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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Um relógio na Cons. Carrão

Casa com um relógio no frontão na Rua Cons. Carrão
Casa com um relógio no frontão na Rua Conselheiro Carrão
Casa com um relógio no frontão na Rua Cons. Carrão - detalhe

Casa na Rua Conselheiro Carrão, esquina com a Rua Sete de Abril, onde está instalado um bar.
Naturalmente, o que chama a atenção é o relógio no bonito frontão.
Não sei se o relógio funciona, quando fotografei não funcionava.

João da Silva Carrão

João da Silva Carrão, o Conselheiro Carrão, nasceu em Curitiba em 14 de maio de 1810, onde iniciou os seus estudos. Filho de do capitão Antonio José da Silva Carrão (ou Carram) e Ana Maria Cortez. Formou-se me Direito na Faculdade de São Paulo. Presidente da Província do Pará (outubro de 1857 a maio de 1858), e a Provìncia de São Paulo (agosto de 1865 a março de 1866), deputado provincial, deputado geral, ministro da Fazenda e senador do Império (1880-1888). Foi também jornalista, professor universitário 
Faleceu no Rio de Janeiro em 4 de junho de 1888.

Veja outras publicações que saíram no blog com a etiqueta “relógio”.

Referências:

sábado, 3 de julho de 2021

Igreja São Francisco de Paula

Igreja São Francisco de Paula
Igreja São Francisco de Paula - fachada
Igreja São Francisco de Paula - detlahe da fachada com estátuas do profetas
Igreja São Francisco de Paula - detalhe do grande campanário (torre sineira)

Localizada na Rua Saldanha Marinho, esquina com a Rua Desembargador Motta, a Igreja São Francisco de Paula é a sede da paróquia de mesmo nome e uma Unidade de Interesse de Preservação.

O prédio em estilo neorromano (“Gosto arquitetônico utilizado sobretudo na construção de igrejas em finais do século XIX e início deste. Consiste no uso de templos romanos como modelo para a edificação.”).
Na parte superior do grande pórtico há quatro estátuas que imagino serem dos Profetas Maiores (Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel).
Na faixa no brazão na parte superior está escrito Caritas Chirsti Urget (Caridade pede a Cristo).
Interessante também o alto campanário, com relógio, localizado no fundo da igreja.

Em 1914, o prefeito Cândido de Abreu permutou com a Diocese de Curitiba a área onde está localizada o que hoje chamamos de Ruínas do São Francisco, na Praça João Cândido, pelo terreno da atual Igreja Paroquial de São Francisco de Paula.
A Diocese recebeu em doação dois outros terrenos, onde foi construída uma escola paroquial, junto a uma pequena igreja de madeira. A construção do prédio atual começou em 1949.
A construção foi bem lenta, sempre com dificuldades financeiras. Mas, em 1954, mesmo com o prédio inacabado os cultos passaram a serem celebrados no local, inclusive com a celebração do primeiro casamento.
Em um depoimento à jornalista Lucia Norcio, citado na monografia de Giorgio Dal Molin, está escrito:
“Os primeiros noivos foram justamente Aldo e Rute Bertoldi. Fiéis paroquianos até os dias de hoje, eles contam que o ambiente em construção, repleto de tijolos, areia e cal, rendeu muitas críticas de amigos que lhes sugeriam outras paróquias, como a tradicional Santa Terezinha. Irredutíveis, não restou aos amigos outra alternativa senão apoiá-los. Luiz Porat, também ainda freqüentador assíduo da paróquia, decidiu decorar o local. Hoje ele dá risadas de sua ideia, classificando-a de cafona, no que é contestado pelo casal e Oswaldo Guiss. Eles contam que na entrada do “templo em obras” os convidados se depararam com as letras R e A feitas com hortênsias. Os bancos foram decorados com flores da época e o altar, com imagens de Nossa Senhora das Vitórias e Santa Inês, trazidas de outras paróquias. Da cerimônia, eles também se recordam divertidos da “audácia” de Modesto Porat: ele enfrentou o então padre Jerônimo Mazarotto, pároco de Santa Terezinha, e pediu emprestado o “pomposo tapete vermelho” usado nos casamentos da tradicional igreja. “O que eu queria era que a Rute e o Aldo em vez de pisarem em pedras e areia, desfilassem sobre o tapete”, explica, divertido.”
Por fim, em 1961 a igreja recebeu a benção episcopal.

