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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Busto do Barão do Serro Azul na Praça Miguel Couto

Herma com o busto do Barão do Serro Azul
Herma com o busto do Barão do Serro Azul na Pracinha do Batel

Herma com o busto do Barão do Serro Azul na Praça Miguel Couto, também conhecida como Pracinha do Batel.

Na placa de bronze está escrito:

“HOMENAGEM DO POVO
AO
BARÃO DO SERRO AZUL
GRANDE VIDA DEVOTADA
AO BEM-PÚBLICO
À ORDEM E AO PROGRESSO
DO PARANÁ
NO CINCOENTENÁRIO
DO SEU FALECIMENTO
1894 - 20 DE MAIO - 1944”

Em outra placa, está escrito:

“–
ILDEFONSO PEREIRA CORREIA
BARÃO DO SERRO AZUL
FUNDADOR DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ
RECONHECIDO COMO HERÓI NACIONAL
EM 16/12/2006, COM O NOME INSCRITO NO
LIVRO DOS HERÓIS DA PÁTRIA, DEPOSITADO
NO PANTEÃO DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA,
EM BRASÍLIA, POR DEFENDER OS INTERESSES
DA COMUNIDADE PARANAENSE.”

Lembrando que o Engenho Tibagy, de propriedade do Barão, estava localizado no fundo da herma, mais ou menos ali onde tem aquele edifício (se é que não ocupava uma parte da pracinha). O Engenho Tibagy “foi a primeira fábrica de Curitiba totalmente mecanizada, impulsionada a vapor e empregada no beneficiamento da erva-mate.”

O autor da escultura do busto foi João Turin (1878-1949).

Engenho Tibagy

 Engenho Tibagy


Publicações relacionadas:

Referência:

sábado, 6 de julho de 2019

Moinho Curitibano

Moinho Curitibano
Moinho Curitibano
Moinho Curitibano
Moinho Curitibano

O que resta das antigas instalações do Moinho Curitibano S.A.
Localizado na Rua Nicarágua, o terreno ocupa quase uma quadra, fazendo divisa também com a Rua Capitão José da Silva Sobrinho e fundos com a Rua Costa Rica.

O Moinho Curitibano foi uma indústria importante no Bacacheri, empregando diversos moradores da região e às 6 horas o apito da fábrica era um espécie de despertador para o pessoal que morava nas proximidades.

As instalações foram construídas em 1949 pelo empresário Pedro Nicolau e o moinho funcionou até 1999, produzindo farinha, farelo, macarrão e bolacha; e utilizava em média 25 toneladas de cereal por dia.

Referência:

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Casa Dalla Stella

uma bela casa de madeira com lambrequins

Casa Dalla Stella - detalhe dos lambrequins

Casa Dalla Stella, uma bela casa de madeira com lambrequins

Casa Dalla Stella - detalhe com destaque para os lambrequins

Esta casa de madeira, com lambrequins, fica na Rua 21 de Abril, esquina com a Rua Amintas de Barros. Foi construída pela família de imigrantes italianos Dalla Stella (não consegui descobrir o nome das pessoas ainda) no final dos anos 1800.

No terreno, que era bem maior, a casa ocupava apenas uma parte. Nos fundos da casa funcionava a Fábrica de Móveis Dalla Stella, cujo barracões é possível observar em algumas fotos.

Muito linda a casa e muito bem conservada.

Referências:

sábado, 27 de janeiro de 2018

Cervejaria Cruzeiro (ou Parque Cruzeiro)

Casa que fazia parte da antiga Cervejaria Cruzeiro

Casa que fazia parte da antiga Cervejaria Cruzeiro

Esta casa é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Neste local, na Avenida do Batel, originalmente estava instalada a fábrica de cervejas Johnscher & Irmão, que faliu em abril de 1902. As instalações foram adquiridas pelos irmãos Julio e Luiz Leitner em 27 de maio daquele mesmo ano.
Depois reformarem e equiparem a fábrica com máquinas vindas da Alemanha. Reabriram a cervejaria em abril de 1904, com a razão social de “Julio Leitner & Irmão” e o nome de fantasia de “Fábrica de Cervejas Tivoli”. A fábrica era no Batel e o escritório e depósito na Rua Marechal Deodoro, esquina com a Rua da Liberdade (atual Rua Barão do Rio Branco), local da antiga fábrica dos Leitner, que continuou em funcionamento por mais algum tempo (não consegui apurar até quando).
Pouco tempo depois, alteraram o nome de fantasia para “Cruzeiro” e foi publicado no dia 18 de junho de 1904, no jornal “A República”, o seguinte comunicado:

“Comunicam-nos os srs. Leitner
& Irmãos, proprietários da fabrica
de cerveja do Batel, terem resolvi-
do mudar a denominação da sua
afamada marca «Tivoly», que d’o-
ra em diante, chamar-se-á «Cru-
zeiro».

