Mostrando postagens com marcador bosque e mato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bosque e mato. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Bosque Professor Erwin Gröger

Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger - pedra com placa
Bosque Professor Erwin Gröger - rosa-dos-vetos na calçada
Bosque Professor Erwin Gröger - marco na calçada
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger
Bosque Professor Erwin Gröger

Bosque Professor Erwin Gröger, localizado na Rua Benedito Correia de Freitas.

Em uma placa de cerâmica fixada em uma pedra, está escrito:

CURITIBA
PREFEITURA DA CIDADE

BOSQUE
“PROFESSOR” ERWIN GRÖGER
1912-2008

No meio da praça, a rosa-dos-ventos dá a direção.
As pedras indicam a altura dos principais picos do
Paraná e da Áustria, terra-natal do “Professor”,
apelido de Erwin Gröger.
Ele escolheu o Brasil para fugir do nazismo e
Curitiba para estar perto da Serra do Mar.
Marumbista pioneiro, Atualizou e profissionalizou o
montanhismo local.
Agrônomo de profissão, na vida foi bem mais:
reflorestador e orquidófilo, violonista e cantor lírico,
ferreiro e halterofilista, pintor e poeta.
Aos 88 anos, celebrou a vida em versos.
Quis fazer da montanha seu último refúgio, mas é aqui,
entre as canelas, guabirobas e canjeranas,
que Curitiba homenageia sua memória.

3 de julho de 2010

Luciano Ducci
Prefeito Municipal de Curitiba

Em um outro painel junto a uma escada na entrada do bosque está escrito:

“Bosque Professor Erwin Gröger

“Oitenta e oito” alembra a borboleta
que esvoaça irrequieta em nossos campos
de flor em flor, volúvel pirueta,
chupando néctar, dançando em arrancos. (…)

Olhando atrás o vídeo da juventude,
percebo um piá carregado de viço
que, prematuro, enfrenta a vida rude
mas, que levou mais de uma vez sumiço.

Por adentrar o mato e alcançar o cume
de qualquer morro da paisagem natalina
foi castigado; de outros teve ciúme
quais conseguiram, jubilantes na colina.

Estabelecer acampamento de brinquedo,
fazer um foguinho em fogão improvisado,
a gororoba saboreamos ledo
e disparando morro abaixo até o povoado. (…)

E finalmente, o moço ~ eu ~ decidiu abraçar
o montanhismo. ~ Este foi o escol-adolescente.
De bicicleta, mais barato, fui para alcançar
de faculdade em faculdade a lua crescente.

do saber. ~ E, para compensar, domingo, feriado
ao montanhismo era dedicado. Mudei de
conceito: montanhismo não é sistematizado
de esporte, mas de paixão. E assim tem ficado! (…)

A sorte ~ dizem da bondade divina ~
me concedeu uma dedicada companheira,
de espírito alegre, campesina;
me presenteou a filha, herdeira.

Veio a guerra. ~ Iam me pôr a frete
da batalha ~ insumo dos canhões
eu, o pacifista fiel e crente!
Mas para escapar de cruéis perseguições

Tratei de emigrar. Escolhi a nova Terra
cheia de vãs, dubiosas promessas.
Adrenalina sufocante era companheira
dos primeiros anos, mas certezas

de vitória final, após a luta,
amando mais e mais este Brasil abençoado,
(sem esquecer, menosprezar, de ser fruta
de origem) consegui erguer-me. (…)

As belezas das “orchis” quem é que resiste,
duas mil e quinhentas nossa terra contém
e mais da metade dos anos consiste
em cultivar as orquídeas do Sul a Belém.

E … pintá-las; deixar algo de eterno ao País
em reconhecimento pela hospitalidade,
aprofundando dest’arte a minha raiz
esta terra de abundante bondade.

E conservar o que é nosso por bondade de Jeovah!
(Por isso decerto a homenagem de ser declarado
cidadão honorário (“bicho”) do Paraná.
Será que é orgulho, que tem-me inflado? (…)

Pedi ao bom Deus de, humilde reter,
cidadão-servidor da comunidade,
como convém a um professor de ser
até a presente avançada idade.

Trechos do Poema “Oitenta e Oito”, escrito por Erwin
Gröger a ocasião de seu aniversário de 88 anos.”

