac-
ção, – a que soube e melhor pôde tecêr os fios subtis do en-
cantamento nas almas e nos corações dos brasileiros.
Romario Martins”.

No dia 16 de junho de 1929 o jornal “O Dia” publicou na primeira página, com grande destaque, ao lado no título do jornal, o seguinte:

“Não é apenas Didi Caillet quem hoje retorna á casa,
mas o symbolo glorioso de nossa terra, a alma do Paraná,
a mocidade radiosa da linda terra dos pinheraes, que lá
por longe andou, por alheias terra, para gloria e grandeza
do que aqui ficaram.
E pela sua chegada, que suasaudaçãodção magica ella ha de
ouvir, dentro da alegria de quem volta: – o violino do
pinheiral cantando, ao vento, o hymno da terra, onde nas-
ceu e que tanto a quer…”

Depois da ferroviária foi desfile em cortejo de carros, bandas, paradas para discursos, uma festa enorme.
As lojas enfeitaram suas vitrines especialmente para o ocasião.

E assim Didi Caillet continuou notícia nos anos seguintes, com seus eventos, visitas e declamações. Foi uma grande promotora do Paraná e dos seus produtos.

Até que em 8 de junho de 1933 casou com seu antigo namorado, com quem havia brigado antes dos concursos de miss, Luiz Abreu de Leão.
Recolheu-se para a vida domestica e para os quatro filhos.
A partir desse evento não foi mais notícia constante, mas nunca foi esquecida.
Em 14 de dezembro de 1948 seu marido faleceu.
Em 1953 casou novamente, dessa feita com José Gonçalves de Sá e mudou para o Rio de Janeiro, onde viveu por 22 anos, até ficar novamente viúva.
Retornou para Curitiba, onde passou os últimos anos de sua vida.

Didi Caillet e seu carro
Didi Caillet e seu carro
Didi Caillet, declamou poesias, cantou em coral, escreveu crônicas e livros (três). Foi uma pessoa considerada avançada para o seu tempo, a primeira motorista mulher da cidade, a primeira mulher a gravar um disco de poesias no Brasil, musa e inspiração. Casou, criou filhos, sofreu a dor de duas viuvez, viveu. Foi modelo para muitas outras mulheres.

Sempre falam da beleza e da inteligência dela. Lendo muitos artigos de jornais e revistas da época, além disso tudo, chamou minha atenção uma coisa que pareceu-me um traço da personalidade dela, a qualidade de uma pessoa caridosa. Ela tinha tudo e poderia ter apenas circulado no circuito mundano da sociedade da época, mas não. As notícias publicadas nos jornais dão conta de que os seus recitais e eventos era quase todos relacionados com o levantamento de fundos para os mais necessitados em asilos, orfanatos e hospitais. Não só levantava recursos, mas ela mesma visitava hospitais, asilos, orfanatos e presídios, chamando atenção para a causa dessas pessoas. Aqui em Curitiba e nas outras cidades que visitava. A primeira notícia que encontrei dela foi no “A República” de 26 de dezembro de 1921, que publica um relação de estabelecimentos comerciais e pessoas que fizeram donativos para o Natal dos pobres promovido pelo jornal. Didi, então com quatorze anos, está na lista. Ela doou um jogo de pelota e uma mobilia para boneca.

Publicação relacionada:
Praça Didi Caillet

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Praça Didi Caillet

Praça Didi Caillet - fonte e escultura
Praça Didi Caillet
Praça Didi Caillet

A Praça Didi Caillet faz frente para a Rua Heitor Stockler de França e para a Rua Barão de Antonina. Os outros dois lados são delimitados por terrenos ocupados por edifícios.

Em breve farei outras publicações sobre a praça, para escrever sobre uma escultura, um árvore e um painel de azulejos existente nela.

Publicações relacionadas:
Didi Caillet, a “Vênus Curitibana”
Um painel no Edifício Solar da Nogueira - Torre Didi Caillet
Uma nogueira imune de corte

terça-feira, 26 de junho de 2018

As Mocinhas da Cidade

Fonte As Mocinhas da Cidade

Fonte As Mocinhas da Cidade

Imagem de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela na fonte As Mocinhas da Cidade

Painel com letra da música na fonte As Mocinhas da Cidade

Painel com letra da música na fonte As Mocinhas da Cidade

detalhe da fonte As Mocinhas da Cidade

 fonte “As Mocinhas da Cidade” está localizada na Rua Cruz Machado, esquina com a Alameda Cabral.

Em uma das placas instaladas no local está escrito:

“FONTE
“AS MOCINHAS DA CIDADE”
Homenagem de Curitiba
à canção popular que já é clássica.
Memória perpétua na alma do nosso
povo da alegria de Salvador e Júlia
Graciano, os nosso encantados
Nhô Belarmino e Nhá Gabriela,
glória da rádio Guairacá e da música
popular local.
Rafael Greca de Macedo
prefeito
setembro de 1996 - ano 303”

Quatro outros painéis de azulejos apresentam a letra da música “As Mocinhas da Cidade” e um quinto painel estampa a foto de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela.
Repare também nas colunas encimadas por barras com “pinhões paranistas.

domingo, 25 de março de 2018

Largo Coronel Enéas

Vista do Largo Coronel Enéas, com a Igreja da Ordem ao fundo

Hoje uma foto do Largo Coronel Enéas (que muito conhecem como Largo da Ordem), com o bebedouro e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas.