Publicação relacionada:

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Curitiba Trade Center

Edifício Curitiba Trade Center - detalhe da entrada
Edifício Curitiba Trade Center
Edifício Curitiba Trade Center

Projetado por Ely Loyola Arquitetos, o edifício “Curitiba Trade Center” foi concluído em 1997 (a construção iniciou em 1993).
Com 34 andares acima do solo e 111,25 m de altura, é no momento o sétimo mais alto da cidade.
Localizado na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, chama a atenção pelo seu belo desenho (que foge dos tradicionais caixotes) e pelo seus relógios.

Publicação relacionada:
Mais um dos relógios da cidade

Referências:

sexta-feira, 29 de março de 2019

Curitiba - 326 anos

Estátua de Curitiba na torre do Paço da Liberdade.

Feliz aniversário jovem Curitiba!

Estátua de Curitiba na torre do Paço da Liberdade.

O jornal “Diário da Tarde” de 17 de janeiro de 1916 descreveu assim a única representação humana da cidade (se existe outra, desconheço):

“Na torre, a figura central é uma bella joven, tendo vestida peplum e tunica, e que se encontra assentada, representa a cidade de Coritiba, presidindo aos destinos do seu povo e cuja execução é digna de merecimento.”

Publicações relacionadas:
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (leia nesta publicação sobre o mito fundador de Curitiba)
Paço da Liberdade

Referência:

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Igreja Imaculado Coração de Maria

Igreja Imaculado Coração de Maria
Igreja Imaculado Coração de Maria
Igreja Imaculado Coração de Maria - detalhe da torre
Igreja Imaculado Coração de Maria - fachada
Igreja Imaculado Coração de Maria - porta de entrada principal
Igreja Imaculado Coração de Maria - detalhe da porta
Igreja Imaculado Coração de Maria - vista parcial da lateral


A igreja da Paróquia Imaculado Coração de Maria está localizada na Avenida Presidente Getúlio Vargas (antiga Rua Ivahy), esquina com a Rua Nunes Machado. É uma Unidade de Interesse de Preservação.

A origem da igreja está em uma pequena capela provisória construída junto à casa dos Missionários Claretianos, benzida em 24 de maio de 1908.

Em 1910, substituindo a capela, foi inaugurado o Santuário Matriz do Imaculado Coração de Maria.

Com o tempo a igreja foi ficando pequena e os padres pediram ao então vice-governador Caetano Munhoz da Rocha (1879-1944), que era devoto do Coração de Maria, a doação do projeto de um novo templo. O projeto foi feito gratuitamente pela Diretoria de Obras Públicas do Município de Curitiba, comandada na época pelo engenheiro João Moreira Garcez.

A pedra fundamental do Santuário, no formato de uma cruz latina, foi lançada em 17 de agosto de 1917 e a inauguração ocorreu em 3 de dezembro de 1922.

Em 12 de março de 1923 houve um incêndio na igreja, que consumiu o altar-mor, feito em madeira e que tinha uma imagem do Coração de Maria vinda da Espanha, entre outras imagens.

Com a ajuda financeira de fiéis, o altar foi reconstruído  e a nova imagem do Coração de Maria foi entronizada em 3 de fevereiro de 1924.

No início a construção da igreja não seguiu exatamente o projeto de João Moreira Garcez. Os vitrais da fachada e das torres foram preenchidos com tijolos, entre outras coisas. Mas os vitrais foram colocados na década de 1950, assim como o relógio doado por Eduardo Thá. Naquela reforma dos anos 1950, além dos vitrais e do relógio, foram colocados o anjo sobre a torre menor, a imagem do Coração Maria, a cruz e o escudo da Congregação, concluído, de certa forma o acabamento. Uma das coisas que ficou diferente do projeto original foi a cúpula abobadado da torre, que pelo projeto seria na forma de agulha, com uma cruz na ponta.

Como muitas outras instituições religiosas na cidade, está também teve (e tem) uma atuação social importante: alfabetização de adultos, corte e costura, datilografia, coleta e distribuição de roupas e medicamentos, gabinete dentário, e diversas outras atividades.

Os Missionários Claretianos


A Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria foi fundada na cidade de Vic (Espanha) em 16 de julho de 1849 por Santo Antônio Maria Claret.

Antônio Maria Claret lutou contra a escravidão, fundou uma caixa de amparo para agricultores pobres, uma escola agrícola. Moderno para o tempo, criou uma editora e livraria e imprimiu milhões de livros e folhetos, divulgado a Palavra de Deus.
Além da Congregação masculina, fundou também a das Religiosas de Maria Imaculada para o Ensino.