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Busto de São Marcelino Champagnat

Busto de São Marcelino Champagnat
Busto de São Marcelino Champagnat
Herma com busto de São Marcelino Champagnat

Busto de São Marcelino Champagnat localizado em um bosque no campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR.
Na placa fixada na base está escrito:

Bosque Marcelino Champagnat
Dia de São Marcelino Champagnat
(Marlhes, 1789 - Notre Dame de L’Hermitage. 1840)
Curitiba, 6 de junho de 2014

sábado, 10 de agosto de 2024

Bosque Irmã Clementina

Bosque Irmã Clementina - entrada
Bosque Irmã Clementina
Bosque Irmã Clementina - escultura e placa
Bosque Irmã Clementina
Bosque Irmã Clementina - lago
Bosque Irmã Clementina - garça
Bosque Irmã Clementina - vista do lago
Bosque Irmã Clementina - lago
Bosque Irmã Clementina - parquinho

Bosque Irmã Clementina na Rua Paulo Friebe com o Rio Bacacheri no fundo.
Já tinha passado por ele, mas nunca havia parado para conhecê-lo. Bem bonito e agradável.
Na entrada tem um espécie de monumento em concreto. Em uma placa, com uma imagem da irmã, tem ao afixado nela um azulejo onde está escrito:

CURITIBA
A CIDADE DA GENTE

BOSQUE IRMÃ CLEMENTINA
Clemente Van Hombeeck
(1927 - 2002)
Nascida na Bélgica, chegou ao Brasil
ainda criança. Por amor a Deus
escolheu a vida religiosa.
Por amor ao próximo dedicou a sua vida
à educação e ao ideal de construir
um mundo melhor.

Curitiba, 29 de março de 2008

Beto Richa
Prefeito Municipal
de Curitiba

Curitiba
315
anos

Na justificativa do projeto de lei para denominar um logradouro público está escrito o seguinte:

IRMÃ CLEMENTINA

(15/07/1927 – 17/01/2002)

"Clemence Von Honbeeck, conhecida como "Irmã Clementina", nascida na Bélgica aos 15 dias do mês de julho de 1927, mas brasileira de coração e por opção, Diretora do Colégio Madalena Sofia Barat, antigo Sacre Couer de Jesus, enérgica e combativa quando precisava se posicionar contra as injustiças e as coisas erradas, demonstrava em outros momentos uma meiguice e bom humor que conquistaram muitos amigos e admiradores ao longo dos anos.

Administrando um Colégio de muitas tradições que hoje conta com aproximadamente 1526 alunos e cerca de 90 professores e 45 funcionários, a Irmã Clementina continuava a acreditar nos mesmos ideais que sempre a nortearam e a procurar a participação cada vez maior de todos na vida comunitária.

Chegou no Brasil em 1932, com 5 anos de idade, fixando residência em Recife onde seu pai trabalhava com engenheiro, iniciando seus estudos naquela Capital. Em 1941 ela e sua mãe mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar no Colégio Sacre Couer de Jesus. Era época da II Guerra Mundial e seus três irmãos haviam partido para defender a Bélgica sob ocupação nazista.

Em 1949, segundo sua vocação entrou pára a vida religiosa. Foi para Roma em 1956 para fazer os votos perpetuosos, neste mesmo ano foi para o Egito onde permaneceu ate fevereiro de 1965. Em Março do mesmo ano, chegou a Curitiba e em 1969 foi nomeada Diretora da Casa Escolar Santa Madalena Sofia, escola conveniada com o Estado, a qual era na época, dividida em três lugares: um grupo no andar térreo do Colégio, outro no atual Salão Paroquial e um terceiro grupo que ficava no morro do Bairro Alto, a Casa Escolar Cônego Camargo, que foi criada como um posto avançado do Sacre Couer de Jesus para ter atendimento às crianças carentes que andavam grandes distâncias para que pudessem freqüentarem às aulas. Passou então, a partir dessa época Irmã Clementina a morar na residência existente naquela Casa Escolar a fim de que pudesse dedicar mais tempo a mesma.