No dia 24 de outubro de 1904 o mesmo jornal publicou a seguinte reportagem:

“Dentre as diversas fabricas de cerveja existente n’esta capital, destaca-se, pela sua importancia e magnifica construcção, a grande fabrica «Cruzeiro», de propiedade dos srs. Julio Leitner & Irmão.
Esta fabrica, fundada ha cerca de 4 annos pelos srs. Francisco Ioncher & Filhos, que empregaram n’ella a maior parte de suas economias, elevadas a cerca de duzentos contos de reis, não ponde infelizmente corresponder aos esforços e sacrificios de seus iniciadores, vindo mais tarde a pertencer aos actuaes proprietarios, que a adquiriram por compra.
Afim de dar desenvolvimento relativo á importancia do estabelecimento, seguio para a Eurpa um dos socios, o sr. Luiz Leitner, que poude então fazer acquisição dos mais aperfeiçoados apparelhos e accessorios indispensaveis, afim de collocal-a no alto gráo em que se acha.
Hontem tivemos occasião de fazer uma visita geral á fabrica, onde fomos gentilmente acompanhados pelo sr. Luiz Leitner, que nos ministrou as mais completas informações.
Entrando pela casa de machinas, pudemos vêr já funccionando a nova caldeira ha pouco recebida da Europa, a qual contem uma forla de 60 cavallos vapor; a sua acçãi é transmittida aos diversos machinismos de fabricação de gelo, dynamo para gerar a electricidade e outros diversos mistéres da industria. Fomos ás camaras frigoríficas, onde a temperatura se mantinha a 1½ gráos abaixo de zero, lugares estes destinados á fermentação de grande  quantidade de cerveja que se achava em mais de 30 toneis.
Impossibilitados de nos demorarmos n’este local, em vista da baixa temperatura, sahimos logo e nos dirigimos aos demais compartimentos, onde pudemos admirar a boa ordem e o irreprehensivel asseio geral. Disse-nos o sr. Leitner, que a fabrica acha-se habilitada a produzir 30.000 litros de cerveja por dia.
Visitamos depois o «restaurant» Cruzeiro, anexo ao deposito, onde nos foi offerecido um magnifico «chopps». Este «restaurant», assim como um bem montado «jogo de bolas», pertencem aos proprietarios do importante estabelecimento.
E’ este hoje um ponto de diversão, onde grande parte de nossa população vae se recrear aos domingos, debaixo das frondosas arvores que formão o bellissimo parque de um refrigerante jardim”.

Quanto a casa mostrada na foto onde, imagino, funcionava o tal “restaurant”, não sei dizer exatamente quando foi construída, mais imagino que isso ocorreu ainda com os antigos proprietários da cervejaria, ou seja, por volta de 1900.

O Sr. Julio Leitner faleceu em abril de 1909, por um tempo a sua viúva, Sra, Adelina, continuou na sociedade, mas retirou-se em novembro de 1911.

Após o falecimento do Sr. Luiz Leitner, que era casado com Anna Hauer Leitner, a empresa trocou o nome para  “Viuva Luiz Leitner & Filhos” e passou a ser dirigida pelo filho deles, Frederico Leitner (1901-1988).

Em 1940 a Cervejaria Cruzeiro foi vendida para a Cervejaria Brahama e o Sr Frederico assumiu uma diretoria técnica da empresa. Trabalhou nela por mais uns trinta anos.

Uma pequena confusão?


Encontrei em algumas publicações a menção de que Thomas Plantagenet Bigg-Whitters (1845-1890), naturalista e viajante inglês, teria ficado hospedado nessa casa durante sua viagem ao Brasil entre 1872 e 1875. Acredito que haja alguma confusão aí, pois naquela época a casa provavelmente nem existia.

O que acontece é que o Sr. João Leitner, imigrante austríaco, pai dos Srs. Julio e Luiz Leitner, chegou com aproximadamente trinta anos de idade na Colônia Dona Francisca (Santa Catarina) em 1866. Aproximadamente dois anos depois, depois de casar com Marie Lenkt, mudou-se para Curitiba. Aqui conseguiu construir a sua casa, em 1870. Junto funcionava uma pensão e uma cervejaria e fábrica de vinagre. Isso tudo na atual Rua XV de Novembro, esquina com a Rua Barão do Rio Branco, que na época era bem pouco ocupada, pois a cidade era muito pequena.
A pensão evolui para “Hotel Leitner”. Lendo em alguns jornais antigos fiquei com a impressão que foi um dos mais importantes da cidade.
O hotel foi vendido para Mostaert & Cª em agosto de 1882 e passou a chamar-se “Grande Hotel”. No comunicado do negócio publicado no jornal “Dezenove de Dezembro” no dia 12 de agosto de 1882, o parágrafo final diz o seguinte:

“No mesmo estabelecimento que é hoje a Estação das Diligências aluga-se carros de luxo para casamentos, baptisados, visitas e viagens para todos os pontos da provincia onde se possa transitar, bem como grande cocheira para animaes.”