Desde o século XVIII o Largo, que já foi chamado de Pátio da Nossa Senhora do Terço e de Pátio de São Francisco das Chagas, foi um local de muito comércio. Também era o local onde as colonas (principalmente italianas vindas de Santa Felicidade e polacas da Estrada do Assungui) estacionavam as suas carroças para comercializar os produtos que cultivavam. Por isso o bebedouro, que era utilizado pelos cavalos.
O nome de Largo Coronel Enéas foi dado em 1917 para homenagear o coronel Benedito Enéas de Paula (1825-1911).

Publicações relacionadas:
O bebedouro do Largo Coronel Enéas
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas
Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba
A feira do Largo da Ordem em um painel de Poty Lazzarotto
Casa Romário Martins

sábado, 23 de dezembro de 2017

O chafariz na Praça Santos Andrade

O chafariz na Praça Santos Andrade

O chafariz na Praça Santos Andrade

Gosto do chafariz na Praça Santos Andrade. Não é tão bonito como o chafariz na Praça Eufrásio Correia, mas é bonito também. De um modo geral gosto de chafarizes.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro do Largo Coronel EnéasO bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro do Largo Coronel Enéas

O bebedouro localizado no Largo Coronel Enéas (também conhecido como Largo da Ordem) foi construído provavelmente (o original) em 1853. O atual foi reconstruído em 1980, baseado no mesmo estilo de um que existiu. Não sei dizer se teve sempre esse estilo.
O largo abrigava um comércio em torno das carroças dos colonos, que vinham das colônias, onde vendiam os seus produtos. Basicamente produtos agrícolas, resultado do trabalho deles na terra.

O bebedouro não servia apenas aos animais dos colonos, mas a todos que circulavam pela região. A cidade tinha vários bebedouros espalhados, que perduraram por muito tempo, mesmo depois da motorização da cidade. Os dois sistemas de tração conviveram por um bom tempo.
Aliás, a cidade só proibiu a tração animal em novembro de 2015.

Publicação relacionada:
“Cavalo Loco”
Fonte da Memória
texto alterado em 17 ago. 2020
Referência:
SECRETARIA do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo [site]. Para conhecer Curitiba, explore suas belas atrações!. Largo Coronel Enéas. Disponível em: <http://www.turismo.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=204>. Acesso em: 17 ago. 2020

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O chafariz da XV


Este chafariz localizado na Rua XV de Novembro, entre a a Avenida Marechal Floriano Peixoto e a Alameda Doutor Muricy e sempre um ponto agradável para uma pausa em um dia quente. Além da sombra dos prédios, a água sempre refresca um pouco o ar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Praça Garibaldi à noite

A Praça Garibaldi à noite

A Praça Garibaldi passou a ter este nome em 1946. Antes foi chamada de Praça do Rosário, depois de ter tido a denominação de Praça Doutor Farias Sobrinho.

Encontramos nela a Fonte da Memória, o Relógio da Flores e no seu entorno o Solar do Rosário, a Igreja do Rosário, o Palacete Wolf, a Sociedade Garibaldi, a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Curitiba, algumas galerias de arte, antiquários, bares e restaurante.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Fonte da Memória

Fonte da Memória, escultura do "Cavalo Babão"

Fonte da Memória

Fonte da Memória

A Fonte da Memória foi instalada na Praça Garibaldi em 1995.
No centro dela temos um escultura em bronze e granito feita por Ricardo Tod (1963-2005) retratando a cabeça de um cavalo.
A obra encomendada pelo prefeito Rafael Greca de Macedo eterniza o cavalo, que morreu atropelado por um ônibus, de Erminia Perusso, a última das carroceiras de Santa Felicidade que vinha com os seus produtos para vender na feira do Largo Coronel Enéas (também conhecido como Largo da Ordem), que fica uma quadra abaixo.

A escultura é popularmente conhecida como “Cavalo Babão”.

sábado, 11 de junho de 2016

A fonte da Praça Zacarias

A fonte da Praça Zacarias

A fonte da Praça Zacarias

A fonte da Praça Zacarias

A fonte da Praça Zacarias foi inaugurada em 8 de maio de 1871. Idealizada, projetada e executada pelo engenheiro baiano Antônio Rebouças (já reparou quantos baianos têm na história da cidade?), que transportou a água desde o Campo do Olho D’Água (atual Praça Rui Barbosa). Ela provavelmente foi a primeira fonte pública de água potável instalada na cidade.
O transporte da água era feito por tubulação subterrânea de cobre (não havia produção de canos de ferro no Brasil naquela época). As torneiras vieram da Europa e o suporte sextavado que sustenta as torneiras teria sido produzido em Curitiba.
Com a implantação do sistema de água e esgoto em 1910 a fonte foi desativada e ficou por muito tempo no Museu Paranaense. Em 1968 foi instalada novamente na praça, desta vez fazendo parte de um chafariz.

Referências:

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O chafariz na Praça Eufrásio Correia

chafariz na Praça Eufrásio Correia
chafariz na Praça Eufrásio Correia
chafariz na Praça Eufrásio Correia

O chafariz na Praça Eufrásio Correia foi lá instalado durante as reformas feitas na praça durante a segunda gestão de Cândido Ferreira de Abreu, entre os anos 1913 e 1916.
Importado da França, foi produzido pela Fonderie d'Art du Val d'Osne, uma fundição especializada em arte. A empresa tinha até catálogo ilustrado impresso, onde o freguês podia escolher o modelo do seu gosto. As fontes produzidas por eles estão espalhadas pelo mundo todo. Tem uma igual a da Eufrásio Correia instalada nos jardins do Palácio de Cristal, na Cidade do Porto, em Portugal.
As fontes produzidas por eles eram todas muito bonitas e de excelente qualidade, uma vez que as matrizes eram produzidas por escultores de renome. Não eram produzidas em grandes quantidades, mas em edições limitadas.

O chafariz é muito bonito e, confesso, foi a primeira vez que o observei de perto e detalhadamente. Valeu a pena.

A Praça Eufrásio Correia é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação.

Referências:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Praça Eufrásio Correia

Praça Eufrásio Correia
Praça Eufrásio Correia


A Praça Eufrásio Correia é delimitada pela Av. Sete de Setembro, Rua Barão do Rio Branco, Rua Lourenço Pinto e pela lateral da Câmara Municipal.
Era um descampado que após a inauguração da estação ferroviária passou a ser conhecido como Largo da Estação e toda a região sofreu uma grande transformação, atraindo hotéis, comércios e indústrias. Passou a ser um dos pontos concorridos da cidade.
Em 1888 recebeu o nome atual em homenagem a Manoel Eufrásio Correia (1839-1888), advogado e político natural de Paranaguá.
A praça foi urbanizada, passando a ser uma praça realmente, em 1905, quando recebeu jardins, banco e iluminação.
Entre os anos 1913 e 1916, ao longo da segunda gestão do prefeito Cândido Ferreira de Abreu (1856-1919) a praça foi transformada em estilo claramente art noveau. Com nova arborização, gramados, caminhos aleatórios por entre as árvores, lampadário e a fonte de uma ninfa, importada da França. A praça adquiriu basicamente a configuração atual.
A estátua “O Semeador”, do artista de origem polonesa João Zaco Paraná (1884-1961) foi instalada na praça em 1924.
Tem também uma herma em homenagem a João Zaco Paraná, iniciativa da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, que deve ter sido instalada em 1984, ano do centenário do nascimento do homenageado.

A Praça Eufrásio Correia é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação.

Referências:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Água pro morro (ou Maria lata d’água)

Água pro morro (ou Maria lata d’água)

Água pro morro (ou Maria lata d’água)

Água pro morro (ou Maria lata d’água)

Água pro morro (ou Maria lata d’água)

“Água pro morro”, também conhecida como “Maria lata d’agua” é uma escultura de 1944, de autoria de Erbo Stenzel (1911-1980).
Existem pelo menos duas cópias, uma está localizada na fonte (inaugurada em 1996) na Praça José Borges de Macedo, atrás do prédio do antigo Paço Municipal e outra no MON - Museu Oscar Niemeyer (fundição em bronze de 2008).

Erbo Stenzel fez esta escultura enquanto frequentava no Rio de Janeiro a Escola Nacional de Belas Artes e a modelo foi Anita Cardoso Neves, que posava na escola. Erbo manteve um relacionamento amoroso com Anita, que aparentemente não acabou após o retorno dele para Curitiba. Existe correspondência trocada entre eles, que deixa claro o cunho passional do relacionamento. As cartas revelam também a remessa de dinheiro para ela.
Especula-se que Erbo não a trouxe junto quando do seu retorno prevendo que a família dele não aceitaria bem a presença de Anita ao lado dele. Ele era descendente de alemães e austríacos, ela, pobre e negra. De qualquer maneira, isso é especulação. Provavelmente nunca saberemos os motivos.

Referência:

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma surpresa agradável na Erasto Gaertner






Localizada na Av. Pref. Erasto Gaertner, esta casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.
Passei na frente dela inúmeras vezes, de carro, e nunca tinha reparado. Ela está meio que escondida atrás de um muro. Como consta na lista de UIP, num sábado desses, parei o carro próximo e saí caminhando.
A surpresa começou pelo portão de ferro, todo trabalhado e que é muito bonito.
No jardim em frente à casa, com araucárias e cedro, tem um chafariz com cavalos marinhos, cabeças de leões e na parte superior o que pareceu-me um personagem da mitologia, de aparência bem jovem, que não consegui identificar.
A casa também é bem bonita, pena que não aparece direito, pois tive que fotografar pelos vãos do portão.