Esta vinha sendo a vida da Irmã Clementina, anos e anos a fio, sempre lutando e fazendo de tudo para manter a qualidade do ensino ministrado através da seleção de bons professores, sendo este um dos segredos do sucesso do Colégio Madalena Sofia, hoje situado entre os bem sucedidos de Curitiba na área educacional e não podemos esquecer que foi Irmã Clementina uma das pessoas que mais contribuiu durante todos esses anos para o sucesso dessa escola.

Por toda sua luta e desempenho no sentido de oferecer à comunidade uma instituição de ensino do porte a que hoje temos em nosso bairro, é que nos sentimos orgulhosos em apresentar o nome de Clemence Von Honbeeck, Irmã Clementina, para nominar um bem público ainda não nominado.”
texto complementado em 11 out. 2024

Referência:

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Outra casa na Batel

Casa na Av. do Batel em meio a um bosque

Muita bonita essa casa na Avenida do Batel, localizada no meio de um agradável bosque.

quinta-feira, 3 de março de 2022

Saudade!

Painel de azulejos com poesia, no Bosque Portugal

 

Saudade! Gosto amargo de infelizes.
Delicioso pungir de acerbo de espinho,
Com dor que estás repassando o íntimo peito
Com dor que os seios d’alma dilacera,
– Mas dor que tem prazeres - Saudade!

              Almeida Garret (Portugal 1799 - 1854)
Um dos diversos painéis de azulejos com poesias no Bosque Portugal

Publicações relacionadas:
Você não é uma folha seca …  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

No meio do caminho havia um tronco

Imagem de um tronco caido no meio de um caminho no bosque

 Parafraseando Carlos Drummond de Andrade:
“no meio do caminho tinha um tronco
tinha um tronco no meio do caminho”.

No primeiro dia do ano já era possível vislumbrá-lo, imaginar que a queda seria inevitável.
Sempre havia a esperança de que talvez fosse possível removê-lo rapidamente, mas não foi o que aconteceu. E tudo indica que não será possível removê-lo completamente no ano que inicia.

Além do tronco existem muitos outros obstáculos no caminho: pedras, buracos, ladeiras íngremes, …
Alguns até serão superados por soluções simples, outros exigirão muito esforço e tempo. Não existe solução simplista para problemas complexos.

Infelizmente entramos no mato com um péssimo guia, totalmente despreparado e ignorante; incapaz de aprender. Um guia que usa a narrativa do que nos divide e não o que nos une, nossa humanidade comum. Uma pena. Uma triste e silenciosa Nação.

Na foto o tronco de uma velha árvore no Bosque Portugal, que caiu durante uma tempestade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

No bosque no final de uma tarde

Árvores no bosque ao longo do Córrego Tarumã

Foto tirada no final de um dia, em janeiro passado, no bosque ao longo do Córrego Tarumã. Um pouco depois do Bosque Portugal, em direção à Linha Verde.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A paineira no Bosque Portugal

Paineira no Bosque Portugal, Curitiba
Paineira no Bosque Portugal, Curitiba

Essa paineira, no Bosque Portugal, foi plantada há uns 23 anos atrás pela minha esposa, meus dois filhos e um sobrinho. Era um dia da árvore.
Ainda não está majestosa como a da Praça General Werner Gross, mas está no caminho. Um dia ela chega lá.

Publicações relacionadas:
A paineira na Praça General Werner Gross
Bosque Portugal

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Casa Gomm

Casa Gomm

Casa Gomm

Casa Gomm

Casa Gomm

Casa Gomm

Casa Gomm

Casa Gomm

Localizada no Parque Gomm (com entrada pela na Rua Hermes Fontes e também pelas ruas Carmelo Rangel e Bruno Figueira) no Batel, a Casa Gomm é um bem tombado (junto com o Bosque) pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é também uma Unidade de Interesse de Preservação.

A casa foi deslocada no seu local original quando dois terços do bosque foi ocupado por um centro comercial.

Em um painel de azulejos no Memorial Inglês está escrito o seguinte sobre a casa:

A CASA GOMM

Em 1913, Harry e Isabel Gomm passaram a morar numa bela
residência toda em madeira, e nela criaram seus seis filhos.
A construção original localizava-se no meio de um parque de jardins
floridos e de um bosque de pinheiros e cedros. A partir de 1930,
com o falecimento de Harry H. Gomm, o filho Harry Blas Gomm e sua
esposa Luisa passaram a morar na casa, que se tornou o centro de
apresentação para a sociedade local dos visitantes internacionais que
vinham a Curitiba. Uma canção comporta por um músico francês
que os visitou, tornou-se célebre: Monsieur le Consul a Curityba.
Em 1989, a casa foi tombada como Patrimônio Cultural do Estado.”