Na primeira noite em Curitiba o Sr. Bigg-Whitters ficou hospedado em um hotel de propriedade de Herr Louis, em suas próprias palavras:

“ … But all things have an end, and about two hours after dark we reached Curitiba, and rode through the dimly lighted street to the solitary hotel of the place, too dead-tired to notice anything on the way. We found Edwards, who had preceded us some days from Antonina, there to greet us, and seldom had we been more delighted to get rid of a mount than we were now. Dinner presently put some life into us again; Herr Louis, the jolly German proprietor, showing himself all that a host should be, in providing for the comforts of his guests. …”

Mais adiante ele menciona o hotel do Sr. Leitner:

“… Every evening, after the day's work with the stores was over, we met together in a new German hotel that was building at the bottom of the town, which possessed the modest attraction of a brewery of its own attached to it. These evenings were usually devoted to talking over the plans and arrangements for carrying out the work of the exploration before us, and to discussing the country generally. Occasionally men would drop in who had themselves travelled in the interior, and lived wild lives in the forest. Herr Leitner (the landlord) would bring out his best beer, and would, when called upon, add to the amusement of the evening by playing on his zither, on which he was a most proficient performer. …”.

Depois ele foi para o interior do estado e quando retornou para Curitiba, onde, com certeza ficou no hotel do Sr. Leitner, escreveu o seguinte:

“ … Curitiba had grown out of all remembrance in the interval of fourteen months that had elapsed since I had last seen it. To right and left of the new road leading to Palmeiras long lines of houses had sprung up where before the prairie rolled. On the right a gigantic building more in the modern London hotel style than anything I hadl yet seen even in Rio itself, was in course of erection, and on all sides unmistakeable signs of progress were manifest.
The German element seemed to have multiplied exceedingly in the place, and the dark skins and black hair of my two Brazilian companions seemed all out of place in the capital "city." People turned round to stare at us as we rode through the streets, wondering no doubt from what remato part of the globe we had come, for our backwoods costumes and travel-stained appearance betokened strangers.
Presently two black fellows in uniform, carrying short swords, came up and stopped us; and then, for the first time, we remembered that we were armed to the teeth, with pistols, revolvers, and long knives stuck all round our waists. No wonder that the people had stared at us, for the carrying of arms is forbidden in Curitiba. The mistake was soon explained, but the black fellows would not leave us till we had reached the door of Leitner's hotel, at which I intended to put up, being evidently afraid that we might at the last moment turn out to be desperate ruffians bent on some murderous outrage.
Herr Leitner received us with outstretched arms, and it was pleasant to find oneself not altogether forgotten amidlst the many changes that had taken place in the town.”

Levando em conta as datas, creio que o Sr. Thomas Bigg-Whitters hospedou-se no Hotel Leitner (que na época deveria estar mais para pensão) na Rua XV de Novembro.

O Sr. João Leitner faleceu em 10 de abril de 1894.

A Churrascaria Cruzeiro


A primeira sede da Churrascaria Cruzeiro foi no “Parque Inglês”, localizado na Estrada da Graciosa (na atual Avenida Prefeito Erasto Gaertner).
O seu proprietário, o imigrante alemão Germano Kundy (1896-1972), transferiu-a em 1937 para um barracão que existia no bosque ao lado da casa retratada.
A Churrascaria Cruzeiro foi uma daquelas famosas da cidade, tanto pelo churrasco como pelo local, que também era conhecido com Parque Cruzeiro. Quando o tempo permitia, o churrasco era servido em mesas instaladas na sobra das grandes árvores que existiam no local. A churrascaria funcionou no local até 1986.

Referências:

sábado, 2 de dezembro de 2017

Fábrica de Louças Colombo

medalhão cerâmico policromático com figuras em relevo

Fábrica de Louças Colombo no Museu Paranaense

No Museu Paranense tem uma exposição de longa duração chamada “Indústrias do Paraná”, com um acervo muito interessante sobre o início da industrialização do estado. O acervo é constituído principalmente por objetos de empresas de Curitiba, ou da região metropolitana, como a Pianos Essenfelder, Fábrica de Fitas Venske, Matte Leão, Cerâmicas Colombo, Todeschini e outras.

Nas fotos de hoje apresento a seção sobre a Cerâmica Colombo.