Os missionário claretianos hoje estão em mais de sessenta países, espalhados por cinco continentes, com escolas, faculdades, institutos e serviços de comunicações (televisão, rádio, internet, livros, revistas); e serviços sociais como creches e centros de juventude.

A Congregação chegou no Brasil em 1895, em São Paulo. A Casa de Curitiba foi oficializada em 1906.

Publicações relacionadas:

Referências:

sábado, 14 de abril de 2018

Rua 24 Horas

Rua 24 Horas, vista da  Rua Visconde de Nácar
Rua 24 Horas vista da Rua Visconde do Rio Branco
Rua 24 Horas - detalhe do relógio

A “Rua 24 Horas” é uma galeria que liga a Rua Visconde de Nácar com a Rua Visconde do Rio Branco.

No totem no local está escrito o seguinte:

“Rua 24 Horas

Inaugurada em 1991,
como símbolo da
cidade do futuro,
tornou-se ponto de
referência da cidade e
mostrou ser capaz de
se renovar após
processo de
revitalização em 20111.
Tem cobertura
transparente apoiada
em 32 arcos de
estrutura metálica,
sinalizados pelo
relógio de círculo
duplo, com todas as
horas de cada dia.
Oferece à cidade e aos
turistas que aqui
transitam serviços,
lazer, cultura e opções
gastronômicas.

CURITIBA”

O projeto arquitetônico é de Abrão Assad, Célia Bim e Simone Soares.

Referência:

domingo, 1 de outubro de 2017

Santa Casa - alguns detalhes externos

Santa Casa - alguns detalhes externos
Santa Casa - alguns detalhes externos
Santa Casa - detalhes do muro

O prédio da Santa Casa é muito bonito. É um daqueles da cidade que merecem ser admirados com calma.
Nas fotos de hoje alguns detalhes que demonstram o cuidado com que foi construído.
Para saber um pouco da história da Santa Casa, veja a publicação relacionada abaixo.

Uma coisa interessante nessas minhas caminhadas, e que gosto de encontrar, são as diversas conexões. Passar por uma rua acaba tendo um outro sentido. É o busto de uma pessoa, que está em uma praça, que foi importante para a obra desenvolvida em um outro prédio, em outro local. A casa de umas irmãs que além de terem uma escola faziam um hospital funcionar e assim por diante. Abaixo algumas das muitas conexões com a Santa Casa. Existem outras espalhadas pela cidade.

Publicações relacionadas:

terça-feira, 27 de junho de 2017

Gymnasio Paranaense

Gymnasio Paranaense
Gymnasio Paranaense
Gymnasio Paranaense
Gymnasio Paranaense
Gymnasio Paranaense
Gymnasio Paranaense

O prédio do Gymnasio Paranaense foi inaugurado em 24 de fevereiro de 1904.
Antes o Gymnasio Paranaense funcionava na Rua Emiliano Perneta (antiga Rua Aquidaban) junto como o atual Instituto de Educação do Paraná. Mais tarde, em 1943, ele virou o Colégio Estadual do Paraná, que em 1959 foi transferido para a sede atual, na Avenida João Gualberto.

O jornal “Diário da Tarde” daquele dia publicou a seguinte nota:

“Foi hoje, á uma e meia da tarde, inaugurado o novo edificio do Gymnasio Paranaense e Escola Normal, sito a Rua Borges de Macedo.
Usou da palavra o dr. Cerqueira que, em nome do governador, entregou o edificio inaugurado ao dr. Octavio do Amaral, e este, em pequena allocução, entregou ao director da instrucção publica o referido estabelecimento.
Durante a solenidade tocou a banda musical do regimento de segurança.”

O prédio está localizado na Rua Ébano Pereira (antiga Rua Borges de Macedo), em frente a Praça Santos Dumont. É um bem tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná e uma Unidade de Interesse de Preservação. Atualmente é ocupado pela Diretoria de Assuntos Culturais da Secretaria de Estado da Cultura.