E em outro painel está escrito o seguinte:

A FAMÍLIA GOMM

No início do século 20, desembarcou em terras paranaenses o empresário inglês
Harry Herbert Gomm que se dedicou à exportação de erva-mate pelo porto de
Antonina. Foi nomeado Vice-Cônsul Britânico e casou-se com uma filha de
ingleses, Isabel Withers. Ambos tiveram destaca atuação na sociedade
curitibana. Isabel fundou a Cruz Vermelha paranaense e colaborou decisivamente
para a implantação do primeiro Centro de atendimento à infância, dentre outras
atividades de filantropia. A esposa do filho primogênito Harry Blas Gomm,
Luisa Bueno Gomm, foi a primeira mulher a obter o brevet de piloto no Estado
do Paraná, em 1941. Pioneira, organizou revoadas de aviadores civis para lançar
dos aviões sementes de árvores nativas e reflorestar o Paraná.”

Publicações relacionadas:
Parque Gomm
Memorial Inglês no Parque Gomm
Três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês
Telephone

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Telephone

Cabine telefônica vermelha no Memorial Inglês, no Parque Gomm, em Curitiba

Sem dúvidas, essas cabines telefônicas vermelhas e com um desenho próprio são um símbolo que associamos com a Inglaterra.
Já foram um objeto com muita utilidade, mas depois da telefonia celular viraram praticamente só um símbolo. Será que permanecerá assim com as novas gerações? Acho que daqui um tempo vamos ter que explicar para eles a utilidade que isso tinha.

A foto é no Memorial Inglês, no Parque Gomm, no Batel.

Publicações relacionadas:
Parque Gomm
Memorial Inglês no Parque Gomm
Três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês

Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês

Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês

Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês - painel de azulejos

Em um dos cantos do Parque Gomm, fazendo parte do Memorial Inglês, construíram um jardinzinho, com caminho, bancos e uma casinha para homenagear Beatrix Potter.

Entendo porque fizeram assim, mas é uma pena que não seja possível entrar na casinha. As crianças iriam adorar.

No painel de azulejos, com ilustrações de histórias infantis, esta escrito:

“Era uma vez quatro coelhinhos.
Seus nome eram: Flopsy, Mopsy,
Rabo-de-algodão e Pedro.

Eles moravam com a mãe em um
banco de areia, embaixo das raízes
de um grande pinheiro.

BEATRIX POTTER
1866 – 1943

Nascida em Londres, aos nove anos desenhava
inspirada em seus animais de estimação. O interesse
por literatura e ilustração veio dos contos de fada -
ilustrou Cinderela e o Gato de Botas, entre outros.
Seu primeiro livro infantil, de 1902, A História de
Pedro Coelho (The Tale of Peter Rabbit), com as
travessuras de um coelho na horta de Seu Gregório.
Sucesso na época, ainda hoje instiga a imaginação
das crianças. Depois vieram A História do Esquilo
Trinca-Nozes e outras vinte e três obras publicadas.
Conservacionista, a partir de 193 adquiriu muitas
terras em Lakeland, para preservá-las.”

Publicações relacionadas:
Parque Gomm
Memorial Inglês no Parque Gomm
Três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Telephone

terça-feira, 7 de abril de 2020

Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês

Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês, em Curitiba

Em outra parede no Memorial Inglês, no Parque Gomm, estão mais três painéis de azulejos homenageando Shakespeare, William Blake e The Beatles.

Como não estão relacionados diretamente com a cidade, não transcreverei os textos. Esses, depois que passar a pandemia, você vai ter que ir lá para ler.

Publicações relacionadas:
Parque Gomm
Memorial Inglês no Parque Gomm
Três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês
Telephone

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Três painéis de azulejos no Memorial Inglês


Em uma parede no Memorial Inglês, no Bosque Gomm, estão três painéis de azulejos homenageando Carolina Tamplin, Thomas Plantagenet Bigg-Wither e John Miers.

Os painéis são bonitos, mas o mais interessante são os textos, que transcrevo abaixo.

CAROLINE TAMPLIN

Entre os primeiros britânicos de Curitiba está Carolina Tamplin
que aqui desembarcou no final de 1868, com seu marido e seus filhos,
para viver na Colônia Assungui, cem quilômetros distantes da capital.
De 1874 a 1880, mesmo viúva, ela ainda permaneceu na Colônia,
trabalhando como professora e enfrentando muitas dificuldades.
No final de 1880, ela anunciou seus serviços no Jornal 19 de Dezembro
e mudou-se para Curitiba. Professora de inglês e francês, piano, canto
e pintura, também realizou muitos concertos e conviveu coma elite
curitibana. Nessa época, pintou aquarela referência da nossa paisagem
urbana, mostrando a Catedral em construção, ainda sem telhado.”

BIGG-WITHER

Da nobre estirpe inglesa dos príncipes Plantagenetas, Curitiba tem entre
seus cronistas Thomas Plantagenet Bigg-Wither (1845 - 1890), cujo relato de
viagem Novo Caminho no Brasil Meridional, a Província do Paraná: três anos
de vida em suas florestas e campos 1872/1875 é brilhante testemunho sobre
nossa terra e nossa gente. Sua vinda ao Brasil foi como engenheiro da equipe
da Paraná And Mato Grosso Survey Expedition, contratada pelo governo
imperial para estudar a viabilização de uma ferrovia entre as províncias do
Mato Grosso e Paraná. Entre 1871 e 1875 ele permaneceu nas regiões de
Curitiba e Tibagi, onde fez seus registros. De volta à Inglaterra, lançou o livro e
fez conferências sobre o Paraná na Royal Geographical Society, em Londres.”

“JOHN MIERS

Esteve em Curitiba colhendo amostras em exsicatas
o engenheiro e botânico inglês John Miers (1789 - 1879).
Sábio naturalista, é autor dos livros Contributions to the Botany
of South America (1870), On the Apocynaceae of South America
(1878) e o livro de aquarelas Illustrations of South America Plants.
Este homem classificou a erva-mate com Ilex Curitibensis, a
mesma planta que o botânico francês Saint-Hilaire classificou
como Ilex Paraguaiensis, no registo do Jardim Botânico de Paris.
Miers foi feito comendador da Imperial Ordem da Rosa do Brasil
pelo Regente Feijó, que também era curitibano.”

Publicações relacionadas:
Parque Gomm
Memorial Inglês no Parque Gomm
Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês
Telephone

Publicação relacionada:

domingo, 5 de abril de 2020

Memorial Inglês no Parque Gomm

Memorial Inglês no Parque Gomm

Memorial Inglês no Parque Gomm - totem com placa comemorativa da inauguração

Memorial Inglês no Parque Gomm

Memorial Inglês no Parque Gomm

Memorial Inglês no Parque Gomm

Memorial Inglês no Parque Gomm - painéis de azulejos com informações

Em novembro de 2019 a prefeitura de Curitiba deu uma repaginada no Parque Gomm, fazendo lá o Memorial Inglês.

Na placa comemorativa a inauguração do Memorial está escrito o seguinte:

“CURITIBA

PARQUE GOMM - MEMORIAL INGLÊS

Esta é uma homenagem aso pioneiro ingleses
que encontraram em Curitiba riquezas
e esperanças para uma nova vida.

Um painel cultural digital que une
a tradição com a inovação.

Nossos agradecimento ao Cônsul Honorário
Britânico no Paraná, Adam Paul Petterson, e ao
Embaixador Britânico no Brasil, Vijay Rangarajan,
pela doação da cabine telefônica e por
tornarem este projeto uma realidade.

Curitiba, 27 de novembro de 2019.

RAFAEL GRACA
PREFEITO DE CURITIBA”

O parque ganhou um painel com a bandeira britânica, uma cabine telefônica (daquelas vermelhas), uma casinha de contos de fada (homenagem à Beatrix Potter) e diversos painéis cerâmicos com informações sobre a migração inglesa e sobre personalidades britânicas.

Vou transcrever aqui o conteúdo de três desses painéis, pelo conteúdo deles.

IMIGRAÇÃO INGLESA

Em meados do século 19, o Brasil se tornou o destino de grandes levas
migratórias, entre elas a de britânicos. Na época, o governo da Província
do Paraná precisava ocupar vazios demográficos e arregimentar mão de
obra para suprir o desabastecimento de alimentos e de bens primários.
Assim, a primeira leva significativa de ingleses teve como destino a
Colônia Assungui, criada em 1859, que não prosperou, Muito deles se
dirigiram, então, à capital, onde ficou famoso o Parque Inglês, criado
pela família Todd. No Batel se estabeleceram os Withers, reunidos,
em 1910, num casamento da família, e os Gomm. Estes últimos legaram
à cidade uma das mais belas construções do início do séculos 20.”

Em outro painel está escrito o seguinte:

INGLESES NO PARANÁ

A partir da década de 1920, os inglese tiveram papel
significativo no desenvolvimento do norte paranaense por meio
da Companhia de Terras Norte do Paraná, criada com capital
inglês. Nesse processo, mais de 500 mil alqueires foram por ela
adquiridos na região. Seguindo o modelo inglês de ocupação,
a Terra Norte do Paraná propiciou, ao longo da ferrovia aberta,
o surgimento de núcleos que se tornaram importantes cidades:
algumas com nome indígenas, com Apucarana, Cambé,
Ibiporã e Umuarama; outras de inspiração inglesa, como Lovat,
atual Mandaguari, e Londrina, em foto de 1936.”

E em um terceiro painel está escrito:

PARQUE INGLÊS

No bairro do Bacacheri, em fins do século 19, uma construção rural,
aqui retratada, servia de parada na estrada que conduzia ao litoral e
que hoje leva o nome de Avenida Erasto Gaertner. Pertencente aos
ingleses Phelipe Todd e Frederico Fowler, era um estabelecimento
que vendia ferragens, tecidos e outros artigos da Inglaterra.
Mais tarde, sob a condução de apenas Todd, e com plantio de várias
espécies importadas de ciprestes e de cedro, criou-se um paisagismo
que atraía visitantes. Assim, a propriedade tornou-se um espaço de
lazer de muitas famílias curitibanas. No loca eram servidas refeições
e bebidas e, principalmente aos domingos, a frequência era grande.”

Gosto dessa maneira – memoriais – que a cidade encontrou para homenagear as diversas etnias que criaram Curitiba.

O Parque Gomm é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.

Publicações relacionadas:
Parque Gomm
Três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês
Telephone


terça-feira, 17 de março de 2020

No Bosque Portugal

Pontinha que cruza o córrego Tarumã, no Bosque Portugal.

Córrego Tarumã, no Bosque Portugal, em Curitiba

Casa, prédio, edifício, obra de arte, …
Para variar um pouco, às vezes a foto de um matinho.

Fotos no Bosque Portugal, que é cortado pelo Córrego Tarumã.

domingo, 24 de novembro de 2019

Parque Gomm

Parque Gomm
Parque Gomm

A área do Parque Gomm é um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná.
Localizado oficialmente, segundo o site da prefeitura, na Rua Hermes Fontes; mas com entrada também pelas ruas Carmelo Rangel e Bruno Figueira.

O local era a residência de Henry Gomm (1867-1929) e de sua esposa Isabel Whithers Gomm (1885-1977).

Originalmente o local também conhecido como Bosque Gomm era bem maior. Hoje resta apenas um terço da área original. O restante está ocupado por um centro comercial.

A grande casa de madeira, também tombada pelo PCP e uma Unidade de Interesse de Preservação, foi deslocada do seu local original e ainda existe. Farei um dia desses uma publicação específica sobre ela.

Na época da construção do centro comercial houve um grande movimento de pessoas que opunham-se à construção e queriam toda a área preservada como um parque público.

No livro de tombo, o processo 04/88 foi iniciado em 11 de novembro de 1988, sendo já proprietários os atuais donos do centro comercial. O tombamento foi aprovado em 6 de abril de 1989. Na área destinada as observações está anotado “… As intervenções, tanto no edifício quanto na área envoltória, deverão ser objeto de autorização prévia por parte da Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico.”

Li recentemente que no local construirão um memorial inglês, mas desconheço os detalhes.

Publicações relacionadas:
Memorial Inglês no Parque Gomm
Três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Outros três painéis de azulejos no Memorial Inglês
Homenagem a Beatrix Potter no Memorial Inglês
Telephone