Em um texto está escrito o seguinte:

“Fábrica de Louças Colombo
A produção de cerâmica branca, as chamadas “louças finas”, no Paraná data do final do século XIX, quando foi estabelecida uma fábrica pelo imigrante italiano Francisco Busato na região metropolitana de Curitiba, no atual município de Colombo.
Sustentada principalmente por mão de obra estrangeira, recebendo das autoridades locais incentivos fiscais e abatimentos nos impostos para importação de maquinário, a Fábrica de Loucas Colombo participou de uma série de exposições regionais e nacionais, sendo premiada em várias ocasiões em reconhecimento à qualidade de seus produtos.
Logo no início do século XX o empreendimento foi comprado pelo ervateiro Cel. Zacarias de Paula Xavier, cuja gestão foi marcada pelo avanço na modernização dos equipamentos e pela contratação de novos especialistas, vindos da Alemanha, para a melhoria na composição química e nas técnicas decorativas aplicadas às peças. Foi, então, renomeada Fábrica de Louças São Zacarias - até que um incêndio destruiu suas instalações em 1925.
Cogita-se que esta tenha sido a primeira produção em escala industrial de louças no país e seu legado pode ser verificado nas inúmeras fábricas deste tipo que surgiram na região metropolitana de Curitiba, muitas fundadas por grupos de indivíduos com experiência no estabelecimento em Colombo. Com a abundância de matéria-prima, um mineral branco chamado caulim, e o conhecimento acumulado das técnicas produtivas, a fabricação de cerâmica prosperou e, inclusive, garantiu que Campo Largo fosse conhecida pela alcunha de “capital da louça”.

Em destaque a foto  de um medalhão cerâmico policromático com figuras em relevo, ofertado ao presidente do estado, onde está escrito o seguinte:

“Ao Exmo. Senr.
Dr. Antonio Augusto C. Chaves,
D. Ministro do Interior.
Offerece a
fabrica de louças de
Colombo, Paraná.
4-11-1899”

E na parte de baixo está escrito:

“João Ortolani a fez”

João Ortolani


Pela parecença do sobrenome, naturalmente o senhor João chamou a minha atenção.
O Sr. João (possivelmente Giovanni) veio da Itália para trabalhar na fábrica de louças.
Era decorador formado pela Academia de Pintura e Escultura de Verona. Chegou no Brasil como imigrante em 1898, contratado pela Colombo.
Além de fazer diversos objetos artístico para a Colombo, a pintura e ornamentação interna do Paço da Liberdade é atribuída a ele, em um trabalho conjunto com João Guelfi.
Ele também decorou algumas casas na cidade, entre elas o Solar dos Leões.
Depois que saiu da fábrica de louças, montou um ateliê na Rua São Francisco.

Referências:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Madeireira

Madeireira no Seminário

As vezes alguns cantos da cidade lembram-me uma cena de cidade do interior.
Foi o que aconteceu quando fotografei esta madeireira no Seminário.
No caso, provavelmente tenha alguma coisa com memória da infância, transcorrida em cidade do interior, com muitas madeireiras.

sábado, 29 de julho de 2017

Padaria América

Padaria América

O prédio localizado na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, esquina com a Rua Trajano Reis (antiga Rua América) apresenta traços do art déco com alguns elementos do movimento paranista da decoração (repare nos pinhões na parte superior).

A Padaria do Sr. Eduardo Engelhardt


A Padaria América é outro daqueles negócios centenários que fazem parte da paisagem da cidade.
Ela foi fundada em 1913 por Eduardo Engelhardt, filho do senhor Friedrich. O primeiro endereço foi na esquina da Rua Sete de Setembro com a Rua Alferes Poli, junto a cervejaria do pai. Era conhecida como o armazém da dona Elza, esposa de Eduardo.
Em 1914 a padaria foi transferida para a Rua América (atual Rua Trajano Reis), esquina coma a Rua Paula Gomes.
Em 1928 a padaria mudou novamente de lugar, subindo uma quadra na Trajano Reis, na esquina com a Rua Presidente Carlos Cavalcanti, endereço mostrado na foto.
Em 1942, como muitos outros estabelecimentos de alemães e italianos, a padaria foi invadida e sofreu algumas depredações (além de levarem a caixa registradora).
Depois de passar pela fase difícil da guerra (faltava farinha, além da animosidade) a padaria continuou o seu caminho até os dias de hoje, sempre tocada pela mesma família.
A padaria atualmente tem mais dois endereços – Bacacheri e Água Verde – além do mostrado na foto.