No livro “Espirais do Tempo” o prédio é assim descrito:

“Exemplifica, o antigo ginásio, o ecletismo de vocabulário neoclássico: composição simétrica, monumentalidade através do destaque de um corpo central, colunas greco-romanas e platibanda vazada no coroamento das fachadas.
O prédio é sublinhado pelo torreão central, destacando, em planta, ao avançar em relação ao conjunto, e em elevação, ao sobrepor-se à massa do edifício. A composição dos vãos obedece a duas diretrizes: no térreo, retangulares; no andar superior, arrematados em arco pleno. Colunas de capitel ladeiam os vãos do andar superior. Vale mencionar, internamente, o espaço central, de duplo pé-direito, coberto por clarabóia que cumpre o papel de área de circulação e distribuição, abrindo para ele as salas, dispostas à sua volta. No andar superior a circulação é feita por uma passarela, que sustentada por colunas de ferro desenvolve-se à volta do vazio desta área. São também metálicos o guarda-corpo dessa circulação e a armação da clarabóia. As paredes são de alvenaria de tijolo, possuindo as externas revestimento à bossagem, que confere ao edifício uma austeridade peculiar aos edifícios públicos da época.”

Publicações Relacionadas:
Instituto de Educação do Paraná
Colégio Estadual do Paraná

Referência:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O relógio de sol da Escola Profissional Maria Ruth Junqueira

O relógio de sol da Escola Profissional Maria Ruth Junqueira

O relógio de sol da Escola Profissional Maria Ruth Junqueira

Pois não é só a antiga Farmácia Stelfeld que tem um relógio de sol.
A Escola Profissional Maria Ruth Junqueira, mantida pela Federação Espírita do Paraná, também tem um. A escola está localizada na Alameda Augusto Stelfeld.
Só para comparar com a imagem, a foto foi tirada às 14:22 h.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Relógio da Flores

Relógio da Flores

O Relógio das Flores está localizado na Praça Garibaldi, em frente a Sociedade Garibaldi.

Na placa no local está escrito o seguinte:

“RELÓGIO
DAS
FLORES

Presente dos
Joalheiros Rosemann à
cidade em 1972.
Funciona por telecomando.
As flores mudam conforme
as estações do ano.

Curitiba
1693 - 300 - 1993”

O comando dele está localizado na Igreja do Rosário e apesar de ser um mecanismo baseado em impulsos do quartzo, o que conferiria uma grande precisão, no dia que o fotografei estava parado.

sexta-feira, 3 de março de 2017

O relógio do prefeito

O relógio do prefeito

Este relógio está no Paço da Liberdade.
A placa que fala sobre ele diz o seguinte:
“Mecanismo à corda e relógio estilo barroco do século XIX. Marca: Extra. Em madeira entalhada com pés frontais e espirais torneadas, este relógio pertenceu ao gabinete do prefeito Sr. Cândido de Abreu que administrou a cidade de Curitiba de 1892-1894 e 1913-1916.”

Deve ter servido a outros prefeitos, já que o prédio foi sede do poder executivo municipal até 1969, quando foi transferido para o Palácio 29 de Março.

Cândido de Abreu tinha bom gosto por relógios, uma vez que foi também o responsável pelo Relógio da Praça Osório. Verdade é que o bom gosto dele não era só por relógios, uma vez que foi responsável por muitas das mais belas construções da cidade, como por exemplo o próprio Paço da Liberdade (que também tem belos relógios na torre), o Palacete Leão Júnior, a Praça Eufrásio Correia e os portões do Passeio Público, entre outras.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Paço da Liberdade - a torre

Na fachada principal a torre central é um dos destaques do Paço da Liberdade.

Leia como o jornal “Diário da Tarde” a descreveu em 17 de janeiro de 1916:

“… A entrada nobre está projectada com um desenvolvimento gracioso e digno de nota.
Os degraus são talhados em bom granito. Os Hercules que fingem suportar a torre estão realmente magestosos.
Na torre, a figura central é uma bella joven, tendo vestida peplum e tunica, e que se encontra assentada, representa a cidade de Coritiba, presidindo aos destinos do seu povo e cuja eecução é digna de merecimento.
Completa a ornamentação da torre um escudo com as armas do Municipio, cabeças de leão symbolizando a força; a cupula de superficie curvillinea coberta a eternite e sobre esta um foco de luz electrica com a intensidade de mil velas.
A silueta deste campanario domina todos os predios circumvisinhos e por sua imponencia se destaca dos mais com uma certa altivez que incute respeito. Tres relogios movidos a electricidade estão collocados nas tres faces, sendo os mostradores illuminados á noite. …”

É interpretação corrente que os Hercules representam os poderes municipais, legislativo e executivo, que sustentam as colunas que suportam a bela Curitiba, sentada lá no alto. Não sei dizer se esta simbologia para os Hercules é da época do projeto, ou se foi criada posteriormente.