Friedrich Phillip Ludwing Eduard Engelhardt


O senhor Friederich, pai do Sr. Eduardo, veio para Curitiba em 1882 para trabalhar na construção da Catedral. Em 1885 sofreu um acidente de trabalho na construção e quebrou alguns ossos (braço e costelas). Depois disso mudou de profissão e fundou a “Cervejaria Glória”. Fundou em 17 de julho de 1884, junto com outros imigrantes alemães, a sociedade Handwerker Unterstützungs-Verein (mais tarde, Sociedade Rio Branco), da qual foi o primeiro presidente. O Rio Branco, como outras sociedades fundadas na época em Curitiba era, além de recreativa, principalmente de ajuda mútua

Referência:

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tecelagem Hoffmann (atual Teatro José Maria Santos)

Tecelagem Hoffmann (atual Teatro José Maria Santos)

Tecelagem Hoffmann (atual Teatro José Maria Santos)

Tecelagem Hoffmann (atual Teatro José Maria Santos)

Este prédio na Rua Treze de Maio é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e é uma Unidade de Interesse de Preservação.
Atualmente é ocupado pelo Teatro José Maria Santos, ligado ao Centro Cultural Teatro Guaira. Originalmente foi o local da indústria têxtil da família Hoffmann.

No livro do tombo está escrito o seguinte:

“O prédio foi construído entre os anos 1885 e 1890 para sediar a fábrica de tecidos da família Hoffmann. É um testemunho da arquitetura industrial no Paraná do início do século XX. A construção se identifica como um exemplo de transição. Por trás de um aspecto de residência eclética, um dos elementos mais marcantes das construções industriais, o shed. Estes sheds em número de 5 são sustentados por esbeltas colunas de ferro fundido. A elevação principal apresenta falsa arcada à maneira bizantina - com arcos abatidos, o que lhe dá sobriedade e está no alinhamento predial residencial.”

Publicação relacionada:
Casa Hoffmann

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Açougue Garmatter

Localizado na esquina da Rua José Bonifácio com a Travessa Nestor de Castro, este prédio é uma Unidade de Interesse de Preservação.

No local ficava o Açougue Garmatter, de propriedade do Sr. Júlio Garmatter. O açougue era situado no térreo e os andares superiores eram residência. Nos fundos, em um terreno comprido com frente para a Nestor de Castro ficava a indústria do Sr. Garmatter, que fabricava banha, defumados e embutidos, como salames e presuntos.

No final dos anos 1800 já é possível encontrar no jornais notícias sobre um açougue Garmatter na Rua José Bonifácio. Imagino, mas não consegui confirmar, que fosse do pai do Sr. Júlio. Outra coisa que não consegui confirmar é se o local era o mesmo, uma vez que a numeração na rua sofreu alterações com o tempo.

No prédio atual está escrito na platibanda as iniciais JG e a data de 1920. Especulo que no local havia uma casa menor e foi reformada ou construíram esse prédio em 1920.

Em uma publicação futura o nome do Sr. Júlio Garmatter voltará a aparecer aqui no blog, quando mostrar as fotos da sede atual do Museu Paranaense.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Uma coleção de rótulos de erva-mate

Uma coleção de rótulos de erva-mate

Esta coleção de rótulos de erva-mate, que eram aplicados nas tampas das barricas, está no Museu Paranaense.

Já fiz uma publicação onde comentei um pouco mais mais sobre esses rótulos e a importância da erva-mate na economia da cidade. É bem interessante. Se você ainda não leu, pode encontrá-la na publicação “Um rótulo de erva-mate”.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Um tipo de indústria que ressurge

Pequenas cervejarias, um tipo de indústria que ressurge

As cervejarias locais e regionais parecem que estão conquistando espaço.

Não passo todos os dias, mas circulo de carro pela Rua México muitas vezes por mês. Nunca havia reparado nessa cervejaria. Pequena, deve ter uma produção quase que insignificante em relação aos gigantes do setor.

No passado Curitiba já teve muitas cervejarias locais, com diversas marcas. Com o tempo o setor passou por um processo de concentração enorme – no pais todo – com as companhias grandes comprado as pequenas marcas locais e regionais, chegando ao ponto de quase não existir mais cervejarias pequenas.
A partir dos anos 1980 começaram a ressurgir essas pequenas empresas. No início só umas poucas. Diversas não encontraram o espaço próprio e quebraram ou simplesmente encerraram as atividades. Nos últimos anos, além de aumentarem em número, quer parecer-me que estão encontrando um lugar na preferência das pessoas.

Quando passei em frente dela já estava caminhando a mais ou menos uma hora. Uma cerveja até que cairia bem. Mas estava fechada. Qualquer dia desses passarei lá em uma hora que esteja aberta.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

No Seminário, uma indústria que fechou

No Seminário, uma indústria que fechou

No Seminário, uma indústria que fechou

No Seminário, uma indústria que fechou

Este predinho está localizado no bairro Seminário.
Fotografei-o em um dia que participava de uma Caminhada Observacional.
Uma das pessoas do grupo comentou que no local tinha uma indústria de penais de madeira.

É inevitável. Sempre que encontro uma casa abandonada, uma indústria fechada, fico pensando em quais seriam os motivos, qual seria a história.
É uma pena, mas estamos entrando em um novo ciclo onde muitos negócios pequenos não sobreviverão.

Na porta da esquina tem um pequeno nicho com a imagem de uma santa, que continua lá firme, guardando o local. Logo embaixo tem um mosaico, mas foi coberto por tinta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Um rótulo de erva-mate

Um rótulo de erva-mate

O ciclo da erva-mate foi o primeiro grande ciclo econômico importante do Paraná e, consequentemente, de Curitiba.
O primeiro engenho, muito primitivo ainda, foi montado em Paranaguá em 1820 por Francisco de Alzagaray, vindo da Argentina. Os engenhos espalharam-se primeiro no litoral, em Paranaguá, Antonina e Morretes.
O primeiro engenho da cidade, o Engenho da Glória, foi instalado em 1834 pelo coronel Caetano José Munhoz (1817-1877) e depois, muitos outros vieram.
O dinheiro da erva-mate (Ilex paraguariensis) irrigou toda a economia da cidade por um bom tempo, tendo um efeito multiplicador muito grande. Ele não fez surgir só belas casas (Mansão das Rosas, Solar dos Leões, Casa dos Veiga, Solar do Barão, entre tantas outras) mas contribuiu para o surgimento ou melhoria de escolas, hospitais e museus.
Inicialmente erva-mate a granel era transportada em bolsas de couro, mas o engenheiro André Rebouças identificou nessa embalagem um problema para a aceitação do produto no exterior, surgindo daí a industria de barricas de madeira (o que iniciou o desenvolvimento da indústria madeireira). As barricas necessitavam de aros de metal (assim desenvolvendo a metalurgia). O mercado externo exigia também identificação nas embalagens, o que possibilitou o surgimento da industria gráfica para produzir rótulos (o Barão do Serro Azul foi um dos sócios da Impressora Paranaense e também proprietário da primeira serraria a vapor do estado). A indústria de embalagem beneficiou-se também com o surgimento das pequenas caixas de madeira, de metal e, mais tarde ainda, de papelão; tudo para embalar a erva-mate.
A indústria do transporte foi outra beneficiaria, primeiro em mulas, depois em carroções, trem e mais tarde, caminhões. A erva influi também da infraestrutura, com as melhorias na Estrada da Graciosa e a construção da estrada-de-ferro.
E tudo isso necessitava de gente, gerando muitos empregos.

Na foto um belo rótulo de tampa de barrica, impresso pelo sistema de litografia, que fotografei em uma exposição no Memorial da Cidade de Curitiba.

Referência:

terça-feira, 14 de junho de 2016

O sobrado na Rua Barão do Rio Branco 773

O sobrado na Rua Barão do Rio Branco 773

O sobrado na Rua Barão do Rio Branco 773

O sobrado (ou o que resta dele) segundo os autores do livro “Espirais do Tempo” é o mais expressivo do conjunto existente naquela quadra diante da Praça Eufrásio Correia.
É um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação. Segundo as anotações no livro de tombo, foi construído entre 1904 e 1906, sendo de de estilo eclético de linguagem neoclássica. Não consegui descobrir por quem e nem quem o ocupou no início.
Diversas vezes encontrei referências de que teria sido originalmente um estabelecimento industrial, instalado no local aproveitando a proximidade com a Estação Ferroviária.
Fiquei curioso com relação a isso e tentei descobri qual teria sido a indústria que ocupava o imóvel.
Em uma dessas redes sociais encontrei uma foto de 1912 retratando um embarque de tropas do exército, com uma multidão ocupando a região. Na foto, mostrada ao lado, o casarão aparece e nele dá para ler claramente a palavra “Lavigne”. Mais tarde encontrei uma outra foto ainda mais antiga, de 1909, retratando a recepção ao presidente da república Afonso Pena. Nela é possível ler “Fábrica de … Lavigne”.
Depois de pesquisar por um tempo, a conclusão que cheguei é que no local esteve instalada a indústria de licores (destilaria) do Sr. Florestano De Lavigne.
Segundo o relatório com data de 31 de dezembro de 1905 apresentado ao Exmo. Sr. Dr. Vicente Machado de Silva e Lima, Presidente do Estado do Paraná, pelo Secretário d’Estado dos Negocios das Finanças, Commercio e Industrias, Sr. Joaquim P. Pinto Chichorro Junior, entre tantas outras informações relacionadas aos assuntos de responsabilidade da secretaria, é informada a visita em algumas fábricas, entre elas a feita a “Distillação, de propriedade de Florestano De Lavigne. Situada no Largo da Estação, produz vinho, cognac, Fernet, vermouth, vinagre, laranginha, licores e xaropes diversos; exportando para Buenos Ayres licor de herva matte. Foi Fundada em 1894.”
A primeira referência que encontrei da empresa foi no jornal “A República”, de 30 de novembro de 1895 onde o jornal relata uma visita que fizeram a fábrica de gelo estabelecida na Rua João Negrão, “o primeiro (estabelecimento) que se leva a effeito neste Estado, graças á actividade e intelligencia dos srs. Ilio De Lavigne & Comp.”
O mesmo jornal, no dia 3 de junho de 1896 registra o recebimento de “garrafas de syphon e de outras bebidas delicadamente preparadas em seu futuroso estabelecimento” e elogiam: “as garrafas de xarope são muito elegantes, e todas ellas têm rotulo da fábrica”.
Em outra visita feita pelo jornal relatada na edição de 6 de janeiro de 1897, entre outras coisas, escreveram que “a agua gasta no fabrico de todas as bebidas, é sahida do chafariz junto á Estação da Estrada de Ferro, que é das melhores que temos, senão a melhor”. Elogiam também que todos os produtos são rotulados e levam a indicação “Coritiba - Estado do Paraná. Isso prova que o Sr. De Lavigne não é nenhum «charlatão» que viva a impingir productos «Fritz-marck» por legitimos”.

Continuando a pesquisa no mesmo jornal é possível acompanhar alguns fatos relacionados com a empresa. Em fevereiro de 1899 a sociedade entre o Sr. Ilio e a Mathias Bohn & Comp. foi desfeita e o Sr. Ilio saiu da empresa, que seria liquidada.
Em março de 1899 o Sr. Ilio informa que estaria fundando com outros sócios uma nova fábrica de licores.
Depois tem outros comunicados que indicam ter havido uma disputa em torno da marca “De Lavigne”.
Em novembro de 1899 foi publicado um comunicado informando a dissolução da sociedade entre o Sr. Ilio De Lavigne e o Sr. Cicero Gonçalves Marques na Ilio De Lavigne & Cia, em função do estado de saúde do Sr. Ilio, tendo ele retirado-se da sociedade, que ficava sendo do Sr. Cicero.
Em dezembro de 1899 tem a notícia do falecimento do Sr. lio de Lavigne.
No dia 12 de julho de 1901 a Mathias Bohn & C. vendeu todas as dívidas ativas da De Lavigne & C. (a primera empresa do Sr. Ilio) para o Sr. A. Samuel Benaim com quem os respectivos devedores deveriam se entender.
Em 18 de julho de 1901 é publicado um informe do Sr. A. Samuel Benaim declarando aos proprietário de dividas a receber da extinta firma De Lavigne & C.ª que vendeu os seus débitos com aquela firma ao Senhor Florestano De Lavigne.
Em 13 de outubro Florestano De Lavigne comunica que acaba de mudar a empresa para a Rua da Liberdade n, 12, na Praça da Estação.

Até então, desde a época do Sr. Ilio, o esquema de promoção dos produtos parece ser a remessa de produtos e calendários aos jornais, que acabavam sempre publicando uma nota sobre isso. Participavam também de feiras, onde conquistaram diversas medalhas de ouro com os seus produtos. A primeira propaganda da empresa que encontrei foi no “A República” de 1 de fevereiro de 1908, que dizia “Alfafa de superior qualidade encontra-se em casa de Florestano De Lavigne - Largo da Estação N. 10”. O que indica que não lidava só com bebidas.
Depois, a partir de 24 de maio de 1914  são publicadas diversas propagandas, relativamente pequenas, que dizem: “Distilação Florestano de Lavigne Casa Premiada com 8 medalhas de ouro Milano, Turim, S. Luiz, Rio de Janeiro e Paraná - “Especialista em licores finos e xaropes. - Rua Barão do Rio Branco, 10 - Curytiba”.
No dia 29 de maio de 1915 encontramos convite para missa de 7º dia a ser celebrada no dia 2 de junho pelo falecimento de Florestano De Lavigne.
Os anúncios da empresa continuam por mais alguns dias e depois desaparecem. Não sei dizer o que aconteceu com a empresa. Deve ter sido fechada ou vendida.

Referências:

domingo, 10 de abril de 2016

Fábrica Trevisan

Fábrica Trevisan

Fábrica Trevisan

Esta casa localizada na Rua Emiliano Perneta é uma Unidade de Interesse de Preservação e é o que restou da “Fábrica de louças, refratário e vidro João Evaristo Trevisan”, fundada em 25 de agosto de 1927. No local era a indústria e a casa da família Trevisan. As instalações da fábrica eram maiores, com barracões atrás e ao lado da casa que restou.
Um dos filhos do Sr. João virou uma personalidade da cidade, o famoso contista Dalton Jérson Trevisan, que havia nascido dois anos antes da abertura da empresa, em 14 de junho de 1925.
O jovem Dalton trabalhou na empresa da família.
Em março de 1945 houve uma explosão na fábrica e Dalton, então estudante de Direito, sofreu ferimentos no crânio e ficou um mês hospitalizado.
Mais tarde, já um escritor reconhecido, comentou: “Olhei pela primeira vez a morte dentro dos olhos e mais que o sofrimento físico, doeu a revelação de que era mortal. Nesse dia, nasceu o escritor”.

Outra postagem sobre Dalton Trevisan:
A casa de Dalton

Referências:

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Móveis Cimo

Móveis Cimo

Móveis Cimo

Estas fotos são puro saudosismo, uma vez que quase mais nada da antiga fábrica da Cimo existe no local.

A Móveis Cimo S.A. foi fundada por Willy Jung e Jorge Zipperer em 1912 na cidade de São Bento do Sul (SC), e teve a sua primeira serraria no então distrito de Rio Negrinho. Com o tempo tornou-se a maior fábrica de móveis da América Latina, com fábricas em Rio Negrinho, Curitiba, Joinville e no Rio de Janeiro. Desde praticamente o início a empresa tinha escritórios em Curitiba, nos últimos anos da empresa, foi a sede, até a sua falência em 1982.

A Móveis Cimo além de móveis residenciais, produzia também mobiliário escolar e móveis para auditórios e cinemas, sendo quase um monopólio nestas duas áreas. Quem tem um pouco mais de idade (não muita) quase com certeza estudou sentado em uma carteira fabricada pela Cimo (o Colégio Estadual foi todo mobiliado por eles), ou assistiu um filme em uma poltrona Cimo. Quase todos os cinemas do Brasil (em uma época que haviam muitos) tinham poltronas Cimo.

Os projetos dos móveis eram inovadores para a época e são estudados até hoje em escolas de desenho industrial. Muita gente ainda tem em casa móveis fabricados pela Cimo. Eram de uma época em que as coisas eram feitas para durar. A marca Cimo era uma verdadeira grife, em um tempo em que a palavra ainda nem era usada com o sentido que tem hoje. Quando alguém elogiava um móvel, as pessoas faziam questão de dizer que era um Cimo.

As fotos foram tiradas na Av. São José, mas as instalações da Cimo eram na Av. Senador Souza Naves e ocupavam uma quadra enorme, que ia até a São José.

Interessante notar como a cidade cresceu. Na Souza Naves, desde a altura do Conjunto Independência, era já uma zona industrial, ou seja, na periferia da cidade. Hoje, a região é praticamente centro.

Referência:

sábado, 5 de setembro de 2015

Fundição Müeller



Gottlieb Müeller nasceu na Suíça em 1843. Aos 25 anos emigrou para o Brasil, para São Francisco do Sul. Casou em Joinville com Ana Maria Baumer e em 1877 mudou para Curitiba, junto com sete filhos.
Chegando na cidade, instalou uma ferraria entre a Estrada da Graciosa (atual Avenida Cândido de Abreu) e a Estrada do Assungui (Rua Mateus Leme) ou seja, na saída da cidade. Na empresa reparava as carroças que faziam o transporte de mercadorias na época. Depois instalou uma fundição que fazia também serviços de tornearia e usinagem de peças.
O senhor Müeller era bastante avançado em termos sociais, criou uma caixa mútua, que oferecia aos funcionários assistência médica e dentária, remédios a preço de custo, empréstimos, auxílio funeral e outras vantagens. Era descontada uma pequena contribuição na folha dos empregados e a empresa cobria o restante. Ela pagava férias e remunerava os aprendizes menores. Isso em um tempo em que não havia qualquer legislação trabalhista.
Os filhos inicialmente trabalhavam na empresa como empregados. Só mais tarde foram admitidos como sócios.
O sr. Gottlieb Müeller faleceu em 1902 e os seus filhos assumiram a empresa, alterando a razão social para Müeller Irmãos Ltda.
Eles administraram o negócio até a década de 1970, quando por problemas financeiros, venderam a empresa.
Em 1978 Salomão Soifer e Milton Gurtensten compraram o prédio da Mateus Leme e iniciaram a construção de um centro comercial, que foi inaugurado em 1983. Na construção mantiveram algumas características do prédio original. Basicamente as paredes externas na fachada.
O prédio é uma Unidade de Interesse de Preservação

Referência:

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Fábrica de Fitas Venske









No totem no local está escrito o seguinte: “Edificação de 1938, sede própria da fábrica de fitas criada em 1907 pelo alemão Gustavo Venske. A empresa que permaneceu com a família Venske como sócia única ou majoritária ao longo do tempo, funcionou até 1980, como fabricante de fitas e, a partir de 1952, também bandeiras. Atualmente os pavilhões são ocupados por escolas de idiomas como o Instituto Goethe e estabelecimentos públicos e privados.”

No pátio interno tem umas vitrinas com amostras dos produtos produzidos pela empresa e alguns dos equipamentos que ela utilizava, além de fotografias e outras informações. Bem bacana.
É uma Unidade de Interesse de Preservação e está localizada na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Reinaldino Schaffemberg de Quadros, no Alto da Rua XV, em frente a Praça do Expedicionário.