Publicações relacionadas:

Referência:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Paço da Liberdade - detalhes externos

Há quem classifique o estilo do Paço da Liberdade como sendo eclético com elementos do art nouveau. Outros dizem que ele é art nouveau.

Já o jornal “Diário da Tarde” do dia 17 de janeiro de 1916 descrevia o estilo do prédio assim:

“… O exterior é moldado no estylo (neo classico) isto é, o Luiz XVI modernizado, o qual se adapta perfeitamente ao fim a que é destinado, É, além disso, um estylo proprio para uma cidade como Coritiba que está em sua formação. O interior é de outros estulos que mais abaixo descreveremos.”

Esse negócio de classificar prédios em estilos é complicado, pelo menos para mim. Uma coisa tenho certeza, o prédio tem muitos elementos do art nouveau.

De qualquer maneira, independente da classificação de estilo, é um prédio lindíssimo, provavelmente o prédio público mais bonito da cidade.
Vale uma visita com tempo para ficar observando todos os detalhes externos e internos. Cada vez que visito o prédio acabo descobrindo detalhes novos, que ainda não havia percebido antes.

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Referência:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Paço da Liberdade

Paço da Liberdade

Paço da Liberdade

Paço da Liberdade

Paço da Liberdade

Paço da Liberdade

Paço da Liberdade

O Paço da Liberdade é o único prédio da cidade considerado Patrimônio Cultural Brasileiro, tombado pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, inscrito no Livro do Tombo das Belas Artes em outubro de 1984.
O prédio também é tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná (inscrito no Livro do Tombo em janeiro de 1966) e é uma Unidade de Interesse de Preservação.

Foi construído entre 1914 e 1916, quando Cândido de Abreu (1856-1919) estava exercendo o seu segundo mandato de prefeito. Inaugurado no dia 24 de fevereiro de 1916, data da promulgação da Constituição Federal e era chamado na época de Paço Municipal.
Ganhou o nome de Paço da Liberdade em 3 de fevereiro de 1948, para comemorar a retomada do regime democrático no pós-guerra, com uma nova constituição ao final da era Vargas.

O local


O prédio, para abrigar a prefeitura e câmara de vereadores, foi uma encomenda feita pelo governador Carlos Cavalcanti de Albuquerque (1864-1935).
A Lei Municipal nº 348 de 29 de novembro de 1912, assinada por João Antonio Xavier, que ocupava o cargo de prefeito naquele ano, autorizava o prefeito “… a emittir apolices até a importancia de seiscentos contos de réis (600:000$00) ao typo de 90 e juros de 6 %, para a construcção do palacio municipal, na praça Santos Andrade. na parte comprehendida entre as ruas João Negrão e Senador Laurindo. …”

Mais tarde o local escolhido acabou sendo a atual Praça Generoso Marques, onde estava instalado o Mercado Municipal, que foi transferido provisoriamente para um chalé de madeira localizado na atual Praça 19 de Dezembro. Não encontrei qualquer informação indicando o motivo da troca de local.

A escolha gerou alguma polêmica. O jornal “Diário da Tarde” publicou a seguinte nota no dia 28 de fevereiro de 1914:

“Um dos jornaes desta capital noticiou que o sr. Prefeito municipal resolveu construir o paço municipal na praça Municipal, no local actualmente existe o mercado. Deve haver um equivoco na notícia:– o sr. prefeito não podia tomar essa resolução, havendo como ha uma lei recente da Camara, designando o local onde deve ser construido o predio, á Praça Santos Andrade, entre as ruas João Negrão e Senador Laurindo.
Enquanto não for revogada a lei, esse deve ser o local definitivo”

O mesmo jornal “Diário da Tarde”, no dia 14 de julho de 1914 publicou uma matéria de primeira página com o título “A Prefeitura estará violando uma lei municipal, ás escondidas? - É preciso que o caso seja esclarecido”, onde entre outras coisas escreveu: “ … uma turma de trabalhadores está lançando, dentro do mercado velho, os alicerces do edifício destinado a Paço Municipal. …”. A material continua em tom crítico, defendendo que a tal lei de 1912 deveria ser antes revogada e que os camaristas (vereadores) deveriam ter sido consultados antes de iniciarem as obras.

O Projeto


Existe alguma polêmica em torno de quem foi o autor do projeto do prédio, mas tudo indica é o autor é o próprio Cândido de Abreu. Como ele era o prefeito, possivelmente não fez o projeto de forma detalhada, desenhando plantas e tudo o mais. O detalhamento foi feito pela equipe da Comissão de Melhoramentos.

No dia 29 de julho de 1913 o jornal “A República” visitou a Câmara e a Prefeitura, instaladas então no Palacete Zacarias. Foram recebidos pelo próprio prefeito, Cândido de Abreu. No dia seguinte, 30 de julho de 1913, publicaram um relato da visita, entre outras coisas, escreveram sobre os planos do prefeito para o parque municipal (Passeio Público), o novo teatro (Teatro Guaíra), a avenida de contorno (não sei qual seria), o palácio municipal (o Paço Municipal), o novo mercado e sobre alguns outros projetos. Sobre o Paço Municipal escreveram o seguinte:

“Uma planta que está em mãos de habil desenhista, é a do Paço Municipal. Como se sabe, a Camara havia autorisado a Prefeitura a pôr em concorrencia o projecto desse edifício, estabelecendo tres premios que sommavam em 8:000$.
Entretanto, dada a competencia comprovada do nucleo technico com que hoje conta a administração municipal, o sr. Prefeito fez por seus proprios auxiliares executar, sob sua direcção, o referido projecto, que está digno dos maiores encomios. Assim poupou-se um dispendio de quantia relativamentente avultada, sem quebra das boas intenções dos srs. edis e com sorprehendente resultado.
O projecto do Paço Municipal, de estylo art nouveau, é de felicissima inspiração, valendo seguramente pelo predio mais bello da cidade. Brevemente daremos em cliché, o que a nossa penna imprecisamente descreveria.
O novo Paço vae ter uma invejavel collocação, pois será construído na Praça Santos Andrade, fora do alinhamento da rua Garibaldi, de maneira a ficar com a linha da fachada ajardinada. A sua frente dará para o palacio da Associação Comercial, e a sua banda lateral esquerda para o novo Palacio da Justiça.”

Nos anais da Câmara Municipal está registrado em 13 de outubro de 1913 um relatório feito por Adriano Goulin, engenheiro-chefe de obras municipais, onde consta a relação de plantas elaboradas pela Divisão de Trabalhos Técnicos da Comissão de Melhoramentos.

Na edição do jornal “Diário da Tarde” do dia 25 de de fevereiro de 1916, noticiando a inauguração ocorrida no dia anterior, entre outras coisas diz: “… foi construido sob planta confeçoada pelo habil desenhista engenheiro Michel, funccionario da construccão ferroviara e construido pelo experimentado architecto sr. Roberto Lacombe, sob as vistas do diretor de obras urbanas …”

Os construtores


Em 9 julho de 1913 o prefeito Cândido de Abreu criou através do decreto nº 66 A a “Commissão de Melhoramentos de Coritiba”. Esta Comissão projetou e coordenou diversos trabalhos de urbanismo e construções na cidade, entre eles o Paço Municipal.

O primeiro edital (contratação de mão-de-obra) que encontrei foi publicado no “Diário da Tarde” no dia 15 de janeiro de 1914.

O jornal “Diário da Tarde” publicou uma longa matéria nos dias 17 e 18 de janeiro de 1916, descrevendo o prédio em pormenores e tecendo elogios. Na matéria do dia 18 entre outras coisas está escrito o seguinte:

“… Os trabalhos de marcenaria foram executado nas officinas dos srs. Maderna & Bonne.
A esculptura e ornamentação foi feita pelo distincto architeto modelador sr. Roberto Lacombe.
A cantaria foi toda trabalhada por artistas portugueses e italianos.
As pinturas foram executadas pelos srs. J. Orttolani e João Guelffi, sendo que a este se devem as grandes decorações.
Os trabalhos de estuque e tingimento são dos artistas vindos de S. Paulo.
A direcção dos trabalhos esteve a cargo dos architectos constructores srs. Angelo Bottechia e cav. André Petrelli e a fiscalização foi feita pelo nosso conterraneo sr. Eduardo Chaves.
A superintendencia de todos os trabalhos nunca foi descurada pelos srs. prefeito municipal dr. Candido de Abreu e engenheiro chefe de obras municipaes dr. Adriano Goulin, que diariamente acompanhavam os serviços de forma que ficasse bem feita essa obra admiravel que tanto honra o povo coritibano.”

Participaram também diversos artesãos nos trabalhos de cantaria, marcenaria, carpintaria e acabamentos diversos, cujos nomes ficaram esquecidos no tempo.

Referências: